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Identificando um vinho bouchonné ao vivo

Identificando um vinho bouchonné ao vivo

Eu ia gravar a degustação de um vinho australiano e ao levar o vinho ao nariz, percebi que estava bouchonné. O que poderia ser um problema tornou-se o vídeo que alguns já estavam me pedindo há algum tempo. Vamos então entender um pouco o que é esse termo que o pessoal sempre fala e que representa um vinho que está com problema e que, aí sim, pode ser trocado em um restaurante.

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13 Responses to “Identificando um vinho bouchonné ao vivo”

  1. Mario disse:

    Daniel, os australianos são notórios para usar rolhas de menor qualidade e os casos de bouchonné parecem ser em numero maior na terra dos cangurus que em outros Países (não por acaso eles são os principais utilizadores de screw-cap). Mas mesmo assim, isso não quer dizer muito: por exemplo, comigo aconteceu recentemente com um Borgonha…veja aqui: http://mondovinho.blogspot.com/2011/01/borgonha-estragadoninguem-merece.html
    Grande abraço!

  2. Olá Mario

    Pois é, fomos premiados. Mas sem dúvida é algo bem raro e não devemos deixar que isso afete nossa idéia sobre o vinho. Por isso que eu falei que eu vou comprar outra garrafa e provar de novo.

    Um abraço

    Daniel

  3. Ulf disse:

    Olá amigos,

    Na verdade não é correto que os australianos são notórios para usar rolhas de menor qualidade. Quando eles usam, são os melhores rolhas e a rolha Diam.

    A onda da tampa rosca começou primeiramente nas vinícolas prestigiosas no Clare Valley. As vinícolas estavam tão frustradas em ter vinhos arruinados por causa de falha na rolha, que nos recentes anos começaram a testar se o consumidor é suficientemente informado e avançado para superar o preconceito contra a tampa.

    No ano 2004 Tyrrell’s testaram os melhores rolhas disponíveis, de 6 fornecedores, para um preço de 1,2-2 doláres cada, e todos foram rejeitados:

    Bruce Tyrrell explica aqui no vídeo:

    http://www.youtube.com/watch?v=5SwTiDkAIFU

    Um abraço
    Ulf

  4. Olá Ulf

    Obrigado pelas informações. Assim aprendemos todos juntos.
    E quero aproveitar e dar o meu depoimento. Eu não vejo problema NENHUM em tampa de rosca. Acho que não tira o romantismo, o ritual e nem nada. Eu quero é saber se o vinho está bom e o tipo de tampa pra mim pouco importa.
    Abraços
    Daniel

  5. Ulf disse:

    Oi Daniel,

    Sim, foi só com boas intenções de informar um pouco. Os australianos realmente se dedicaram em evitar problemas com rolhas.

    Hoje em dia é difícil que eles voltem para a rolha, porque realmente está dando certo com a tampa rosca. Mas da mesma maneira que você, estou completamente a favor de rolhas também, e penso que podemos ter os dois tipos de tampas sem problemas. Penso que as rolhas hoje em dia com certeza são melhores que em 2004 também.

    Um abraço
    Ulf

  6. Ulf disse:

    Daniel,

    Esqueci de falar: muito legal demonstrar e informar de defeitos no vinho.

    Parabéns!

    Um abraço
    Ulf

  7. Obrigado, Ulf. Tenho certeza que seus comentário são sempre construtivos. O espaço aqui está aberto.

    Um abraço

    Daniel

  8. Mario disse:

    Ulf, concordo com vc, a minha afirmação não é correta para hoje (também porque até quase não usam mais cortiça) e agradeço pela correção. Mas é verdade (vc sabe melhor que eu) que na década de 90 eles estavam usando realmente rolhas de qualidade inferior, o que criava frequentemente problemas de oxidação (devida a má vedação) e bouchonné. Daí que surgiu a necessidade de uma alternativa e a conseqüente introdução do screw cap como vedação quase padrão. O resto é história.
    Grande Abraço!

  9. Ulf disse:

    Claro, Mario, concordo, tiveram esses problemas. O que os produtores australianos falaram é que não foi possível obter boas rolhas na época. Talvez porque a Austrália e a Nova Zelândia são tão distantes e não considerados mercados tão importantes.
    Um abraço
    Ulf

  10. Ulf disse:

    Mario e Daniel,

    Acho interessante o artigo de Matt Kramer em 2007:

    http://www.nysun.com/food-drink/search-for-closure/52685/

    Um abraço
    Ulf

  11. Ulf, obrigado pela matéria. Depois de tanta informação bacana, acho que vale até um estudo e um post dedicado, viu? :)
    Aliás, já leram o livro “To cork or not to cork”? Vale a pena.
    Abraços

    Daniel

  12. Ulf disse:

    Oi Daniel, sim merece, mas é um assunto também controverso, vi discussões meio agitadas. Ouvi falar do livro, mas não li ainda. Obrigado pela dica!
    Abraços
    Ulf

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  1. [...] o Mitchelton Print Shiraz 2004 e não conseguir porque ele estava bouchonée (veja aqui o post Identificando um vinho bouchonée ao vivo), comprei uma garrafa do mesmo vinho, mas de safra nova, que agora vem com a tampa rosca (ou [...]


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