Chateauneuf-du-pape

Châteauneuf-du-Pape Cuvée de l Hospice 2011

Fazia tempo que eu não bebia um vinho de Chateauneuf-du-Pape. Esses vinhos, tão especiais (e infelizmente um pouco caros pra gente), são muito interessantes pela sua história e claro, pela qualidade.

chateauneuf_lospicesSe você ainda não conhece nenhum Chateauneuf, vale a pena pesquisar e ver qual encaixa no seu bolso e provar. Esse que eu provei foi o Châteauneuf-du-Pape Cuvée de l’Hospice 2011, que é importado pela World Wine no Brasil e é feito com as uvas Grenache, Cinsault, Mourvedre, Syrah e Counoise. Nem são tantas uvas, se pensar que um vinho de lá pode ter até 13 uvas em sua composição, incluindo uvas brancas.

Esses vinhos são feitos para durar. A maioria deles pode ser guardada por décadas, então esse 2011 obviamente está bem novo. Mas sinceramente, estava do jeito que eu gosto. Excelente acidez e aromas de frutas naquele esquema de geléia foi o que me chamou a atenção nesse vinho.

Para acompanhar uma boa massa à bolognesa ou simplesmente uma massa de tomates, ele é excelente. Se você gosta de pratos mais elaborados, pode pensar em uma codorna recheada, por exemplo. Se ela for feita com algumas boas especiarias, vai dar certo.

Um abraço

Daniel Perches

Chateauneuf du Pape Masson Dubois 2006

Não é difícil encontrar pessoas que gostem de vinhos feitos na região de Chateneauf du Pape. São vinhos famosos não só pela sua história, mas também principalmente pela sua qualidade.

E eu não fujo à regra. Gosto desses vinhos, que nos agradam desde seus rótulos, suas garrafas bastante elaboradas e claro, seus vinhos fantásticos.

Um fato interessante sobre essa região é que é o lugar onde se produz vinhos de acordo com a legislação da região com o maior número de uvas: são treze as uvas permitidas, sendo as tintas: Grenache, Syrah, Cinsaut, Mourvèdre, Counoise, Picpoul, Terret Noir, Vaccarèse, Picardan, e Muscardin. E as brancas: Bourboulenc, Roussanne, Clairette. Se incluir as brancas Grenache Blanc e Picpoul Blanc, também permitidas, temos quinze. Não é difícil de encontrar vinhos com essa quantidade de uvas por lá.

Esse eu tive a oportunidade de provar na casa de amigos, num dia em que estávamos tentando harmonizar algo com um bacalhau em natas, feito com um molho bem cítrico.

Mas vamos ao vinho, que é o que interessa: Esse é produzido com as uvas Syrah, Grenache, Clairette, Picpoul, Terret, Cinsault e Mourvedre. Tem uma coloração rubi clara e um pequeno halo de evolução, o vinho mostrou-se em taca muito elegante, lembrando os clássicos vinhos da França, principalmente os da Borgonha (onde ele é produzido).

No nariz, uma gama tão grande de aromas que ficou difícil de escolher alguns para contar: morangos, groselhas, um pouco de terra, flores com toques adocicados (eu sou péssimo com flores, então não me lembro os nomes) e um leve, mas leve mesmo, toque de madeira. Além disso, um toque de especiarias rondava sempre o nariz, acompanhando todos esses aromas. Tudo isso dançando na taça, mostrando-se mais ou menos, conforme se girava e se apreciava o líquido.

Em boca mostrou-se um vinho realmente elegante, com taninos ainda jovens, mas macios e bem tratados. Boa adstringência e final longo e sem amargor. Um vinho muito correto e agradável.

Esse Chateauneuf du Pape, apesar de ser leve, é um vinho que pode acompanhar muito bem comidas um pouco mais apimentadas ou com um pouco mais de especiarias. Como falei, testamos com o bacalhau, mas talvez o cítrico do molho tenha se sobressaído um pouco. No mesmo dia testamos com uma geléia de pimenta com brie e ficou perfeito. Acho que vale o teste.

E mesmo que não tiver nada para acompanhar, sempre vale a pena beber um bom Chateuneuf du Pape.

Um abraço

Daniel Perches