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Chianti Castiglioni 2011 – Frescobaldi

Provei o Chianti Castiglioni 2011. Esse eu comprei no Freeshop e a safra que está sendo comercializada (Ravin) no Brasil agora é a 2010, mas devem ser bem parecidas.

Eu entendo que muitos não gostem dos grandes produtores por acharem algo “industrializado”. Eu não me incomodo e quero beber vinho bom.

Castelgiocondo Brunello di Montalcino DOCG 2007

Tenho falado bastante sobre o produtor Frescobaldi por aqui, mas não é por menos. Os caras estão produzindo vinhos na Toscana há mais de 700 anos e depois de tanto tempo e aprendizado, seria praticamente impossível sair coisa ruim de lá, não é mesmo?

E em recente evento realizado pela importadora Ravin, estive com o Stefano Benigni, membro da 30a geração da família e responsável pelo mercado do Brasil. Ele veio para apresentar algumas informações da sua vinícola e também provarmos alguns vinhos, como o Castelgiocondo Brunello di Montalcino DOCG 2007, feito 100% de Sangiovese e que mostra todo o talento da Frescobaldi para fazer vinhos bem típicos desta Denominação de Origem.

castelgiocondo_brunello_2008_spallaO Castelgiocondo é um vinho muito potente tanto no nariz quanto na boca. Alguns podem dizer que está ainda jovem. Eu não posso discordar completamente, mas só guardaria se eu tivesse duas (ou mais garrafas), porque ele me pareceu bem interessante de ser bebido já, mesmo tendo “poucos” anos de vida, considerando-se um Brunello desta qualidade.

No nariz traz aquelas frutas bem conhecidas que fazem a gente pensar se são as bem maduras ou as em geléia (e que confusão boa). Na boca tem toques até levemente picantes e defumados, que chamam uma boa comida para acompanhar. Massas com molhos vermelhos, um belo polpetone ou até mesmo um queijo parmesão bem curado podem ser um bom acompanhamento para esse Brunello.

É, de Chianti a Brunello, de Sangiovese a Merlot, os vinhos da Frescobaldi mandam muito bem. E se quiser ver mais posts sobre vinhos Frescobaldi, clique aqui).

Um abraço

Daniel Perches

Lamaione, o Merlot da Frescobaldi

Os vinhos da vinícola Frescobaldi não param de me surpreender. Estive em um evento realizado pela Ravin, a importadora deles aqui no Brasil e pude provar alguns que eu conhecia mas fazia tempo que não bebia e também de degustar alguns novos, como o Lamaione IGT 2007, um vinho feito 100% com Merlot lá na Toscana.

lamaione_2007Fui para o evento para provar os vinhos mas não sabia ao certo o que seria servido. Estava lá, acompanhando o discurso do Stefano Begnini, membro da família, falando sobre os vinhos, quando de repente provei esse e foi como levar uma porrada na cara. O Lamaione é espantosamente potente e complexo. É daqueles que não dá para passar despercebido.

Frutas vermelhas e negras em compota, chocolate e tabaco em quantidades abundantes de aromas foi o que eu encontrei. Na boca, muita força, mas ao mesmo tempo uma elegância interessante que vinha principalmente da acidez dele.

Resultado: de todos os vinhos que eu provei no dia (e olha que tinha coisa muito boa lá), esse foi o meu preferido, sem dúvida. Não é barato (custa R$ 428 na importadora), mas sem dúvida é um grande vinho. Segundo o Stefano, dá para envelhecer por um bom tempo. Eu até concordo com ele, mas achei muito legal provar com toda essa potência da juventude. Aí cada um faz de acordo com o seu gosto.

Um abraço

Daniel Perches

Castello di Pomino Bianco DOC 2011 – um vinho branco espetacular

Outro dia me peguei pensando que eu já tinha provado uma boa quantidade de vinhos do Frescobaldi. Fiquei lembrando todos os que eu já conhecia e achei que tinha então um bom painel. Mas depois de ir a um evento realizado pela Ravin com a presença do Stefano Begnini, que nada mais é do que membro da 30ª geração da Familia Frescobaldi (isso mesmo, 30ª. Dá pra imaginar o know-how dos caras?), percebi que eu ainda tinha muitos a provar.

pomino_bianco_2011E o Castello di Pomino Bianco DOC 2011 foi um que estava lá naquele dia e eu pude beber com mais calma, porque apesar de já conhecer, foi em um momento de um evento e que não deu para prestar muita atenção à ele. Pois é, deveria ter feito isso, porque o vinho é espetacular. Há tempos que eu não ficava tão impressionado com um vinho branco como com esse. Começando pelo belíssimo rótulo que já chama a atenção, esse é feito com Chardonnay e Pinot Bianco e tem uma complexidade e ao mesmo tempo uma facilidade para beber de se tirar o chapéu.

Frutas brancas, flores e toques de fermento deixam o vinho muito bacana no nariz. Na boca, apesar de ter uma leve passagem (só parte do vinho) por barrica, não fica nem perto daqueles enjoativos que as vezes pegamos por aí. É fresco e muito saboroso. Enquanto o sr. Stefano falava sobre a família, que tem mais de 1.000 anos de história, eu estava lá me deliciando com esse vinho branco que eu realmente recomendo. Nem vou pensar em harmonização, porque desta vez eu queria só beber o vinho, sem acompanhamento mesmo.

Um abraço

Daniel Perches

Remole IGT 2010 – Qualidade Frescobaldi e preço acessível

Frescobaldi é o rei da Toscana. Não tem ninguém que não conheça esse nome por lá. E quem curte vinho italiano com certeza já se deparou com esse nome pela frente.

A Frescolbaldi faz muitos vinhos. Desde alguns mais “básicos” até coisa muito séria. E eu sempre tenho um ou outro (geralmente os mais básicos) em casa, porque gosto do estilo e principalmente do preço. Abri recentemente esse Remole IGT 2010 e me dei conta que nunca escrevi sobre ele. O Remole é um vinho feito com 85% de Sangiovese e 15% de Cabernet Sauvignon e para mim é uma delícia. É daqueles vinhos com aromas bem abertos e aquele sabor na medida, com taninos legais, acidez bacana e que combina muito bem com comida.

remole_IGT_2010Esse eu abri no almoço de uma sexta-feira para acompanhar uma massa caseira recheada com uma cobertura de molho de tomate e queijo, gratinado no forno. Ficou perfeito, porque o Remole não é aquele vinho agressivo, que pede comidas mais pesadas. Ele tem um estilo mais eclético, que por ser mais leve combina com muita coisa.

Para mim é um dos melhores custo x benefício de vinhos da Toscana aqui no Brasil. Custa em torno de 60 reais na Ravin, mas já vi esse vinho em muitos empórios e lojas especializadas.

Ah, só para lembrar e deixar claro. O Remole não me parece ser um vinho para envelhecer. É daqueles para comprar e beber. Eu bebi esse 2010 agora em 2013 e estava no ponto certo. Vale a pena a experiência com ele jovem.

E depois de beber o vinho (ou enquanto bebe também vale) é legal dar uma passada no site da Frescobaldi. Os caras realmente estão na vanguarda. Têm aplicativos para iPhone, mapas dos vinhedos, fanpage no Facebook bem bacana e outras coisas mais. Dá para ficar um tempo lá se deliciando com as imagens da Toscana.

Um abraço

Daniel Perches

Nipozzano Riserva Chianti Rufina DOCG 2007

Alguns nomes no mundo do vinho são tão reconhecidos que criam até mitos. Pra mim Frescobaldi é um desses casos. Situada na Toscana, a Marchesi de Frescobaldi tem 700 anos de história. Não é à toa que fazem tão bons vinhos. E com o tempo veio também praticamente um império. Os caras têm várias propriedades em diversas regiões e fabricam milhões de litros de vinhos todos os anos.

O Nipozzano Riserva Chianti Rufina é um deles. Feito com 90% de Sangiovese e o restante de Cabernet Sauvignon, Colorino, Malvasia Nera e Merlot, é daqueles vinhos italianos que encantam.

Tem aquela cor viva mas com toques mais atijolados (até típicos da Sangiovese) na taça que deixam a gente pensando sobre o seu envelhecimento (eu chutaria que o vinho pode ficar ainda mais 10 anos). No nariz é muita fruta que se mistura com os aromas da barrica, trazendo toques de baunilha.

Na boca a sua acidez e taninos também não passam despercebidos. Seu final é daqueles que pedem mais um gole, deixando a gente sempre com água na boca.

Nem preciso comentar sobre a vocação gastronômica do vinho, não é mesmo? Mas algo a se comentar é o seu preço. Custa R$ 115,00 na Ravin. Um belíssimo valor para um vinho dessa qualidade.

Se quiser provar um bom vinho italiano, pode buscar esse. Acho que não vai se arrepender.

Um abraço

Daniel Perches