África do Sul

The Winery of Good Hope Pinot Noir

Andei fazendo uma revisão em minhas adegas em busca de Pinot Noir e encontrei esse, que eu já tinha bebido em outras vezes, mas depois percebi que não tinha ainda comentado aqui no Blog. Então vamos lá, pois é um vinho bem bacana e que merece a atenção.

Esse vem lá da África do Sul, da região de Stellenbosch e é importado pela QualVinho?, uma importadora que trabalha só com vinhos daquele país.

The-Winery-of-Good-Hope-Pinot-Noir-Reserve-2011O que eu curto nele é que ao mesmo tempo em que dá para encontrar vários aromas e sabores, sentindo que é um vinho super bem trabalhado e de qualidade, ele também é fácil de beber. Já bebi esse vinho de forma “happy hour” e também já coloquei em um jantar, acompanhando um bom prato feito com pato. Nas duas situações deu certo.

Como tem acontecido frequentemente, tenho bebido bons vinhos da África do Sul e esse entra para a lista dos que eu curto bastante.

E para quem gosta, a vinícola é orgânica. Veja mais no site deles aqui.

Um abraço

Daniel Perches

Fairview Darling Sauvignon Blanc 2012

Eu tenho uma pequena adega climatizada de vinhos brancos e que, não sei por qual motivo, eu não tenho muito controle do que tem por lá. Talvez porque o giro seja muito intenso e nem dê para controlar.

O fato é que eu gosto de ir até ela e descobrir o que há para o dia, quando estou a fim de beber um vinho branco (e isso acontece frequentemente, o que me traz problemas quando ela está vazia). E numa dessas eu encontrei o Fairview Darling Sauvignon Blanc 2012, um vinho que eu comprei na Ravin há algum tempo. Lembrei até da ocasião. Eu ia abrir mas depois optei por um outro, por conta do prato (troquei até por um vinho tinto) e ele ficou. Esqueci por alguns meses, mas o erro já está reparado e a garrafa foi devidamente aberta.

Uma coisa é certa: tenho bebido bons Sauvignon Blanc da África do Sul. Independente de preço ou de região, em geral as coisas por lá parecem funcionar bem para essa uva. (e aí os mais técnicos podem entrar e comentar sobre os melhores terroirs)

fairview_darling_SB_2012O Fairview é um desses bacanas. Com aromas leves, que não enjoam e que lembram as frutas brancas e um toque de maracujá de leve, ele encanta no nariz. Na boca eu achei que é um pouquinho mais doce do que eu gostaria (eu gosto mesmo daqueles bem secos, até vegetais, sabe?), mas fui bebendo com calma e não enjoou como eu imaginava que aconteceria. Depois peguei alguns queijos para acompanhar e ele ficou ainda melhor.

Talvez exatamente por esse toque um pouco mais doce, ele agrade. Repare. Se você gostar desse tipo, vale provar o Fairview Darling Sauvignon Blanc. Depois me conte.

Um abraço

Daniel Perches

Klein Constantia KC Sauvignon Blanc 2012

Fiz uma compra de alguns vinhos feitos com Sauvignon Blanc para abastecer a minha adega, que estava um pouco desfalcada e um deles foi o KC Sauvignon Blanc 2012, lá da África do Sul. Eu tenho provado bons vinhos daquele país e estava curioso para conhecer mais alguns desse produtor, que faz vinhos interessantes e tem um vinho de sobremesa bem famoso.

Como é de se esperar de um vinho feito com essa uva, o KC Sauvignon Blanc estava bem fresco, com aromas de frutas brancas, leve toque de maracujá e um pouco de cítrico, mas sem enjoar. Na boca tem uma boa acidez, nada muito forte e que terminava com um toque mineral.

KC Sauvignon BlancToda essa riqueza de aromas e sabores me encantou e a garrafa acabou indo embora mais rápido do que eu pensava. Acompanhado de alguns queijos, umas torradas com um salmão defumado por cima e outros petiscos, foi um sucesso.

Sei que a maioria das pessoas prefere a uva Chardonnay. Eu prefiro a Sauvignon Blanc, não só por ela ser mais aromática e ter mais acidez (que para mim é essencial), mas porque me lembra mais verão, dias de sol, alegria, etc. E foi exatamente esse clima que o KC Sauvignon Blanc me lembrou.

Eu comprei esse na wine.com.br e paguei R$ 57. Um bom preço para um vinho de qualidade da África do Sul. Agora vamos para os próximos, porque ainda tem vários para provar e o verão é longo.

Um abraço

Daniel Perches

Boa notícia! Os vinhos da África do Sul invadiram o Brasil

No começo de julho deste ano a Wines of South Africa (ou simplesmente WOSA) organizou um evento no Brasil que até onde sei, é inédito. Trouxe diversos produtores de vinho daquele país para se reunirem e apresentarem seus vinhos para nós brasileiros.

Além de muito bem organizado, o evento contou principalmente com vinhos muito bons, que realmente me surpreenderam pela sua qualidade e também pelas variedades cultivadas por lá. Para quem pensa que na África do Sul só tem Pinotage, está muito enganado. Eles plantam (e bem) uvas como Sauvignon Blanc, Chenin Blanc, Chardonnay, Pinot Noir.

O país é muito rico em regiões propícias ao plantio de uvas, como é possível ver no mapa abaixo. Aliás, outro dia uma amiga minha pediu uma indicação de vinícola para visitar na África do Sul e a primeira pergunta que fiz para ela foi: Onde, na África do Sul, você vai? – Porque tem tanto lugar para visitar, que não dá para generalizar.

Mapa Vinicola África do Sul - Crédito Wines of South África

E tenho que admitir que esse discurso eu venho ouvindo do pessoal da Qual Vinho?, uma importadora especializada nos vinhos daquele país já há algum tempo, mas eu não tinha tido a oportunidade de visualizar tanto vinho bom junto, para poder realmente acreditar.

Nessa feira eu provei os espumantes da Ayama e gostei muito do Blanc de Blancs. A Ken Forrester levou um Chenin Blanc Old Vines que me agradou muito também, além do Sauvignon Blanc deles. Da Morgenster eu gostei de praticamente todos os vinhos e ainda por fim pude provar alguns legais da Nederburg, que foi a vinícola que fez o vinho da Copa passada. Eles levaram um Late Harvest que estava bem bacana, além da linha Foundation, que está sendo lançada no Brasil agora.

E nem falei de todos, até porque desses acho que só a Nederburg está no Brasil, mas com certeza saí do evento com a boa impressão sobre os vinhos de lá. Já estou com vários no radar para provar nos próximos meses e quem sabe visitar algumas regiões em breve.

Um abraço

Daniel Perches

Mais um Oak Valley, desta vez um Sauvignon Blanc

Curte Sauvignon Blanc? Dá uma olhada nesse, que é extremamente elegante.

Veja também a Nota de Degustação do Oak Valley Sauvignon Blanc 2010.

Um abraço

Daniel Perches

Oak Valley Sauvignon Blanc 2010

Oak-Valley-Elgin-Sauvignon-Blanc2010VinícolaOak Valley

País: África do Sul

Região: Elgin

Safra: 2011

Uvas: Sauvignon Blanc

Visual: Amarelo palha médio, bastante brilhante

No nariz: maracujá leve, forte mineral. Complexo.

Na boca: Logo no começo é potente e depois vai deixando uma sensação muito macia na boca.

Avaliação: Um belíssimo Sauvignon Blanc que prima pela elegância.

ImportadorQual Vinho

Quer ver mais sobre esse vinho? Veja o vídeo em Mais um Oak Valley, dessa vez um Sauvignon Blanc. 

Obs: Essa é só uma Nota de Degustação do Vinho, que foi criada para facilitar a visualização e dar as informações técnicas para quem deseja. O Blog Vinhos de Corte continua com os posts normalmente e é só você acessar clicando no logo aí em cima.

Oak Valley, o Pinot Noir da África do Sul que surpreende

Eu gosto muito de Pinot Noir. E é uma das uvas que eu menos bebo, talvez. Muito pelo preço, mas também pela oferta, porque os que eu gosto são caros e é difícil achar algum que me interesse numa faixa intermediária (porque na faixa dos “baratos” eu já tentei vários e quase passei mal).

Mas esse Oak Valley, que vem lá da África do Sul, é um que se encaixa bem nesse perfil de “muito bom e acessível”. Eu já tinha provado a safra 2009 e gostado bastante. Provei agora a safra 2011 e para mim, está excelente. É um vinho muito bem feito, delicado e potente ao mesmo tempo.

Oak-Valley-Elgin-Pinot-Noir-2009Tem aquela cor de Pinot Noir francês, aromas típicos de frutas vermelhas e uma potência que até assusta um desavisado que pense que é  “levinho” por conta da sua coloração.

Provei na importadora (é trazido pela Qual Vinho e custa R$ 150,00) e trouxe um para casa. Bebi num domingo, final de tarde, acompanhando alguns queijos e petiscos. Foi perfeito. Em duas pessoas você termina a garrafa tranquilamente e fica muito feliz.

Esse Pinot Noir vale a compra. Se quiser saber mais sobre a degustação dele, veja a Nota de Degustação do Oak Valley Pinot Noir 2011.

Um abraço

Daniel Perches

Oak Valley Pinot Noir 2011

Oak-Valley-Elgin-Pinot-Noir-2009VinícolaOak Valley

País: África do Sul

Região: Elgin

Safra: 2011

Uvas: Pinot Noir

Visual: Cor rubi leve, bem translúcido e brilhante

No nariz: Morango, framboesa e um leve defumado.

Na boca: Acidez na medida, bom corpo e a fruta se confirma, deixando um final bem saboroso e convidativo.

Avaliação: Eu tinha provado a safra 2009 desse vinho e gostado muito. Essa 2011 está tão boa quanto. Vinho muito elegante.

ImportadorQual Vinho

Quer conhecer a história que me fez provar esse vinho? Veja o post Oak Valley, o Pinot Noir da África do Sul que surpreende.

Obs: Essa é só uma Nota de Degustação do Vinho, que foi criada para facilitar a visualização e dar as informações técnicas para quem deseja. O Blog Vinhos de Corte continua com os posts normalmente e é só você acessar clicando no logo aí em cima.

Espumante De Grendel MCC Brut 2009

degrendel_brut_2009VinícolaDe Grendel Wines

País: África do Sul

Safra: 2009

Uvas: Chardonnay (68%) / Pinot Noir (32%)

Visual: Amarelo intenso, tendendo para o dourado.

No nariz: Começa com frutas como maçã, passa por cítrico forte e depois sente-se levedura. Vai evoluindo com o tempo na taça.

Na boca: Intenso e com excelente acidez. Um belo espumante que tem como principal característica a vivacidade.

Avaliação: Espumante alegre e fácil de beber. Para aqueles que gostam de espumante seco, mas ao mesmo tempo com toques de frutas.

Preço: em torno de R$ 50,00

ImportadorWinelands

De Grendel Merlot 2008 – África do Sul

Depois de provar o De Grendel Sauvignon Blanc, foi a vez de conhecer esse tinto da África do Sul, feito com a uva Merlot.

Eu acho que a Merlot é uma das uvas mais plantadas e consequentemente uma das mais consumidas no mundo. Para mim, diferentemente da Syrah, que se comporta de maneiras bem diversas em países e regiões diferentes, a Merlot me parece conseguir manter as suas principais características mais uniformemente, independente da posição geográfica.

Esse Merlot é de 2008, ou seja, já tem 4 anos em garrafa. Passa um tempo por barrica de carvalho, o que traz alguns aromas mais complexos como tabaco, frutas em geléia e toques de barrica.

Não é daqueles com muito corpo, muita força e potência, o que deixa ele mais fácil de beber. Dá para harmonizar com carnes leves ou até uma bruschetta de calabresa, que foi o que eu fiz no dia. A bruschetta estava leve, com molho de tomate natural e pouco tempero. Coloquei um pouco de queijo por cima e dei uma gratinada com o maçarico, o que deu um toque tostado e que combinou com o vinho.

Vai bem com esse tipo de comida e também com algumas até mais fáceis de fazer, como uma boa carne de panela bem temperada.

Esse é importado pela Winelands.

Um abraço

Daniel Perches

Mullineux Family Wines Kloof Street Chenin Blanc 2011

Tenho que confessar que eu não sou grande fã de Chenin Blanc. Acho que não tenho provado os vinhos certos, porque sempre (ou quase sempre) que me aparecem com um vinho dessa uva, é daqueles levinhos, com pouco aroma, um toquezinho de maçã verde e praticamente inexistente na boca. Nada contra os vinhos leves (aliás, acho ótimo para o verão), mas acho que precisa ter um pouco mais de complexidade ou pelo menos um pouco de aroma para eu me apegar a ele.

Mas como eu disse, não são todos os que eu não gosto. Quando provei esse Kloof Street Chenin Blanc 2011 eu curti! Um belo vinho, que é produzido a partir de vinhas velhas (pode ser que esteja aí o segredo). Tem uma cor amarelo palha, praticamente esverdeado, típico dos Chenin Blanc. No nariz tem aromas leves de frutas frescas e tropicais, que vão dançando na taça, fazendo a gente querer levar logo à boca. E na boca é muito legal também. É leve, mas me pareceu que tem um algo a mais. Tem toques cítricos que combinam com as frutas e deixam a gente com aquela vontade de beber mais.

Me pareceu um ótimo vinho branco de qualidade e perfeito para o verão, que me agradou ainda mais quando vi o preço: R$ 75,00. Sim, sei que você pode achar que é caro para vinho branco, mas talvez por estarmos acostumados a comprar vinho branco barato é que tenha tanta porcaria por aí.

Esse é importado pela QualVinho no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

Oak Valley Pinot Noir 2009 – a surpresa da África do Sul

Provei vinhos muito bons da África do Sul, importados pela QualVinho. É uma importadora nova que chegou no mercado com a vontade de fazer diferente. Margens mais baixas e vinhos de alta qualidade garantem a nossa alegria. Provei praticamente todo o portfólio deles e posso dizer tranquilamente que não teve nenhum vinho que eu não gostei.

Mas alguns se destacaram, como esse Oak Valley Pinot Noir 2009, que é produzido na região de Elgin, na África do Sul. Foi pegar a taça dele e já veio aquele aroma maravilhoso de frutas como framboesa que com um leve toque de menta deu todo um charme.

Na boca o vinho é sério e entrega muito mais do que eu esperava. Um belo Pinot Noir, que não deve para nenhum bom Borgonha (para aqueles que gostam de uma comparação). Boa acidez e final muito suave e longo.

Encontrar bons Pinot Noir não é fácil. Tem muita coisa ruim no mercado brasileiro (desconfie de qualquer garrafa de vinho dessa uva que custe menos de 70 reais) e os bons custam muito caro. Esse sulafricano custa R$ 130,00, que para mim está muito bem pago.

Espero que a QualVinho continue praticando preços justos. Tem vinho lá que custa R$ 60,00 que é uma maravilha. Vale a pena conhecer.

Um abraço

Daniel Perches