bordeaux

Hoje tem Winebar com os vinhos Les Amis, da Expand. Acompanhe ao vivo

Quer saber um pouco mais sobre vinhos franceses? No próximo dia 02/09, às 20:00hs, teremos uma degustação ao vivo com Otávio Piva de Albuquerqueda importadora Expand, que vai falar mais sobre a linha de vinhos franceses Les Amis. Você pode acompanhar, mandar suas perguntas e opiniões. Leremos e responderemos na hora. Participe desse projeto interativo para o mundo do vinho.

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Veja os vinhos que serão degustados:

Espumante Les Amis Rosé

Screen Shot 2014-08-16 at 7.25.18 PM

País: França
Região: Provence
Uva: Grenache
Graduação: 11,5%

Vinícola:
A vinícola, localizada em Provence, é uma empresa familiar criada em 1952, especializada em produzir vinhos, principalmente espumantes de qualidade premium. A região recebe chuvas intensas no outono e na primavera e os verões são secos e quentes. Apesar das temperaturas serem altas, a diversidade do relevo proporciona variações importantes mesmo em pequenas distâncias.

Vinificação:
O Espumante Les Amis Rosé é desenvolvido a partir de uvas cuidadosamente colhidas e selecionadas e passa por um processo de produção rígido estabelecido pela empresa, sendo comercializado apenas o espumante que possua todas as qualificações necessárias: aroma e sabor elegante, boa acidez e equilíbrio alcoólico.

Notas de Degustação:
Coloração rosa-claro. No nariz, possui aroma agradável de pequenas frutas vermelhas. Na boca é um vinho equilibrado e bem fresco, com um elegante equilibrio.

Harmonização:
Esse espumante é perfeito para os aperitivos. Combina também com a comida Asiática a base de peixe, como sushi.

Preço: R$ 64,80
Importadora: Expand (Veja no site)

Les Amis Bourgogne Pinot Noir 2011

Screen Shot 2014-08-16 at 7.34.46 PM

País: França
Região: Borgonha
Uva: Pinot Noir
Safra: 2011
Graduação: 12,5%

Vinícola
Localizado em Borgonha, na França, a vinícola acredita que qualidade do vinho depende do cuidado e natureza dos vinhedos. Este vinho é feito de uvas provenientes das regiões de Côte de Beaune, Côte de Nuits e Côte Chalonnaise.

Vinificação
A colheita é feita manualmente, sendo cuidadosamente selecionadas e desengaçadas antes do processo de vinificação. A fermentação do vinho é em tanques de aço inox em temperaturas controladas.

Notas de Degustação
Coloração de profundo rubi com reflexos púrpura. No nariz, aromas frescos de frutas vermelhas com um toque elegante de especiarias. Na boca, taninos suaves e muito frutados.

Harmonização
Combina muito bem com carnes grelhadas e assadas, especialmente carnes bovinas. É um bom acompanhamento também para queijos curados.

Preço: R$ 125,00
Importadora: Expand

Les Amis Bordeaux

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País: França

Região: Bordeaux
Uva: 60 % Merlot, 40% Cabernet Sauvignon Tipo: Tinto
Safra: 2010
Graduação: 13,5%
Temperatura: 16o à 18oC

Vinícola
Localizada na região de Bordeaux, a vinícola cumpre todas as regras de produção estabelecidas pela Denominação de Origem e estão anualmente sujeitos a um exame gustativo exigente. Este rigor é uma base qualitativa que diretamente garante a reputação mundial dos grandes vinhos de Bordeaux. A região possui clima oceânico temperado e apresenta solo calcário argiloso.

Vinificação
Após a colheita é feita uma seleção rigorosa para a fermentação e maturação das uvas. A vinificação é tradicional feita em tanques.

Notas de Degustação
O vinho Les Amis é um Bordeaux Rouge possui uma linda cor de rubi com notas púrpuras. É levemente amadeirado, apresenta um surpreendente equilíbrio e notas frutadas de frutos vermelhos.

Harmonização
Harmonização perfeita com carnes vermelhas, aves e queijos.

Preço: R$ 78,00
Importador: Expand

Haut Medoc de Giscours 2008

Uma das particularidades mais interessantes no mundo do vinho é toda a história que vem atrelada à garrafa, acontecendo na grande maioria das vezes. Quando se fala de Bordeaux então, isso é bem comum. É família que perdeu tudo, família que comprou, mulher que assumiu os vinhedos, filhos que mudaram o estilo, e por aí vai. E quando fui pesquisar sobre esse vinho, o Haut Medoc de Giscours 2008, que eu provei recentemente, encontrei o seguinte:

As primeiras referências à Château Giscours está por volta de 1330, em um documento que se refere a uma torre fortificada. Cocks e Feret, considerado o ” Bíblia de Bordeaux”, menciona que o vinho foi servido para Louis XIV, que disse ter apreciado muito.Teve muitos proprietários e por ter mudado de mãos por tantas vezes Giscours lentamente entrou em declínio. Este período chegou ao fim após a Segunda Guerra Mundial, quando o castelo foi comprado por Nicolas Tari. Em seguida, uma participação maioritária no SAE du Chateau Giscours foi adquirida por Eric Albada Jelgersma, e sua família. Eric Albada Jelgersma agora detém 99,9% das SAE du Chateau Giscours” (retirado do site da Vinos&Vinos).

haut_medoc_giscours_2008Legal conhecer um pouco da história do Chateau. E parece realmente que os caras conseguiram reverter o negócio, pois o vinho é daqueles bem clássicos de Bordeaux (corte de 50% Cabernet Sauvignon e 50% Merlot), com bastante fruta intensa, toques de madeira e defumado bem suaves e um pouco de especiaria para completar.

É um vinho que está pronto para o consumo, mas certamente se for aberto e decantado por algumas horas, pode abrir mais ainda e ficar melhor. Para acompanhar, um bom prato à base de carnes bovinas com um bom tempero vai super bem.

Pela qualidade, tem um preço dentro do mercado. Abaixo de 200 reais.

Um abraço

Daniel Perches

Château Prieuré Canteloup 2009

Algumas regiões vinícolas no mundo são tão complexas, que se você passasse a vida inteira dedicado só a uma delas, ainda assim teria um monte de coisas para aprender. Para mim, Bordeaux é assim. Quanto mais eu estudo ou provo vinhos, vejo que não conheço nada e que tem um monte de vinhos, de sub-regiões, denominações e até de uvas (em momentos raros) que eu precisaria aprender muito mais.

prieure_canteloup_2009E recentemente estive na loja da Vinos & Vinos, que tem um belíssimo portfólio de vinhos franceses e italianos (além de outros de países como o Chile) e provei alguns vinhos. Dentre eles estava o Château Prieuré Canteloup 2009, um vinho feito numa safra muito boa e com as uvas Merlot (60%), Cabernet Sauvignon (15%) e Cabernet Franc (15%). Esse é um “Grand Vin de Bordeaux, feito na região de Côtes Bordeaux.

Foi um vinho que me chamou a atenção pois ele é bem clássico da região, trazendo aquelas frutas negras, aquele toque mais aveludado, mas bem intenso, apesar de me parecer ainda um pouco jovem. Segundo o pessoal da importadora, se deixar ele aerando, ele ficará bem melhor. É ver para crer (mas eu tendo a acreditar que sim).

Como é difícil de encontrar bons Bordeaux com preços acessíveis, esse pode ser até considerado um “achado”. Custa pouco mais de 100 reais e vai dar certamente uma boa alegria à mesa. (veja o link do produto aqui)

Se provar, me conte o que achou.

Um abraço

Daniel Perches

Chateau Lagarette Cuvée Cyrus 2004

Outro dia meu amigo Beto Duarte (Papo de Vinho), um grande conhecedor dos vinhos franceses, falou que “vinho de Bordeaux bom, tem que esperar 10 anos”. É claro que ele estava generalizando e a gente sabe que existem muitas classificações na região e que um grande vinho pode demorar 30 anos para se mostrar, enquanto vinhos de entrada podem estar prontos para o consumo imediato, assim que liberados para a venda no mercado, mas em geral, acho que a regra vale.

chateau_lagarette_2004E foi então que eu bebi o Chateau Lagarette Cuvée Cyrus 2004, oferecido pelo Alexandre Frias (Diario de Baco/Enoblogs) e lembrei desse ensinamento e pude comprovar, na prática, se era realmente verdade isso.

No caso desse vinho, a verdade é total. Ele estava fantástico, no ponto certo de consumo (para mim pelo menos) e com muita qualidade, bem vivo e já com uma grande complexidade de aromas e sabores.

O Cuvée Cyrus é um vinho feito só com Cabernet Franc. o que não é muito comum em Bordeaux. Além disso ele é orgânico e biodinâmico e para melhorar (para quem gosta, obviamente), ele é praticamente natural, ou seja, quase não tem adição de sulfitos na colheita e na produção.

O resultado é um vinho intenso, com aromas de frutas em compota/geleia, um leve toque herbáceo, na boca muito macio e final muito longo. Isso é só o começo, porque é daqueles vinhos que você pode (e eu acho que deve) deixar no decanter e esquecer ele lá por algumas horas. Foi o que fizemos e depois de umas 2 horas ele começou a mudar radicalmente, trazendo aromas diferentes e ficando mais interessante a cada gole. Um show.

Como todo bom vinho de Bordeaux, não é barato (veja no site da Expand), mas vale a pena conhecer. E não é comum uma importadora no Brasil ter vinhos tão antigos (eles estão comercializando essa safra mesmo, de 10 anos de idade), vale a pena aproveitar.

Um abraço

Daniel Perches

 

Chateau Haut-Methée 2009 – vinho para fechar o dia sem pensar muito

Eu raramente escrevo sobre os vinhos enquanto estou degustando eles. Em geral eu provo em algum evento ou degustação, anoto as minhas impressões e depois escrevo o post. Mas algumas vezes, como hoje, eu estou à frente do computador com a taça na mão, preparando o post do dia.
Confesso que gosto disso, pois dá mais vida e detalhe ao que estou bebendo. Então imagine a cena e entenda porque eu escolhi o Chateau Haut-Methée 2009.
Hoje foi uma loucura. Sabe aqueles dias que você corre para todos os lados, algumas coisas dão errado e no final você ainda sai devendo porque não conseguiu completar todas as tarefas? Pois é, foi mais ou menos assim.
O que salvou foi chegar em casa e ver meu filho recém-nascido e minha esposa. Pude dar banho nele e depois colocá-lo para dormir. Terminada a saga, pude relaxar e queria só uma taça (sim, uma taça só, porque posso ter que levantar a qualquer hora, então não dá para beber muito) de vinho. E aí pensei: não queria nada muito complexo, afinal de contas não estava a fim de ficar buscando aromas, pensando no vinho. Queria só beber uma taça de um bom vinho e relaxar.
chateau_haut_metheeE pensando nisso, abri esse Bordeaux “basicão”, feito com Cabernet Sauvignon e Merlot, que não me parecia ser nada complexo. Em geral, temos bons vinhos dessa região, mesmo os mais básicos, aqui no Brasil.
E esse é assim, fácil de beber, sem precisar pensar muito. Aromas de frutas frescas, um leve toque de barrica e um pouco herbáceo no nariz. Na boca é redondo (com um pouco de álcool a mais, por isso é bom resfriar um pouco) e com um pouco de amargor que se resolve com um queijo para acompanhar, por exemplo. É só colocar uma comida que tudo se resolve.
Se você também tem dias cansativos que ao final precisa só de uma taça de vinho, não para pensar no que tem dentro, mas para relaxar com um bom líquido, pode ir nesse. Vai dar certo.
Um abraço
Daniel Perches

Chateau Smith Haut Lafitte 2004

Todo mês a Confraria Brasileira de Enoblogs tem um tema, escolhido por um dos participantes. Cada um degusta um vinho em casa e posta sempre no dia 01 de cada mês. E dessa vez foi o Luiz Cola do blog Vinhos e mais Vinhos escolher. Ele sugeriu que a gente abrisse uma garrafa de uma safra de pelo menos 10 anos de idade, ou seja, 2004 para trás.

Achei a idéia excelente, até porque tenho alguns antigos aqui que eu fico sempre esperando a oportunidade certa para abrir, mas eis que me surgiu um vinho e um momento que eu esperava mais ainda, que é o Chateau Smith Haut Lafitte 2004. Esse vinho é do meu amigo Beto Duarte, do blog Papo de Vinho e meu sócio no Encontro de Vinhos.

smith_haut_lafite_2004Quem conhece o Beto sabe que ele é uma grande figura e quem não conhece, precisa conhecer. Seu apelido de “Barão do Vinho” não é para menos. O cara é único e posso dizer que tenho a honra de ser sócio dele, pois sempre que estamos juntos é uma festa e espero que continue assim por muito tempo.

Eu sei que ele tem esse vinho há pelo menos 3 anos e é o tempo que eu venho “tentando abrir”, mas ele resistiu bravamente. Sempre me dizia que teria que esperar 10 anos. E foi assim. Somente em 2014, em minha casa, em uma de nossas reuniões do Encontro de Vinhos, que ele trouxe o vinho para bebermos.

Decantamos, esperamos um pouco (só um pouco, porque não aguentamos muito) e provamos com toda aquela ansiedade guardada por anos. Finalmente tinha chegado a hora. E o momento não poderia ser melhor.

E o vinho? Bem, o vinho é espetacular. Um corte bordalês clássico que ainda estava no auge e poderia até esperar mais (ainda bem que o Beto não pensou nisso), com toda a complexidade que um Grand Cru Classé de Bordeaux deve entregar.

Mas para mim esse foi 100 pontos, não pelo vinho (porque essa pontuação eu deixo para os experts), mas pelo momento.

Valeu, Beto. Que venham muito mais reuniões para bebermos grandes vinhos juntos.

Um abraço

Daniel Perches

2013 foi o ano do Chateau Cheval Blanc para mim

O propósito deste blog é falar sobre vinhos acessíveis e dar minha opinião sobre alguns vinhos que nem são tão baratos, mas que você pode ter dúvida na hora de comprar e pode querer saber como é antes de comprar. Eu faço muito isso: quando estou em dúvida sobre um vinho (especialmente sobre os mais caros, acima de 150 reais) eu pesquiso na internet para saber se alguém que eu confio já falou sobre eles. Se sim, vou ler e aí tomo a minha decisão.

Mas existem alguns vinhos que não precisam de apresentação, de resenha, de post, de propaganda, de nada. Eles simplesmente conquistaram tamanha reputação que vendem (e caro) por si só, como é o caso do Cheval Blanc, um dos poucos Premier Grand Cru Classé de Bordeaux. O “cavalo branco”, um blend de Merlot e Cabernet Franc, é um ícone no mundo dos vinhos e aclamado por enófilos do mundo todo.

Chateau Cheval BlancE para a minha sorte e alegria total, em 2013 eu pude conhecer duas safras deste magnífico vinho. Primeiro foi a safra 1998, que bebi ao lado do Cheval des Andes, o vinho feito pela família em parceria com uma vinícola argentina. Uma experiência muito bacana de ver o estilo de Bordeaux reproduzido em Mendoza. O Cheval Blanc 1998 estava já evoluído, com notas de ervas, tabaco e terra molhada. A acidez dele ainda estava perfeita e com certeza é uma safra que dá para guardar um bom tempo ainda.

E recentemente em minha viagem à França provei o Cheval Blanc 2004, na loja Lavínia (que aliás, recomendo a todos que passem por Paris. Dá para beber grandes vinhos como esse por taça). O vinho estava obviamente jovem, mas que já trazia toda a complexidade de um grande Bordeaux. Daqueles que você pode deixar na taça por horas e ele vai ficando cada vez melhor.

Beber um grande vinho como esse é uma experiência fantástica e para poder entendê-lo é preciso realmente parar, se concentrar e analisar todas as suas nuances. Esse sim vale a pena você ficar lá com o nariz na taça, porque é aí que está toda a beleza. E claro, beber calmamente, conhecendo e reconhecendo os sabores.

Depois dessas duas magníficas experiências, só posso agradecer e desejar um excelente 2014 para todos os meus amigos bebedores de bons vinhos. Que tenhamos muitos motivos pela frente para brindar.

Um abraço

Daniel Perches

 

 

Chateau Belle Croix 2009

Para quem ainda não comprou o presente para o Dia dos Pais ou só está pensando em um bom vinho para comemorar, aí está o primeiro de uma série que vou publicar aqui.

Esse é um vinho fácil de beber e que provavelmente vai agradar bastante gente. De 16 a 22 de julho está em promoção no site Epicerie

Um abraço
Daniel Perches

Clos Dubreuil 2009

As degustações às cegas são sempre muito interessantes. É bebendo sem saber qual é o rótulo, preço, uva ou qualquer informação sobre o vinho que você realmente detecta o que achou dele, sem ser influenciado. Acho muito legal fazer isso para treinar e aprender.

Clos_Dubreuil_2009E recentemente estive no MEATS, uma hamburgueria que eu acho que é das melhores de São Paulo com alguns amigos e um deles levou dois vinhos para provarmos, obviamente, às cegas. Um deles era o Clos Dubreuil 2009, um Grand Cru de Saint Emilionn feito com 90% de Merlot e 10% de Cabernet Franc.

Provei, pensei, provei de novo, tentei identificar algo comum para descobrir pelo menos as uvas e confesso que errei feio. Nem de perto pensei que fosse um Merlot de Bordeaux.

Muito potente, com muitos aromas de frutas negras e um leve toque de folhas no nariz (o que me fez pensar que poderia ser até um Cabernet Franc jovem), o Clos Dubreuil é daqueles que você pode deixar aerando por horas se quiser e não terá problemas. Na boca é mais potente ainda, com taninos jovens e bem marcados e bastanta acidez. Vinho para ser guardado por um bom tempo se quiser.

E se você achou um sacrilégio, saiba que com o hamburguer de lá foi excelente, pois eles fazem com uma carne ao ponto rosado e bem suculenta.

Ah, e para quem curte pontuações, esse teve 92 pts do Robert Parker. Ainda bem que eu não dou pontos para os vinhos, senão eu daria bem mais!

Um abraço

Daniel Perches

Chevalier de Lascombes 2005

Se alguém ainda tem dúvidas que o vinho é pautado pela emoção, eu vou contar uma história que aconteceu comigo. Eu estava na França, na região de Bordeaux, passeando com a minha esposa. Estávamos visitando algumas vinícolas e em uma das voltas por Margaux (que é uma sub-região de Bordeaux), vimos o Chateau Lascombes. Eu nunca tinha provado o vinho deles e resolvemos parar e entrar.

Chegamos na porta por volta de 16:55h e os caras fechavam as 17h. A mulher da recepção não queria de jeito nenhum servir os vinhos para nós, pois disse que precisava de tempo, de decantação, de visita guiada e tudo mais. Acho que com a insistência e a nossa cara de decepção, pois não poderíamos voltar outro dia, ela resolveu fazer uma prova rápida para nós, no balcão mesmo, sob protestos de que o vinho precisava de mais cuidados para ser servido, etc, etc.

chevalier_lascombes_2005Mas aquele dia tinha sido um dos melhores de nossa viagem e estávamos muito felizes. Aí, meus amigos, quando você está feliz, num lugar maravilhoso e bem acompanhado, não tem como dar errado. Adoramos o vinho e a minha esposa ficou particularmente interessada no Chevalier de Lascombes. Compramos uma garrafa da safra 2005 e trouxemos para o Brasil.

Depois de um “estágio” na minha adega, chegou o dia de ser aberto. O Chevalier de Lascombes é o segundo vinho do Chateau Lascombes. É um corte típico bordalês de Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Verdot e Cabernet Franc. E como deveria ser, o vinho, que foi aberto em 2013, estava bem vivo, intenso e até precisando de um tempinho no decanter para dar uma respirada e abrir um pouco.

Aromas de frutas secas, toques de geléia e tudo misturado com madeira seca e molhada, além de um toque terroso. Tudo isso no nariz e na boca também. Vinho para beber e pedir mais, com certeza.

Harmonizamos com um cordeiro ensopado da Voilà, que estava no ponto e combinou direitinho com o Chevalier de Lascombes.

O vinho estava ótimo, mas igual ao que provamos lá no Chateau não tem. Aliás, é bom nem comparar para não perder a magia.

Um abraço

Daniel Perches

Chateau Haut Saric Bordeaux Superieur 2010

haut-saric_2010Vinícola: Château Haut- Saric

País: França

Região: Bordeaux

Safra: 2010

Uvas: Merlot (60%) e Cabernet Sauvignon (40%)

Visual: Rubi bem claro

No nariz: notas vegetais estavam sobressaindo à fruta. Parece que a Cabernet passou por cima da Merlot.

Na boca: corpo médio, taninos já bem redondos, bastante álcool e final também médio

Avaliação: é um vinho básico de Bordeaux, com um corte típico. Acho que faltou corpo e um pouquinho mais de complexidade no nariz.

ImportadorWine.com.br

Veja como foi a degustação desse vinho, junto com a safra posterior no post “Mini-vertical de Haut Saric. Boa proposta do Clube W
Obs: Essa é só uma Nota de Degustação do Vinho, que foi criada para facilitar a visualização e dar as informações técnicas para quem deseja. O Blog Vinhos de Corte continua com os posts normalmente e é só você acessar clicando no logo aí em cima.

 

Grands Crus de Bordeaux – meus preferidos da safra 2009

Como já comentei aqui e foi amplamente falado pelos jornalistas, blogueiros e enófilos, nos dias 07 e 08 de março, São Paulo e Rio de Janeiro receberam a “Union des Grands Crus de Bordeaux”, que esteve pela primeira vez aqui no Brasil. Time de primeiríssima qualidade, só com grandes vinhos (e pra quem gosta das notas do Parker, tinha vinho de 100 pontos lá), vindos direto da França para mostrar como está a safra 2009.

Os vinhos obviamente ainda estão jovens, mas mostram-se até relativamente prontos para o consumo. É claro que com mais uns 15 anos, eles ficarão MUITO BONS, mas aquele mito de que precisa guardar um Grand Cru por muitos anos antes de abrir não é verdade.

Provei praticamente todos os vinhos do evento e falar sobre os “preferidos” é algo bem difícil, porque nenhum, nenhum mesmo, era nem perto de regular. Todos eram muito bons, cada um com sua característica e peculiaridade, mas todos para beber com calma, cuidado e atenção. São vinhos que merecem esse tempo, pois eles vão devolver pra gente o prazer, com certeza.

Mas sempre existem aqueles que se sobressaem, portanto fiz a minha “listinha” dos vinhos que eu mais gostei. É uma lista modesta, se considerar tudo o que tinha por lá, mas é uma seleção que se estivesse em minha adega, eu não ficaria nada chateado.

Foto: Nádia Jung

Da região do Pomerol o Gazin, Clinet (esse foi o meu favorito). De Margaux , destaquei o Chateau Du Tertre, o Malescot Saint-Exupéry, Prieuré-Lichine e o Rauzan-Ségla. De Saint-Emillion encontrei o Balestard la Tonelle, que eu acho que foi o meu preferido de toda a feira e sem dúvida o La Tour Figeac e Figeac. Passei pelos stands de Pessac-Léognan e o Smith Haut Lafitte estava demais. Provei também o Pape-Clément (branco e tinto) e me impressionei.

Pra terminar a minha lista, parti para uma das minhas paixões, que são os Sauternes. Gostei muito do Chateau Coutet e do Guiraud

É claro que isso é só uma amostra de tudo o que tinha por lá e eu poderia fazer uma lista muito mais extensa, mas essa já daria pra viver muito feliz, por muito tempo.

Um abraço

Daniel Perches