Archive | Tinto Cão

Quinta dos Murças Porto Tawny 10 anos

Quinta dos Murças Porto Tawny 10 anos

Mais uma bela surpresa do dia em que estive no evento da Qualimpor e de novo, da Quinta dos Murças. Dessa vez foi o vinho do Porto que eles fazem, que é um Tawny 10 anos.

Vinhos do Porto me atraem bastante, apesar de eu beber relativamente pouco. Gosto de ver a complexidade que eles conseguem atingir e como é possível fazer vinhos tão diferentes um do outro. Eu gostaria de passar um tempo bebendo só vinho do Porto pra poder conhecer um pouco mais sobre esse mundo.

E o Quinta dos Murças Porto Tawny 10 anos, como falei, me encantou. Ele é feito com as uvas Tinta Amarela, Tinta Roriz, Tinta Barroca e Tinto Cão e depois de produzido, fermentado e adicionada a aguardente vínica, ele ficou 10 anos descansando. Isso trouxe pra ele uma cor âmbar (aquele amarelo meio amarronzado) de tonalidade leve. Trouxe também uma grande complexidade de aromas, que passa por frutos secos, toques de baunilha e de um leve defumado.

Me pareceu um vinho muito gastronômico e eu fui testar. Provei com um queijo parmesão e não é que deu certo? Mas acredito que vá até melhor com uma torta santiago ou até mesmo um bolo de nozes. Que tal? Me diz se não daria pra viver com isso por um bom tempo?

Depois dessa, virei fã da Quinta dos Murças. Os caras estão mandando muito bem. Veja também o Quinta dos Murças Reserva Tinto 2008, que eu provei e me encantei.

Um abraço

Daniel Perches

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Porto Offley Ruby

Porto Offley Ruby

Ruby e Tawny são as classificações mais jovens de vinho do porto. E como todo vinho jovem, tem as suas características: em geral sentimos mais os aromas alcóolicos, não tem uma cor tão intensa e ainda temos toques de frutas doces em calda.

E eu sou fã de vinho do Porto, então bebo todos sem nenhuma distinção. Acho que cada um tem suas características e que combinam com comidas diferentes.

Sendo assim, provei o Offley Ruby, que é um vinho pertencente à gigante portuguesa Sogrape, que detém muitas marcas diferentes. A própria Offley tem, além do Ruby, outros vinhos do porto em classificações diferentes (Tawny, LBV, 10 anos, 20 anos, 30 anos e 40 anos. Esses eu ainda não provei.)

O Offley Ruby me agradou por não ser tão doce na boca. Já provei alguns vinhos do Porto Ruby que eram praticamente “melados”, o que fazia com que ficassem enjoativos. O Offley não é assim. Ele tem sim um aroma alcóolico bem forte, tem também bons aromas de frutas vermelhas e tem até um toque de café ao fundo, mas para mim, a principal característica positiva dele foi realmente não ter o final extremamente adocicado na boca.

Ah, só para sabermos: Esse é feito com Tinta Amarela, Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Nacional e Tinta Cão. Bom saber, mas eu acho que mais importante do que saber quais são as uvas, é saber se o vinho está bom ou não. Muitas vezes os produtores usam “Vinhas Velhas” (aquela parte da plantação que eles não sabem direito o que tem por lá) e é de lá que saem os melhores vinhos. Principalmente com Vinho do Porto, preocupe-se menos com as uvas e garanto que não fará falta nenhuma.

Um abraço

Daniel Perches

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Niepoort Porto 10 Years Old Tawny

Niepoort Porto 10 Years Old Tawny

Esse é mais um daqueles vinhos que eu gostaria de provar há algum tempo, mas não tinha tido oportunidade ainda. Por sorte encontrei o pessoal da Mistral (que importa o vinho no Brasil) expondo em um evento e pude conhecer o Niepoort 10 Years Old Tawny.

Já tinha ouvido falar bem dele. Os comentários sempre foram positivos, ressaltando a sua qualidade, equilíbrio e ao mesmo tempo potência.

Não dá pra esperar muito menos de uma casa como a Niepoort. Famosa pelos seus vinhos, ela tem uma gama grande de produtos para agradar todos os paladares (e bolsos, claro).

E esse Tawny 10 anos é realmente um excelente vinho do Porto. Composto pelas uvas Touriga Nacional, Touriga Franca, Tinto Cão, Tinta Francisca, Tinta Amarela, Sousão e Tinta Roriz, é produzido pelo método “tradicional” de pisa a pé. Isso mesmo: eles colocam as uvas em grandes tanques chamados lagares e entram para pisar as uvas, para começar a fermentação.

O vinho passa por um envelhecimento por 10 anos, quando são sempre adicionadas outras safras, até chegar no vinho que eles esperam. Ou seja, o vinho é um composto de 10 safras diferentes. E está aí a beleza do vinho, não é mesmo?

Com aromas de frutas passas como figos e toques de amêndoas e nozes, é bem delicado e o seu ataque de álcool não é muito forte. Em boca é ainda mais equilibrado e mostra-se com um ótimo corpo e um final impecável. Deve ir muito bem com as sobremesas à base de chocolate e sementes como nozes.

Fiquei fã da Niepoort. Sabia que não poderia perder a chance de conhecer.

Esse custa em torno de 170 reais na Mistral.

Um abraço

Daniel Perches

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Porca de Murça Reserva 2005

Porca de Murça Reserva 2005

Eu já havia provado o Porca de Murça (sem ser o reserva) antes e não tive a melhor das impressões. Achei um vinho bem simples e sem muito a mostrar.

Por ocasião de um arroz de pato que eu preparei, chamei alguns amigos para compartilharem essa ocasião e um deles nos trouxe esse português, produzido no Douro, com as uvas Touriga Nacional, Touriga Francesa, Tinta Roriz, Tinto Cão.

Tenho que confessar publicamente aqui que fiquei com um pé atrás ao ver o vinho, mas como os preconceitos devem ser sempre quebrados, lá fui eu experimentar esse vinho, de cabeça aberta. Considerando-se que esse vinho é produzido pela Real Companhia Velha, um grande produtor de vinhos de Portugal e também pensando que é um dos vinhos mais vendidos em Portugal, acredito que tenha seu valor, não é mesmo?

Vinho então provado e aprovado. Bem melhor que o seu irmão “não reserva”, esse tem uma ótima qualidade e merece destaque.

Em taça, mostrou uma coloração rubi intensa e um leve halo de evolução. Pareceu-me ainda jovem, agüentando mais alguns anos em garrafa (talvez dois, no máximo).

No nariz, notas de especiarias, terra molhada, frutas vermelhas em calda, madeira molhada e um leve toque de baunilha foram percebidos. Tudo bem harmônico, sem nenhum sobressair.

Em boca, boa acidez. Seu final não é muito longo e tem uma pontinha de amargor, mas nada que comprometa o vinho.

Provamos esse (e outros) com o arroz de pato, mas acredito que pela força do prato, ele tenha sumido um pouco. Melhor tentar com algo um pouco menos forte e menos gorduroso, mas eu gostaria de arriscar com uma lingüiça portuguesa, só pra saber como ele se comportaria.

Infelizmente não sei o preço, pois foi trazido por amigos, mas é fácil encontrar esse vinho na rede Carrefour. Eu vou procurar e depois informo o valor.

E se quiser conhecer mais sobre os vinhos da Real Companhia Velha, veja o site deles aqui.

Um abraço

Daniel Perches

PorcaReserva

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