Ravin protesta contra a Salvaguarda – EXCELENTE AÇÃO!

Essa você tem que ver! A Ravin, que é contra a Salvaguarda para o Vinho Brasileiro (Não sabe do que eu estou falando? Veja aqui o post sobre o assunto) criou uma ação muito boa. Vai vender 3 (excelentes) rótulos do seu portfólio com o valor que nos custaria sem os impostos. E pra termos uma idéia do dano que esse famigerado Salvaguarda vai nos causar, vejam abaixo do release o valor atual do vinho, o valor que ficaria com o Salvaguarda e por quando estão vendendo.

Eu só posso dizer uma coisa: #chupasalvaguarda

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UM PROTESTO A SALVAGUARDA

Importadora fará ação inédita para venda de produto sem o custo dos impostos

O mercado de vinhos no Brasil passa por um momento de turbulência depois do pedido de salvaguarda ao vinho nacional.

O pedido foi encaminhado em conjunto pelo Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), pela União Brasileira de Vitivinicultura (Uvibra), pela Federação das Cooperativas do Vinho (Fecovinho), e pelo Sindicato da Indústria do Vinho do Rio Grande do Sul (Sindivinho). Neste pedido são pleiteadas várias sanções aos vinhos importados, que vão desde aumentar o imposto de importação de 27% para 55% até a imposição de cotas para cada país.

Estes órgãos alegam que o mercado nacional precisa de proteção para que se torne competitivo e possa brigar por espaço junto com os vinhos finos importados.

A Ravin se posiciona contra este pedido, uma vez que o protecionismo não alcançará o objetivo esperado. Este tipo de medida não fará com que os vinhos brasileiros sejam mais consumidos.

Como uma forma de protesto e com o objetivo de levar ao conhecimento do consumidor a possibilidade de aumento de impostos, a importadora fará uma campanha durante o mês de Abril para venda de vinhos sem repasse do valor dos impostos. Três rótulos ilustrarão esse cenário, todos italianos: Montessu IGT 2008, Le Difese IGT 2009 e Barrua IGT 2005/2006. Será informado o preço atual, o novo preço com a entrada da salvaguarda e o preço sem os impostos.

A importadora, juntamente com grandes parceiros do varejo, como Empório VIP/Rei dos Whiskys e Vinhos, Ville du Vin Alphaville e Moema, Empório Mercantil, BR Bebidas, Casa Lisboa, Supermercado Kanguru, Enoteca Cavatapp, Detetives do Vinho, Divinum entre outros, darão a oportunidade aos consumidores de conhecerem quanto realmente custa um vinho importado e mais abastecer suas adegas a preços jamais vistos.

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8 Comentários

  1. 1

    Grande Daniel

    Sejamos francos: finalmente apareceu alguma coisa boa no meio desta polêmica não? heheh bem que outras importadoras poderiam seguir o exemplo…

    Uma pena que aqui para o sul o frete de um destes vinhos seja de 55 REAIS… mas tudo bem, faz parte. :(

    Saúde!

    Tiago Bulla
    http://www.universodosvinhos.com

  2. 2

    Que bobageira isso!!!
    Se dizem que o imposto atual é 27% porque estão tirando 50% para a ação? E infelizmente, não entenderam a real dimensão que a salvaguarda pode tomar… (desagregar impostos e encargos da cadeira produtiva do vinho nacional) o que somente iria baratear o vinho nacional e NÃO aumentar o importado… o que NINGUÉM DIVULGA é que as IMPORTADORAS não querem baratear o nacional para não diminuírem sua ABSURDA MARGEM DE LUCRO!!!
    ACORDEM MASSA DE MANOBRA!!!
    MAS ai do produtor nacional que não baixar o preço, caso a salvaguarda tenha o efeito citado acima, ai sim o consumidor terá motivos para reclamar e EU APOIAREI, mas por enquanto é cedo para fazer manifestos!!! ainda mais absurdos como esse!!!

  3. 3
  4. 4

    Júlio

    Respeito a sua opinião, mas não concordo. Já temos uma carga altíssima de impostos e se isso aumentar, vai ficar inviável.
    E como venho falando repetidamente, essa ação atrapalhada só dificultou (e muito) a imagem dos vinhos brasileiros, que já não era a das melhores.
    Vamos ver o que acontece.

    Abs
    Daniel

  5. 5

    Obrigado pela abertura de espaço para opinião…
    Concordo contigo Daniel. Se o objetivo o Ibravin era mesmo o que eu interpretei, o certo era ter feito uma ação conjunta com as importadoras, pois as importadoras sérias iriam apoiar, vendo que em nada prejudicaria o negócio delas, e ainda fortaleceria o consumo de vinhos finos… O primeiro passo seria esse, e na sequencia colocar o vinho (nacional e importado) na gama de alimento… MAS o Ibravin ainda não realizou que o real inimigo não é o importado, e sim outras bebidas substitutas, que vão ganhar mercado com essa briga estúpida…
    Na minha opinião, nenhum lado esta correto, sou contra aumento de impostos, mas também fico de cara em saber que muitas importadoras usam o publico como massa de manobras para salvar sua margem de lucro que passa de 300%… (sem citar nomes, mas disponível no Google)
    Outra coisa que me deixa apreensivo é que sei que existem sim empresas nacionais que mesmo que fosse desagregado impostos da cadeia produtiva, não baixariam seus preços… (parece máfia de posto de gasolina).

  6. 6

    Júlio
    Conte sempre com esse espaço para colocar todas as suas opiniões. O negócio aqui é democrático.
    Eu tenho certeza que algumas importadoras realmente não baixariam seus preços, mas aí caberia a nós, consumidores, não comprar deles. Eu já faço isso. Tem importadora que eu só entrei 1 vez. Entrei, vi os preços, saí e nunca mais voltei. Já pensou se todo mundo fizesse isso? Ou fechariam ou mudariam a tática. :)
    Abraços
    Daniel

  7. 7

    estes vinhos sem impostos sao ridiculos, pois em média custam quase o dobro do mercado varejista americano, mostrando que o lucro do importador Ravin tbm é ultrajante e pornográfico.

  8. 8

    Infelizmente não tenho dados corretos e confiáveis da carga tributária para dar uma resposta sobre isso. Concordo com você que os preços no Brasil são ultrajantes, mas ao que me parece, ainda a carga tributária é o que pesa mais. Seria legal se TODO MUNDO abaixasse suas margens: governo, importadores, lojas, supermercados. Com certeza o consumo subiria. Já pensou comprar um bom vinho no supermercado por 10 reais? Não seria demais?
    Abraços
    Daniel

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