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Vinícola Santa Ana tem vinhos de excelente qualidade. Sabia? #winesofargentina


Em minha última visita à Mendoza, em fevereiro/2013, eu visitei várias vinícolas. Algumas eu já até conhecia e foi legal reencontrar os amigos, mas as que mais me interessaram com certeza foram as que eu ainda não tinha provado os vinhos. E a última a ser visitada e que era desconhecida por mim foi a Santa Ana. E foi interessante visitar a bodega, porque confesso que eu estava um pouco preocupado com o que encontraria por lá, afinal de contas a Santa Ana é famosa no Brasil pelo seu vinho básico, vendido em uma garrafa de 1l e que não me agrada.

Mas como temos sempre que estar de cabeça aberta para os vinhos, fui para lá para conhecer e fui surpreendido positivamente. Não só conheci os vinhos mais legais deles como tive um almoço fantástico na bodega,  com comida de excelente qualidade.

A Santa Ana é uma potência (é a 7a maior do mundo em produção). Fundada em 1891, é enorme e para se ter uma idéia, eles exportam para o Brasil uma média de 250 mil caixas por ano. Estão em todas as principais cadeias de supermercado do país com o tal de Santa Ana que eu comentei acima, mas as linhas mais interessantes, que eu comento abaixo, infelizmente ainda não chegam em São Paulo.

Se você encontrar algum desses vinhos no Supermercado, saiba que é da Santa Ana, mas tire o preconceito e prove e depois me conte. Eu fiquei surpreso, principalmente com o Unanime.

Notas de degustação:

santa_ana_unanime_2007La Mascota Shiraz 2010
Vinhedos de San Juan. 15 meses de barrica. Aparece bem os pimentos tanto no nariz quanto na boca. Fácil de beber e de entender. Final marcado, provavelmente pela barrica e pelo álcool. Um vinho correto e sem arestas.
R$ 38 a 40.

La Mascota Cabernet Sauvignon 2010
Vinho correto na boca e no nariz, sem arestas e fácil de beber. Tem até uma boa acidez e o corpo não é tão leve,o que faz parecer um vinho um pouco melhor.

Unanime 2007
Cabernet Sauvignon 60%, Malbec 25%, Cabernet Franc 15%. Valle de Uco. 20 meses de barrica francesa. Tem o toque vegetal da Franc, mas tem também aromas de frutas vermelhas. Na boca tem bom corpo e tem ótima complexidade. Tem aquele leve toque balsâmico bem interessante. Custa em torno de 80 reais.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, 2010, Argentina, Cabernet Sauvignon, Malbec, SyrahComments (0)

Fermasa prova que é possível fazer vinho bom com preço acessível


Certa vez eu passei pela loja Barrica Negra, que fica na Rua Rocha, em São Paulo. Por estar com pressa, entrei só para conhecer e acabei nem tendo tempo de provar nenhum vinho e nem mesmo de saber os preços. Por conta disso fiquei sem conhecer belos vinhos. Mas por sorte tive a oportunidade de estar com a Giovanna, que é a proprietária da loja e também da vinícola Fermasa, lá de Mendoza em um jantar para poder provar com calma seus vinhos, conversar e entender o projeto. Sorte mesmo, porque aí percebi o que tinha perdido naquele dia, pois os vinhos são muito bons e com preços realmente bacanas.

Foi o pai de Giovanna que começou a Fermasa, por conta de um sonho antigo de produzir vinhos de qualidade. Após seu falecimento ela assumiu os trabalhos e agora vive entre o Brasil e a Argentina. Mulher de raça e determinada a continuar o sonho do pai, para a nossa alegria.

Lá na Barrica Negra eles só comercializam a linha de produtos da Fermasa, e por conta de não ter “atravessadores”, o preço é quase inacreditável pela qualidade dos vinhos. Eu provei praticamente a linha toda e quer saber? Voltei lá para comprar mais depois. Já fiz uma festa de família e foi sucesso.

Baladero Extra Brut 2012
Feito 100% com Chardonnay, é um espumante bem seco. Não tem aquela complexidade de um espumante mais top, mas serve muito bem para uma recepção. Na boca tem a acidez na medida. Final legal. Fácil de beber para um extra-Brut.
R$ 39,00

Baladero Chardonnay 2012
Sim, eu sei que não sou grande fã de Chardonnays, mas mesmo tirando o meu gosto pessoal, esse foi o mais simples de toda a linha para mim. Básico nos aromas e nos sabores. Um vinho que não enjoa com os aromas que poderiam ser mais fortes.
R$ 26,00

baladero_malbecBaladero Malbec 2009
Simples no aroma, mas na boca traz uma nota tostada e de chocolate interessante. Um bom vinho para 28 reais. Simples, mas bem feito.
R$ 26,00

Baladero Cabernet Sauvignon 2009
Notas mais doces e na boca é leve. Ainda está novo e precisa de mais um tempo para ficar no ponto.
R$ 26,00

Jerarquia Malbec Reserva 2007
Passa 2 anos em barrica nova. Malbecão com todo o estilo. Custa 44 reais e vale mais. Um belo custo beneficio. Passou por cima da carne que comi lá no restaurante (mesmo com uma boa dose de gordura), mas vale a harmonização.
R$ 42,00

Baladero Cabernet Sauvignon 2007
Esse sim, mais evoluído mas ainda na medida. Para quem curte o vinho já com mais evolução e um toque de complexidade por conta disso, é excelente.
R$ 26,00

Vinserus Malbec 2007
Vinho doce. Tem um doce natural legal, sem grande dulçor. Final médio mas que é bem gastronômico.

 

Nem sei se eu deveria contar isso, mas acho que se comprar mais de 6 garrafas, eles até dão desconto. :)

Eu curti bastante e gostei da bravura da proprietária. Vou levá-la lá no Desafio ao Vinho para fazermos alguns testes com o vinho dela. Vamos ver o que vai dar.

Um abraço

Daniel Perches

 

Posted in 2007, 2009, 2012, Argentina, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, MalbecComments (0)

Sottano Reserva Malbec 2010


Aproveitei as ações do Malbec World Day para provar dois vinhos da Sottano que eu ainda não conhecia. O Reserva da Família 2008, que eu gostei e já publiquei e também este, o Reserva Malbec 2010.

Como já sabem, o Malbec World Day é uma iniciativa da Wines of Argentina e neste ano eles resolveram fazer diversas ações através das redes sociais, do Instavinho, do Winebar e do Desafio ao Vinho. Foi muito bacana e pudemos provar diversos malbecs juntos. Todos eram muito bons (de verdade, os caras escolheram só vinho top).

sottano_reserva_Malbec_2010E esse da Sottano me chamou a atenção pela sua potência. São 15,1% de álcool que você pode pensar que vai ser impossível cheirar, mas é o contrário. Não tem nada de álcool na taça e de lá só vem aromas de chocolate, frutas em calda e até um pouco de especiaria. Certo, aí você vai pensar: e na boca, aí sim aparece o álcool. Não, meu amigo, na boca também não se sente. É claro que é um vinho potente e estruturado, então o seu corpo vai sentir ao beber, mas acho que vai ser difícil você conseguir exagerar com ele. É um vinho para ir bebendo devagar ou com uma boa comida.

Eu provei ele com um queijo parmesão e ficou bem legal. Com doces como brigadeiro também dá certo, mas sem dúvida que uma carne suculenta vai ser o par perfeito para ele. Ou talvez um bom polpetone recheado.

Belo vinho que colocou a vinícola na minha lista de preferidas de Mendoza.

Os vinhos da Sottano são importados pela Max Brands no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2010, Argentina, MalbecComments (0)

Lagarde Malbec DOC 2008 e 2009. Diferentes e muito interessantes #malbecworldday


O Desafio ao Vinho desta semana foi sobre Malbec. Falamos sobre o que combina com essa uva, mas não sobre carne, afinal de contas, essa já é uma combinação muito manjada. E harmonizar um belo bife de chorizo com um Malbec não é nada difícil. Provamos então um queijo Grana Padano (parmesão) e brigadeiros. Tudo deu certo e provamos que dá para beber malbec não só no prato principal, mas na entrada e na “saída” também.

E um dos vinhos foi o Lagarde Malbec DOC. Aí aproveitei mais uma safra deste vinho e resolvi fazer uma “mini-vertical” para ver as diferenças entre os vinhos de 2008 e 2009. Os dois são muito bons e o mais legal foi que realmente tinham diferenças

lagarde_2008_2009O 2008 tinha mais fruta, mais aromas abertos e um toque balsâmico de leve no final que dá um charme especial para o vinho. Já o 2009 tem muito mais chocolate e tabaco (aromas terciários). Na boca os dois são muito potentes, mas ao mesmo tempo bem equilibrados e bem gastronômicos.

Eu conheci os vinhos da Lagarde recentemente, quando estive em Mendoza e provei alguns deles e me impressionei. São vinhos muito bem feitos e que têm um “algo a mais” que chama a atenção, mas é algo que eu não sei dizer o que é. Só provando para entender (e dizer se eu estou certo).

Além deste vinho, provamos também o Lagarde Primeras Viñas, um dos vinhos top da vinícola. Este então, nem se fala sobre a qualidade. Algo fora do comum.

É, os vinhos da Lagarde são no mínimo curiosos.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, 2009, Argentina, MalbecComments (3)

Sottano Malbec Reserva de Familia 2008 #malbecworldday


Esse foi um dos vinhos que estiveram no primeiro Winebar especial do Malbec World Day. Sim, primeiro porque na semana que vem tem mais, mas isso a gente fala depois.

E esse winebar não foi brincadeira. Só grandes vinhos e o Sottano Reserva de Familia 2008 fez bonito. Um belíssimo vinho lá de Mendoza, mostrando como a Malbec pode ser potente, forte e estruturada.

sottano_reserva_familia_2008Esse é daqueles que tem uma cor bem escura, que você não consegue ver nada através do vinho na taça. No nariz tem bastante aroma de madeira, chocolate e aquele toque floral que dá todo o charme para o vinho.

Com 14,5 de álcool é impossível não perceber que ele é pesado e exatamente por isso é preciso ter comida junto, para poder balancear. Com uma boa carne grelhada (com gordura) ou até mesmo com um molho bem forte pode ser uma combinação deliciosa.

Gostei muito do Sottano Reserva de Familia. Deixou aquele gostinho de quero mais e a curiosidade para provar os outros do mesmo produtor. Vou fazer isso e conto em breve.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Argentina, MalbecComments (1)

Monteconejo Reserva Malbec 2011


Em minhas procuras por vinho na minha adega nesta Páscoa eu lembrei desse Malbec que tem um nome sugestivo: Monteconejo significa Monte Coelho. Aí não tive dúvida e parti para abrir esse Malbec.

Outro fator que me chamou a atenção é que esse vinho é de Mendoza, mas da região de San Juan. Estive lá recentemente pela primeira vez e visitei duas vinícolas, mas não passei pela Fincas del Rosario, que produz esse vinho.

monteconejo_malbec_2011O vinho é interessante, com bons aromas e na boca tem bom corpo, com uma acidez bem equilibrada. Mas o que me chamou a atenção foi um toque mais vegetal no nariz, que me pareceu algo de Cabernet Franc. No site da Winelands não tem nada sobre isso e também no contra-rótulo eu não encontrei nada. Como o site da Finca del Rosario está fora do ar, não dá pra saber ao certo.

Mas as coisas “estranhas” não param por aí. Ao beber o vinho tive a nítida impressão que é orgânico, porque tem também um toque mais vegetal na boca.

Agora vem a parte mais legal: fiz um teste deixando metade da garrafa aberta de um dia para o outro, sem rolha mesmo, na geladeira. para minha grata surpresa, o vinho melhorou e ficou mais redondo, com aromas mais terciários como chocolate, tabaco.

Se alguém tiver notícias ou informações sobre esse vinho, me conte.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2011, Argentina, MalbecComments (0)

Casa Montes, a vinícola gigante que fica em San Juán, Mendoza #winesofargentina


Como já contei, eu estive pela primeira vez na província de San Juan, em Mendoza, Argentina. E lá conheci duas bodegas, a Merced del Estero, que já contei aqui e a Casa Montes. E se você (como praticamente todo mundo) pensa que é uma vinícola da Viña Montes, lá do Chile, está enganado. Não tem nada a ver, só o nome que é igual! :)

A Casa Montes é gigante e a família que é proprietária tem outros negócios como jornais e emissoras de rádio. Eles têm uma vinícola que já é enorme e estão ampliando. Por lá produzem muito vinho e de diversas variedades. De uma forma geral eu gostei dos vinhos deles, que têm caráter e expressam bem as uvas.

Provei desde a linha Ampakama, que significa “Terra de Ninguém” ou “Terra sem Dono” e tem esse nome por conta de um lugar que fica perto da vinícola. Toda a linha Ampakama custa em torno de 32 reais no Brasil, o que me animou bastante. Provei também as outras linhas, Don Baltazar e Alzamora. Também legais, mas com o preço da Ampakama não existe igual. Vale comprar nem que seja só para conhecer.

E no final ainda fiz por minha conta um blend de Malbec com Viognier que ficou bem legal. Se o vinho for produzido, espero receber umas garrafas como pagamento! :)

Vejam abaixo alguns que eu provei e gostei.

ampakama_viognierAmpakama Viognier 2012
Vinho bem expressivo, que me chamou muito a atenção. Ganhou Trophy no Argentina Wine Awards no ano passado. Faz duas colheitas, uma mais cedo e outra mais tardia para compor o vinho. Aromas cítricos, frutas brancas, pêssego. Na boca é bem fresco, bom corpo. Substitui até um bom Chardonnay com pouca madeira.

Ampakama Torrontés 2011
Apesar de achar que não me surpreenderia mais com Torrontés, esse conseguiu. Muita flor no nariz. É bem exuberante e na boca tem mais corpo, mais acidez e mais complexidade. Não é tão simples como os Torrontés em geral, o que deixa ele mais interessante.

Ampakama Intenso Chardonnay 2011
Vinho bem equilibrado, que tem madeira, mas sem enjoar. Na boca também é fresco e bem fácil de combinar. 38 reais.

Ampakama Intenso Malbec 2012
Sem barrica. No nariz não é tão intenso, mas na boca é bem fácil de beber, redondo e com final até longo.

Ampakama Malbec Merlot 2012
Malbec 50%, Merlot 50%. Combina os aromas doces da Malbec e da Merlot,mas bem integrados no nariz. Na boca tem maciez e é redondo. Final é bem tranquilo.

Ampakama Syrah 2012
Bem mais potente na boca, no nariz é OK. Não me impressionou muito.

Ampakama Syrah Tannat 2012
Forte no nariz, frutas negras, terroso, pimentos. Na boca é fácil de beber, sem ser aquela lixa que estamos acostumados no Uruguai. Bem concentrado e muitos taninos.

Ampakama Intenso Malbec 2012
Bom aroma, mas me pareceu que faltou um pouco de corpo para todo o tanino que tem.

Ampakama Intenso Cabernet Sauvignon 2011
Aromas de frutas vermelhas bem clássicas. Na boca tem bom corpo e bastante tanino. Bom para acompanhar um molho vermelho ou carne.

Don Baltazar Malbec 2010
Excelente! É o vinho que é servido nos vôos da Lufhtansa. Aromas de frutas junto com a clássica violeta. Na boca é bem redondo. Um ótimo vinho pelo preço. 50 reais

Don Baltazar Cabernet Sauvignon 2010
Tambem clássico, com leve toque de pimentão, mais estruturado que o Amapakama.

Don Baltazar Syrah 2010
Pimentos negros, forte e potente. Sem enjoar pelo corpo.

Don Baltazar Cabernet Franc 2010
Características verdes de folha,mas sem ser muito forte. Na boca é bem intenso e até rústico,mas sem raspar.

Don Baltazar Petit Verdot 2010
Chocolate, Madeira, frutas negras. Na boca é redondo e com bons taninos.

Alzamora Malbec 2009
Linha Premium. Fazem colheitas em tempos diferentes para poderem ter melhor madurez.

Alzamora Syrah 2009
Vinho que está novo. Não é tão fácil de beber, mas pode ser interessante como sugestão de coisa diferente.

Amapakama Extra Brut
Chardonnay e Viognier. Aroma de fruta branca leve, leve herbáceo, durazno. Na boca o mousse não ético forte,mas bem interessante.

Se quiser saber mais sobre a Casa Montes, veja o site deles aqui.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2009, 2010, 2011, 2012, ArgentinaComments (0)

Bodegas DiamAndes. Qualidade alta no grupo Clos de los Siete


Em minha ultima visita a Mendoza conheci o projeto “Clos de Los Siete“, que tem esse nome porque são 7 investidores, dentre eles o famoso enólogo Michel Rolland. São 5 vinícolas que ficam próximas umas das outras e elaboram cada uma seus próprios vinhos, mas que juntas fazem um com o nome do grupo, que é um Blend do que há de melhor em cada uma.

A DiamAndes é uma delas e a vinícola é enorme, recém construída e que tem um espaço muito moderno e ao mesmo tempo aconchegante para os visitantes. É possível conhecer as instalações (que têm equipamentos de ultima geração) e também beber um vinho no winebar. Ela tem esse nome porque é feita em formato de diamante e logo na sua entrada ela tem uma escultura de aço replicando a estrutura de uma pedra de diamante que é muito bonita. É praticamente um cartão postal encrustado nos Andes.

Tudo o que há de mais moderno eles têm por lá, então se você está querendo conhecer uma vinícola de vanguarda, é a DiamAndes que você tem que visitar. Provei 3 vinhos deles que me impressionaram pela qualidade.

diamandes-botellas-chardonnayDiamAndes de Uco Chardonnay 2011

Fermentado em barrica. Maturação de 8 a 10 meses. Bastante fruta no nariz, fresco, sem enjoar e sem aparecer a barrica por cima de tudo. Na boca também é fresco, leve, final bem marcado pela fruta. 

DiamAndes  de Uco Malbec 2010
Vinho elegante, com fruta na medida e leve toque mineral, bom corpo, sem arestas, bom final.

DiamAndes de Uco Gran Reserva 2008
Malbec 75% e Cabernet Sauvignon 25%. Complexo no nariz, passando por aromas de frutas, leve balsâmico. Tem bastante álcool. Na boca é bem potente e estruturado, com toques de chocolate e tabaco. Muito tanino e boa acidez. Vinho que pode ser guardado.

 

E se for à DiamAndes, aproveite e agende a visita em outras vinícolas do grupo. Elas ficam uma ao lado da outra.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, 2010, 2011, Argentina, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, MalbecComments (0)

Hoje tem Desafio ao Vinho especial Mendoza


A região de Mendoza é abençoada para receber plantações de vinhos. Em uma área desértica próxima à Cordilheira dos Andes, planta-se muito Malbec, bastante Torrontés e um pouco das outras uvas também.

Estive lá visitando alguns produtores e participei do Argentina Wine Awards, o maior prêmio do setor daquele país. Pude conversar com enólogos como o Sergio Case, da Trapiche sobre vinhos de garagem, com o Joe Roberts, do site 1WineDude.com sobre blogs no mundo e muito mais.

Vale a pena conferir. Hoje, ao vivo pela TV Geração Z, as 12h. E depois o arquivo vai lá para a TV UOL e eu mando o link se você não conseguir ver ao vivo.

Um abraço e até lá.

Daniel Perches

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Escorihuela Gascón Chardonnay 2012


Escorihuela_Gascon_ChardonnayVinícola: Escorihuela Gascón

País: Argentina

Região: Mendoza

Safra: 2012

Uvas: Chardonnay

Visual: Amarelo claro.

No nariz: Fruta madura, abacaxi fresco.

Na boca: Potente, marcante

Avaliação: Chardonnay que não cansa, mas que também não tem grandes diferenciais.

Importador: Grand Cru

 

Obs: Essa é só uma Nota de Degustação do Vinho, que foi criada para facilitar a visualização e dar as informações técnicas para quem deseja. O Blog Vinhos de Corte continua com os posts normalmente e é só você acessar clicando no logo aí em cima.

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Urraca Primera Reserva 2006


urraca_familia_langley_2008Vinícola: Familia Langley

País: Argentina

Região: Mendoza / Agrelo

Safra: 2006

Uvas: Malbec, Merlot, Cabernet Franc

Visual: Rubi intenso, mas com sinais de evolução.

No nariz: Já está com aromas de evolução, com tabaco, alcatrão, cedro e um toque mentolado que dá um charme.

Na boca: Potente, mas já perdendo a força. Ainda tem acidez e deve aguentar mais uns bons anos, mas só para quem gosta de vinhos mais evoluídos.

Avaliação: Excelente vinho, mas como eu já tinha provado anteriormente o 2008, acho que as safras mais novas são mais recomendadas.

Importador: Não tem

 

Obs: Essa é só uma Nota de Degustação do Vinho, que foi criada para facilitar a visualização e dar as informações técnicas para quem deseja. O Blog Vinhos de Corte continua com os posts normalmente e é só você acessar clicando no logo aí em cima.

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Vinhos Cuarto Domínio – De Mendoza, sem complicação


Os vinhos da Cuarto Domínio chegaram ao Brasil. Essa é uma vinícola relativamente jovem, que nasceu em 2008, mas que começa com muita história. Comandada por Javier Catena, quarta geração de uma família que produz vinhos em Mendoza há mais de  100 anos e que o sobrenome já diz tudo.

A idéia de Javier é fazer vinhos fáceis de beber, sem muita maquiagem e que expressem bem as variedades que ele trabalha. Seu pai, Jorge, também enólogo e com bastante experiência, aceitou o desafio e juntos começaram o trabalho.

E pelo jeito vai longe, porque os vinhos são realmente bons. Provei os 5 vinhos importados pela Ravin e gostei de todos. O que mais me chamou a atenção foi o branco, que realmente é diferente, vibrante, forte e daqueles que não passa despercebido em nenhuma degustação. Veja abaixo um pouco sobre os vinhos, mas mais do que isso, experimente. Além de tudo, os vinhos de entrada são baratos e valem a prova.

tolentino_grigioTolentino Pinot Grigio 2012 
Leve toque cítrico e frutas em calda, mineral. Na boca é muito interessante. tem um toque adocicado no final, que dá uma misturada com o mineral e fica realmente muito bom. Foi o destaque do dia.
R$ 58

Lote 44 Malbec 2012 
É o vinho de entrada deles. Tem os aromas típicos dessa uva e é inclusive bem didático, para aprender mesmo sobre um malbec de Mendoza. Na boca até me surpreendeu, tendo um pouco mais de corpo do que eu imaginava. Aguenta bem uma boa carne.
R$ 48

Tolentino Malbec 2012
O nome é em homenagem à cidade natal de seu bisavô. É mais elegante e um pouco mais complexo, com toques de ameixa preta, leve floral e um final de baunilha. Boa acidez.
R$ 58

Chento Malbec 2010
O nome vem em homenagem a um amigo do fundador, que trabalhou junto com ele por muitos anos. Esse é um Malbec com 10% de Cabernet Franc e também um dos meus preferidos. No nariz tem fruta em geléia e leve tostado. Taninos macios e fáceis, acidez na medida.
R$ 78

Cuarto Dominio 2009
Esse é o top da vinícola (e claro, o mais caro). É potente, estruturado e complexo. Fruta vermelha madura, madeira, defumado e toques florais. Na boca é muito elegante e potente ao mesmo tempo.
R$ 298

Em meio a tantos Malbecs da Argentina, esse com certeza tem seu lugar de destaque.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2009, 2010, 2012, Argentina, Cabernet Franc, Malbec, Pinot GrigioComments (1)

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