bordeaux

Chateau Smith Haut Lafitte 2004

Todo mês a Confraria Brasileira de Enoblogs tem um tema, escolhido por um dos participantes. Cada um degusta um vinho em casa e posta sempre no dia 01 de cada mês. E dessa vez foi o Luiz Cola do blog Vinhos e mais Vinhos escolher. Ele sugeriu que a gente abrisse uma garrafa de uma safra de pelo menos 10 anos de idade, ou seja, 2004 para trás.

Achei a idéia excelente, até porque tenho alguns antigos aqui que eu fico sempre esperando a oportunidade certa para abrir, mas eis que me surgiu um vinho e um momento que eu esperava mais ainda, que é o Chateau Smith Haut Lafitte 2004. Esse vinho é do meu amigo Beto Duarte, do blog Papo de Vinho e meu sócio no Encontro de Vinhos.

smith_haut_lafite_2004Quem conhece o Beto sabe que ele é uma grande figura e quem não conhece, precisa conhecer. Seu apelido de “Barão do Vinho” não é para menos. O cara é único e posso dizer que tenho a honra de ser sócio dele, pois sempre que estamos juntos é uma festa e espero que continue assim por muito tempo.

Eu sei que ele tem esse vinho há pelo menos 3 anos e é o tempo que eu venho “tentando abrir”, mas ele resistiu bravamente. Sempre me dizia que teria que esperar 10 anos. E foi assim. Somente em 2014, em minha casa, em uma de nossas reuniões do Encontro de Vinhos, que ele trouxe o vinho para bebermos.

Decantamos, esperamos um pouco (só um pouco, porque não aguentamos muito) e provamos com toda aquela ansiedade guardada por anos. Finalmente tinha chegado a hora. E o momento não poderia ser melhor.

E o vinho? Bem, o vinho é espetacular. Um corte bordalês clássico que ainda estava no auge e poderia até esperar mais (ainda bem que o Beto não pensou nisso), com toda a complexidade que um Grand Cru Classé de Bordeaux deve entregar.

Mas para mim esse foi 100 pontos, não pelo vinho (porque essa pontuação eu deixo para os experts), mas pelo momento.

Valeu, Beto. Que venham muito mais reuniões para bebermos grandes vinhos juntos.

Um abraço

Daniel Perches

2013 foi o ano do Chateau Cheval Blanc para mim

O propósito deste blog é falar sobre vinhos acessíveis e dar minha opinião sobre alguns vinhos que nem são tão baratos, mas que você pode ter dúvida na hora de comprar e pode querer saber como é antes de comprar. Eu faço muito isso: quando estou em dúvida sobre um vinho (especialmente sobre os mais caros, acima de 150 reais) eu pesquiso na internet para saber se alguém que eu confio já falou sobre eles. Se sim, vou ler e aí tomo a minha decisão.

Mas existem alguns vinhos que não precisam de apresentação, de resenha, de post, de propaganda, de nada. Eles simplesmente conquistaram tamanha reputação que vendem (e caro) por si só, como é o caso do Cheval Blanc, um dos poucos Premier Grand Cru Classé de Bordeaux. O “cavalo branco”, um blend de Merlot e Cabernet Franc, é um ícone no mundo dos vinhos e aclamado por enófilos do mundo todo.

Chateau Cheval BlancE para a minha sorte e alegria total, em 2013 eu pude conhecer duas safras deste magnífico vinho. Primeiro foi a safra 1998, que bebi ao lado do Cheval des Andes, o vinho feito pela família em parceria com uma vinícola argentina. Uma experiência muito bacana de ver o estilo de Bordeaux reproduzido em Mendoza. O Cheval Blanc 1998 estava já evoluído, com notas de ervas, tabaco e terra molhada. A acidez dele ainda estava perfeita e com certeza é uma safra que dá para guardar um bom tempo ainda.

E recentemente em minha viagem à França provei o Cheval Blanc 2004, na loja Lavínia (que aliás, recomendo a todos que passem por Paris. Dá para beber grandes vinhos como esse por taça). O vinho estava obviamente jovem, mas que já trazia toda a complexidade de um grande Bordeaux. Daqueles que você pode deixar na taça por horas e ele vai ficando cada vez melhor.

Beber um grande vinho como esse é uma experiência fantástica e para poder entendê-lo é preciso realmente parar, se concentrar e analisar todas as suas nuances. Esse sim vale a pena você ficar lá com o nariz na taça, porque é aí que está toda a beleza. E claro, beber calmamente, conhecendo e reconhecendo os sabores.

Depois dessas duas magníficas experiências, só posso agradecer e desejar um excelente 2014 para todos os meus amigos bebedores de bons vinhos. Que tenhamos muitos motivos pela frente para brindar.

Um abraço

Daniel Perches

 

 

Chateau Belle Croix 2009

Para quem ainda não comprou o presente para o Dia dos Pais ou só está pensando em um bom vinho para comemorar, aí está o primeiro de uma série que vou publicar aqui.

Esse é um vinho fácil de beber e que provavelmente vai agradar bastante gente. De 16 a 22 de julho está em promoção no site Epicerie

Um abraço
Daniel Perches

Clos Dubreuil 2009

As degustações às cegas são sempre muito interessantes. É bebendo sem saber qual é o rótulo, preço, uva ou qualquer informação sobre o vinho que você realmente detecta o que achou dele, sem ser influenciado. Acho muito legal fazer isso para treinar e aprender.

Clos_Dubreuil_2009E recentemente estive no MEATS, uma hamburgueria que eu acho que é das melhores de São Paulo com alguns amigos e um deles levou dois vinhos para provarmos, obviamente, às cegas. Um deles era o Clos Dubreuil 2009, um Grand Cru de Saint Emilionn feito com 90% de Merlot e 10% de Cabernet Franc.

Provei, pensei, provei de novo, tentei identificar algo comum para descobrir pelo menos as uvas e confesso que errei feio. Nem de perto pensei que fosse um Merlot de Bordeaux.

Muito potente, com muitos aromas de frutas negras e um leve toque de folhas no nariz (o que me fez pensar que poderia ser até um Cabernet Franc jovem), o Clos Dubreuil é daqueles que você pode deixar aerando por horas se quiser e não terá problemas. Na boca é mais potente ainda, com taninos jovens e bem marcados e bastanta acidez. Vinho para ser guardado por um bom tempo se quiser.

E se você achou um sacrilégio, saiba que com o hamburguer de lá foi excelente, pois eles fazem com uma carne ao ponto rosado e bem suculenta.

Ah, e para quem curte pontuações, esse teve 92 pts do Robert Parker. Ainda bem que eu não dou pontos para os vinhos, senão eu daria bem mais!

Um abraço

Daniel Perches

Chevalier de Lascombes 2005

Se alguém ainda tem dúvidas que o vinho é pautado pela emoção, eu vou contar uma história que aconteceu comigo. Eu estava na França, na região de Bordeaux, passeando com a minha esposa. Estávamos visitando algumas vinícolas e em uma das voltas por Margaux (que é uma sub-região de Bordeaux), vimos o Chateau Lascombes. Eu nunca tinha provado o vinho deles e resolvemos parar e entrar.

Chegamos na porta por volta de 16:55h e os caras fechavam as 17h. A mulher da recepção não queria de jeito nenhum servir os vinhos para nós, pois disse que precisava de tempo, de decantação, de visita guiada e tudo mais. Acho que com a insistência e a nossa cara de decepção, pois não poderíamos voltar outro dia, ela resolveu fazer uma prova rápida para nós, no balcão mesmo, sob protestos de que o vinho precisava de mais cuidados para ser servido, etc, etc.

chevalier_lascombes_2005Mas aquele dia tinha sido um dos melhores de nossa viagem e estávamos muito felizes. Aí, meus amigos, quando você está feliz, num lugar maravilhoso e bem acompanhado, não tem como dar errado. Adoramos o vinho e a minha esposa ficou particularmente interessada no Chevalier de Lascombes. Compramos uma garrafa da safra 2005 e trouxemos para o Brasil.

Depois de um “estágio” na minha adega, chegou o dia de ser aberto. O Chevalier de Lascombes é o segundo vinho do Chateau Lascombes. É um corte típico bordalês de Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Verdot e Cabernet Franc. E como deveria ser, o vinho, que foi aberto em 2013, estava bem vivo, intenso e até precisando de um tempinho no decanter para dar uma respirada e abrir um pouco.

Aromas de frutas secas, toques de geléia e tudo misturado com madeira seca e molhada, além de um toque terroso. Tudo isso no nariz e na boca também. Vinho para beber e pedir mais, com certeza.

Harmonizamos com um cordeiro ensopado da Voilà, que estava no ponto e combinou direitinho com o Chevalier de Lascombes.

O vinho estava ótimo, mas igual ao que provamos lá no Chateau não tem. Aliás, é bom nem comparar para não perder a magia.

Um abraço

Daniel Perches

Chateau Haut Saric Bordeaux Superieur 2010

haut-saric_2010Vinícola: Château Haut- Saric

País: França

Região: Bordeaux

Safra: 2010

Uvas: Merlot (60%) e Cabernet Sauvignon (40%)

Visual: Rubi bem claro

No nariz: notas vegetais estavam sobressaindo à fruta. Parece que a Cabernet passou por cima da Merlot.

Na boca: corpo médio, taninos já bem redondos, bastante álcool e final também médio

Avaliação: é um vinho básico de Bordeaux, com um corte típico. Acho que faltou corpo e um pouquinho mais de complexidade no nariz.

ImportadorWine.com.br

Veja como foi a degustação desse vinho, junto com a safra posterior no post “Mini-vertical de Haut Saric. Boa proposta do Clube W
Obs: Essa é só uma Nota de Degustação do Vinho, que foi criada para facilitar a visualização e dar as informações técnicas para quem deseja. O Blog Vinhos de Corte continua com os posts normalmente e é só você acessar clicando no logo aí em cima.

 

Grands Crus de Bordeaux – meus preferidos da safra 2009

Como já comentei aqui e foi amplamente falado pelos jornalistas, blogueiros e enófilos, nos dias 07 e 08 de março, São Paulo e Rio de Janeiro receberam a “Union des Grands Crus de Bordeaux”, que esteve pela primeira vez aqui no Brasil. Time de primeiríssima qualidade, só com grandes vinhos (e pra quem gosta das notas do Parker, tinha vinho de 100 pontos lá), vindos direto da França para mostrar como está a safra 2009.

Os vinhos obviamente ainda estão jovens, mas mostram-se até relativamente prontos para o consumo. É claro que com mais uns 15 anos, eles ficarão MUITO BONS, mas aquele mito de que precisa guardar um Grand Cru por muitos anos antes de abrir não é verdade.

Provei praticamente todos os vinhos do evento e falar sobre os “preferidos” é algo bem difícil, porque nenhum, nenhum mesmo, era nem perto de regular. Todos eram muito bons, cada um com sua característica e peculiaridade, mas todos para beber com calma, cuidado e atenção. São vinhos que merecem esse tempo, pois eles vão devolver pra gente o prazer, com certeza.

Mas sempre existem aqueles que se sobressaem, portanto fiz a minha “listinha” dos vinhos que eu mais gostei. É uma lista modesta, se considerar tudo o que tinha por lá, mas é uma seleção que se estivesse em minha adega, eu não ficaria nada chateado.

Foto: Nádia Jung

Da região do Pomerol o Gazin, Clinet (esse foi o meu favorito). De Margaux , destaquei o Chateau Du Tertre, o Malescot Saint-Exupéry, Prieuré-Lichine e o Rauzan-Ségla. De Saint-Emillion encontrei o Balestard la Tonelle, que eu acho que foi o meu preferido de toda a feira e sem dúvida o La Tour Figeac e Figeac. Passei pelos stands de Pessac-Léognan e o Smith Haut Lafitte estava demais. Provei também o Pape-Clément (branco e tinto) e me impressionei.

Pra terminar a minha lista, parti para uma das minhas paixões, que são os Sauternes. Gostei muito do Chateau Coutet e do Guiraud

É claro que isso é só uma amostra de tudo o que tinha por lá e eu poderia fazer uma lista muito mais extensa, mas essa já daria pra viver muito feliz, por muito tempo.

Um abraço

Daniel Perches

Bordeaux invadiu o Brasil

Nessa semana, Bordeaux, a grande região da França, invadiu o Brasil. A Union Des Grands Crus de Bordeaux esteve no Brasil, para a apresentação da safra de 2009 e em paralelo, para uma série de eventos envolvendo os grandes chateaux de lá.

Para nós, enófilos vidrados nos vinhos franceses (e quem não é?) é sem dúvida um grande evento. No dia 07/03 aconteceu em São Paulo e no dia 08/03 no Rio de Janeiro. Infelizmente, as outras cidades e capitais ficaram sem esse evento, mas pelo que eu vi por aí, as importadoras aproveitaram a vinda do pessoal pra cá e agendaram várias degustações, que eu acho que acabou pegando mais cidades.

Se você teve oportunidade de ir a um desses eventos, deve ter visto, e claro, provado, a qualidade desses vinhos. Sim, estamos falando de uma safra que está ainda jovem e que precisa de tempo na garrafa para se mostrar, mas de qualquer forma dá pra ver como é a qualidade desse pessoal.

Quando eu provo os grandes vinhos, eu aproveito para aprender um pouco mais. Acho sempre que esses caras (principalmente os franceses) têm uns vinhos que são praticamente a “essência da casta”. Prove, por exemplo, um Merlot do Pomerol e verá o que eu estou dizendo. Prove um Cabernet Franc, ou até mesmo um Cabernet Sauvignon. Note a maciez, a complexidade aromática, o final longo e delicado, enfim, aproveite par ver como é um grande vinho.

Eu provei vários que me encantaram e que eu contarei em breve por aqui. Espero que você também tenha provado bons vinhos nessa “semana de Bordeaux no Brasil”.

Um abraço

Daniel Perches

Que tal participar de uma degustação de Bordeaux conduzida por Robert Parker pessoalmente?

Isso mesmo, o grande crítico Robert Parker é quem vai apresentar os The Magical 20“, que são os vinte vinhos que ele mesmo selecionou e considera de excelente qualidade.

Os privilegiados terão que lutar por uma vaga e ir até Hong Kong, onde acontecerá a Wine Future, talvez o evento mais importante (ou mais estrelado) do mundo do vinho. Lá estarão o Parker, a Jancis Robinson, o Pancho Campo, Michel Rolland e muitos outros mundialmente conhecidos.

Quer tentar uma vaga? Depois me conta como foi e qual o Parker mais gostou.

Veja o release abaixo.

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Robert Parker degustará 20 Bordeaux na edição 2011 de Wine Future, em Hong Kong.

Wine Future, organizada por Pancho Campo MW e The Wine Academy of Spain, o mais importante evento de vinho em 2011, que acontecerá no próximo mês de novembro em Hong-Kong, terá como grande atração a degustação denominada “The Magical 20″, onde o crítico americano Robert Parker apresentará 20 vinhos de Bordeaux, da mítica safra de 2009, para 1000 privilegiados, que poderão avaliar de forma muito particular alguns dos melhores vinhos franceses da atualidade.

Segundo Parker, para sua degustação em Wine Future,”foram escolhidos vinhos de qualidade de Premier Grand Cru Classé, mesmo que tecnicamente não tenham essa classificação e que por isso mesmo são comercializados por preços abaixo de seu real valor, constituindo-se em compras muito inteligentes”. Além disso, ainda segundo Parker, são vinhos que devem ser olhados com atenção no futuro próximo.

A lista dos vinhos escolhidos por Parker acaba de ser divulgada pela organização do evento e chega num momento em que o frenesi por premiers crus e vinhos ícones de Bordeaux começa a apresentar sinais de fadiga. Segundo alguns especialistas, a degustação de Parker poderá ter um grande impacto nas vendas de vinhos de Bordeaux, especialmente na Asia.

Nas palavras de Pancho Campo MW, idealizador e organizador de Wine Future, cuja primeira edição na Espanha em 2009 foi um grande sucesso, esta degustação é uma oportunidade única para os participantes, pois será a primeira vez que os Bordeaux 2009 serão apresentados num evento aberto ao público, desde que foram engarrafados.

Robert Parker será assessorado por representantes de cada um dos chateaux que serão apresentados, que fornecerão todos os detalhes dos vinhos e também estarão à disposição dos participantes para responder eventuais questionamentos.

 

Os vinhos escolhidos por Parker são:

1. Ch. Cos D’Estournel,

2. Ch. Pontet Canet,

3. Ch. Pichon Lalande,

4. Ch. Leoville Poyferre,

5. Ch. Leoville Las Cases,

6. Ch. Palmer,

7. Ch. Malescot St.Exupéry,

8. Ch. Pape Clement,

9. Ch. Haut Bailly,

10. Ch. Angelus,

11.Ch. Trotanoy,

12. Ch. La Conseillante,

13. Ch. Pichon Baron,

14. Ch. Lynch-Bages,

15. Ch. Smith Haut Lafitte,

16. Ch. La Fleur-Petrus,

17. Ch. Clos Fourtet,

18.Ch. Rauzan-Ségla,

19.Ch. Brane-Cantenac,

20. Ch. Le Gay (Pommerol)

 

 

 

Robert Parker, considerado quase que por unanimidade como o mais influente crítico de vinho do mundo, acredita que Wine Future em Hong Kong será ainda mais marcante que a edição de 2009, realizada em Rioja, na Espanha. As pessoas mais importantes do mundo do vinho irão se encontrar no mais mais interessante mercado de vinho na atualidade. Segundo Parker, “será uma oportunidade única para se discutir assuntos pertinentes à indústria e ao mercado do vinhos, além da possibilidade de degustar alguns dos melhores vinhos do mundo. Esse é um evento único que não deve ser perdido, em hipótese nenhuma.”

Wine Future terá ainda degustações de grande relevância, conduzidas por Jancis Robinson MW e Pancho Campo MW, além das presenças já confirmadas de Francis Ford Coppola, convidado de honra e de palestrantes ilustres como Robert Joseph, Gary Vaynerchuk, Miguel Torres, Michel Rolland, Angelo Gaja, Michel Bettane, John Kapon, Christian Seely, Randall Grahm, Steven Spurrier, Eduardo Chadwick, Su Birch, Bernard Delaage, Christian Duroux  e Nigel Greening. Estarão também presentes especialistas no mercado asiático, como Don St. Pierre, Ian Ford, Carl Robinson e Yang Li, juntamente com os Masters of Wine Ned Goodwin, Jeannie Cho Lee, Debra Meiburg, and Lisa Perrotti-Brown.

O Brasil também estará presente, como já esteve em Rioja, por intermédio do Ibravin, que levará para Hong Kong alguns dos mais representativos vinhos de nosso país.

Para maiores informações e inscrições, acesse a webpage de Wine Future em www.winefuture.hk

Chateau Grand Bert Grand Cru 1982

Talvez por ter sido um dos vinhos que mais me marcou até hoje, eu tenha demorado tanto para escrever sobre ele. Beber um vinho Grand Cru de Bordeaux da safra de 1982 já é um grande privilégio. Beber de uma garrafa magnum então (como foi o meu caso), nem se fala. Mas melhor ainda foi ter trazido essa garrafa direto do produtor e ter recebido do dono da vinícola. Foi assim que eu ganhei essa garrafa do Laurent Poitevin, um grande viticultor de Saint-Emillion que faz belíssimos vinhos.

Em 1982 ainda era o sogro dele que fazia, mas que com certeza conseguiu passar todos os ensinamentos para a próxima geração. A garrafa estava toda empoeirada e eu fiz questão de não tirar nem sequer um pouquinho de pó. Queria ela como estava lá. E acreditem, quando ele me trouxe a garrafa, tirada da adega particular dele, veio até com uma pequena aranha. Por medo de questões sanitárias, deixei a aranha por lá mesmo (e por acreditar também tratar-se de uma aranha da família. Não cairia bem tirá-la do convívio).

E dentro do verdadeiro espírito do vinho eu levei para a degustação que fizemos com alguns blogueiros amigos na loja Vino&Sapore, na Granja Viana. Não é nem preciso dizer que todos ficaram encantados com o vinho.

E o que falar sobre o vinho? Bem, se alguém ainda precisa de alguma descrição sobre ele, eu posso falar de forma mais direta possível: estava FANTÁSTICO!

Obrigado Laurent (e amigos do vinho), por me proporcionar um momento tão especial em minha vida, que eu com certeza não esquecerei.

Um abraço

Daniel Perches

Château Pavie 2002

O Château Pavie é o “queridinho” do Sr. Robert Parker. Eu provei o vinho da safra 2002, que nem foi tão bem avaliado por ele, ganhando “míseros” 94 pontos. Bem, pra quem não sabe, levar 94 pontos não é pra qualquer vinho.

Mas o Château Pavie merece. É um vinho pra se beber com calma, abrir muito antes para ele se abrir (senão você corre o risco de beber um vinho tão fechado que só sentirá o aroma da madeira) e claro, pelo menos para os pobres mortais, para um dia especial. Deixemos as brigas sobre a qualidade, o uso exagerado de madeira, a quantidade de álcool para os grandes como o Sr. Parker, Jancis Robinson e outros. Aqui vamos só avaliar o vinho como ele é e não vamos dar pitaco no que o enólogo poderia ou não fazer.

Feito com uma mescla de Merlot, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon lá em Boerdeaux, mais exatamente em Saint-Emillion, o Château Pavie é um dos grandes vinhos que integra o time dos 1er Grand Cru Classé. Eu provei esse vinho lá na França e realmente fiquei encantado com o seu potencial. É sim um vinho corpulento, com muito caráter. Aromas de creme de cassis, frutos negros e claro, madeira, integraram o bouquet que insistia em se apresentar de forma muito forte e franca. O vinho ainda estava jovem e poderíamos deixar por mais algumas décadas envelhecendo, mas quem é que aguenta?

Em boca tem taninos muito redondos (mas de novo, ainda um pouco verdes, mas que com o tempo ficarão fantásticos), nenhum amargor e um final muito longo. Eu sinceramente não sei de onde o Sr. Parker tirou aqueles 6 pontos, dando “só” 94 para esse grande vinho.

Aqui no Brasil não é fácil de achar o vinho e tampouco é barato, mas é daqueles que nem precisamos falar muito. O vinho fala por si só. E fala alto!

Um abraço

Daniel Perches

Laurent Poitevin tem planos para Abril

Visitei o Laurent Poitevin, produtor de Bordeaux que junto com a sua esposa Sophie fazem belíssimos vinhos no Chateau Grand Bert e Chateau Grand Tuillac.

O casal é muito simpático e posso dizer que foi um dos melhores dias que eu passei na França. Ótima conversa, comida de primeira e os vinhos, nem preciso comentar. Fantásticos!

Perguntamos pro Laurent quais são seus planos para o futuro. Ele respondeu.