Esse novo espumante produzido pela Miolo utiliza-se do método tradicional, ou champenoise para desenvolver a segunda fermentação. A técnica é relativamente simples de explicar, mas não tão fácil de fazer. Após a primeira fermentação o vinho é engarrafado e são adicionadas leveduras, que vão iniciar uma segunda fermentação. Essa é feita dentro da garrafa. Após certo período, determinado pelo enólogo, as leveduras são retiradas através de um processo de resfriamento e a garrafa é então comercializada. Parece fácil, mas não é. Fazer um bom champenoise não é pra qualquer um, pois requer muito cuidado com o processo e controle de vários fatores, além de investimento, pois o vinho fica descansando por muito mais tempo.
E me parece que o pessoal da Miolo acertou ao produzir o Cuvée Tradition Brut, que tem em sua composição as uvas Pinot Noir e Chardonnay, que é a composição básica de Champagne.
Perlage fina e persistente, boa espuma ao ser servida e uma coloração bem clara fazem a formação de uma boa impressão dos aspectos visuais.
No nariz ressaltaram aromas de frutas frescas como damasco, frutas secas e passas e com um final com uma pontinha de adocicado lembrando amêndoa. Eu não consegui perceber nenhum aroma de fermentação, que é característico nesse tipo de bebida, talvez pela sua jovialidade.
Em boca muita acidez e boa espuma, como era de se esperar. Final não muito longo, mas sem nenhum traço de amargor. É um espumante leve e delicado, mas com bastante força.
Facilmente encontrado em lojas especializadas e supermercados, custa em torno de 30 reais. Um bom preço para esse espumante, principalmente diante do que estamos vendo por aí.
Um abraço
Daniel Perches
































É Daniel.
Preço ótimo para um “champenoise”. Já provei outros espumantes da Miolo, mas este ainda não.
Pergunto: E a “cremosidade” desta amostra ?? Que tal?
Sds
Oi Paulo
Essa estava com uma boa cremosidade, mas nada espantoso. Eu só achei esse espumante um pouco “novo” ainda. Não tenho a informação de quanto tempo ficou em autólise e descansando depois, mas acredito que tenha sido pouco tempo. E acredito que tenha potencial para envelhecimento (pelo menos uns 12 meses).
Abraços
Daniel
Sorry, de novo eu comentando posts antigos…
Voce sabe se esse espumante melhorou a qualidade com melhores uvas e novo processo ou so mudou o rotulo e ficou com uma garrafa mais bonita ??
Np site da Miolo esta em promocao por R$25,00 tanto o brut quanto o rose, bom preco…
Abs,
Ale
Alexandre, não sei te dizer sobre as uvas, mas o processo mudou sim. Agora é champenoise. Mas eu vou pedir mais informações para o pessoal da Miolo e te mando e posto aqui, ok?
Um abraço
Daniel
Alexandre
Solicitei a informação para o pessoal da Miolo e eles responderam. Publiquei na íntegra para você (e quem mais tiver a dúvida) poder ter a informação completa.
Veja em http://www.vinhosdecorte.com.br/o-que-mudou-no-miolo-cuvee-tradition
Um abraço
Daniel
Vou experimentar baseado no seu comrntario
André, depois me conte o que achou.
Abraços
Daniel
Em relação a qualidade, qual a diferença entre ela e a Chandon Brut nacional? Ou não há como comparar?
abs.
Antonio, é difícil de comparar pois são bem diferentes, começando pela forma como são produzidos. O Miolo Cuvée Tradition é feito por champenoise (segunda fermentação na garrafa) e o Chandon é feito pelo método Charmat (segunda fermentação em tanque de aço inox). Cada um tem suas particularidades. Entre os dois eu prefiro o Miolo.
Abraços
Daniel