vinho toscana

Cellole Chianti Classico DOCG Riserva 2005

Chianti Classico é uma sub-região de Chianti, que fica dentro da Toscana. Alguns dizem que é o “coração de Chianti”. Nessa DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida) só é possível cultivar uvas tintas e para ter o selo da Denominação é necessário que os vinhos tenham pelo menos 80% da uva Sangiovese (que é a principal da região). O restante pode ser das uvas autóctones como a Canaiolo ou Colorino ou das internacionais como a Cabernet Sauvignon e a Merlot.

Em geral os vinhos são bem fortes na cor (rubi com toques alaranjados nas bordas), com aromas bem definidos e na sua grande maioria são vinhos de longa guarda.

O Cellole Chianti Classico Riserva 2005 é exatamente assim e se você gosta de vinhos dessa região, com certeza não vai se decepcionar com ele. É daqueles bem intensos no nariz e na boca. Depois de passar 24 meses em barrica e mais algum tempo em garrafa, ele desenvolveu aromas de frutas negras muito intenso, mesclado com um toque de tabaco, madeira seca, chocolate.

Na boca os seus taninos são muito presentes e mostram muita força, o que pede, com certeza, uma boa comida. A clássica Bisteca Fiorentina pode ser uma grande aliada aí. O vinho vai aguentar toda a sua gordura, com certeza.

Quem produz esse vinho é a San Fabiano Calcinaia e aqui no Brasil quem traz é a Decanter. Esse vinho não é dos mais baratos (custa em torno de 280 reais). Podemos até não gostar do preço, mas a qualidade vai ser difícil discutir.

Um abraço

Daniel Perches

Cesani Vernaccia di San Giminiano DOCG 2009

Provei esse vinho em um evento que tinha a intenção de mostrar “Os grandes vinhos da Toscana”. É claro que não passamos por todas as DOC’s e DOCG’s da Toscana, porque senão o evento teria que ter uns 3 dias, porque seria realmente muita coisa.

Mas provamos 5 vinhos e o primeiro era esse, o Cesani Vernaccia di San Giminiano DOCG 2009. E como “vinho é cultura”, um dado interessante é que a Vernacchia di San Giminiano foi a primeira DOCG de vinho branco. O título veio em 1993 e com ele vieram também as regras. Para um vinho ter o selo DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida) ele precisa ter no mínio 90% da uva Vernaccia.

O Cesani tem 100% de Vernaccia e é muito interessante. Aliás, acho que foi o primeiro vinho branco da Toscana que eu provei. E como ninguém está livre de preconceitos, eu não imaginava que na Toscana, a terra dos vinhos tintos, poderia ser feito um vinho branco de tamanha qualidade.

O vinho alia muito bem força e elegância e é daqueles que vai se abrindo com o tempo, se deixado na taça e bebido lentamente e vai mostrando alguns toques minerais e de frutas brancas. O vinho foi muito bem definido pelo sommelier que estava apresentando o evento: “e um branco com a força de um tinto”.

E essa força também pode ser usada na gastronomia. O vinho pode muito bem ser harmonizado com um molho de queijos e talvez até com algumas especiarias. Realmente um branco diferente e bem marcante, como um bom vinho da Toscana.

Eu deveria ter imaginado que eles não fariam coisa ruim por lá…

Se quiser saber mais sobre os vinhos, veja o site da Cesani.

Um abraço

Daniel Perches

Sasyr 2007

Há tempos não ia à Enoteca Decanter, em São Paulo. O espaço do Wine Bar é bastante aconchegante e eu gosto muito do serviço do pessoal de lá. É sempre uma boa opção pra se provar vinhos (que pode ser em taça ou pedir uma garrafa da loja) e conversar um pouco com os sommeliers e vendedores de lá, que conhecem bastante sobre vinho.

Dessa vez estive lá com um amigo que voltou de Portugal e a estadia por lá o fez gostar mais de vinhos, mas também, como era de se esperar, que ele tivesse uma preferência por vinhos daquele país.

Mas eu consegui convencê-lo a provar, pelo menos dessa vez, um vinho italiano. Estávamos buscando um bom vinho na loja quando me deparei com esse, que tem um corte muito interessante: 60% de Sangiovese e 40% de Syrah. Eu gosto bastante da Syrah produzida na Itália, pois ela parece que produz vinhos mais delicados do que os produzidos no novo mundo. E como gosto também da Sangiovese, resolvi arriscar esse vinho.

Ótima escolha. Esse corte trouxe elegância ao vinho, apresentando uma coloração rubi muito intensa, com aromas adocicados de frutas vermelhas com destaque para groselha, um toque de especiaria e toques de madeira molhada.

Em boca mostrou-se muito macio, com taninos muito finos. Final longo e sem amargor. Foi muito bem com embutidos italianos como salame, presunto cru e também com um queijo grana padano.

Na loja o vinho custou 73 reais. Já vi que no site está 75 (não sei porque no site é mais caro). É um vinho diferente e que vale a pena ser provado.

Um abraço

Daniel Perches