El Porvenir – sempre em busca de inovação

Uma das vinícolas que eu conheci na minha visita à Cafayate, norte da Argentina, foi a El Porvenir.

Não tinha provado antes os vinhos deles e gostei de conhecer a bodega e bater um papo com o enólogo, que é um cara que está sempre em busca de inovação. A El Porvenir tem instalações relativamente pequenas, mas bem estruturada. Nessa pegada de vanguarda, o enólogo implantou, junto com o enólogo- assessor (e famoso) Paul Hobbs, algumas coisas legais como mini-tanques ou tanques duplos para vinificação, o que faz com que economize espaço e também permite alguns testes, como um Chardonnay barricado que ele faz por lá (que infelizmente não deu para provar, pois a partilha é muito limitada, mas dizem que vale a pena conhecer).

Se você for visitá-los, recomendo conhecer os “Cortes”. São blends que ele faz com várias uvas que resultam em vinhos fáceis de beber e com custo relativamente acessíveis, mesmo no Brasil. Há também os de colheita tardia, que para quem gosta, é um show à parte.

Veja abaixo alguns vinhos provados e agende-se.

Laborum Torrontés 2012
Muita fruta branca como marmelo, pêra e até um toque cítrico. Final persistente, acidez muito boa. Bem interessante. Enólogo sugere combinar com empanadas e acredito que fique bem mesmo.

Amauta Corte II 2011
Cabernet Sauvignon e Merlot. Passa de 6 a 8 meses de barrica. Muita fruta, bem aberto e fácil de entender. Na boca é explosivo, potente e ao mesmo tempo com taninos leves. Com um pouco a mais de álcool, mas sem incomodar. Para começar a festa em casa, com amigos, é perfeito.

Amauta Corte IV 2011
Syrah (60%), Malbec (30%), Tannat (10%). Syrah aparece bem, e a combinação de uvas ficou muito bem feita. Fácil de beber e muito saboroso. Aguenta uma boa carne, mas também é possível combinar com pratos até mais leves.

Laborum Cabernet Sauvignon 2007
Foi um dos meus preferidos. Toque clássico de Cabernet Sauvignon como os pimentos, mas já ficando um pouco evoluído. Muito tanino e complexidade na boca.

Laborum Malbec 2011
No nariz tem um toque de frutas bem forte e marcado, junto com madeira seca, mas que eu acho que vai melhorar com o tempo. Na boca já é doce como os Malbecs normais, mas com ótima acidez.

Os vinhos da El Porvenir são importados pela Mercovino no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

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