Tempranillo

Toro Loco 2013 – Safra nova chegando

Se você bebe vinhos e algum dia acessou a web para procurar quais são os mais populares e mais vendidos no Brasil, certamente se deparou com o Toro Loco. Se ainda não conhece o vinho ou não provou essa nova safra, sugiro que faça isso. Vale a pena.

Ao comprar uma garrafa de Toro Loco, tenha em mente que você vai receber um vinho espanhol, feito com a uva Tempranillo, mas que não passa por barricas ou qualquer outro tipo de amadurecimento. São as uvas fermentadas e engarrafadas. E o que você ganha com isso? Você vai beber um vinho mais leve, com mais aromas de frutas vermelhas, sem aquele toque de barrica, esfumaçado, charuto ou chocolate que você tanto ouve por aí.

toro_loco_2013O Toro Loco é um vinho para você beber com amigos, com uma boa pizza (a Wine.com.br que recomenda em seu site. Eu acho que uma boa seria uma portuguesa), em um churrasco ou até mesmo na beira da piscina. Dá para resfriar um pouco o vinho e ele não vai perder muita coisa. Aliás, vai só ganhar.

Compre e prove o Toro Loco, afinal de contas provavelmente seus amigos do vinho vão falar sobre ele. Vale a pena ter a sua opinião, mas para fazê-la eu sugiro que você leve em conta toda a proposta do vinho, que é um pouco do que eu contei acima, além de ser uma ótima opção para o dia a dia sem gastar muito.

Se a safra anterior foi sucesso de vendas, essa deve ser também. O vinho veio mais macio, com mais aromas frutados e com um toque levemente mais doce na boca.

E aí, encara esse Toro ou vai deixar o seu preconceito te levar?

Um abraço

Daniel Perches

 

Coronas Tempranillo 2011

Coronas é um vinho que muita gente deve conhecer aqui no Brasil, pois é feito pela vinícola Miguel Torres, na Espanha. Essa vinícola não só é bem antiga, mas seus vinhos estão por aqui já há algum tempo e pela sua qualidade, dá para entender que estejam na cabeça dos enófilos.

coronas_tempranillo_2011E esse Tempranillo (lá da região da Catalunya) tem algumas características bem bacanas que eu acho que vale a pena conhecer. É daqueles vinhos macios, fáceis de beber, mas não quer dizer que é levinho. Precisa ter um bom acompanhamento e eu diria que no mínimo um risoto de calabresa (foi o que eu testei e deu certo) ou claro, uma boa carne na brasa.

Você vai encontrar aromas de frutas, mas também toques defumados e de especiarias no final, deixando ele bem interessante. A Tempranillo é uma uva bem legal que vale ser bebida com atenção. Você vai certamente encontrar vinhos feitos com ela bem complexos, principalmente da Espanha. Se quiser um bom intermediário tanto em complexidade quanto em preço, o Coronas cumpre bem a função.

Os vinhos da Miguel Torres são importados pela Devinum no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

Marqués de Riscal Reserva 2008

O vinho Marqués de Riscal é um clássico. Quem ainda não conhece, vale a pena. E se for à Rioja, a visita à Bodega, que tem um design bem arrojado, como pode ver na foto aí em cima.

Veja o vídeo da degustação.


Um abraço

Daniel Perches

Embocadero 2010 – Tempranillo Top custando em torno de 50 reais

De vez em quando, no meio de um monte de vinhos que provo em feiras e eventos, eu acabo encontrando um como esse Embocadero, do produtor San Pedro Regalado. Eu já tinha até ouvido falar dele e me lembro de ter visto o seu rótulo lá na loja da Grand Cru, que é a importadora, mas nunca me atentei muito e sempre passou batido.

embocadero_2010O fato é que eu estive no Grand Tasting, evento da importadora que apresenta as novidades e seu portfólio para o mercado e passando pela mesa denominada “Espanha, a Terra do Tempranillo“, lá estava ele, no meio de outros Tempranillos, para ser degustado. De todos os que eu provei, esse foi o que mais me chamou a atenção e fiquei ainda mais contente quando soube o preço. Custa R$ 52,00 lá no site (e provavelmente na loja deva custar a mesma coisa).

Feito 100% com a uva Tempranillo, é um vinho porrada. Tem bastante aroma de fruta negra e toques de especiarias muito legal. É um vinho que tem bastante tanino também e na hora pensei que uma boa carne seria uma parceira ideal para ele.

Eu gosto de Tempranillo assim, bem porrada mesmo. Quando bebo um desses, fico pensando em pratos espanhóis e tentando me imaginar lá, bebendo e comendo como os espanhóis.

Esse com certeza entra para a minha wishlist, não só pelo preço, mas principalmente pela qualidade.

Um abraço

Daniel Perches

Alonso del Yerro 2006

Eu tentei fazer uma proposição de beber mais vinhos espanhóis em 2013. Infelizmente até agora a minha performance não tem sido digna nem de figurar entre os top5 países mais consumidos por mim. Sim, uma vergonha e uma falta de comprometimento, mas como dizem que o primeiro passo para a mudança é o reconhecimento, aí está então. Admito que preciso me dedicar mais aos vinhos espanhóis. Pronto, falei!

alonso_del_yerroE nessa levada eu provei outro dia um que eu gostei muito, que foi o Alonso del Yerro 2006, feito 100% com a uva Tempranillo na região de Ribera del Duero. Essa região é uma das mais famosas da Espanha e tem vinhos potentes, estruturados e muitos podem durar anos e envelhecer com qualidade (como é o caso deste, que com certeza aguentaria mais uns 10 anos em garrafa).

O Alonso del Yerro que eu provei estava jovem ainda, com taninos bem intensos, aromas ainda fechados e que precisaram de um tempo de decanter para se mostrarem com mais intensidade. Eu já tinha lido que poderia guardar por mais tempo esse vinho, mas resolvi abrir e testar. Se você curte vinho bem potente, pode mandar bala e abrir o seu, mas se prefere algo mais evoluído, mais macio, recomendo guardar. Nas duas opções, uma boa carne sem muita gordura, como um ojo de bife, me parece que é uma boa escolha.

Os vinhos Alonso del Yerro são importados pela Península Vinhos no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

Valtravieso VT 2006

Sabe aqueles vinhos que você já imagina que vão ser “porrada” logo de cara? Aconteceu isso comigo quando eu vi o Valtravieso VT. Garrafa pesadona, rótulo preto, imponente. Aí vi que era um vinho da região de Ribera de Duero, na Espanha e feito 100% com a uva Tempranillo. Não que isso seja uma regra (e alías, longe disso), mas algo me dizia que vinha algo bem potente por alí.

Dito e feito. Quando abri a garrafa e coloquei na taça já senti que ele não estava para brincadeira. 5 anos de vida e o vinho parecia que tinha sido feito ontem. Sabe aqueles vinhos com aquela cor densa, que você não vê do outro lado da taça? É ele!

No nariz tem aqueles aromas de frutas negras, um pouco de pimenta e um toque de barrica, lembrando baunilha. Na boca é super potente, mostrando que os seus 14,5% de álcool estão ali, firmes e fortes.

Eu bebi esse vinho com um risoto de funghi com um medalhão de filé bem temperado. Foi muito bem. É bem verdade que eu acho que o vinho ainda passou um pouco por cima da comida, mas tudo bem. Como era um dia especial (aniversário da minha esposa),  tinha muito mais em jogo do que o vinho e a comida. E assim ficou tudo perfeito.

É um vinho que eu recomendo para quem gosta daqueles bem fortes, estrututurados. Ah, se quiser deixar ele na adega por mais alguns anos, acho que não vai ter problema nenhum. E se quiser saber mais sobre o vinho, veja o site da Valtravieso. A importadora é a Wine Society.

Um abraço

Daniel Perches

Sabor Real Tempranillo 2008 – 90 pontos do Parker e custa menos de 50 reais

Sabor Real é um vinho de uma vinícola relativamente nova, a Bodega Campiña, mas que pelo jeito veio para arrebentar. O vinho da safra 2008, feito com a uva Tempranillo, ganhou nada menos do que 90 pontos do Robert Parker.

Não resisti e comprei no supermercado e provei.

Na Estrada do Vinho – O. Fournier (Episódio 1)

Primeiro episódio (de dois) que gravamos na Bodega O.Fournier, em Mendoza. Uma belíssima bodega, com uma arquitetura premiada.

IXE 2007 Tempranillo

Alguns produtores possuem histórias tão interessantes quanto seus vinhos e isso torna a degustação mais interessante ainda. É o que acontece com o produtor do IXE, o único Tempranillo que é produzido na região da Toscana, na Itália.

Durante muitas gerações, a família de Leonardo Beconcini produziu vinhos naquela região. E durante todo o tempo, uma parcela de seus vinhedos produziu vinhos excepcionais, com uma maciez incrível e que agradava a todos que passavam por lá. Mas Leonardo (e seus antepassados) não sabia que uva era aquela. As plantas mais velhas foram sendo clonadas e substituídas por novas, mas nunca perdendo a sua característica, apesar de não saberem qual era a sua variedade. Depois de muito tempo e de muitos pedidos de informação de seus clientes, a família resolveu fazer um teste de DNA da planta e descobriu: era Tempranillo.

Mas como a Tempranillo foi parar ali? Lá foram eles buscar mais informações e descobriram que a propriedade da família está situada numa antiga rota de peregrinos que vinham da Espanha. Acredita-se que algum deles em passagem por lá deva ter trocado sua hospedagem por sementes de uva. E aí se iniciou toda a história.

Como não sabiam qual era a variedade do vinho e para não deixar os seus ávidos consumidores na mão, colocaram um nome: IXE (que significa “X” em italiano). E não só o nome como principalmente o vinho, caiu no gosto do pessoal.

Belíssima história, que alia sorte a esmero dos produtores, que cuidaram muito bem de seus vinhedos durante gerações.

E mais sorte a minha, que pude provar o único vinho feito com a uva Tempranillo vindo da Toscana. Um vinho fantástico, com aromas muito pronunciados e francos, com uma maciez impressionante na boca e que combinou perfeitamente com as carnes que provamos no dia em que meu amigo Beto (que é amigo do produtor) me trouxe esse vinho para provar.

Esse é um vinho que merece atenção, pois se trata de uma variedade de uva conhecida, mas com características bastante distintas (e boas). Uma prova irrefutável de que o terroir influencia as características das uvas, sem dúvida. Se puder provar, não perca a chance, pois tenho certeza que vai gostar.

Um abraço

Daniel Perches

Salamandra 2006

 

Esse vinho foi degustado para a avaliação para a Confraria Brasileira de Enoblogs. Cada mês é a vez de um dos confrades escolher o vinho e degustamos, cada um em sua cidade, e postamos no blog preferencialmente no mesmo dia, para avaliarmos as impressões. Essa edição ficou a cargo do Marcus, do blog Azpicuelta, escolher. E acho que ele mandou bem.

Esse vinho é produzido na região de Castilla Y Leon , na Espanha e é feito 100% com a casta Tempranillo, considerada a mais emblemática desse país.

Apresentou-se bastante equilibrado e pronto para o consumo, com uma coloração rubi com reflexos já um pouco evoluídos.

salamandra

No nariz destacaram-se os aromas de frutas vermelhas frescas, um toque amadeirado e um pouco de especiarias. Houve uma leve evolução de aromas na taça durante o tempo de aeração (em torno de 30 minutos), mas nada muito significativo. É um vinho que dá pra abrir e já beber.

Seus taninos são bem equilibrados e já evoluídos, boa acidez e um final um pouco alcoólico e uma pontinha de amargor, mas que com uma comida bem estruturada, vai ser até equilibrado. Seu retrogosto remete a frutas e um pouco de madeira fresca, jovem.

Importado pela Zahil, o vinho custa em torno de 43 reais. Considerando a procedência do vinho e a sua qualidade, acredito ser um bom valor. Pra quem se interessar em se aventurar pelos vinhos espanhóis, esse é uma boa entrada. Mas prepare-se, pois é só procurar um pouco mais que vai encontrar vinhos bastante complexos e estruturados, pra se beber de joelhos.

Um abraço e até a próxima edição da Confraria Brasileira de Enoblogs.

Daniel Perches

Abadia de San Quirce Crianza 2006

abadia_san_quirce_crianzaJá comentei aqui algumas vezes que eu tenho uma queda por vinhos espanhóis. Acho que (em geral) são vinhos bastante aromáticos e estruturados. Também já comentei como é difícil achar bons rótulos aqui no Brasil. Então quando achamos ficamos bastante entusiasmados.

E conto então sobre esse espanhol, da região de Ribera Del Duero, feito com a uva Tempranillo (que é a uva símbolo daquele país), que foi degustado em recente almoço com amigos blogueiros, no Varanda Grill, em São Paulo.

O vinho tem uma coloração cereja intensa, bastante brilhante e com um leve halo de evolução.

Assim que foi aberto, exalou ótimos aromas de frutas mescladas com uma leve madeira. Suas lágrimas são lentas e bem pintadas, que quando agitadas na taça, formam uma bela coroa.

Após algum tempo de taça, evoluiu bastante, trazendo aromas de frutas mais maduras, em compota, contrastando com o aroma de madeira molhada e até um leve toque de especiaria. Aromas bastante equilibrados e persistentes.

Em boca mostrou também bom equilíbrio, bons taninos e um final relativamente longo. Provado com alguns petiscos fritos, foi bem, mas acredito que vá melhor com uma carne de churrasco e queijos curados.

Importado pela CultVinhos, custa R$ 124,00. Um ótimo preço pela sua qualidade. O site da importadora merece uma visita e uma “garimpagem”. Se ficar em dúvida, dê uma ligada para o pessoal de lá, que com certeza você vai encontrar ótimos rótulos com bons preços.

Um abraço

Daniel Perches