supertoscano

Cabreo Il Borgo IGT 2007

Conheci recentemente alguns vinhos que estão chegando ao Brasil e que gostei bastante. São os vinhos da Tenute Ambrogio e Giovanni Folonari, que estão sendo importados pela Cantu. Falei recentemente do Il Pareto e agora quero contar um pouco sobre esse outro que também me chamou a atenção, que é o Cabreo Il Borgo IGT 2007.

CABREO-IL-BORGOProduzido na região de Greve in Chianti, na Itália, é feito com as uvas Sangiovese (70%) e Cabernet Sauvignon (30%), uma dupla que para mim faz todo o sentido. Aliás, é fato que a maioria dos vinhos feitos com essa combinação me agradam bastante.

Como um bom vinho supertoscano, o Cabreo tem aromas de frutas negras misturado com um terroso e um pouco de couro no nariz. Na boca tem uma ótima acidez e pede comida. Esse que eu provei era o 2007, mas ainda estava jovem, com bastante tempo de vida pela frente.

Para acompanhar uma boa carne feita na pressão com polenta ou com um purê é matador. Foi o que eu fiz durante a apresentação e lembro-me dos sabores da harmonização até agora. Uma delícia.

Em breve o vinho deve estar sendo vendido nas lojas especializadas e deve custar em torno de R$ 240,00. Não é dos mais baratos, mas a qualidade compensa.

Um abraço

Daniel Perches

Il Pareto IGT 2009 – Um Cabernet Sauvignon feito na Toscana

Todo bom enófilo merece conhecer bons vinhos da Toscana. A região é uma das mais conhecidas do mundo, principalmente pelos seus Chiantis, mas é também a terra dos Supertoscanos e de outros mais conhecidos. Por lá se plantam vinhas de uvas autóctones como a Canaiolo, mas também é lugar de Cabernet Sauvignon, e dos bons, como esse Il Pareto IGT 2009, que é recém-chegado ao Brasil pela importadora Cantu.

IL-PARETOO Il Pareto foi apresentado junto com outros da mesma vinícola, a Tenute Folonari e que eu terei o maior prazer em contar aqui em breve, porque valem a pena serem conhecidos, mas resolvi começar por esse que foi um dos que mais me chamou a atenção durante toda a degustação.

Vinho potente, com uma boa estrutura, ótima acidez e uma característica marcante: deixa uma vontade louca de beber mais dele. Ah, quer aromas? Tem frutas vermelhas, um leve toque de pimentos, terra molhada. Mas vá por mim, compre esse vinho e abra com amigos que gostem de um vinho elegante, mas potente. Não vai se arrepender.

E para comer, eu arriscaria um músculo cozido ao molho de vinho. E seria bem feliz.

 

Sobre a Tenute Folonari

É comadanda pela família Folonari, que tem uma tradição na produção de vinhos que data de 1700. Possuem terras em Greve in Chianti, Bolgheri, Montalcino e outros lugares. Além dos vinhos secos produzem também Vinsanto e azeite de oliva. Para saber mais acesse o site da vinícola. Os vinhos da Tenute Folonari são importados pela Cantu no Brasil.

 

Le Difese IGT 2009

O Le Difese é do mesmo produtor do famoso Sassicaia e vale a pena conferir.

Lucente IGT 2008 #cbe

Todo mês tem desafio da Confraria Brasileira de Enoblogs e todo dia primeiro nós postamos as nossas impressões sobre o vinho escolhido. A idéia é que a cada mês todos provem um vinho de acordo com um tema proposto por um dos membros. Dessa vez foi o meu amigo Alexandre Frias, do Diario de Baco, que escolheu o tema. E como ele é um grande amante dos vinhos italianos, não poderia ser diferente. Propôs que encontrássemos um “Supertoscano de até R$ 150“.

A tarefa não é fácil. Os supertoscanos são chamados assim pois alguns produtores, há algum tempo, perceberam que poderiam produzir grandes vinhos com algumas uvas diferentes das permitidas, mas pra isso precisariam sair das regras de uvas e métodos da Toscana. Aí o vinho deixaria de ser um DOC ou ou DOCG, mas seria um vinho de excelente qualidade. Que dúvida, não? Deixaram de lado a denominação e se valeram do bom senso para nos brindar com verdadeiras jóias.

E o Lucente 2008 é um desses. Feito com 50% Merlot, 35% Sangiovese e 15% Cabernet Sauvignon, é um vinho muito bom! Aliás, nessas últimas semanas tive o privilégio de provar alguns supertoscanos (uns mais caros e outros nem tanto) e posso dizer que o Lucente não fica atrás de vinhos que custam quase o dobro dele.

Com uma coloração bem escura, demonstra ser ainda muito jovem. Precisa de tempo para evoluir (e estou falando de anos). Mas como a gente não espera, o que temos hoje é um vinho com aromas muito complexos, lembrando frutas negras, toques minerais e alcaçuz. Na boca ele mostra toda a sua força, com taninos e acidez muito presentes. É um vinho que pede comida. Experimente esse vinho com uma boa comida italiana, com uma carne com um pouco de gordura ou até mesmo com um queijo curado e verá que ele fica ainda melhor.

E se você tiver um pouco de paciência, deixe o vinho aberto e descansando por um tempo e verá uma transformação incrível. Vale a pena guardar um pouco e provar (mesmo sabendo que é difícil resistir, tente).

E pra quem quer saber um pouco mais, vale a pena dar uma olhada no site do produtor, o Luce delle Vite. Vale a pena dar uma conferida na história dele, pois o vinho tem pedigree. A vinícola é uma união entre a familia Marchesi de Frescobaldi  e a vinícola da Califórnia de Robert Mondavi. Reconheceram?

Esse é importado pela Ravin no Brasil.

Castello del Terriccio IGT 2004

Estive em uma degustação com o pessoal da Mistral e pude conhecer os vinhos da Castello del Terriccio, uma vinícola da Toscana – Itália.

Tive também a oportunidade de conhecer as gerentes de exportação, com quem conversamos e gravamos uma entrevista, que pode ser vista aqui – Os vinhos da Castello del Terriccio. No vídeo podem ver que a gente perguntou sobre algumas questões que foram faladas lá, como a proibição de se usar Mouvedre (ou algumas outras variedades) dentro da denominação de origem que eles estão inseridos. Na prática, significa que se eles usarem essa uva para produzir algum vinho, ele não vem com a indicação de procedência e – teoricamente – não teriam tanta qualidade.

Só teoricamente, porque como eu pude comprovar nesse vinho, eles têm coisas fantásticas por lá. Fiquei impressionado com a qualidade desse vinho, que tem Syrah e Petit Verdot em sua composição.

O vinho é muito elegante. Apresentou aromas de frutas negras e vermelhas, contrastando com um toque verde, de um herbáceo muito agradável. Aromas de madeira estavam muito bem integrados ao vinho.

Na boca foi ainda melhor. É daqueles vinhos que você bebe e fica lembrando dele, só esperando o próximo gole. Apesar de ser 2004, mostrou que ainda tem muito tempo pela frente. Se quiser comprar para guardar, pode fazer isso tranquilamente que não vai ter problemas.

Não é um vinho barato (custa mais de R$ 300,00) mas sem dúvida é um grande vinho. É daqueles – pelo menos pra mim – pra se beber lentamente, acompanhando uma boa comida e apreciando cada gole. Vale a pena.

Um abraço

Daniel Perches

Tignanello 1995

No dia após o Encontro de Vinhos, fui convidado, junto com outros blogueiros para degustar essa jóia rara. Não poderia ter recebido presente melhor, pois não é todo dia que se bebe grandes vinhos como esse, e ainda mais na companhia de pessoas que conhecem, entendem e principalmente, bebem sem frescura.

O local escolhido foi o Ráscal do Itaim, que sempre nos serve com excelente qualidade (e o Anderson, o Sommelier, é muito atencioso) e os felizardos foram eu, Jeriel da Costa, Alexandre Frias, Beto Duarte, Walter Tommasi e Silvestre Tavares (o dono da preciosidade).

Foram 2 espumantes, 3 grandes vinhos e depois ainda um tokaj pra fechar os trabalhos, mas resolvi falar primeiro do Tignanello pois é um vinho ícone, tanto na Itália quanto aqui no Brasil. Sonho de muitos enófilos (inclusive meu), é um vinho que esbanja elegância. Um vinho pra se admirar.

Produzido na região da Toscana, mais precisamente dentro de Chianti Clássico, é um “Supertoscano” que tem em sua composição 80% de Sangiovese, 15% de Cabernet Sauvignon e 5% de Cabernet Franc.

Ao ser servido (às cegas, junto com os outros grandes vinhos), apresentou uma coloração já tendendo para o cobre, com um grande halo de evolução.

No nariz mostrou-se um pouco mais tímido que os outros, demonstrando pra mim que era um vinho que apesar de toda a sua idade, ainda estava em sua plenitude e poderia até ser guardado por mais tempo. Aromas de alcaçuz, frutas em compota e um delicioso terroso que rondava toda a taça montaram os aromas apresentados. Tudo com muita elegância e sem nenhum se sobressair a outro.

Em boca, me impressionei com os seus taninos. Muito vivos ainda e pedindo para que alguma comida acompanhasse. Não tive dúvidas: provei junto com o famoso polpetone que é servido lá no restaurante. Ficou sensacional. Depois ainda fizemos o teste sugerido pelo Tommasi, de harmonizar o Tignanello com um presunto cru italiano. Ficou melhor ainda. A gordura do presunto era completamente absorvida pelo vinho, formando uma combinação digna de se fazer reverência.

É, meus amigos, esse não é um vinho barato (infelizmente), mas é um vinho que, se tiverem oportunidade de beber, não deixem passar. É uma experiência única, eu diria.

Em breve conto mais sobre os outros vinhos, mas só para despertar o interesse, os outros foram um Cousiño-Macul 1995, um Marques de Riscal Gran Reserva 2000 (levado pelo Walter) e um Tokaj Aszu 1989. Dá pra imaginar a minha alegria?

Até a próxima então.

Um abraço

Daniel Perches