África do Sul

Klein Constantia KC Sauvignon Blanc 2012

Fiz uma compra de alguns vinhos feitos com Sauvignon Blanc para abastecer a minha adega, que estava um pouco desfalcada e um deles foi o KC Sauvignon Blanc 2012, lá da África do Sul. Eu tenho provado bons vinhos daquele país e estava curioso para conhecer mais alguns desse produtor, que faz vinhos interessantes e tem um vinho de sobremesa bem famoso.

Como é de se esperar de um vinho feito com essa uva, o KC Sauvignon Blanc estava bem fresco, com aromas de frutas brancas, leve toque de maracujá e um pouco de cítrico, mas sem enjoar. Na boca tem uma boa acidez, nada muito forte e que terminava com um toque mineral.

KC Sauvignon BlancToda essa riqueza de aromas e sabores me encantou e a garrafa acabou indo embora mais rápido do que eu pensava. Acompanhado de alguns queijos, umas torradas com um salmão defumado por cima e outros petiscos, foi um sucesso.

Sei que a maioria das pessoas prefere a uva Chardonnay. Eu prefiro a Sauvignon Blanc, não só por ela ser mais aromática e ter mais acidez (que para mim é essencial), mas porque me lembra mais verão, dias de sol, alegria, etc. E foi exatamente esse clima que o KC Sauvignon Blanc me lembrou.

Eu comprei esse na wine.com.br e paguei R$ 57. Um bom preço para um vinho de qualidade da África do Sul. Agora vamos para os próximos, porque ainda tem vários para provar e o verão é longo.

Um abraço

Daniel Perches

Boa notícia! Os vinhos da África do Sul invadiram o Brasil

No começo de julho deste ano a Wines of South Africa (ou simplesmente WOSA) organizou um evento no Brasil que até onde sei, é inédito. Trouxe diversos produtores de vinho daquele país para se reunirem e apresentarem seus vinhos para nós brasileiros.

Além de muito bem organizado, o evento contou principalmente com vinhos muito bons, que realmente me surpreenderam pela sua qualidade e também pelas variedades cultivadas por lá. Para quem pensa que na África do Sul só tem Pinotage, está muito enganado. Eles plantam (e bem) uvas como Sauvignon Blanc, Chenin Blanc, Chardonnay, Pinot Noir.

O país é muito rico em regiões propícias ao plantio de uvas, como é possível ver no mapa abaixo. Aliás, outro dia uma amiga minha pediu uma indicação de vinícola para visitar na África do Sul e a primeira pergunta que fiz para ela foi: Onde, na África do Sul, você vai? – Porque tem tanto lugar para visitar, que não dá para generalizar.

Mapa Vinicola África do Sul - Crédito Wines of South África

E tenho que admitir que esse discurso eu venho ouvindo do pessoal da Qual Vinho?, uma importadora especializada nos vinhos daquele país já há algum tempo, mas eu não tinha tido a oportunidade de visualizar tanto vinho bom junto, para poder realmente acreditar.

Nessa feira eu provei os espumantes da Ayama e gostei muito do Blanc de Blancs. A Ken Forrester levou um Chenin Blanc Old Vines que me agradou muito também, além do Sauvignon Blanc deles. Da Morgenster eu gostei de praticamente todos os vinhos e ainda por fim pude provar alguns legais da Nederburg, que foi a vinícola que fez o vinho da Copa passada. Eles levaram um Late Harvest que estava bem bacana, além da linha Foundation, que está sendo lançada no Brasil agora.

E nem falei de todos, até porque desses acho que só a Nederburg está no Brasil, mas com certeza saí do evento com a boa impressão sobre os vinhos de lá. Já estou com vários no radar para provar nos próximos meses e quem sabe visitar algumas regiões em breve.

Um abraço

Daniel Perches

Mais um Oak Valley, desta vez um Sauvignon Blanc

Curte Sauvignon Blanc? Dá uma olhada nesse, que é extremamente elegante.

Veja também a Nota de Degustação do Oak Valley Sauvignon Blanc 2010.

Um abraço

Daniel Perches

Oak Valley Sauvignon Blanc 2010

Oak-Valley-Elgin-Sauvignon-Blanc2010VinícolaOak Valley

País: África do Sul

Região: Elgin

Safra: 2011

Uvas: Sauvignon Blanc

Visual: Amarelo palha médio, bastante brilhante

No nariz: maracujá leve, forte mineral. Complexo.

Na boca: Logo no começo é potente e depois vai deixando uma sensação muito macia na boca.

Avaliação: Um belíssimo Sauvignon Blanc que prima pela elegância.

ImportadorQual Vinho

Quer ver mais sobre esse vinho? Veja o vídeo em Mais um Oak Valley, dessa vez um Sauvignon Blanc. 

Obs: Essa é só uma Nota de Degustação do Vinho, que foi criada para facilitar a visualização e dar as informações técnicas para quem deseja. O Blog Vinhos de Corte continua com os posts normalmente e é só você acessar clicando no logo aí em cima.

Oak Valley, o Pinot Noir da África do Sul que surpreende

Eu gosto muito de Pinot Noir. E é uma das uvas que eu menos bebo, talvez. Muito pelo preço, mas também pela oferta, porque os que eu gosto são caros e é difícil achar algum que me interesse numa faixa intermediária (porque na faixa dos “baratos” eu já tentei vários e quase passei mal).

Mas esse Oak Valley, que vem lá da África do Sul, é um que se encaixa bem nesse perfil de “muito bom e acessível”. Eu já tinha provado a safra 2009 e gostado bastante. Provei agora a safra 2011 e para mim, está excelente. É um vinho muito bem feito, delicado e potente ao mesmo tempo.

Oak-Valley-Elgin-Pinot-Noir-2009Tem aquela cor de Pinot Noir francês, aromas típicos de frutas vermelhas e uma potência que até assusta um desavisado que pense que é  “levinho” por conta da sua coloração.

Provei na importadora (é trazido pela Qual Vinho e custa R$ 150,00) e trouxe um para casa. Bebi num domingo, final de tarde, acompanhando alguns queijos e petiscos. Foi perfeito. Em duas pessoas você termina a garrafa tranquilamente e fica muito feliz.

Esse Pinot Noir vale a compra. Se quiser saber mais sobre a degustação dele, veja a Nota de Degustação do Oak Valley Pinot Noir 2011.

Um abraço

Daniel Perches

Oak Valley Pinot Noir 2011

Oak-Valley-Elgin-Pinot-Noir-2009VinícolaOak Valley

País: África do Sul

Região: Elgin

Safra: 2011

Uvas: Pinot Noir

Visual: Cor rubi leve, bem translúcido e brilhante

No nariz: Morango, framboesa e um leve defumado.

Na boca: Acidez na medida, bom corpo e a fruta se confirma, deixando um final bem saboroso e convidativo.

Avaliação: Eu tinha provado a safra 2009 desse vinho e gostado muito. Essa 2011 está tão boa quanto. Vinho muito elegante.

ImportadorQual Vinho

Quer conhecer a história que me fez provar esse vinho? Veja o post Oak Valley, o Pinot Noir da África do Sul que surpreende.

Obs: Essa é só uma Nota de Degustação do Vinho, que foi criada para facilitar a visualização e dar as informações técnicas para quem deseja. O Blog Vinhos de Corte continua com os posts normalmente e é só você acessar clicando no logo aí em cima.

Espumante De Grendel MCC Brut 2009

degrendel_brut_2009VinícolaDe Grendel Wines

País: África do Sul

Safra: 2009

Uvas: Chardonnay (68%) / Pinot Noir (32%)

Visual: Amarelo intenso, tendendo para o dourado.

No nariz: Começa com frutas como maçã, passa por cítrico forte e depois sente-se levedura. Vai evoluindo com o tempo na taça.

Na boca: Intenso e com excelente acidez. Um belo espumante que tem como principal característica a vivacidade.

Avaliação: Espumante alegre e fácil de beber. Para aqueles que gostam de espumante seco, mas ao mesmo tempo com toques de frutas.

Preço: em torno de R$ 50,00

ImportadorWinelands

De Grendel Merlot 2008 – África do Sul

Depois de provar o De Grendel Sauvignon Blanc, foi a vez de conhecer esse tinto da África do Sul, feito com a uva Merlot.

Eu acho que a Merlot é uma das uvas mais plantadas e consequentemente uma das mais consumidas no mundo. Para mim, diferentemente da Syrah, que se comporta de maneiras bem diversas em países e regiões diferentes, a Merlot me parece conseguir manter as suas principais características mais uniformemente, independente da posição geográfica.

Esse Merlot é de 2008, ou seja, já tem 4 anos em garrafa. Passa um tempo por barrica de carvalho, o que traz alguns aromas mais complexos como tabaco, frutas em geléia e toques de barrica.

Não é daqueles com muito corpo, muita força e potência, o que deixa ele mais fácil de beber. Dá para harmonizar com carnes leves ou até uma bruschetta de calabresa, que foi o que eu fiz no dia. A bruschetta estava leve, com molho de tomate natural e pouco tempero. Coloquei um pouco de queijo por cima e dei uma gratinada com o maçarico, o que deu um toque tostado e que combinou com o vinho.

Vai bem com esse tipo de comida e também com algumas até mais fáceis de fazer, como uma boa carne de panela bem temperada.

Esse é importado pela Winelands.

Um abraço

Daniel Perches

Mullineux Family Wines Kloof Street Chenin Blanc 2011

Tenho que confessar que eu não sou grande fã de Chenin Blanc. Acho que não tenho provado os vinhos certos, porque sempre (ou quase sempre) que me aparecem com um vinho dessa uva, é daqueles levinhos, com pouco aroma, um toquezinho de maçã verde e praticamente inexistente na boca. Nada contra os vinhos leves (aliás, acho ótimo para o verão), mas acho que precisa ter um pouco mais de complexidade ou pelo menos um pouco de aroma para eu me apegar a ele.

Mas como eu disse, não são todos os que eu não gosto. Quando provei esse Kloof Street Chenin Blanc 2011 eu curti! Um belo vinho, que é produzido a partir de vinhas velhas (pode ser que esteja aí o segredo). Tem uma cor amarelo palha, praticamente esverdeado, típico dos Chenin Blanc. No nariz tem aromas leves de frutas frescas e tropicais, que vão dançando na taça, fazendo a gente querer levar logo à boca. E na boca é muito legal também. É leve, mas me pareceu que tem um algo a mais. Tem toques cítricos que combinam com as frutas e deixam a gente com aquela vontade de beber mais.

Me pareceu um ótimo vinho branco de qualidade e perfeito para o verão, que me agradou ainda mais quando vi o preço: R$ 75,00. Sim, sei que você pode achar que é caro para vinho branco, mas talvez por estarmos acostumados a comprar vinho branco barato é que tenha tanta porcaria por aí.

Esse é importado pela QualVinho no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

Oak Valley Pinot Noir 2009 – a surpresa da África do Sul

Provei vinhos muito bons da África do Sul, importados pela QualVinho. É uma importadora nova que chegou no mercado com a vontade de fazer diferente. Margens mais baixas e vinhos de alta qualidade garantem a nossa alegria. Provei praticamente todo o portfólio deles e posso dizer tranquilamente que não teve nenhum vinho que eu não gostei.

Mas alguns se destacaram, como esse Oak Valley Pinot Noir 2009, que é produzido na região de Elgin, na África do Sul. Foi pegar a taça dele e já veio aquele aroma maravilhoso de frutas como framboesa que com um leve toque de menta deu todo um charme.

Na boca o vinho é sério e entrega muito mais do que eu esperava. Um belo Pinot Noir, que não deve para nenhum bom Borgonha (para aqueles que gostam de uma comparação). Boa acidez e final muito suave e longo.

Encontrar bons Pinot Noir não é fácil. Tem muita coisa ruim no mercado brasileiro (desconfie de qualquer garrafa de vinho dessa uva que custe menos de 70 reais) e os bons custam muito caro. Esse sulafricano custa R$ 130,00, que para mim está muito bem pago.

Espero que a QualVinho continue praticando preços justos. Tem vinho lá que custa R$ 60,00 que é uma maravilha. Vale a pena conhecer.

Um abraço

Daniel Perches

Stellenzicht Shiraz 2002

A uva Syrah é plantada no mundo inteiro. Junto com a Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Sauvignon Blanc e mais algumas outras, são consideradas já “uvas internacionais”. Qualquer país produtor de vinho tem essas variedades.

E justamente por esse motivo eu gosto de comparar vinhos feitos com essas uvas, desses diferentes países. Outro dia provei um Syrah da Sicília que estava fantástico. Leve, bem frutado, praticamente sem madeira e descendo como uma seda pela boca. Bem diferente dos Syrah que temos na Ámerica do Sul, por exemplo, que são mais encorpados e como é também o caso desse sulafricano, feito na região de Stellenbosch. Corpo, estrutura e vivacidade é o que não falta para esse vinho.

Apesar de seus 8 anos, em taça mostrou-se bastante vivo e ainda jovem, mesmo com um leve halo de evolução. No nariz deixou claro a sua marca, trazendo bastante especiaria e madeira.

Em boca, muita estrutura e taninos bastante finos, mas que ainda não estavam no auge da maturidade.

É um vinho denso e “pesado”, necessitando uma boa comida pra acompanhar. Pela sua estrutura, não é fácil combinar um bom prato. Eu iria com uma carne com bastante tempero e um molho forte, para não correr o risco do vinho nem tomar conhecimento do alimento e reinar sozinho.

Se gosta de vinho estruturado bem ao estilo novo mundo, essa é uma boa pedida!

Um abraço

Daniel Perches

Raka Pinotage 2008

A uva Pinotage sempre me atrai, apesar de às vezes eu me decepcionar fortemente com alguns vinhos feitos com ela. Mas algumas vezes eu também acerto, como foi o caso, quando provei esse vinho na Enoteca Decanter. Lá eles servem vinhos em taça com um preço bem justo, o que me faz sempre ter vontade de voltar.

Produzido pela vinícola de mesmo nome, tem as uvas plantadas e vinificadas na região de Klein River, na África do Sul. Aliás, o país é conhecido por produzir bons vinhos com essa casta.

Esse tem uma coloração rubi bastante viva e brilhante, com um halo bem pequeno de evolução. Tem aromas muito intensos, com destaques para os defumados. Em boca apresentou taninos bastante finos e elegantes e mostrou que o vinho ainda está um pouco jovem. Acredito que se for guardado por mais uns dois anos, deve ficar melhor ainda.

Combinou bem com presunto Parma (apesar da minha preocupação inicial antes de servir o vinho. Achei que não daria certo.) e também com queijos curados. Parece-me ser um vinho gastronômico, que pode ser facilmente harmonizado com carnes assadas ou comidas que tenham especiarias em sua composição, por exemplo.

Esse custa em torno de 75 reais na Decanter. Um bom preço pela sua qualidade. Ouvi falar bem dos vinhos da Raka feitos com outras cepas, mas ainda não provei. Quem sabe não faço isso na minha próxima ida à Enoteca?

Um abraço

Daniel Perches