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Almad’Or Cabernet Sauvignon é um excelente vinho espanhol para o dia a dia


Esse é mais um daqueles vinhos que estavam à disposição para provar no Encontro de Vinhos (dessa vez no evento de Ribeirão Preto, no final de 2011), mas que eu não consegui dar atenção a ele. Lembro-me de ter ido à mesa da Chaves Oliveira, que é o importador desse vinho e ter provado vários, mas com a correria do dia, acabei não conseguindo anotar nada e passou o tempo.

Por uma dessas boa coincidências da vida, um amigo esteve em minha casa e trouxe esse vinho para bebermos em um churrasco. Aí sim pude apreciar com calma e tranquilidade e vi que o vinho é bom mesmo.

Esse é um vinho espanhol, da região de Castilla e eu diria que é um Cabernet Sauvignon que tem “algo a mais”, que tira ele daquele patamar de mediano, subindo um degrau e diferenciando ele dos vinhos que bebemos no dia a dia.

Tem bons aromas e taninos macios, conferindo a ele uma facilidade grande para ser degustado. É daqueles vinhos “sem muita frescura”.

Não acho que precisa decantar e nem é pra você ficar meia hora com a taça no nariz tentando identificar dezenas de aromas. É pra abrir e apreciar.

No churrasco ele foi muito bem com as carnes com menos gordura. Tentei com aquele queijo coalho que se faz na grelha, mas não ficou muito legal. Costumo fazer também uma cebola, que deixo embrulhada no papel alumínio por um tempão e só tiro quando está completamente macia. Fica adocicada e fácil de comer. Essa cebola também foi bem com o vinho (não foi a melhor harmonização, mas deu certo).

Fica a dica para um bom (e barato) vinho da Espanha. Esse custa em torno de 40 reais na importadora.

Um abraço

Daniel Perches

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Murviedro Tinto Reserva 2007


Valência, na Espanha, recebe milhares de turistas durante o ano. O pessoal vai em busca de festa, boa comida e claro, bons vinhos. E o Murviedro é feito por lá, com a predominância da Tempranillo, mas com um corte que ajuda a amaciar o vinho.
(e desculpem o corte brusco no final do vídeo)

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Vega Sauco El Beybi Roble 2007 #cbe


O irmão mais velho do Piedras.

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Miros Tinto Roble 2007


Esse é o vinho da seleção de março de 2011 da Sociedade da Mesa, clube de vinhos que eu participo. Dessa vez foi um espanhol, de Ribera del Duero, com 85% de Tempranillo, 10% de Merlot e 5% de Cabernet Sauvignon.

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Fillaboa Albariño 2009


Fillaboa significa filha boa. E é essa “filha boa” a mais nova integrante do catálogo da importadora Porto Mediterrâneo, que tivemos a oportunidade de provar em primeiríssima mão.

Produzido 100% com a casta Albariño (uma uva branca), na região de Rias Baixas, na Espanha, é um vinho que apresenta uma grande tipicidade da casta. Frutas brancas em abundância, com destaque para pêra e abacaxi, mas com toques cítricos e um bom herbáceo surgiram na taça durante todo o tempo da degustação (e olha que não foi pouco tempo), mostrando a qualidade do vinho.

O que me chamou a atenção foi a sua coloração: um amarelo dourado, bastante encorpado. Algo que eu não esperava num vinho tão jovem. Esse corpo foi provado na boca, que em conjunto com a boa acidez, mostrou um vinho muito bem feito, que combinou perfeitamente com as vieiras de entrada e os mariscos que vieram depois.

Tanto a uva Albariño quanto a região de Rias Baixas não são muito conhecidos aqui no Brasil, talvez por falta de produtos. Se você gosta de bons vinhos brancos, essa a chance de conhecer um belo exemplar. O vinho deve chegar por volta de 120 reais para o consumidor.

A importadora está trazendo também o vinho top deles, o Fillaboa Selección, mas esse eu falo em outra oportunidade.

Um abraço

Daniel Perches

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Cava Marques de Monistrol Reserva Seleccion Especial


Em clima de final de Copa do Mundo, resolvi provar essa Cava, afinal de contas, se tivesse que torcer para algum time, eu torceria para a Espanha. E é de lá que vem esse espumante, que é produzido com as uvas Macabeo, Parellada e Xarello.

E foi uma boa escolha, afinal de contas, o espumante serviu pra comemorar com a “Fúria”.

Mas vamos ao espumante, que é o que interessa, pelo menos aqui.

Em taça apresentou-se com uma coloração amarelo dourado. Suas bolhas (perlage) eram bem finas, mas não muito abundantes. Como sempre falo, esse quesito é muito influenciado pela taça, que se estiver com alguma sujeira, pode influenciar (mal) a performance, então não podemos levar isso muito em consideração.

No nariz apresentou aromas tostados, frutas secas e sementes. Em boca tem acidez alta e um final bastante agradável e longo.

Uma bela cava, que acompanha muito bem entradas, como canapés e saladas, mas também pode acompanhar bem comidas mais gordurosas. Me pareceu um bom acompanhamento para um leitão assado, por exemplo.

Encontrada na Expand, custa em torno de 40 reais. Um preço justo pela sua qualidade. Se estiver em busca de uma boa cava, fica a dica.

A Marques de Monistrol é produzida pela mesma casa que faz a Monasteriolo, já comentada aqui .

E viva a Espanha, e parabéns pela sua bela campanha na Copa do Mundo de 2010.

Um abraço

Daniel Perches

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Espumante Codorniu Brut Clássico


Codorniu é um nome famoso no mundo dos vinhos. Quem já se interessou pelos vinhos espumantes produzidos na região da Cava, na Espanha, provavelmente já se deparou com esse nome.

A Codorniu é uma empresa bastante antiga, que foi fundada em 1551. São 5 séculos de história e tradição na produção de espumantes. Eles possuem uma ampla gama de produtos e são bastante conhecidos também pela sua garrafa “clássica”. Esse que eu provei não veio nesse envase, mas com certeza não deixa a desejar em nada em qualidade.

Produzido com as uvas Macabeo e Chardonnay, é um espumante com todos os quesitos de qualidade. Esse é feito através do método clássico (ou champenoise), ou seja, sua segunda fermentação é feita em garrafa. Passa 18 meses em autólise para depois ser colocada para descansar e só depois é comercializada.

Possui um ótimo perlage (fino e persistente) e uma ótima espuma ao ser servido. Mesmo depois de bastante tempo em taça, as bolhinhas permanecem subindo, formando finos cordões.

No nariz apresenta aromas herbáceos, frutas brancas com um toque de verde, um leve tostado e um toque também de madeira.

Em boca tem ótimo frescor e acidez, mas ao mesmo tempo mostra-se bem suave. É um espumante que convida ao próximo gole, principalmente quando se está acompanhando pratos leves como saladas, entradas, frutos do mar. Sinceramente, eu preferi provar sem nenhum acompanhamento. Foi meu espumante companheiro do jogo do Brasil, numa bela vitória da nossa seleção, rumo às quartas-de-final da Copa do Mundo de 2010. Essa deu sorte. Espero que no próximo jogo, tenhamos a mesma sorte. Vamos ver qual vai ser o meu companheiro.

Um abraço

Daniel Perches

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Pintia 2003


Todo bom enófilo sonha com a possibilidade de provar grandes vinhos. E apesar de termos aqueles nomes franceses bem conhecidos decorados e sempre na expectativa de poder prová-los, existem muitos outros, inclusive de outros países, que estão à altura, pra não dizer até acima de sua qualidade. Mas esse é um mérito que não devemos entrar, inclusive porque envolve gosto.

A verdade é que o Pintia é um dos grandes vinhos do mundo que quem puder provar, não vai se arrepender. Ele é produzido na região de Toro, na Espanha, pela mítica empresa Veja-Sicília e é feito somente com a casta Tempranillo.

A Veja-Sicília estava em busca de um novo terroir, fora de Ribera Del Duero, para investir. Encontraram então a região de Toro e surgiu o Pintia. Desde sua primeira colheita, em 2001, vem ganhando notas altíssimas (sempre acima de 95 pontos) da crítica especializada. Não é pra menos. O vinho surpreende a cada gole.

É um vinho que mereceria páginas e páginas de descrição, mas ao mesmo tempo sinto-me pequeno diante de tantos atributos. Sua complexidade aromática é tão grande que quando provei, eu não sabia o que escrever. Isso sem falar de sua persistência, seu retro-gosto, seu NÃO amargor, enfim, tudo o que um grande vinho deve ter.

Tudo isso o Pintia tem, e tem de sobra.

Mas o mais gostoso, sem dúvida, é poder dividir essa alegria com amigos. Dizem por aí que quem tem amigos, tem tudo. Eu estava com amigos e com um belíssimo vinho à mesa. Precisa dizer mais?

Um abraço

Daniel Perches

(Para saber mais sobre o Pintia, veja o site deles aqui. No Brasil é possível comprar pela Mistral)

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Degustação de Vinhos da Espanha


Aconteceu no dia 10 de junho de 2010 a Degustação de Vinhos da Espanha, organizada pela Vinos de España. O evento foi no Hotel Intercontinental, no Jardins, em São Paulo.

O mesmo evento aconteceu dois dias antes no Rio de Janeiro e teve uma ótima repercussão.

Com 40 expositores e uma infinidade de bons vinhos, o evento mostrou mais uma vez a força e a qualidade dos vinhos daquele país, que infelizmente não é tão comum aqui no Brasil. Lá provei vinhos excepcionais, como o Protos, que é importado pela Península aqui no Brasil. Muitos dos expositores ainda não tinham importadores. Espero realmente que tenham feito bons negócios por lá, pois gostaria de provar novamente muitos dos vinhos apresentados por lá. Outros produtores de grande destaque também estavam lá, como Agro de Bazán, Felix Sanz, Monte Odina, Bodegas Real, Don Olegario, Freixenet, Pago Casa Gran (já comentado aqui)Tera y Castro, Wines & More e outros.

A organização do evento preparou um caderno com todos os vinhos dos expositores, em ordem em que estavam lá na feira. Excelente para quem precisa anotar suas impressões, como eu. Mas infelizmente acabei trocando o meu caderninho em algum stand e quando fui rever o que tinha escrito, me deparei com um caderno em branco. Triste, mas tudo bem. Vou postando aos poucos e claro, exercitando minha memória.

Um abraço

Daniel Perches

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Nita 2007


O Nita é um vinho da região do Priorato (nordeste da Espanha) que vem compor o portfólio da CultVinho, uma importadora que é especializada em vinhos desse país.

Esse vinho participou da segunda edição da “Confraria da Mentira”, que é composta por mim e mais alguns amigos (Alexandre, Cristiano, Emerson e Thiago) e esteve ao lado de grandes nomes, como o Pintia, que eu comentarei em outra ocasião.

E foi nesse ambiente que o Nita mostrou toda a sua qualidade e não decepcionou. Pelo contrário, nos surpreendeu. O vinho tem uma ótima acidez, aromas muito interessantes de frutas frescas e um final muito bom, com taninos concentrados e sem amargor.

Seu corte de uvas é composto de 45% de Garnacha, 35% de Cariñena, 15% de Cabernet Sauvignon e 5% de Syrah e forma um belo suco. O produtor utiliza algumas técnicas biodinâmicas para a colheita e produção dele, o que me parece ser uma idéia, pois o vinho encanta.

 É um vinho que tem potencial para acompanhar muito bem uma carne na churrasqueira ou até mesmo uma carne mais temperada.

O Nita foi provado e aprovado por todos da confraria e merece destaque e atenção quando formos procurar um vinho espanhol. Esse custa 119, e hoje (data dessa postagem) está em promoção por 99 reais no site da CultVinho. Aliás, já comentei aqui as minhas impressões sobre a CultVinho, mas é sempre bom repetir, principalmente quando são positivas: ótimo atendimento, enorme simpatia dos proprietários e principalmente bons vinhos com bons preços. Vale a pena conferir. O site é www.cultvinho.com.br;

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Cabernet Sauvignon, Carignan, Espanha, Grenache, SyrahComments (1)

17ª Harmonização Virtual entre blogs – Menu espanhol


Eu já tinha ouvido falar e lido algo a respeito nos blogs dos amigos, mas não tinha participado ainda dessa harmonização virtual, que é feita entre os blogs Gourmandise e o Le Vin au Blog. O primeiro sugere um prato (ou alguns pratos) e o segundo sugere o vinho. A idéia me pareceu muito interessante e eu resolvi participar da história.

Dessa vez foi um menu espanhol, composto por patatas bravas e higos com jamón y queso azul que foram harmonizados com um vinho Jerez, do tipo Manzanilla.

Espero que o pessoal da organização não fique bravo comigo, mas eu não tive tempo de preparar as patatas, então provei o Jerez somente com os figos (e com outros tipos de comida que eu encontrei por aqui).

Apesar de não ser um grande apreciador de vinhos de Jerez (e isso deve ser provavelmente porque eu não conheço muitos), a combinação com os figos foi muito interessante. Só pra situar, a receita previa a utilização de figos frescos cortados ao meio, recheados com queijo azul (de preferência roquefort) e enrolados com presunto cru.

O Jerez escolhido foi o La Ina, que é importado pela Vinci Vinhos aqui no Brasil e custa em torno de 70 reais. Um bom preço para um Jerez de qualidade, sem dúvida. Produzido com a uva Palomino, esse vinho tem aromas bastante salgados e licorosos. Em boca apresentou um corpo leve e seus sabores salgados ficaram ainda mais destacados. Testei com algumas comidinhas de happy hour e não houve nenhuma que se destacou. A melhor combinação foi, sem dúvida, com os figos recheados. Os sabores do figo se mesclaram com o vinho de forma muito interessante, trazendo até a sensação de que o final do vinho ficou mais longo. Interessante isso!

Bem, se você quiser participar dessa harmonização, deve entrar em contato com os blogs Gourmandise e Le Vin au Blog, pois eles passam as receitas e os vinhos. Essa foi uma bela experiência e espero participar da próxima.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in Espanha, Geral, PalominoComments (3)

Produtor dos vinhos Ostatu vem ao Brasil


A convite da CultVinho, uma importadora especializada em vinhos espanhóis de ótima qualidade – e principalmente de ótimos preços – estive em um belo almoço que contou com a ilustre presença do Sr. Gonzalo Sáenz de Samaniego, que é o produtor dos vinhos Ostatu, na Rioja Alavesa.

Provamos 4 vinhos que eu conto melhor abaixo e já adianto que fiquei muito bem impressionado com todos. Como sabemos que a oferta de bons rótulos espanhóis não é tão farta, vale a pena guardar a dica e provar os vinhos.

Ostatu Blanco Jovem 2008
Preço: 46,00
Produzido com 90% de Viura e 10% de Malvasia, é um vinho muito fresco e bem aromático, imperando os cítricos, com destaque para maçã verde. Boa acidez e final bastante correto. É um ótimo vinho para o calor, para a beira da piscina ou até mesmo para iniciar um belo almoço, acompanhado de saladas. Destaque para o seu ótimo preço.


Ostatu Tinto Jovem 2008
Preço: 54,00
Eu já conhecia esse vinho e tive a oportunidade de provar novamente e constatar que realmente é um belo vinho para se beber no dia a dia ou até mesmo em um churrasco. Bastante aromático com destaque para morango e framboesa. Final médio e com boa acidez. Produzido 100% com Tempranillo. Uma boa compra.

Ostatu Reserva 2004
Preço: 138,00
Agora já estamos falando de um vinho mais estruturado. Produzido 100% com Tempranillo, é um belo tinto, muito encorpado e aromático. Sentimos já toques de carvalho, baunilha e um leve defumado depois de algum tempo. Acompanhou muito bem o cordeiro servido.

Preço: 395,00
Esse é o vinho top da vinícola e é produzido a partir de vinhas velhas com mais de 80 anos de idade. Belíssimo em taça, com uma estrutura impressionante. Um vinho para se beber com calma, apreciando sua qualidade. Ótima estrutura em boca e final muito longo e saboroso. Um primor!
Como sempre, fomos recebidos pelos simpáticos Armando e Sandra, que com certeza estão no caminho certo, pois não só tem ótimos produtos, mas tem bons preços também.

Gloria de Ostatu 2005

Se estiver procurando vinhos espanhóis, vale a pena dar uma olhada no portfólio da CultVinho. O site deles está aqui.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2004, 2005, 2008, Espanha, Malvasia, Tempranillo, ViuraComments (0)

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