Barca Velha

Barca Velha 2000 – o mito

Se você está se aventurando pelo mundo dos vinhos há algum tempo e já pesquisou sobre os ícones no mundo, provavelmente já se deparou com o Barca Velha. Esse vinho é considerado “o melhor de Portugal” por muitos e não é por menos. A sua história é longa e a sua fama muito grande. Produzido no Douro pela Casa Ferreirinha (que também tem uma história muito bacana), é feito só em anos especiais.

E em uma de minhas viagens, quando eu estava em Portugal (mais especificamente no Porto) eu estava no hotel e meu companheiro de viagens e sommelier super experiente Diego Arrebola me alertou que no cardápio do Hotel tinha o Barca Velha 2000 pela bagatela de 145 EUR. Obviamente é um preço alto, mas só para ter uma idéia, esse vinho custa em torno de R$ 1.200,00 no Brasil, na importadora Zahil.

Barca Velha 2000Como uma criança que encontra um pote de doces escondidos, eu não tive dúvidas e comprei o vinho e trouxe para beber com alguns amigos no Brasil.

E como sempre digo, esses grandes vinhos não precisam de descrições aromáticas ou de informações sobre acompanhamentos. Tenho certeza que quem for comprar um Barca Velha vai saber com o que harmonizar.

Só posso deixar aqui o meu relato de que o vinho é realmente fantástico e merece toda a fama que tem. Acho que ainda estava jovem (bebi no final de 2013), mas eu não me arrependo de ter bebido agora. Gostei dele potente, intenso, com um final na boca que parecia que não acabava nunca.

Então fica a dica para quem está a fim de conhecer grandes vinhos: junte alguns amigos e divida o valor da garrafa. Eu faço isso com outros 3 companheiros. Uma garrafa dividida por 4 pessoas dá para provar tranquilamente e depois você pode abrir outros vinhos mais simples, para complementar o jantar.

E se eu voltar a Portugal e encontrar de novo essa barganha, não tenha dúvidas que comprarei. E acho que dessa vez, duas garrafas. Melhor eu já ir guardando dinheiro.

Um abraço

Daniel Perches

Barca Velha 2004 chegando – façam suas reservas

O Barca Velha é o vinho mais emblemático de Portugal. Por tratar-se de um vinho bastante especial, não é produzido em todos os anos, mas acabei de receber a notícia que a safra 2004 estará disponível em breve na Zahil. É a 7a safra desse vinho.

Uma excelente notícia para os fãs e motivo para fazer rapidamente as suas reservas. Eu acho que vai acabar rapidinho.

Abaixo tem mais informações.

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A cada novo ano o mercado aguarda ansioso a declaração se haverá ou não um novo Barca Velha. Passamos algum tempo sem darmos esta boa notícia, mas, ao contrário, hoje anunciamos a chegada deste precioso vinho à Zahil, na safra 2004.

O Barca Velha é o vinho-ícone de Portugal e está entre os mais celebrados do mundo. Sua criação em 1952 deve-se ao fato do Sr. Fernando Nicolau de Almeida, enólogo da Casa Ferreirinha naquela época, querer fazer um vinho de mesa de qualidade, em terras onde reinavam os vinhos do Porto. A escolha criteriosa das uvas, os cuidados com a vinificação e a preocupação em colocar o vinho no mercado somente quando estivesse pronto para ser bebido, são alguns dos detalhes que fizeram o Barca Velha destacar-se.

Hoje o cuidado na elaboração continua tão extremo quanto antes, fazendo com que somente em anos verdadeiramente excepcionais, cujos vinhos mostraram evolução dentro dos critérios estabelecidos, a Casa Ferreirinha os declare um Barca Velha. Até hoje somente 17 safras foram feitas, incluindo a de 2004.

O Barca Velha 2004 vem de um ano quente e seco que, apesar de algumas chuvas no início de Setembro, garantiram uma colheita bem sucedida, feitas manualmente. Após desengaço total e suave esmagamento, a fermentação alcoólica ocorreu em cubas de aço inoxidável e lagares mecanizados. Durante este período, procederam-se remontagens por bomba e “pigeages” com robôs, com temperatura controlada por sistema automático. Realizou-se também uma longa maceração a fim de se obter a extração aromática e polifenólica desejada.

Os vinhos foram transportados para Vila Nova de Gaia ao final da maceração, onde foram submetidos a um estágio em barricas de carvalho francês de 225 litros durante aproximadamente 16 meses (75% madeira nova e 25% madeira usada). O lote final foi elaborado com base na seleção continuada dos melhores vinhos, resultante das inúmeras provas e análises efetuadas de diferentes lotes e barricas existentes. Para preservar a sua mais alta qualidade, Barca Velha 2004 foi engarrafado sem tratamento, sendo, portanto, natural a formação de depósitos.

Dados Técnicos
Tipo: Encorpado
Teor Alcoólico: 13,5%
Madeira: 16 meses
Corte: 40% Touriga Nacional, 30% Touriga Franca, 20% Tinta Roriz, 10% Tinto Cão
Guarda: 15 a 20 anos
Temperatura Ideal de Serviço: 17°C a 20°C
www.zahil.com.br

Reserva Especial Casa Ferreirinha 1990

Quem não conhece ou ouviu falar do mítico “Barca Velha”? É o vinho ícone de Portugal e habita a intenção de degustação de 10 entre 10 enófilos que conhecem a sua fama. Mas o Barca Velha só é engarrafado em anos excepcionais (ou quando seus enólogos decidem por assim fazer). Quando não é “tão bom”, pode chamar-se Reserva Especial Casa Ferreirinha.

Ah, então quer dizer que o Reserva Ferreirinha é um vinho inferior? De forma alguma! Há muitos que dizem que é exatamente igual ao Barca Velha. Talvez seja questão de capricho mesmo, pois o Reserva Ferreirinha também só é engarrafado em anos excepcionais, como foi 1990 para a região do Douro, em Portugal.

Bem, se é capricho ou não, deixo para os mais experientes. O fato é que provei esse Reserva Ferreirinha , que estava espetacular. Espetacular, é jovem! Isso mesmo, o vinho parecia que tinha uns 3 ou 4 anos de garrafa. E tinha 20!!!

Crédito: Silvestre Tavares

Em taça tinha um rubi intenso, com um leve halo de evolução, mas nada de excepcional. Nada de acobreado, como se esperava de um vinho dessa idade. No nariz apresentou uma bela gama de frutas vermelhas maduras, toques de couro, café, tabaco,  e um leve estábulo. Na boca mostrou taninos muito bons e ainda jovens (por incrível que pareça), boa acidez, equilíbrio e elegância no final, que por sinal, é bem longo.

Esse é um vinho que é preciso se apreciar com calma e paciência. É necessário decantar e aguardar talvez 1 ou 2 horas para se iniciar, para que se tire tudo dele. Ao longo do tempo que fomos bebendo, ele foi se abrindo. Realmente, um belíssimo vinho, que foi degustado na companhia de amigos em Ribeirão Preto, o que tornou o vinho ainda mais saboroso. E nessa noite “mágica” teve muito mais, mas eu conto depois.

Abraços

Daniel Perches