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Cockburn’s Port Reserve, o amigo do chocolate


Recentemente estive em Portugal e passei por Vila Nova de Gaia, que é o lugar onde todas as vinícolas de vinho do Porto estão. Passei perto da Cockburn’s, mas não pude entrar por falta de tempo. Queria ter ido para conversar com alguém de lá e conhecer um pouco mais da história da família Symington, proprietária dessa vinícola que é muito antiga e bastante premiada.

Isso porque eu tinha comigo o Cockburn’s Port Reserve para provar. Não deu para falar com eles, mas provei mesmo assim. E achei bem interessante. O Port Reserve é um Vinho do Porto “básico”, ou seja, está na categoria do Ruby e do Tawny, mas ele fica um pouco mais de tempo em barricas, o que dá uma arredondada bem legal no vinho.

Se você já provou um Ruby, por exemplo, deve ter percebido que em geral ele tem bastante álcool e muitas vezes é até agressivo. Não é fácil de beber. Coisa que não acontece com o Port Reserve, que é muito mais macio, mas ao mesmo tempo bem encorpado.

É um Vinho do Porto que acompanha perfeitamente um bolo de chocolate, mesmo daqueles que tem calda por cima (e que são uma delícia, não é mesmo?). Provei com o chocolate ao leite e foi legal, mas com o chocolate meio amargo foi fantástico.

Mas se você está de dieta, melhor chamar muitos amigos para compartilhar, porque senão vai ser complicado. Chocolate + Vinho do Porto é uma combinação fantástica, mas também um pouco calórica! :)

Os vinhos da Cockburn’s são importados pela Cantu no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

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Douro Boys, sempre degustando e celebrando!


Por onde passam, os Douro Boys dão show. Não só pela sua irreverência, mas principalmente pelos seus vinhos de altíssima qualidade. É difícil encontrar um vinho deles que seja “bom”. É tudo “muito bom” pra cima!

Ah, não sabe quem são os Douro Boys? Então eu conto: em 2003, 5 produtores – Quinta do Vallado, Quinta do Crasto, Quinta do Vale D. Maria, Quinta do Vale Meão e  Niepoort (Vinho do Porto), resolveram se unir e juntar esforços para  ganhar mais peso e importância no mercado internacional. O objetivo era “pôr o Douro no mapa”, como eles mesmos dizem.

Eles viajam o mundo juntos para apresentar seus vinhos, mas principalmente para falar sobre o Douro. Assim a gente ganha com a apresentação sobre essa região feita por experts e a região ganha fama, afinal de contas, de quebra a gente prova vinhos bem legais de lá.

E já que estamos falando sobre o Douro, lá é uma região muito quente (que pode fazer até perto de 50 graus durante o dia no verão), com encostas íngrimes que só de olhar dá um pouco de vertigem. De lá vêm vinhos tintos bastante intensos, daqueles que podem “pintar os dentes” com facilidade. Mas de lá vêm também vinhos brancos frescos, com bastante mineralidade no nariz e na boca e obviamente os famosíssimos vinhos do Porto, que são vinhos licorosos muito saborosos, adocicados e intensos, que geralmente se bebe como aperitivo ou com uma boa sobremesa (ou um bom charuto).

Para aventurar-se pelos vinhos portugueses é obrigatória a passagem pelos vinhos do Douro. E uma boa forma de conhecer bons vinhos é provar os dos Douro Boys.

Ontem estive com eles em um evento realizado no Consulado de Portugal e pude provar novamente alguns que eu já conhecia e outros que ainda não tinha tido oportunidade de provar. O destaque dessa vez ficou com alguns como o Quinta do Crasto Vinhas Velhas 2009, um vinho muito intenso e jovem ainda, mas extremamente convidativo. Outro que me chamou a atenção foi o Vinho do Porto Niepoort Colheita 1998, que apresentou cores mais alaranjadas, toques de frutas secas, mas com uma vivacidade incrível. Cito só esses dois, porque senão esse post ficará gigantesco, pois são muitos vinhos bons de verdade.

Se quiser conhecer mais sobre os produtores, veja abaixo o site de cada um deles e os respectivos importadores e boa viagem!

Quinta do Crasto – importado pela Qualimpor

Quinta Vale D. Maria – importado pela Vinho Sul

Qunta do Vale Meão – importado pela Mistral

Niepoort – importado pela Mistral

Quinta do Vallado – importado pela Cantu

Um abraço

Daniel Perches

 

 

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Barca Velha 2004 chegando – façam suas reservas


O Barca Velha é o vinho mais emblemático de Portugal. Por tratar-se de um vinho bastante especial, não é produzido em todos os anos, mas acabei de receber a notícia que a safra 2004 estará disponível em breve na Zahil. É a 7a safra desse vinho.

Uma excelente notícia para os fãs e motivo para fazer rapidamente as suas reservas. Eu acho que vai acabar rapidinho.

Abaixo tem mais informações.

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A cada novo ano o mercado aguarda ansioso a declaração se haverá ou não um novo Barca Velha. Passamos algum tempo sem darmos esta boa notícia, mas, ao contrário, hoje anunciamos a chegada deste precioso vinho à Zahil, na safra 2004.

O Barca Velha é o vinho-ícone de Portugal e está entre os mais celebrados do mundo. Sua criação em 1952 deve-se ao fato do Sr. Fernando Nicolau de Almeida, enólogo da Casa Ferreirinha naquela época, querer fazer um vinho de mesa de qualidade, em terras onde reinavam os vinhos do Porto. A escolha criteriosa das uvas, os cuidados com a vinificação e a preocupação em colocar o vinho no mercado somente quando estivesse pronto para ser bebido, são alguns dos detalhes que fizeram o Barca Velha destacar-se.

Hoje o cuidado na elaboração continua tão extremo quanto antes, fazendo com que somente em anos verdadeiramente excepcionais, cujos vinhos mostraram evolução dentro dos critérios estabelecidos, a Casa Ferreirinha os declare um Barca Velha. Até hoje somente 17 safras foram feitas, incluindo a de 2004.

O Barca Velha 2004 vem de um ano quente e seco que, apesar de algumas chuvas no início de Setembro, garantiram uma colheita bem sucedida, feitas manualmente. Após desengaço total e suave esmagamento, a fermentação alcoólica ocorreu em cubas de aço inoxidável e lagares mecanizados. Durante este período, procederam-se remontagens por bomba e “pigeages” com robôs, com temperatura controlada por sistema automático. Realizou-se também uma longa maceração a fim de se obter a extração aromática e polifenólica desejada.

Os vinhos foram transportados para Vila Nova de Gaia ao final da maceração, onde foram submetidos a um estágio em barricas de carvalho francês de 225 litros durante aproximadamente 16 meses (75% madeira nova e 25% madeira usada). O lote final foi elaborado com base na seleção continuada dos melhores vinhos, resultante das inúmeras provas e análises efetuadas de diferentes lotes e barricas existentes. Para preservar a sua mais alta qualidade, Barca Velha 2004 foi engarrafado sem tratamento, sendo, portanto, natural a formação de depósitos.

Dados Técnicos
Tipo: Encorpado
Teor Alcoólico: 13,5%
Madeira: 16 meses
Corte: 40% Touriga Nacional, 30% Touriga Franca, 20% Tinta Roriz, 10% Tinto Cão
Guarda: 15 a 20 anos
Temperatura Ideal de Serviço: 17°C a 20°C
www.zahil.com.br

Posted in 2004, Portugal, Tinta Roriz, Tinto Cão, Touriga Franca, Touriga NacionalComments (1)

Cerca do Casal DOC Douro Reserva Tinto 2010


Sempre comento que gosto dos nomes dos vinhos portugueses. Acho que o pessoal por lá tem uma criatividade fantástica. E esse vinho é mais uma prova disso. Cerca do Casal é um nome interessante e é um dos vinhos que a ViniParra vai trazer para o Brasil.

Provei esse e gostei. É daqueles vinhos portugueses que são fáceis de beber, sem grande complexidade e dificuldade para entender, mas ao mesmo tempo tem aquele “charme” que se você deixar um tempo aberto, verá que vai melhorando aos poucos, ficando ainda mais redondo e mais gostoso de beber.

Produzido com Tinta Roriz, Tinta Barroca e Touriga Franca, tem as características de um bom vinho do Douro de média gama, ou seja, muita fruta, álcool alto (mas não muito aparente) e taninos bem marcados. É um vinho para acompanhar comida, com certeza.

Mas o melhor é que esse vinho deve chegar pra gente com um preço em torno dos 30 reais. Se chegar mesmo, vai ser uma boa pedida. Por isso guarde esse nome para provar em breve.

E se quiser saber mais, melhor entrar no site da ViniParra, porque se você colocar “Cerca do Casal” no Google, o que virá vai ser algo bem diferente de vinho… Eu testei e comprovei.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2010, Portugal, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga FrancaComments (0)

Quinta dos Murças Reserva Tinto 2008 – impressionante


Não me canso de falar que os vinhos têm uma característica que me atraem muito, que é o poder de surpreender, desde os iniciantes até os mais experientes degustadores.

Quando comecei a estudar o tema, ouvi uma fraase que eu guardei. Me disseram que se eu provasse vinhos desde o dia que nasci até ficar bem velho, mesmo que fossem vários por dia, eu não conseguiria conhecer todos os vinhos do mundo. Interessante, não?

E quando aparece uma boa surpresa, eu fico muito animado, como aconteceu no dia em que fui a um evento da Qualimpor para provar os vinhos do portfólio deles. Já conhecia vários e gosto muito de praticamente todos, então estava bem feliz por lá, mas de repente fui supreendido pelo Quinta dos Murças Reserva Tinto 2008. Provei até meio desatento, mas quando levei ao nariz, tive que parar a minha conversa com amigos, pois percebi de cara que esse vinho é demais!

Ele é feito no Douro, com as uvas Tinta Roriz, Tinta Amarela, Tinta Barroca, Tinta Miúda, Touriga Nacional, Touriga Francesa e Sousão. Isso mesmo, esse monte de uvas (o que nem é tanto se pensarmos em vinhos portugueses, porque por lá o que eles mais gostam e fazem bem é misturar uvas).

É um vinho elegante e intenso ao mesmo tempo, que no nariz tem muita complexidade, com aromas de frutos negros e vermelhos, um toque de pimentas e tudo passando por um aroma de carvalho e fumo. Na boca tem muito corpo e taninos muito bem amaciados, deixando o vinho potente, mas sem ser agressivo. Alguns dizem que é “sedoso” e esse conceito pode ser muito bem aplicado a esse vinho.

Fiquei com vontade de provar ele com uma boa carne ensopada, ou até mesmo um cabrito ao forno. Deve ir muito bem. Como é um projeto novo do pessoal do Esporão, eu ainda não conhecia esse vinho e posso dizer que foi amor ao primeiro gole.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Portugal, Sousão, Tinta Amarela, Tinta Barroca, Tinta Miúda, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga NacionalComments (1)

Douro Boys vieram fazer show em São Paulo


Não são músicos e nem artistas, mas gostam de dar show. Os Douro Boys são 5 produtores dos melhores vinhos da região do Douro, em Portugal. Vieram para o Brasil e deram uma masterclass para jornalistas e sommeliers que foi cheia de informação muito interessante e claro, bom humor.

Veja um pouco de cada um e veja no final quem é que organiza a bagunça que eles fazem.

José Teles – Niepoort


Cristiano Van Zeller – Quinta do Vale Dona Maria

João Ferreira – Quinta do Vallado

Francisco Olazabal – Quinta do Vale Meão

Tomás Roquete – Quinta do Crasto

Dorli Muhr – A Douro Girl

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DFE Signature 2007


Douro Family Estates é um consórcio de vinícolas portuguesas. Seus vinhos impressionam por onde passam. Esse eu recebi direto do pessoal da vinícola, mas sei que tem no Brasil.

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Qualimpor no Brasil (pelo proprietário e pelo enólogo)


Conversamos com João Roquette, que é proprietário das marcas Esporão e Quinta do Crasto, além da importadora Qualimpor aqui no Brasil. Ele nos contou um pouco como foi a negociação com a família para ele ficar aqui no Brasil e os irmãos ficarem em Portugal cuidando dos negócios por lá.

Aproveitmos e conversamos também com David Baverstok, um australiano que mudou para Portugal há alguns anos e é quem faz os vinhos da casa.



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Ana Pereira fala sobre os vinhos da Douro Family Estates


Ana Pereira é a gerente de exportação da Douro Family Estates, que é um consórcio de produtores do Douro. Ana trouxe pra gente provar alguns vinhos muito interessantes, como o famoso Bafarela 17, que tem seu nome devido à sua graduação alcóolica que é atingida naturalmente (devido, claro, às altas temperaturas na região).
Ana conta um pouco sobre os produtores e os vinhos.

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Vertente 2007 (Niepoort)


Gosto de ver a importadora Mistral em eventos. Eles não participam de muitos, mas quando vão, levam bons vinhos. E no evento do IVDP (instituto de Vinhos do Douro e Porto) de 2011 eles estavam lá e dessa vez tive a oportunidade de provar os vinhos da gigante Niepoort, que é famosa pelos seus vinhos do Porto, mas que também tem uma grande gama de vinhos tranquilos (brancos e tintos) feitos na região do Douro.

O Vertente é feito com as uvas Tinta Roriz, Touriga Franca, Tinta Amarela, Touriga Nacional e outras que não são identificadas. Isso é muito comum em Portugal, pois por muito tempo se plantou os parreirais sem grandes preocupações com qual tipo de uva que estava lá. Então se você vir um vinho que feito com “vinhas velhas” já pode saber que eles não sabem direito qual é o tipo de uva que tem em sua propriedade (e são muitas misturadas). E saiba também que a chance de ser um bom vinho é bem grande!

É um vinho elegante. Leve em sua estrutura (dá pra ver já na taça que ele não é muito escuro), é fácil de beber e de entender. Tem aromas bem definidos de frutas negras com leve toque de especiarias e tabaco. Na boca tem os taninos muito finos e delicados e esse 2007 me pareceu estar num bom momento pra se beber. Acho que dá pra guardar mais algum tempo, mas está muito bom agora. Um vinho gastronômico e que dá pra se beber tranquilamente com uma boa carne e até com alguns queijos curados.

Custa em torno de 90 reais na Mistral. Um bom preço para um vinho português dessa qualidade.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Portugal, Tinta Amarela, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga NacionalComments (2)

João Roquette, proprietário do Esporão, fala sobre seu novo projeto, a Quinta dos Murças


Estivemos no lançamento do novo empreendimento de João Roquette, que é o proprietário da Herdade do Esporão. Agora ele traz para o Brasil os vinhos da Quinta dos Murças, que fica no Douro e nos conta um pouco sobre o novo projeto. Os vinhos são importados aqui pela Qualimpor.

Posted in 2011, PortugalComments (0)

Crasto Douro 2009


Se você gosta daqueles vinhos mais encorpados, com taninos bem presentes, que até amarram um pouco a boca e pedem uma comida forte pra acompanhar, você pode buscar o Crasto Douro 2009, que não vai se arrepender. Ele é desse jeito!

Produzido com as uvas típicas da região – Tinta Roriz, Tinta Barroca ,Touriga Franca e Touriga Nacional – o Crasto Douro 2009 é um vinho que impressiona pela sua potência. E quando falo de potência, quero dizer em todos os aspectos, pois ele é um vinho intenso em todos os aspectos.

Sua cor é muito forte, quase intransponível, com um leve halo violeta, que dá até um toque mais bonito. No nariz ele exala aromas muito presentes de cerejas, ameixa vermelha, um toque floral e se você deixar ele esquentar um pouco, exala também um pouco de álcool (por isso inclusive eu recomendo que se beba a uma temperatura de aproximadamente 16 graus, um pouco mais gelado do que estamos acostumados). Se bebido mais resfriado o álcool desaparece e ele fica mais agradável.

Em boca ele corresponde ao nariz, reforçando a fruta, com um corpo médio, uma acidez bem presente, taninos jovens e ainda um pouco “marrentos” e com      um final também um pouco quente, mas agradável. Tem uma ponta de amargor, mas que saiu rapidamente com a comida. Eu acompanhei com uma língua de boi, que foi muito bem.

Esse não passa por barricas de carvalho, mas não quer dizer que não possa envelhecer um pouco para ser bebido. Acho que ele ainda está um pouco jovem e pode ser guardado talvez até 2012, quando estará um pouco mais macio. Mas sem dúvida é uma boa opção para se beber acompanhando carnes fortes, com molhos bem temperados com especiarias.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2009, Portugal, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga NacionalComments (0)

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