Chianti Classico House abre suas portas

Para quem for visitar a região de Chianti, essa é uma notícia bacana. Foi inaugurada recentemente a Chianti Classico House, na cidade de Radda.

Por lá é possível fazer degustações, aprender mais sobre a região, fazer cursos e ainda passear pelas salas do Convento de Santa Maria al Prato, que foi todo restaurado para receber as atividades do Consorzio de Chianti Classico.

Além disso eles têm por lá a maior coleção de Chianti Classico do mundo, com uma quantidade de etiquetas diferentes que supera qualquer adega, mesmo as dos mais fãs da região.

Então se passar por lá, pode ser uma boa visitar a Chianti Classico House e conhecer um pouco mais sobre a história, além de provar alguns vinhos bacanas. Para ficar por dentro das novidades dos Chianti, siga o blog deles.

Um abraço

Daniel Perches

Chianti DOCG "Cerro Del Masso" 2012 Poggiotondo – orgânico, bom e de ótimo preço

Já falei aqui sobre os vinhos da Poggiotondo (relembre o post aqui) e gostei muito dos que provei. Da vez passada tive a (boa) oportunidade de provar só os tops que eles produzem por lá, mas ao ver o portfólio fiquei curioso com esse Chianti, que tem bom preço e a julgar pela qualidade dos vinhos que bebi da vinícola, achei que poderia ser uma boa.

chianti_poggiotondoEsse também é orgânico, pois por lá eles só fazem vinhos assim. E como todo bom Chianti, é um belo vinho, daqueles para você beber “de litros” (por favor, é só força de expressão. Não vai seguir isso ao pé da letra e se embebedar e dizer que eu que sugeri, hein?)

Com aromas de frutas vermelhas leves, um toque terroso que dá o charme especial ao vinho e uma excelente acidez, é tudo o que eu esperava de um Chianti. Para acompanhar pratos leves com aquele bom e velho molho vermelho é tiro e queda. Pode apostar que dá certo.

E como eu disse, o preço é excelente a se julgar pela qualidade. Abaixo de 100 reais no site da World Wine. Se resolver comprar, não deixe de dar uma olhada nos outros da vinícola. Se a grana der, não vai se arrepender.

Um abraço

Daniel Perches

Cabreo Il Borgo IGT 2007

Conheci recentemente alguns vinhos que estão chegando ao Brasil e que gostei bastante. São os vinhos da Tenute Ambrogio e Giovanni Folonari, que estão sendo importados pela http://www.cantuimportadora.com.br/. Falei recentemente do Il Pareto e agora quero contar um pouco sobre esse outro que também me chamou a atenção, que é o Cabreo Il Borgo IGT 2007.

CABREO-IL-BORGOProduzido na região de Greve in Chianti, na Itália, é feito com as uvas Sangiovese (70%) e Cabernet Sauvignon (30%), uma dupla que para mim faz todo o sentido. Aliás, é fato que a maioria dos vinhos feitos com essa combinação me agradam bastante.

Como um bom vinho supertoscano, o Cabreo tem aromas de frutas negras misturado com um terroso e um pouco de couro no nariz. Na boca tem uma ótima acidez e pede comida. Esse que eu provei era o 2007, mas ainda estava jovem, com bastante tempo de vida pela frente.

Para acompanhar uma boa carne feita na pressão com polenta ou com um purê é matador. Foi o que eu fiz durante a apresentação e lembro-me dos sabores da harmonização até agora. Uma delícia.

Em breve o vinho deve estar sendo vendido nas lojas especializadas e deve custar em torno de R$ 240,00. Não é dos mais baratos, mas a qualidade compensa.

Um abraço

Daniel Perches

Chianti D.O.C.G. Vigneto Della Rana 2010

Beber Chianti é sempre uma alegria. É um vinho fácil, leve e que harmoniza bem com muitos tipos de comida. E para a nossa sorte, não custa muito. É daqueles que sempre vale a pena ter na adega, para aqueles dias que você não está afim de abrir um grande vinho, mas também não vai querer beber “qualquer coisa”. Eu gosto e sempre recomendo.

chianti_della_rana

E o Chianti D.O.C.G. Vigneto Della Rana 2010 é um que eu tinha algumas garrafas, que comprei em uma promoção, pagando menos de 50 reais por ele. Semana passada eu estava em casa, com um friozinho rolando lá fora e eu pensando em preparar algo mais aconchegante para jantar, não tive dúvidas. Saquei minha garrafa de Chianti e fiz um polpetone com uma massa para acompanhar.

Alegria garantida! O Chianti D.O.C.G. Vigneto Della Rana é macio, com aromas de frutas frescas e um leve toque de madeira molhada. Na boca tem corpo leve e ótima acidez. Combinou muito bem com o molho vermelho de tomates, com a carne e o queijo.

Ao final da refeição eu estava com um Chianti a menos na adega, mas com certeza, mais feliz!

Um abraço

Daniel Perches

Chianti Camporsino DOCG 2010

Chianti é um vinho que é relativamente barato (para os nossos padrões) mas que tem uma boa qualidade. Esse Camporsino DOCG, feito 100% com Sangiovese, é um bom exemplo.

 

Poggio Capponi Chianti Riserva 2009

Provei o Chianti Riserva Poggio Capponi, que é feito com as uvas Sangiovese, Colorino e Syrah. Esse vinho é comercializado pela Prosecco Express.

Veja o vídeo da degustação e se quiser ver mais sobre o produtor, que tem também uma hospedagem na vinícola, acesse o site aqui.

Palagetto Chianti Colli Senesi DOCG 2007 – um chianti pra chamar de seu

Eu estava curioso para provar esse Chianti. Comprei numa promoção e dividi uma caixa com alguns amigos. Bom preço (pagamos a metade do valor), mas compramos sem conhecer. Buscamos algumas informações na internet mas não tínhamos muita certeza do que viria pela frente.

Meus amigos, muito mais rápidos no gatilho do que eu, já provaram e aprovaram e eu ainda estava com as garrafas guardadas. Chegou então um domingão e eu resolvi colocar esse Chianti na mesa.

Produzido com as uvas Sangiovese, Colorino e Merlot, ele tem uma coloração clara e muito brilhante, bem vibrante eu diria. No nariz traz aquelas frutas vermelhas contrastando com um toque de especiarias e pimentas bem interessante. Na boca é muito bom, macio e com taninos bem suaves. Acho que esse toque de Merlot deve ter dado uma turbinada no vinho, porque ficou muito legal.

Como todo bom Chianti, não é daqueles vinhos que você precisa decantar, esperar um tempão para beber e fazer todo um ritual. Chianti é pra ser bebido de forma simples e fácil. Abre e bebe. Se tiver uma boa comida com um pouco de acidez, melhor ainda. Eu provei acompanhado de algumas bruschettas feitas em casa mesmo e foi super bem, principalmente a de tomates frescos.

E você, gosta de Chianti? Ou melhor, tem alguém aí que não gosta de Chianti?

Um abraço

Daniel Perches

Cellole Chianti Classico DOCG Riserva 2005

Chianti Classico é uma sub-região de Chianti, que fica dentro da Toscana. Alguns dizem que é o “coração de Chianti”. Nessa DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida) só é possível cultivar uvas tintas e para ter o selo da Denominação é necessário que os vinhos tenham pelo menos 80% da uva Sangiovese (que é a principal da região). O restante pode ser das uvas autóctones como a Canaiolo ou Colorino ou das internacionais como a Cabernet Sauvignon e a Merlot.

Em geral os vinhos são bem fortes na cor (rubi com toques alaranjados nas bordas), com aromas bem definidos e na sua grande maioria são vinhos de longa guarda.

O Cellole Chianti Classico Riserva 2005 é exatamente assim e se você gosta de vinhos dessa região, com certeza não vai se decepcionar com ele. É daqueles bem intensos no nariz e na boca. Depois de passar 24 meses em barrica e mais algum tempo em garrafa, ele desenvolveu aromas de frutas negras muito intenso, mesclado com um toque de tabaco, madeira seca, chocolate.

Na boca os seus taninos são muito presentes e mostram muita força, o que pede, com certeza, uma boa comida. A clássica Bisteca Fiorentina pode ser uma grande aliada aí. O vinho vai aguentar toda a sua gordura, com certeza.

Quem produz esse vinho é a San Fabiano Calcinaia e aqui no Brasil quem traz é a Decanter. Esse vinho não é dos mais baratos (custa em torno de 280 reais). Podemos até não gostar do preço, mas a qualidade vai ser difícil discutir.

Um abraço

Daniel Perches

Case Sparse Chianti 2008

Eu tento fazer uma lista de lugares que eu tenho que visitar (lugares de vinhos, especificamente). Quando começo, me dá um desespero, porque é tanta coisa que eu sei que vai demorar para conseguir fazer tudo. E a loja da Expand no Outlet Premium, que fica na Rodovia dos Bandeirantes (SP), próxima ao Km 72, é uma delas. Eu já havia passado anteriormente e até comprado alguns vinhos, mas o próprio vendedor me disse que não era o melhor dia, então eu resolvi voltar.

Consegui passar lá recentemente com mais calma (e com a loja não muito cheia) e pude fazer minhas garimpagens. E foi assim que eu encontrei esse Chianti Case Sparse, um DOCG que é produzido com 90% de uva Sangiovese e 10% de outras uvas (permitido pela legislação de Chianti). Dessa vez foi uma vendedora muito simpática que me atendeu e me garantiu que o vinho era bom. Comprado com 20% de desconto (era 49,80 e eu levei por 39,84) me pareceu uma boa barganha e eu então paguei pra ver.

O Case Sparse é realmente um bom Chianti. Gostei dos seus aromas, que lembraram madeira molhada, frutas silvestres e um pouco de terra ao fundo. Em boca, uma acidez bastante marcante e um final um pouco quente, mas agradável.

Foi degustado em companhia de panquecas à bolognesa (minhas favoritas) e foi uma boa combinação, mesmo com molho bastante carregado de tomate e especiarias.

Pareceu-me um bom valor para um Chianti, que não decepcionou quando degustado. Se provar, depois me diga o que achou. Se quiser ver mais sobre o produtor, o site é http://www.nistri.it/

Um abraço

Daniel Perches

Harmonização – Fettuccine Bolognese e Chianti

Por sugestão dos Blogs Gourmandise e Le Vin au Blog, fiz essa harmonização com um vinho e um prato típico italianos. O molho bolognese (ou bolonhesa) é bem conhecido dos brasileiros e eu arriscaria dizer que é praticamente uma paixão nacional. Já os vinhos da região de Chianti ainda não atingiram esse patamar (de paixão nacional), mas acredito que por puro desconhecimento, pois são muito bons!

Segui à risca a receita e o resultado foi uma bela harmonização. O molho, feito com ingredientes ácidos (salsão, tomate) e alguns componentes lácteos (leite, creme de leite, manteiga) formou uma bela combinação com o Chianti Tosca, da Tenuta Valipatta, que apresentou uma boa acidez e aromas tendendo para os herbáceos e uma leve madeira seca.

O Chianti é produzido na Toscana e é composto de 90% de Sangiovese e 10% de Canaiolo Nero. É comercializado no Brasil pela Zahil e custa em torno de 55 reais. Um bom preço para um Chianti de qualidade.

Eu nunca tinha feito um molho bolognese da forma como descrita abaixo. O resultado foi um molho um pouco diferente do que estamos mais acostumados, que tem muito tempero. Esse foi mais suave e acredito que também por conta do sal marinho, que não só é mais saudável como é mais leve. Agradou bastante.

Esse prato vai bem com outros vinhos também, mas se puder reproduzir com esse Chianti (ou com outros da mesma região), vale a pena.

Abaixo replico as receitas. Parabéns aos blogs organizadores pela bela harmonização.

Receita escolhida: Fettuccine Bolognese – 4 pessoas

Ingredientes:

• 240ml de creme de leite fresco
• 200g de pancetta (gordura de banha de porco) brunoise
• 2 xícaras de cenoura brunoise
• 1 xícara de salsão brunoise
• 1 xícara de cebola brunoise
• 900g de Maminha limpa e sem gordura picada na ponta da faca
• 240ml de vinho tinto seco
• 8 Colheres de sopa de tomate bem maduro concassé brunoise
• 200ml de fundo de legumes caseiro (a receita é a mesma do utilizado na receita da Polenta com ragu de músculo, basta diminuir as quantidades)
• 480ml de leite integral quente
• 30g de manteiga sem sal gelada
• Sal marinho a gosto
• Pimenta preta moída na hora
• 500g de fettuccine Rustichella d’Abruzzo  ou De Cecco (Fettuccelle ou Fettuccia)

Preparo:

Derreta a gordura de porco até ficar quase completamente líquida, unir os legumes e refogar até a cebola ficar translúcida.
Adicionar a carne e refogar até dourar ligeiramente.
Colocar o sal e a pimenta moída na hora.
Acrescentar o vinho, o fundo e tomate, cozinhar por mais ou menos 5 minutos.
Tampar, diminuir o fogo e cozinhar por 2 horas, adicionando o leite aos poucos.

Obs:
Antes de servir aqueça o molho, coloque o creme de leite reduzido para 1/3 (faça no fogo baixo) a manteiga e uma pitada de sal, cozinhe por 3 minutos. Acrescente a massa cozida (respeite o tempo de cocção descrito na embalagem) e sirva imediatamente.
Esta receita foi adaptada da receita do chef André Mifano (restaurante Vito).

Fundo de legumes:
• 200g de cenoura brunoise
• 200g de salsão brunoise
• 400g de cebola brunoise
• 2 dentes de alho esmagados
• 10 grãos de pimenta do reino
• 1 folha de louro
• talos de salsa
• 1L500ml de água
Cozinhe tudo em fogo baixo por 40 minutos à 1h. Amorne e coe, desprezando os legumes. Reserve o líquido.

Um abraço

Daniel Perches

Antiche Vie Chianti 2007

Como diz o meu amigo Alexandre, “um bom Chianti não pode faltar na adega”. E eu concordo com ele. Os Chianti são vinhos muito saborosos e em geral, que acompanham muito bem comidas típicas italianas. Eu acho que a combinação perfeita para uma pizza de calabresa é um bom Chianti.

E como nunca é demais conhecer mais um rótulo, esse eu provei em companhia de outro amigo, o Beto Duarte. Conhecemos o Antiche Vie, que é do mesmo produtor do IXE Tempranillo (veja o post do IXE aqui), que também é um espetáculo de vinho.

Esse Chianti é produzido com Sangiovese (85%), Ciliegiolo, Canaiolo, Malvasia Nera (15%). Em taça mostrou uma coloração não muito escura. No nariz apresentou bons aromas, com um toque de frutas, madeira e até um leve defumado. Depois de certo tempo em taça melhorou um pouco, evoluindo seus aromas e tornando-se ainda mais agradável.

Dessa vez a harmonização não foi com pizza, mas com uma boa carne grelhada. Acompanhou bem, mas eu ainda aposto na primeira opção.

O Antiche Vie (como os outros vinhos do mesmo produtor) não está ainda à venda no Brasil, mas esperamos que em breve esteja. Esse Chianti deve chegar por volta dos 40 reais, o que é um bom preço pra ele.

Um abraço

Daniel Perches

O Príncipe que virou molho

Estou em busca de conhecer mais vinhos da região de Chianti. São vinhos muito interessantes, que são feitos, em geral, com bastante esmero e são conhecidos no mundo inteiro.

Para situar: Chianti é o nome de um vinho que fica na região de mesmo nome, na Itália. Dentro de Chianti ainda tem a região de Chianti Clássico mas isso é assunto para outro post, pois dessa vez, eu provei um vinho da região de Chianti (não Clássico).

E como falei, como estava em busca de Chiantis, eu encontrei esse no Carrefour. Já havia visto ele outras vezes, mas nunca tinha me interessado. Dessa vez , resolvi arriscar.

Vinho comprado, aberto e degustado. O Chianti Príncipe, com um belo rótulo, me pareceu ser uma boa pedida. Ledo engano. O vinho foi uma grande decepção. Esperamos num Chianti uma boa acidez, um bom equilíbrio, bons taninos… Nada disso havia lá. Cheguei até a duvidar da qualidade das uvas que haviam gerado o vinho. (a saber, esse é produzido com as uvas Sangiovese, Canaiolo Nero, Trebbiano Toscano e Malvasia).

Tentamos (eu e minha esposa) mais uma pequena taça, mas não teve jeito. O vinho não iria evoluir e estávamos decepcionados.

Como sempre digo (e aprendi com o meu amigo e mestre Álvaro Galvão), eu não quero, nem posso, julgar o vinho por uma garrafa só. Tenho que criar coragem para comprar uma outra para testar e ter certeza que o vinho não tem a qualidade esperada. Enquanto isso ficou com essa má impressão do vinho, infelizmente.

Quanto ao Príncipe? Bem, esse virou um belo molho para um ragu, que acompanhou uma polenta, e ficou fantástico.

Quem sabe não era essa a vocação desse vinho?

Um abraço

Daniel Perches