Se o Brasil está bem reconhecido nacional e internacionalmente pela sua qualidade nos espumantes, muito se deve ao Mario Geisse. Chileno de nascimento mas desconfio que brasileiro de coração, esse jovem senhor é O cara dos espumantes.
Quem ainda não provou os seus tradicionais Cave Geisse, Cave Geisse Nature ou Cave Geisse Nature Terroir (que eu adoro), precisa conhecer para poder ter idéia do que estou falando.
E se não bastasse essa linha de sucesso que ele tem, resolveu criar mais 3 espumantes para compor o portfólio. Se você achava que só os que já conhecia eram bons, precisa provar esses novos:
Cave Amadeu Brut Rosé
Para mim, é até melhor do que o Geisse Rosé (e acho que vão querer me apedrejar por conta disso). Fresco, leve, frutado e fácil de beber. O Mario acertou em cheio no equilíbrio desse espumante, que vai custar na faixa de 30 reais (esse sim, vai para o meu estoque de verão).
Cave Geisse Blanc de Blancs 2009
Um Blanc des Blancs é um espumante feito só com uvas brancas, como esse que é 100% Chardonnay. Uma delícia: muito frescor, leve mineralidade no nariz e na boca tem muita acidez e um toque cítrico que deixa a gente salivando e pedindo mais. Gastronômico, mas não é pesado. Dá para beber facilmente num dia quente.
Cave Geisse Blanc de Noir 2009 Aqui temos um vinho branco feito com uvas tintas. Esse é de Pinot Noir. Mais encorpado e complexo que o Blanc de Blanc e consequentemente mais gastronômico. É quase um rosé clarinho, que tem todas as características da Pinot Noir, mas vinificado em branco. Também vale experimentar.
Gostou? Ainda tem mais. O Mario Geisse fez um Champagne em parceria com um francês, que ficou um espetáculo. Conto em breve.
O vinho junta as pessoas. Essa máxima é repetida inscansavelmente pelos amantes da bebida, mas como é uma verdade absoluta, merece ser escutada e lida sempre, para lembrarmos da sua vocação natural. Pensando nisso, esse é o tema da Confraria Brasileira de Enoblogs desse mês, que sempre traz um tema sugerido por um dos confrades. Para agosto o responsável foi o Gustavo Kaufmann, do blog Enoleigos.
Escolhi então um espumante que pra mim foi o símbolo de um momento muito legal onde conheci pessoas que tornaram-se meus amigos. Lembro-me de ter bebido espumantes Cave Geisse no primeiro encontro do Enoblogs, lá em Campinas. Foi lá que eu conheci o Alexandre Frias (Diário de Baco), o Cristiano Orlandi (Vivendo Vinhos), o Paulo Queiroz (Nosso Vinho), Álvaro Galvão (Divino Guia), João Filipe Clemente (Falando de Vinhos), o Beto Duarte (Papo de Vinho) e o Emerson Donadon (Voilà).
Eu quase não fui ao encontro, mas na última hora resolvi aparecer, para ver o que outros blogueiros de vinho tinham para falar. Foi a decisão mais acertada possível. Conheci pessoas bacanas, tivemos uma tarde incrível com direito a comidas feitas pela super competente Vanessa Jace (Senhor Brigadeiro) e até sorteio de espumantes, claro, Cave Geisse.
Sinceramente não me lembro qual foi o que eu ganhei e nem lembro quando bebi. O que fiz questão de guardar na memória (e isso está muito bem guardado) é a amizade de cada um desses caras aí em cima. Tenho o maior orgulho de contar que eu sou amigo de todos e de lá saiu até uma sociedade para o Encontro de Vinhos.
É, meus amigos. O vinho une sim as pessoas. E de formas que nem imaginamos.
Cave Geisse, hoje não falo sobre seus espumantes, que são maravilhosos e que eu admiro demais. Nem precisa. Sua contribuição foi muito além de descrições organolépticas. Quero só agradecer por estar presente nesse momento mágico.
Gosto dos vinhos da Casa Silva e estou sempre disposto a conhecer novos rótulos deles (e como são muitos, tem que ir com calma e conhecendo aos poucos).
Dessa vez foi o Casa Silva Gran Reserva Carmenere 2007, um vinho que está na hora de tomar e é bem fácil de entender.
Essa degustação dos ótimos espumantes da Cave de Amadeu aconteceu no Espaço Gourmet, em Campinas-SP, durante o primeiro encontro do Enoblogs, já noticiado aqui.
Eu não conhecia essa cave, que me surpreendeu por produzir bons espumantes. Foram degustados 6 espumantes, que eu listo abaixo. Na sequência, farei um post sobre cada um deles.
Cave de Amadeu Rosé
Cave Geisse Rosé
Amadeu Brut 2005
Nature 2005
Cave Geisse Brut
Cave Geisse Nature Terroir 2003
Todos os vinhos mostraram-se de boa qualidade (alguns bem acima da média), só confirmando a nossa vocação para a produção de espumantes.
Em conversa com o Beto Duarte, do Papo de Vinho, ficamos nos perguntando porque os produtores brasileiros querem tornar a Merlot nossa uva emblemática… Por que a gente não investe em espumantes e torna o “Champenoise brasileiro” o emblema de nossa vitivinicultura de qualidade? Algo para os nossos queridos produtores e as associações pensarem, sem dúvida.
Um abraço e vejam os posts sobre cada um dos espumantes na sequência.
Daniel Perches