Chevalier de Lascombes 2005

Se alguém ainda tem dúvidas que o vinho é pautado pela emoção, eu vou contar uma história que aconteceu comigo. Eu estava na França, na região de Bordeaux, passeando com a minha esposa. Estávamos visitando algumas vinícolas e em uma das voltas por Margaux (que é uma sub-região de Bordeaux), vimos o Chateau Lascombes. Eu nunca tinha provado o vinho deles e resolvemos parar e entrar.

Chegamos na porta por volta de 16:55h e os caras fechavam as 17h. A mulher da recepção não queria de jeito nenhum servir os vinhos para nós, pois disse que precisava de tempo, de decantação, de visita guiada e tudo mais. Acho que com a insistência e a nossa cara de decepção, pois não poderíamos voltar outro dia, ela resolveu fazer uma prova rápida para nós, no balcão mesmo, sob protestos de que o vinho precisava de mais cuidados para ser servido, etc, etc.

chevalier_lascombes_2005Mas aquele dia tinha sido um dos melhores de nossa viagem e estávamos muito felizes. Aí, meus amigos, quando você está feliz, num lugar maravilhoso e bem acompanhado, não tem como dar errado. Adoramos o vinho e a minha esposa ficou particularmente interessada no Chevalier de Lascombes. Compramos uma garrafa da safra 2005 e trouxemos para o Brasil.

Depois de um “estágio” na minha adega, chegou o dia de ser aberto. O Chevalier de Lascombes é o segundo vinho do Chateau Lascombes. É um corte típico bordalês de Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Verdot e Cabernet Franc. E como deveria ser, o vinho, que foi aberto em 2013, estava bem vivo, intenso e até precisando de um tempinho no decanter para dar uma respirada e abrir um pouco.

Aromas de frutas secas, toques de geléia e tudo misturado com madeira seca e molhada, além de um toque terroso. Tudo isso no nariz e na boca também. Vinho para beber e pedir mais, com certeza.

Harmonizamos com um cordeiro ensopado da Voilà, que estava no ponto e combinou direitinho com o Chevalier de Lascombes.

O vinho estava ótimo, mas igual ao que provamos lá no Chateau não tem. Aliás, é bom nem comparar para não perder a magia.

Um abraço

Daniel Perches

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2 Comentários

  1. 1

    Você acredita na possibilidade que os vinhos servidos nas vinícolas tenham menos sulfitos, já que não vão ser transportados???
    Abs

  2. 2

    Abilio, nunca acho que nada é impossível, mas acredito ser bem pouco provável. Não acho que os produtores teriam todo esse trabalho de separar tanques, garrafas, lotes, etc. Acho que é mais fácil fazer um vinho melhor! :)
    Mas se isso existir, ficarei bem chateado.
    Abraços
    Daniel

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