Archive | Touriga Franca

Cerca do Casal DOC Douro Reserva Tinto 2010

Cerca do Casal DOC Douro Reserva Tinto 2010

Sempre comento que gosto dos nomes dos vinhos portugueses. Acho que o pessoal por lá tem uma criatividade fantástica. E esse vinho é mais uma prova disso. Cerca do Casal é um nome interessante e é um dos vinhos que a ViniParra vai trazer para o Brasil.

Provei esse e gostei. É daqueles vinhos portugueses que são fáceis de beber, sem grande complexidade e dificuldade para entender, mas ao mesmo tempo tem aquele “charme” que se você deixar um tempo aberto, verá que vai melhorando aos poucos, ficando ainda mais redondo e mais gostoso de beber.

Produzido com Tinta Roriz, Tinta Barroca e Touriga Franca, tem as características de um bom vinho do Douro de média gama, ou seja, muita fruta, álcool alto (mas não muito aparente) e taninos bem marcados. É um vinho para acompanhar comida, com certeza.

Mas o melhor é que esse vinho deve chegar pra gente com um preço em torno dos 30 reais. Se chegar mesmo, vai ser uma boa pedida. Por isso guarde esse nome para provar em breve.

E se quiser saber mais, melhor entrar no site da ViniParra, porque se você colocar “Cerca do Casal” no Google, o que virá vai ser algo bem diferente de vinho… Eu testei e comprovei.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2010, Portugal, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca0 Comments

Xisto Roquete & Cazes Tinto

Xisto Roquete & Cazes Tinto

Como sempre falo para meus amigos, “Comentar sobre vinho bom é fácil”. E sempre complemento dizendo que o difícil é achar as qualidades de um vinho mediano ou até ruim.

E pra ser sincero eu até evito de comentar sobre os vinhos que são bem acima da média, simplesmente porque eles são tão bons que nem precisam de crítica nenhuma. Sabemos que podemos comprar de olhos fechados e vamos ter muito prazer.

Digo tudo isso pois o Xisto Roquete & Cazes é um deles. É um super vinho, que realmente não precisa que se fale sobre seus aromas, sabores e harmonizações, pois é um vinho que pra mim é praticamente perfeito. Mas eu não resisti e precisava registrar aqui o meu lado “fã de carteirinha” desse vinho, que é produzido pela Quinta do Crasto e importado pela Qualimpor no Brasil.

Se você está em busca de um vinho português excelente, sem dúvida que o Xisto é uma ótima pedida. Só recomendo preparar o bolso, pois o vinho não é barato (custa em torno de 550 reais), mas com certeza vai entregar um belíssimo caldo. Aí se vale ou não vale, cada um tem que dizer.

Eu posso afirmar que de todos os vinhos portugueses que eu já provei, esse está entre os Top3 com certeza.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in Portugal, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional2 Comments

Quinta dos Murças Reserva Tinto 2008 – impressionante

Quinta dos Murças Reserva Tinto 2008 – impressionante

Não me canso de falar que os vinhos têm uma característica que me atraem muito, que é o poder de surpreender, desde os iniciantes até os mais experientes degustadores.

Quando comecei a estudar o tema, ouvi uma fraase que eu guardei. Me disseram que se eu provasse vinhos desde o dia que nasci até ficar bem velho, mesmo que fossem vários por dia, eu não conseguiria conhecer todos os vinhos do mundo. Interessante, não?

E quando aparece uma boa surpresa, eu fico muito animado, como aconteceu no dia em que fui a um evento da Qualimpor para provar os vinhos do portfólio deles. Já conhecia vários e gosto muito de praticamente todos, então estava bem feliz por lá, mas de repente fui supreendido pelo Quinta dos Murças Reserva Tinto 2008. Provei até meio desatento, mas quando levei ao nariz, tive que parar a minha conversa com amigos, pois percebi de cara que esse vinho é demais!

Ele é feito no Douro, com as uvas Tinta Roriz, Tinta Amarela, Tinta Barroca, Tinta Miúda, Touriga Nacional, Touriga Francesa e Sousão. Isso mesmo, esse monte de uvas (o que nem é tanto se pensarmos em vinhos portugueses, porque por lá o que eles mais gostam e fazem bem é misturar uvas).

É um vinho elegante e intenso ao mesmo tempo, que no nariz tem muita complexidade, com aromas de frutos negros e vermelhos, um toque de pimentas e tudo passando por um aroma de carvalho e fumo. Na boca tem muito corpo e taninos muito bem amaciados, deixando o vinho potente, mas sem ser agressivo. Alguns dizem que é “sedoso” e esse conceito pode ser muito bem aplicado a esse vinho.

Fiquei com vontade de provar ele com uma boa carne ensopada, ou até mesmo um cabrito ao forno. Deve ir muito bem. Como é um projeto novo do pessoal do Esporão, eu ainda não conhecia esse vinho e posso dizer que foi amor ao primeiro gole.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Portugal, Sousão, Tinta Amarela, Tinta Barroca, Tinta Miúda, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional1 Comment

Comer, beber e viajar. Gostou da idéia? Essa é a promoção da ViniPortugal

Comer, beber e viajar. Gostou da idéia? Essa é a promoção da ViniPortugal

Eu gosto de comer e beber bem (de preferência vinho) e gosto muito de viajar. E por isso gostei da promoção que a ViniPortugal está fazendo em São Paulo. A idéia é legal e bem simples. Você vai em algum dos restaurantes participantes, come (o que quiser. Alguns têm um menu harmonizado, mas não é obrigatório) e bebe um dos vinhos também da promoção. Aí você ganha um passaporte com o primeiro carimbo. Se você for mais duas vezes, dentro do período da promoção, em qualquer restaurante participante, você concorre a uma viagem para Portugal.

Eu estive no Porto Rubayat. Era um restaurante que eu ainda não conhecia (sabe aqueles que você sempre fala que vai, mas nunca consegue? Finalmente tirei esse dessa lista). Fui muito bem atendido e pude provar dois “blockbusters”: o vinho mais vendido da casa e um dos pratos clássicos.

O vinho é o Quinta de Valle Longo Reserva 2009. É um blend das uvas tradicionais do Douro: Touriga Nacional, Touriga Franca e Tinta Roriz. O vinho tem um explosão de frutas com um toque de madeira e chocolate no final bem interessantes. É um vinho que tem estrutura mas não é daqueles “pesadões”.

Pra acompanhar pedi um dos pratos mais vendidos da casa, para conhecer. Foi o Caixote Marinho com arroz de açafrão. É praticamente um “barco” com frutos do mar com um molho levemente picante e com tomates picados.

A harmonização não foi a das mais perfeitas, mas cumpriu o papel. Acho que se você provar com um branco encorpado (um Chardonnay, por exemplo) pode ser melhor. Mas se você é do tipo que não troca o seu tinto por um branco, pode ir nesse que não vai se arrepender.

Mas fique ligado, porque a promoção vai só até o dia 11 de dezembro. Os restaurantes participantes são: Bacalhoeiro, Così unidades( Santa Cecília e Vila Nova), Grill Hall, Matterello, O Pote do Rei, Purpurina, Oficina de Pizzas, Porto Rubaiyat, Restaurante do Mube, Trindade (unidades Itaim e Alphaville), Ville du Vin (unidade Alphaville).

 

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2009, Portugal, Restaurante, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional0 Comments

Porto Offley Ruby

Porto Offley Ruby

Ruby e Tawny são as classificações mais jovens de vinho do porto. E como todo vinho jovem, tem as suas características: em geral sentimos mais os aromas alcóolicos, não tem uma cor tão intensa e ainda temos toques de frutas doces em calda.

E eu sou fã de vinho do Porto, então bebo todos sem nenhuma distinção. Acho que cada um tem suas características e que combinam com comidas diferentes.

Sendo assim, provei o Offley Ruby, que é um vinho pertencente à gigante portuguesa Sogrape, que detém muitas marcas diferentes. A própria Offley tem, além do Ruby, outros vinhos do porto em classificações diferentes (Tawny, LBV, 10 anos, 20 anos, 30 anos e 40 anos. Esses eu ainda não provei.)

O Offley Ruby me agradou por não ser tão doce na boca. Já provei alguns vinhos do Porto Ruby que eram praticamente “melados”, o que fazia com que ficassem enjoativos. O Offley não é assim. Ele tem sim um aroma alcóolico bem forte, tem também bons aromas de frutas vermelhas e tem até um toque de café ao fundo, mas para mim, a principal característica positiva dele foi realmente não ter o final extremamente adocicado na boca.

Ah, só para sabermos: Esse é feito com Tinta Amarela, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Nacional e Tinta Cão. Bom saber, mas eu acho que mais importante do que saber quais são as uvas, é saber se o vinho está bom ou não. Muitas vezes os produtores usam “Vinhas Velhas” (aquela parte da plantação que eles não sabem direito o que tem por lá) e é de lá que saem os melhores vinhos. Principalmente com Vinho do Porto, preocupe-se menos com as uvas e garanto que não fará falta nenhuma.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in Portugal, Tinta Amarela, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Tinto Cão, Touriga Franca0 Comments

Vinha Grande 2008 – Casa Ferreirinha

Vinha Grande 2008 – Casa Ferreirinha

Não tem como negar: quando vemos um vinho feito por uma grande vinícola, como é o caso da Casa Ferreirinha (que tem como seu vinho ícone – e talvez ícone de Portugal – o Barca Velha), a gente já cria uma grande expectativa.

Eu já havia provado o Vinha Grande da safra anterior (a 2007) e tinha gostado bastante. Recentemente, ao passar por ele em um evento que estava promovendo o vinho português no Brasil (realizado pela ViniPortugal), eu vi que a safra nova tinha chegado. Fiquei curioso para conhecer, pois já tinha ficado bem impressionado com o anterior.

Então é hora de apresentar o vinho: o Vinha Grande é produzido no Douro, com as uvas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinta Barroca, Tinta Roriz, que são típicas daquela região portuguesa tào famosa (e tão quente).

E o Vinha Grande 2008, em sua nova safra, atendeu todas as minhas expectativas. É um vinho muito elegante, que tem os taninos muito finos e delicados e que com certeza vai muito bem com comida, principalmente aqueles “estufados” que são também típicos de Portugal, mas que eu poderia até arriscar a bebê-lo sem acompanhamento ou só com um paozinho com azeite.

E não é por menos, pois o pessoal da Casa Ferreirinha só libera esse vinho para o mercado depois de um bom tempo dele descansando nas caves e quando eles entendem que o vinho está realmente pronto. O que não quer dizer que você precise comprar e beber logo não. É um vinho que com certeza dá pra guardar por mais tempo (e eu diria que vários anos). Aí fica a gosto do freguês. Se quer um vinho mais potente, a hora é agora. Se quer algo mais evoluído e complexo, compre e guarde por uns 2 anos. Eu gosto de ver a evolução do vinho, então quando me vejo diante de um vinho desses, gosto de comprar umas 2 ou 3 garrafas, assim posso ir abrindo uma por ano.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Portugal, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional0 Comments

Niepoort Porto 10 Years Old Tawny

Niepoort Porto 10 Years Old Tawny

Esse é mais um daqueles vinhos que eu gostaria de provar há algum tempo, mas não tinha tido oportunidade ainda. Por sorte encontrei o pessoal da Mistral (que importa o vinho no Brasil) expondo em um evento e pude conhecer o Niepoort 10 Years Old Tawny.

Já tinha ouvido falar bem dele. Os comentários sempre foram positivos, ressaltando a sua qualidade, equilíbrio e ao mesmo tempo potência.

Não dá pra esperar muito menos de uma casa como a Niepoort. Famosa pelos seus vinhos, ela tem uma gama grande de produtos para agradar todos os paladares (e bolsos, claro).

E esse Tawny 10 anos é realmente um excelente vinho do Porto. Composto pelas uvas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Cão, Tinta Francisca, Tinta Amarela, Sousão e Tinta Roriz, é produzido pelo método “tradicional” de pisa a pé. Isso mesmo: eles colocam as uvas em grandes tanques chamados lagares e entram para pisar as uvas, para começar a fermentação.

O vinho passa por um envelhecimento por 10 anos, quando são sempre adicionadas outras safras, até chegar no vinho que eles esperam. Ou seja, o vinho é um composto de 10 safras diferentes. E está aí a beleza do vinho, não é mesmo?

Com aromas de frutas passas como figos e toques de amêndoas e nozes, é bem delicado e o seu ataque de álcool não é muito forte. Em boca é ainda mais equilibrado e mostra-se com um ótimo corpo e um final impecável. Deve ir muito bem com as sobremesas à base de chocolate e sementes como nozes.

Fiquei fã da Niepoort. Sabia que não poderia perder a chance de conhecer.

Esse custa em torno de 170 reais na Mistral.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in Portugal, Sousão, Tinta Amarela, Tinta Francisca, Tinta Roriz, Tinto Cão, Touriga Franca, Touriga Nacional0 Comments

Vertente 2007 (Niepoort)

Vertente 2007 (Niepoort)

Gosto de ver a importadora Mistral em eventos. Eles não participam de muitos, mas quando vão, levam bons vinhos. E no evento do IVDP (instituto de Vinhos do Douro e Porto) de 2011 eles estavam lá e dessa vez tive a oportunidade de provar os vinhos da gigante Niepoort, que é famosa pelos seus vinhos do Porto, mas que também tem uma grande gama de vinhos tranquilos (brancos e tintos) feitos na região do Douro.

O Vertente é feito com as uvas Tinta Roriz, Touriga Franca, Tinta Amarela, Touriga Nacional e outras que não são identificadas. Isso é muito comum em Portugal, pois por muito tempo se plantou os parreirais sem grandes preocupações com qual tipo de uva que estava lá. Então se você vir um vinho que feito com “vinhas velhas” já pode saber que eles não sabem direito qual é o tipo de uva que tem em sua propriedade (e são muitas misturadas). E saiba também que a chance de ser um bom vinho é bem grande!

É um vinho elegante. Leve em sua estrutura (dá pra ver já na taça que ele não é muito escuro), é fácil de beber e de entender. Tem aromas bem definidos de frutas negras com leve toque de especiarias e tabaco. Na boca tem os taninos muito finos e delicados e esse 2007 me pareceu estar num bom momento pra se beber. Acho que dá pra guardar mais algum tempo, mas está muito bom agora. Um vinho gastronômico e que dá pra se beber tranquilamente com uma boa carne e até com alguns queijos curados.

Custa em torno de 90 reais na Mistral. Um bom preço para um vinho português dessa qualidade.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Portugal, Tinta Amarela, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional2 Comments

Rio Bom Touriga Franca 2003

Rio Bom Touriga Franca 2003

Descobrir bons vinhos em feiras e eventos do setor não é fácil. Muitas vezes você passa por centenas de garrafas e dezenas de produtores (quando não são centenas também) e tem que decidir pelo vinho que vai provar, pois provar todos é humanamente impossível (a não ser que você tenha todo o tempo do mundo).

Então quando eu escolho o certo, fico muito contente.

E foi passeando pela feira do IVDP (Instituto de Vinho do Douro e Porto) realizada em São Paulo que eu encontrei o Rio Bom Touriga Franca.

A feira do IVDP é famosa já aqui em São Paulo e sempre traz coisas interessantes. Dessa vez ela aconteceu na mesma semana do Encontro de Vinhos OFF e da ExpoVinis, então dá pra imaginar o meu cansaço, mas sabia que tinha coisa boa por lá e não poderia perder.

O Rio Bom Touriga Franca é produzido pela casa Quinta do Mourão no Douro. A casa iniciou sua história fazendo vinhos do Porto, mas depois do falecimento do seu fundador, seus filhos decidiram modernizar a produção e incluir vinhos tintos tranquilos também.

O Rio Bom Touriga Franca que eu provei era da safra de 2003 e não estava mostrando sinais de que estava cansado com o tempo em garrafa não. O vinho estava com uma coloração muito intensa e com aromas complexos e finos de frutas vermelhas e negras, chocolate, defumados em abundância. Em boca o vinho mostrou também até certa jovialidade. Seus taninos estavam muito finos, mas muito presentes.

É um vinho muito estruturado e que tem uma longa vida pela frente. Coisa de vinho bom do Douro, sem dúvida.

Esse vinho está chegando ao Brasil pela Hannover e quando conversamos, ainda não havia preço. Parece que chegará em torno de 100 reais. Se for isso mesmo eu acho que vai ser um grande best buy.

Vale provar.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2003, Portugal, Touriga Franca0 Comments

Doval Reserva Tinto 2007

Doval Reserva Tinto 2007

O nome Doval deve vir de “Dois Vales”, como indica no contra rótulo. É um vinho feito no Douro, com 3 castas. Fácil de beber e de entender.

Posted in 2007, Portugal, Touriga Franca, Touriga Nacional, Videopost3 Comments

Quinta de la Rosa Porto Tawny 10 years

Quinta de la Rosa Porto Tawny 10 years

Antes de falar sobre o vinho, é preciso esclarecer um fato muito importante sobre os vinhos do porto que têm “10 anos, “20 anos”e etc em seu rótulo.

Para se fazer um vinho dessa categoria, são guardados e sempre adicionados vinhos das safras que vão sendo vinificadas a cada ano, durante um período de 10 anos (ou no período que estiver definido no rótulo). Ou seja: não é que o vinho ficou lá parado por 10 anos, mas que foram sendo adicionadas outras safras durante esse período.

Mas isso não tira, de forma alguma, a beleza desse tipo de vinho. É uma grande arte fazer vinhos com esse tempo de envelhecimento. É preciso muito cuidado e conhecimento para se poder adicionar safras novas a um vinho já produzido sem “estragar”sua qualidade. Os vinhos do Porto envelhecidos são vinhos complexos e muito saborosos.

Agora falando especificamente sobre o Quinta de la Rosa Porto 10 anos Tawny, tenho que contar que esse é um belíssimo exemplar e a começar pela sua garrafa. Sophia Berqvist (uma inglesa com nome sueco que fala português. É a globalização!) é quem cuida da Quinta e fez questão de produzir uma garrafa muito charmosa. Pequena, com 500ml de conteúdo dentro de um vidro transparente, dá um aspecto muito “cool”para o vinho. Dá vontade de colecionar a garrafinha da Quinta de La Rosa!

Mas colecionar mesmo só a garrafa, porque o vinho é pra tomar. Com um aspecto granada pertinente à sua idade, o vinho mostrou notas muito delicadas de amêndoas, frutas passas, chocolate e até um toque de canela (será que fui só eu que percebi isso? Se sim, me contem, por favor).

É um vinho para se beber com calma, talvez no final de uma refeição, com amigos e até acompanhado de um bom charuto. Mas se você não for adepto aos charutos, pode ter um doce à base de amêndoas ou castanhas, que com certeza vai muito bem.

Esperamos que a Sophia continue fazendo seus vinhos com o mesmo esmero sempre. Eu estarei aqui para beber.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in Portugal, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional0 Comments

Crasto Douro 2009

Crasto Douro 2009

Se você gosta daqueles vinhos mais encorpados, com taninos bem presentes, que até amarram um pouco a boca e pedem uma comida forte pra acompanhar, você pode buscar o Crasto Douro 2009, que não vai se arrepender. Ele é desse jeito!

Produzido com as uvas típicas da região – Tinta Roriz, Tinta Barroca ,Touriga Franca e Touriga Nacional – o Crasto Douro 2009 é um vinho que impressiona pela sua potência. E quando falo de potência, quero dizer em todos os aspectos, pois ele é um vinho intenso em todos os aspectos.

Sua cor é muito forte, quase intransponível, com um leve halo violeta, que dá até um toque mais bonito. No nariz ele exala aromas muito presentes de cerejas, ameixa vermelha, um toque floral e se você deixar ele esquentar um pouco, exala também um pouco de álcool (por isso inclusive eu recomendo que se beba a uma temperatura de aproximadamente 16 graus, um pouco mais gelado do que estamos acostumados). Se bebido mais resfriado o álcool desaparece e ele fica mais agradável.

Em boca ele corresponde ao nariz, reforçando a fruta, com um corpo médio, uma acidez bem presente, taninos jovens e ainda um pouco “marrentos” e com      um final também um pouco quente, mas agradável. Tem uma ponta de amargor, mas que saiu rapidamente com a comida. Eu acompanhei com uma língua de boi, que foi muito bem.

Esse não passa por barricas de carvalho, mas não quer dizer que não possa envelhecer um pouco para ser bebido. Acho que ele ainda está um pouco jovem e pode ser guardado talvez até 2012, quando estará um pouco mais macio. Mas sem dúvida é uma boa opção para se beber acompanhando carnes fortes, com molhos bem temperados com especiarias.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2009, Portugal, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Franca, Touriga Nacional0 Comments

Advert

Instagram

  • Syrah em fila #desafioaovinho
  • Porque almoçar mesmo, só bem mais tarde
  • Você apostaria num vinho branco com 6 anos de idade?
  • Cenas fortes a seguir
  • Vamos começar, né?
  • Sim, admito: sou louco por bolo!
  • Sim, sou eu!
  • Revolucionários!
  • Surpresinha boa (alguém conhece?)
  • Patins Lot
  • Bem-vindos, novos moradores
  • Marchem!
  • Porque é digestivo!
  • Kebab time!
  • Meio a meio
  • Tchau, sol
  • I'm watching you
  • Daqui a pouco o desafio é da Paella. #desafioaovinho
  • Lasagna disforme de tanto queijo #domeujeito
  • O problema não é eles inventarem. O problema é que vira necessidade!

Twitter

Add to Google  http://www.wikio.com Bloggers - Meet Millions of Bloggers