vinho sulafricano

Mount Rozier Merlot 2011 – bom, bonito e bom preço

Imagine um vinhedo que antes era um campo de flores. Esse é o cenário da Mount Rozier, que faz esse Merlot que é trazido pela Qual Vinho? para o Brasil. Essa vinícola da África do Sul, que fica próxima a Cape Town produz esse e outros vinhos que são bem interessantes.

O Mout Rozier Merlot 2011 é daqueles vinhos que tem bastante aroma de fruta, com um leve toque vegetal, dando uma graça para ele. Se você gosta daquele toque de aromas tostados, fique tranquilo, tem lá também. De leve, mas tem.

Mount Rozier The Beekeeper MerlotE na boca é bem fácil de beber. Boa acidez, bem vivo e potente, é um vinho que dá facilmente para ir bebendo enquanto se bate papo com os amigos, até mesmo sem comida. Por ser macio e redondo, você vai bebendo e nem percebe. Aliás, cuidado com isso, hein?

Com um preço convidativo, é mais uma boa opção de vinho vinda da África do Sul. Para nós que até bem pouco tempo atrás tínhamos basicamente só Pinotages ruins de lá, ver novos rótulos de qualidade sulafricanos é muito bom.

Se provar, me conte o que achou do vinho. Eu bebi o Cabernet Sauvignon também e conto em breve.

Um abraço

Daniel Perches

Stellenzicht Shiraz 2002

A uva Syrah é plantada no mundo inteiro. Junto com a Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Sauvignon Blanc e mais algumas outras, são consideradas já “uvas internacionais”. Qualquer país produtor de vinho tem essas variedades.

E justamente por esse motivo eu gosto de comparar vinhos feitos com essas uvas, desses diferentes países. Outro dia provei um Syrah da Sicília que estava fantástico. Leve, bem frutado, praticamente sem madeira e descendo como uma seda pela boca. Bem diferente dos Syrah que temos na Ámerica do Sul, por exemplo, que são mais encorpados e como é também o caso desse sulafricano, feito na região de Stellenbosch. Corpo, estrutura e vivacidade é o que não falta para esse vinho.

Apesar de seus 8 anos, em taça mostrou-se bastante vivo e ainda jovem, mesmo com um leve halo de evolução. No nariz deixou claro a sua marca, trazendo bastante especiaria e madeira.

Em boca, muita estrutura e taninos bastante finos, mas que ainda não estavam no auge da maturidade.

É um vinho denso e “pesado”, necessitando uma boa comida pra acompanhar. Pela sua estrutura, não é fácil combinar um bom prato. Eu iria com uma carne com bastante tempero e um molho forte, para não correr o risco do vinho nem tomar conhecimento do alimento e reinar sozinho.

Se gosta de vinho estruturado bem ao estilo novo mundo, essa é uma boa pedida!

Um abraço

Daniel Perches

Simonsig Tiara 2003

O Simonsig Tiara 2003 esteve na disputa e ficou entre os Top5 do Encontro de Vinhos, que aconteceu em Agosto de 2010, em São Paulo. Eu ainda não tinha tido oportunidade de provar o vinho. Realmente o vinho mereceu a sua colocação.

Produzido na região de Stellenbosch com as uvas Cabernet Sauvignon e Merlot, é um daqueles que fazem o bom nome da África do Sul como produtora de vinhos. Esse é importado pela Pacific.

Raka Pinotage 2008

A uva Pinotage sempre me atrai, apesar de às vezes eu me decepcionar fortemente com alguns vinhos feitos com ela. Mas algumas vezes eu também acerto, como foi o caso, quando provei esse vinho na Enoteca Decanter. Lá eles servem vinhos em taça com um preço bem justo, o que me faz sempre ter vontade de voltar.

Produzido pela vinícola de mesmo nome, tem as uvas plantadas e vinificadas na região de Klein River, na África do Sul. Aliás, o país é conhecido por produzir bons vinhos com essa casta.

Esse tem uma coloração rubi bastante viva e brilhante, com um halo bem pequeno de evolução. Tem aromas muito intensos, com destaques para os defumados. Em boca apresentou taninos bastante finos e elegantes e mostrou que o vinho ainda está um pouco jovem. Acredito que se for guardado por mais uns dois anos, deve ficar melhor ainda.

Combinou bem com presunto Parma (apesar da minha preocupação inicial antes de servir o vinho. Achei que não daria certo.) e também com queijos curados. Parece-me ser um vinho gastronômico, que pode ser facilmente harmonizado com carnes assadas ou comidas que tenham especiarias em sua composição, por exemplo.

Esse custa em torno de 75 reais na Decanter. Um bom preço pela sua qualidade. Ouvi falar bem dos vinhos da Raka feitos com outras cepas, mas ainda não provei. Quem sabe não faço isso na minha próxima ida à Enoteca?

Um abraço

Daniel Perches