Tag Archive | "vinho ícone"

Almaviva lança sua 15a safra em grande estilo no Brasil


Almaviva é a vinícola mais premium do Chile. Conhecida e reconhecida no mundo inteiro, é uma união de duas bodegas bem conhecidas: Viña Concha Y Toro e a Baron Philippe de Rotschild. A primeira é a maior do Chile (e a 5a maior do mundo, se não me engano) e a segunda é uma das mais conhecidas de Bordeaux, que faz vinhos excepcionais.

Em 1996, fruto da união das duas, saiu a primeira safra do vinho Almaviva, que era composto de Cabernet Sauvignon, Carmenère e Cabernet Franc. A idéia sempre foi a mesma, fazer o melhor vinho do Chile, ao estilo Bordeaux. E para isso os maiores esforços dos dois sócios sempre foram escalados, sempre trazendo grandes enólogos e trabalhando no melhor conceito de Chateau de Bordeaux.

ALMAVIVA2010-01E em 2010 foi feita a 15a safra do Almaviva, que foi apresentada em São Paulo em Março de 2013, num evento de altíssimo luxo e qualidade impecável.

Começamos com uma degustação vertical de sete safras (1998, 1999, 2001, 2005, 2007, 2009, 2010) onde o enólogo Michel Friou nos conduziu através da história da vinícola, mostrando os diferentes momentos de cada um dos vinhos. É interessante ver como o vinho teve mudanças leves no seu estilo de produção, mas sempre mantendo a alta qualidade, classe e elegância. A safra 2010 veio com uma novidade: adicionaram a Petit Verdot, que é também uma das uvas do chamado corte bordalês.

De todas as safras provadas (depois provamos mais no jantar), fiquei bastante impressionado com a 2001, a 2005 (que para mim foi a melhor de todas) e a 2010, que promete ser um grande vinho pelos próximos anos.

Aqui conto um pouco mais do 2010 e em outros posts contarei sobre as outras safras. Essa 15a colheita mostrou-se ainda jovem, mas com toques bem interessantes que quando evoluírem vão ser um grande vinho. Na boca é bem potente, mas mostra uma ótima elegância, que não ataca com força, mas com constância. Aromas ainda fechados e taninos bem intensos, mas muito macios. É sem dúvida um vinho que merece um descanso de alguns anos antes de ser consumido, mas se você não resistir, pelo menos tenha uma boa comida junto.

E já que estamos falando em comida, tivemos também belíssimos pratos neste evento. O buffet foi comandado por Emmanuel Bassoleil, o francês que arrebenta lá no Unique/Skye. Durante o serviço, outras safras servidas e a primeira, a 1996, que veio para o Brasil em tamanho Double-Magnum, estava espetacular.

Para coroar o show, uma apresentação impecável do Barbeiro de Sevilha. Evento black-tie à altura do vinho, como deveria ser.

É, o Almaviva mostrou que não veio para ser coadjuvante, mas sim ator principal.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2010, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Chile, Petit VerdotComments (0)

Vik quer ser o melhor vinho do Chile


Vik é uma vinícola relativamente nova no Chile. O nome vem do sobrenome do proprietário, que é um norueguês que tem negócios pelo mundo inteiro. Resolveu que queria fazer vinho, foi até o Chile e comprou uma propriedade enorme. Quando estive lá e visitei, fiquei impressionado com o tamanho, com a qualidade e tecnologia que estão utilizando.

Mapearam todo o solo, contrataram enólogos muito experientes e já produziram 2 safras, a 2009 e a 2010. Trabalham com conceitos orgânicos e holísticos e na safra 2010 usaram até leveduras indígenas, que é algo que desperta paixões de vários enófilos e críticos.

A safra 2009 é composta de 63% Carménère, 25% Cabernet Sauvignon, 1.5% Cabernet franc, 0.2% Merlot e 0.3% Syrah. Tamanha precisão tem motivo: os caras querem fazer o melhor vinho do Chile. Sim, meus amigos, segundo o pessoal da Vik, em alguns anos vamos esquecer Almaviva, Clos Apalta e companhia e vamos querer só saber do Vik. Aliás, eles só fazem esse vinho. Não tem segundo vinho, terceiro, vinho de entrada, etc. Só um, que tem que ser o melhor.

Eu provei as duas safras e a qualidade é incontestável. É daqueles vinhos que nem precisamos ficar falando muito, porque ele fala por si só. Excelentes aromas, taninos e acidez. É fato que o vinho ainda está jovem e tenho certeza que vai melhorar muito com o tempo, mas até para beber agora está bem legal.

Almoçei na vinícola com o Vik 2009 acompanhando toda a refeição. Foi muito bem com uma carne de cordeiro, mas o que mais me impressionou foi que ele harmonizou com a sobremesa: mousse de chocolate.

Como todo vinho ícone, ele também custa caro. O 2009 já está esgotado e o 2010 está sendo vendido a 130 dólares pelo site deles.

Se vai ser o melhor do Chile ou não eu não sei, mas sei que vale a pena ficar de olho nesses caras. No mínimo, vão fazer barulho e incomodar muita gente em concursos por aí.

Quer saber mais? Veja o site da Vik.

 

Um abraço

Daniel Perches

Posted in Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Chile, Merlot, SyrahComments (0)

11 vinhos ícones chilenos


O Chile é o país que mais manda vinhos para o Brasil. 40% de todos os vinhos importados por aqui são chilenos. Temos de tudo, desde os basicões, como os “Reservados” até grandes vinhos, chamados vinhos “ícones”. Esses, é claro, custam mais caro, mas são verdadeiras jóias.

Provei 11 deles (há muitos outros ícones) no evento da Wines of Chile, que por sinal foi muito bem organizado. Gostei muito de ver novamente o Pedro Parra, que é PhD em terroir, mas gostei muito mais de ver o Peter Richards, que é Master of Wine e apresentador da rede BBC, em Londres. O cara é uma figura e tem sempre uma história bacana para contar sobre os vinhos.

Então se você estiver em busca de vinhos ícones chilenos, abaixo você tem um mini-guia que pode ajudar.

1 – Cipreses Vineyard 2011
Feito com Sauvignon Blanc no Vale de San Antonio pela Casa Marin, é uma explosão de aromas. Frutas, toques minerais e florais enchem a taça. Para quem gosta de aroma forte, é um prato cheio.

2- Casa Real Cabernet Sauvignon 2007
Produzido pela Santa Rita, da famosa enóloga Cecília Torres. Um vinho elegante e relativamente leve, com aromas de frutas e leve tostado ao fundo. Passa 15 meses por barrica, mas não tem aqueles toques fortes e enjoativos. Ainda está jovem e pode ser guardado tranquilamente por mais alguns anos.

 3 – Don Melchor 2008
Um dos mais conhecidos. Produzido pela Concha Y Toro, nesse ano foi feito com 95% de Cabernet Sauvignon e 5% de Cabernet Franc. Achei que ele ainda estava com aromas fechados quando foi servido e deixei na taça. Depois de umas 2 horas ele começou a abrir e trazer aromas bem agradáveis e suaves. Vale conhecer pela sua tradição.

4 – Carmín de Peumo 2007
Impressionante! Esse vinho é feito com 90% de Carmenere, 6,5% de Cabernet Sauvignon e 3,5% de Cabernet Franc, e é uma porrada! O vinho é super potente, com aromas densos de frutas negras, pimentas e até toques minerais. Para beber com calma e com uma boa comida, porque ele é pesadão, mas ao mesmo tempo sua boa acidez não o deixa chato.

5 – Duque D’A 2008
Esse eu nunca tinha nem ouvido falar. É produzido pela Aristos, com Cabernet Sauvignon do Vale do Rapel. Gostei do vinho, mas nesse painel não ficou nem perto dos meus preferidos. Achei que tinha um pouco de adocicado demais e também um toque verde.

6 – Altaïr 2006
Cabernet Sauvignon, Syrah e Cabernet Franc do Vale Cachapoal fazem com que o vinho seja muito potente, com bastante acidez e excelentes taninos. É complexo e é outro que eu deixaria na taça ou no decanter por umas boas horas antes de beber. Depois disso você terá uma grata surpresa.

7 – Don Maximiano Founders Reserve 2007
Eu já tinha provado uma safra desse vinho e não tinha achado nada de especial. Foi o dia de provar novamente e ver se ele é tudo isso mesmo que falam. Realmente o vinho é bom (acho que o outro que eu provei estava num dia ruim). Toques balsâmicos, frutas leves e frescas e um final muito saboroso e correto, sem amargor. Tirei a má impressão que eu tinha sobre ele.

8 – Seña 2007
Para mim é um dos maiores ícones do Chile. Produzido no Vale Central, leva Cabernet Sauvignon, Carmenere, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot. Achei esse bem austero, tranquilo, sem grandes porradas de aromas, mas muito elegante. Me pareceu melhor na boca do que no nariz.

9 – Montes Alpha “M” 2009
Eu confesso que sou fã da região de Apalta, que é de onde esse vinho vem. Para mim foi um dos melhores de todo o painel, se não foi o melhor. É um vinho muito potente de aromas e daqueles que pintam os dentes, mas ao mesmo tempo é fácil de beber. Lembra um Bordeaux intenso.

10 – Clos Apalta 2009
Desde sua safra premiada de 2005 que eu venho acompanhando esse vinho, que é realmente um sucesso. O impressionante é que ele é feito em sua maioria (76%) de Carmenere, mas parece mais um grande vinho de Bordeaux. Para beber devagar, apreciando o vinho, até porque pela sua potência, se você beber muito rápido, vai enjoar.

11 – Montes Folly Syrah 2007
Painel fechado com chave de ouro, com esse belíssimo Syrah vindo de Apalta. Aromas doces, mas na medida. Chocolate, tabaco e toques de menta passam pela taça de forma harmônica e saborosa. Fiquei chateado de deixar o vinho na taça ao sair da degustação. Queria ter bebido tudo!

 

Dá pra montar uma boa degustação com esses aí, viu?

Um abraço

Daniel Perches

* Foto de capa: Wines of Chile – www.winesofchile.org

Posted in 2006, 2007, 2008, 2009, 2011, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Chile, Merlot, Sauvignon BlancComments (0)

Cenit – vinho ícone da Caliterra. Feito no Chile com estilo de Bordeaux


A Caliterra é uma vinícola que sempre me chamou a atenção. Sempre que vou à Enoteca Decanter, seja para comprar um vinho ou para beber algo com amigos (porque lá tem um winebar bem legal), eu me deparo com os rótulos da Caliterra e acabo não bebendo. Talvez pela grande quantidade de opções boas que a importadora tem ou talvez, tenho que admitir, por um pouco de preconceito. Vinhos chilenos podem ser muito bons, mas também podem ser daqueles que você enjoa já no primeiro gole.

Eu deveria ter acreditado mais na qualidade da Decanter e provado antes esses vinhos, porque são bem legais. O Cenit é o ícone, ou o vinho top da vinícola, mas provei também outros mais básicos que me interessaram (com exceção do Sauvignon Blanc, que eu achei intenso demais e não me agradou).

Não só provei o Cenit como foram 3 safras degustadas. 2006, 2007 e 2008. Uma vertical para conhecer o potencial do vinho e as suas características. O que eu mais gostei foi o 2007, mas como esse não está no mercado, nem adianta ficar aqui contando todas as características dele, se você não vai encontrar para comprar.

O que está no mercado hoje é o 2008, um corte de 34% de Malbec, 30% de Cabernet Sauvignon, 21% de Petit Verdot e 15% de Carmenere, com todas as uvas vindas do Valle del Colchagua.

A novidade fica por conta do Carmenere, que não aparece nas edições anteriores. E é esse Carmenere que me parece dar um aroma mais herbáceo para o vinho, mas sem tirar a sua elegância. Com um estilo bem parecido com Bordeaux, o Cenit é daqueles vinhos que tem todos os aspectos bem trabalhados: acidez, taninos, aromas, sabores, etc. É um vinho gastronômico, mas se você for beber ele sozinho, sem comida, pode sentir que está um pouco “duro” ainda, pois precisa de envelhecimento. Se tiver paciência de esperar, pode guardar tranquilamente mais uns 4 anos, que aí sim terá um grande vinho, pronto para beber.

Custa 282 reais na importadora. Sim, é caro, mas quem disse que vinhos ícones são baratos?

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Chile, Malbec, Petit VerdotComments (0)

VSC Santa Carolina – vinhos que envelhecem com elegância


Os vinhos chilenos são uma paixão do brasileiro, isso não dá pra negar. Alguns até tentam dizer que é porque tem muita oferta por aqui, mas a verdade é que gostamos dos vinhos de lá mesmo.

E o Chile é um país que produz todo tipo de qualidade de vinhos, desde os mais básicos, até grandes ícones, como é o caso do VSC (iniciais de Viña Santa Carolina). Quem já visitou a vinícola diz que é um passeio muito bonito e que vale a pena. Eu ainda não fui, mas pretendo conhecer em breve. Quem trouxe o VSC de lá também guarda como jóia, não só pelo preço, mas pela qualidade mesmo.

Eu provei, aqui no Brasil, quatro safras do VSC: 2005, 2007, 2008 (que é a que está sendo comercializada agora) e a 2009 e gostei muito da qualidade e da forma como é feito o vinho. Se você tem algum desses em casa, veja como ele está agora.

VSC 2005
70% Cabernet Sauvignon, 20% Syrah, 10% Petit Verdot
Esse vinho ficou 5 horas no decanter antes de ser servido, e quando eu provei ainda não estava com seus aromas totalmente abertos. É um vinho que dá pra guardar mais tempo seguramente. Bastante fruta no nariz, acidez correta e leves toques balsâmicos no nariz e na boca. O final dele foi o que menos me impressionou, mas ainda assim é um grande vinho que merece atenção.

VSC 2007
80% Cabernet Sauvignon, 10% Syrah, 10% Petit Verdot
Foi o meu preferido em termos de aromas e de potência. Vivo, elegante e muito intenso, me pareceu até mais pronto do que o 2005. Toques até florais no nariz davam um ar diferente para esse vinho. Justamente pela sua potência, não é fácil harmonizar. Precisa de uma comida forte e potente também. Pode carregar na pimenta que não vai ter problema.

VSC 2008
80% Cabernet Sauvignon, 15% Carmenere, 5% Syrah
Esse veio com toques mais adocicados e com um pouco menos de acidez, mas também trouxe toques de chocolate e tabaco no nariz e na boca, dando um charme diferente. Ainda estava muito fechado nos aromas, precisando de mais tempo de decanter para mostrar todo o seu potencial. Se você for abrir um desses, coloque no decanter várias horas antes.

VSC 2009
60% Petit Verdot, 15% Cabernet Sauvignon, 10% Carmenere, 3% Malbec, 2% Mourvedre
Foi o que me chamou a atenção pelo seu corte, tendo uvas diferentes dos anteriores na composição. Não sei se os 2% de Mourvedre que contribuiram, mas esse também tinha um toque balsâmico interessante. Por ter predominância de Petit Verdot, percebe-se notas mais vegetais e de pimentas, que dão também uma graça para o vinho. Vai ser um grande vinho, mas eu guardaria por mais uns bons 5 anos.

Depois de tudo isso, ainda provamos o Herencia 2007, um Carmenere ultra-premium da vinícola, que surpreendeu pela qualidade, mas esse eu conto depois.

Você pode conhecer mais sobre os vinhos da Santa Carolina através do site do produtor ou pelo importador, Casa Flora.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, 2007, 2008, 2009, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Chile, Malbec, Mourvedre, Petit Verdot, SyrahComments (6)

Cousiño-Macul Lota Reserva Especial 2007


Eu conhecia poucos vinhos da Cousiño-Macul. Lembro-me de ter provado um de uma safra antiga (1999 se não me engano), que foi um grande presente que o meu amigo Silvestre Tavares (http://www.vivendoavida.net) levou para um encontro com vários blogueiros. Era uma garrafa das grandes (double magnum, acho) e fez um sucesso danado.

Depois disso, acho que bebi uma outra garrafa desse produtor, mas nada expressivo. Até que estive em um jantar com o Sr. Carlos Cousiño, proprietário da vinícola, que veio até o Brasil para apresentar alguns de seus rótulos.

Provei vários e dentre eles estava o Lota 2007. Feito com Cabernet Sauvignon e Merlot, é o vinho ícone deles. É daqueles vinhos que merecem o título de ícone mesmo, porque é um grande vinho. Tem aromas complexos, passando por frutas, flores, toque suave de madeira, nada de “goiabada” típica do Chile nos vinhos. Na boca é macio mas ao mesmo tempo potente, com taninos bem definidos.

O que eu gostei desse vinho é que, apesar de ser potente, ele pode harmonizar bem com vários pratos. Falo isso porque muitas vezes provo alguns “grandes vinhos” principalmente do Novo Mundo que são excelentes, mas não combinam com praticamente nenhuma comida. Com o Lota o negócio é diferente. Ele acompanha muito bem uma comida (tem que ser bem estruturada, é verdade, mas dá).

E pra melhorar ainda, o Sr. Carlos Cousiño nos contou sobre o nome do vinho e o que eles fazem num pequeno povoado lá do Chile. Veja a entrevista rápida com ele e me diga se não seria legal que todos fizessem o mesmo.

Os vinhos da Cosiño-Macul são importados pela Santar no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Cabernet Sauvignon, Chile, MerlotComments (0)

Don Maximiano 2005 – Errazuriz


Quem produz esse vinho é a Viña Errazuriz, uma vinícola chilena situada no Vale do Aconcagua. É inclusive bem famosa e na minha opinião, com toda razão. Eles fazem realmente bons vinhos e vejo que por aqui no Brasil eles são muito bem aceitos.

O Don Maximiano é o vinho top da vinícola e especificamente na safra de 2005 foi feito com as uvas Cabernet Sauvignon (85%), Cabernet Franc (7%), Petit Verdot (5%) e Shiraz (3%). Um corte que trouxe bastante estrutura para o vinho.

Apesar de sua idade, o vinho parecia bem jovem. Aromas de frutas vermelhas estavam em abundância e dessa vez, mesmo degustado às cegas, não foi difícil de perceber que era um vinho chileno, pois o aroma característico estava  lá presente: aquela fruta vermelha adocicada, lembrando até um pouco de goiaba (e olha que nem tem Carmenere nesse, pois muita gente diz que o aroma de goiaba é vindo da Carmenere).

Na boca mostrou um bom corpo, mas o álcool ficou um pouco acima do que eu esperava. Tem 14,5% e dá pra sentir realmente. Mas é um vinho que tem uma boa acidez, o que ajuda na degustação, principalmente se acompanhado de uma boa carne, por exemplo.

Como todo bom vinho top ou vinho ícone, esse custa caro. Quem importa é a Vinci Vinhos e ele custa em torno de R$ 300,00. Se você gosta de vinhos chilenos, com certeza é uma boa pedida. Mas lembre-se que vem com o aroma de goiabada junto!

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Chile, Petit Verdot, SyrahComments (0)

Don Laurindo Comemorativo 80 anos


No Encontro de Vinhos OFF eu tive um grande prazer, que foi poder, depois de tudo terminado, jantar com alguns amigos. Dentre eles estava o Ademir Brandelli, o responsável pela vinícola Don Laurindo, um dos ícones da viticultura no Brasil.

Ademir é figura conhecida e não conheço quem não goste de seus vinhos. São bem feitos e bem cuidados. Foi a Don Laurindo que fez o primeiro Tannat no Brasil. Há controvérsias sobre a data, mas provei um da safra de 1995 (sem passagem por carvalho) da adega dele quando estive no Sul que estava fantástico.

E por conta da comemoração dos 80 anos do Sr. Laurindo Brandelli e 20 anos da vinícola, o Ademir resolveu fazer um vinho comemorativo com as castas representativas da vinícola: Ancellota, Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot e Tannat.

Tive a oportunidade de provar o vinho na ExpoVinis 2011 e realmente comprovei o que já tinha ouvido falar: o vinho é uma potência! Tem muito tempo de vida ainda e está muito novo. Segundo o próprio Ademir, deve-se guardar esse vinho pelo menos uns 15 anos antes de abrir. Eu não duvido, porque me pareceu muito estruturado para isso.

Mas se você gosta de um vinho que tem muita fruta negra, bastante madeira e um leve toque de terra molhada, pode abrir esse vinho agora. Não vai se arrepender. Eu gosto de vinhos evoluídos, mas também não sei se terei tanta paciência. O que eu posso fazer é contar aqui se eu provar antes. Isso eu prometo! :)

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Ancellota, Brasil, Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot, TannatComments (0)

O Miolo Sesmarias existe. E é bom!


Para os mais desavisados, Sesmarias é o nome do vinho top da Vinícola Miolo, que fez sob a supervisão do famoso enólogo Michel Rolland. Rolland é conhecido como “flying winemaker”, pois dá consultoria para vinícolas no mundo inteiro. E quando a parceria dele foi anunciada para a produção desse vinho na Miolo, a notícia veio junto com muito marketing, prometendo ser o vinho top do Brasil. E sempre que alguém me perguntava algo a respeito desse vinho, eu devolvia a pergunta: “mas esse vinho existe? Eu nunca nem vi nem uma garrafa, nem mesmo fechada. Aliás, o rótulo eu só tinha visto no site e em alguns releases que recebi.

Mas finalmente tive a oportunidade de prová-lo. E o vinho é realmente muito bom e faz juz a todo o marketing feito em volta dele.

Produzido com 6 castas (e daí que vem seu nome), vindas de plantas com baixíssima produção (menos de 1kg por planta), o Sesmarias é composto de Cabernet Sauvignon , Merlot, Petit Verdot, Tannat, Tempranillo e Touriga Nacional.

Na taça mostrou-se um vinho ainda muito jovem, com um brilho muito intenso. Seus aromas ainda estão fechados, mas aos poucos foram se abrindo, mostrando frutas vermelhas e negras em plena harmonia com a madeira. Em boca é muito macio, mesmo quando mostra seus taninos ainda jovens. Muito volumoso e aveludado e com um final primoroso. Ou seja, um vinho que pra mim, não teve nenhuma aresta.

Segundo o pessoal da Miolo, quem comprou, garantiu o seu. Restam apenas algumas poucas garrafas , que só estão à venda na própria Miolo e custam em torno de 270 reais. É, meus amigos, não é um valor baixo. Quem comprou e já provou, diz estar satisfeito.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Brasil, Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Verdot, Tannat, Tempranillo, Touriga NacionalComments (8)

Sebastiano Rosa, o homem que faz o Sassicaia


Sebastiano Rosa é o homem que faz o mítico Sassicaia. Esteve no Brasil a convite do importador (Ravin) e tivemos a oportunidade de almoçar com ele. Contou-nos sobre seus vinhos feitos na Toscana (Sassicaia, Guidalberto, Le Difese) e também sobre os vinhos que ele produz na Sardegna, à base da Carignano (Barrua e Montessu), que são também vinhos para se beber ajoelhado. Vejam o que ele nos conta sobre a sua atuação e até sobre o polêmico Berlusconi.

Posted in ItáliaComments (2)

Petrus em taça


Você já pensou em beber um Petrus? Sim, estou falando daquele vinho famoso, que é um dos grandes sonhos de consumo dos enófilos? Pois agora é possível provar esse grande vinho em taça, no recém-inaugurado Wine bar da Daslu, que é comandado pela Expand.

Estive lá e conversei com o Otavio Piva, que contou um pouco mais sobre os vinhos que tem por lá e também sobre a máquina que serve o vinho de forma exata. Um primor.

Veja a entrevista e se tiver oportunidade (e bolso), vá provar. Nesse dia eu provei outros belíssimos vinhos como um Montrachet e um Barbaresco que ficarão na memória. O Petrus ficará para outro dia, mas não sei se resistirei por muito tempo.

Posted in França, MerlotComments (4)

Lidio Carraro Grande Vindima Merlot 2005


É fato que o ano de 2005 foi um grande ano para a colheita e para a produção de vinhos aqui no Brasil. Não é à toa que os vinhos brasileiros dessa safra não são fáceis de se encontrar, e geralmente, quando colocados para alguma degustação ao lado de outros vinhos de outros anos, saem-se melhor.

Tive então a sorte de provar esse vinho da Lidio Carraro, que une um bom ano a uma boa casta, que é a Merlot (esse é feito 100% com essa uva, lá de Encruzilhada do Sul), que é inclusive emblemática do nosso país.

Primando pela qualidade, a Lidio Carraro sempre apresenta vinhos excelentes e que merecem destaque. E com esse não foi diferente. Mas atenção: se for beber esse vinho, eu recomendo que se deixe aerar por um tempo, se possível. Ele precisa de um tempo para respirar e com certeza vai “retribuir” com ótimos aromas, pois logo ao ser aberto ele ainda está bem fechado, sem apresentar muitos aromas. Com o tempo, surgem toques de frutas vermelhas, terra molhada, chocolate e toffe.

Em boca apresenta uma boa acidez e um bom corpo. Seu final é relativamente longo e com um mínimo de amargor, que não atrapalha.

É um belo Merlot, que apresenta muito bem as características do terroir brasileiro.

Esse custa em torno de 90 reais (pelo site da vinícola. Pode variar de acordo com a loja e região). Não é o vinho brasileiro mais barato que já vimos, mas sua qualidade recompensa.

Se tiver oportunidade, prove. Não vai se arrepender.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, Brasil, MerlotComments (3)

Advert
Add to Google  http://www.wikio.com Bloggers - Meet Millions of Bloggers