O Le Difese é do mesmo produtor do famoso Sassicaia e vale a pena conferir.
Posted on 18 abril 2012.
O Le Difese é do mesmo produtor do famoso Sassicaia e vale a pena conferir.
Posted in 2009, Cabernet Sauvignon, Itália, Sangiovese8 Comments
Posted on 22 janeiro 2012.
Eu estava curioso para provar esse Chianti. Comprei numa promoção e dividi uma caixa com alguns amigos. Bom preço (pagamos a metade do valor), mas compramos sem conhecer. Buscamos algumas informações na internet mas não tínhamos muita certeza do que viria pela frente.
Meus amigos, muito mais rápidos no gatilho do que eu, já provaram e aprovaram e eu ainda estava com as garrafas guardadas. Chegou então um domingão e eu resolvi colocar esse Chianti na mesa.
Produzido com as uvas Sangiovese, Colorino e Merlot, ele tem uma coloração clara e muito brilhante, bem vibrante eu diria. No nariz traz aquelas frutas vermelhas contrastando com um toque de especiarias e pimentas bem interessante. Na boca é muito bom, macio e com taninos bem suaves. Acho que esse toque de Merlot deve ter dado uma turbinada no vinho, porque ficou muito legal.
Como todo bom Chianti, não é daqueles vinhos que você precisa decantar, esperar um tempão para beber e fazer todo um ritual. Chianti é pra ser bebido de forma simples e fácil. Abre e bebe. Se tiver uma boa comida com um pouco de acidez, melhor ainda. Eu provei acompanhado de algumas bruschettas feitas em casa mesmo e foi super bem, principalmente a de tomates frescos.
E você, gosta de Chianti? Ou melhor, tem alguém aí que não gosta de Chianti?
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2007, Colorino, Itália, Merlot, Sangiovese0 Comments
Posted on 07 dezembro 2011.
Quando falamos em Brunello di Montalcino, 9 entre 10 enófilos brilham os olhos. E não é pra menos. Em geral os vinhos de lá são excepcionais. E pra quem não sabe do que estamos falando, Montalcino é uma cidade que fica no coração da Toscana e faz vinhos tintos com a uva Sangiovese. Para o vinho poder sair com essa denominação (Brunello di Montalcino) deve seguir alguns critérios, dentre eles que o vinho fique estagiando por pelo menos 24 meses em barricas e que seja colocado a venda só depois de 5 anos da colheita. Dá pra perceber que estamos falando de grandes vinhos, não?
Mas mesmo entre os produtores de Brunello, tem alguns que se destacam ainda mais, como é o caso da Casanova di Neri, que é um produtor tradicional, que desde 1971 faz vinhos de excelente qualidade por lá. Seus vinhos só saem quando o Giacomo Neri (proprietário e enólogo) acredita que estão no ponto de qualidade ideal para a nossa plena satisfação.
E se você quiser comprovar a qualidade desse produtor, sugiro provar os vinhos da linha Cerretalto.
Cerretalto é o nome do vinhedo (que fica a oeste de Montalcino). Esse terreno foi identifdicado em 1954 e é muito rico em ferro. É também o nome da sua linha premiada de vinhos. Prêmios que pra mim são mais do que merecidos, dada a sua qualidade. São vinhos de grande potencial de envelhecimento. Provei alguns, numa vertical e abaixo estão as minhas impressões:
Brunello di Montalcino Casanova di Neri Cerretalto 2004
Foi uma safra muito equilibrada. O vinho ainda está muito jovem, mas não está “duro”. Dá pra beber tranquilamente. No nariz tem muita fruta, muito presente e equilibrada. Ameixa preta, leve toque mineral. Boca com muito tanino ainda. Boa acidez, final longo. Se conseguir guardar, é daqueles que dá pra “esquecer na adega” sem problemas.
Brunello di Montalcino Casanova di Neri Cerretalto 2003
Foi uma safra bem quente. Não é tão potente quanto o 2004, mas mantém a elegância. Tem um toque ferroso, cor mais evoluída, aromas mais doces, boca redonda, acidez na medida, excelente para a gastronomia.
Brunello di Montalcino Casanova di Neri Cerretalto 2001
Esse levou 100 pontos da Wine Spectator.
Tem um toque evoluído, bálsamo, ainda com acidez no topo. Muito equilibrado, elegante. Final muito longo que deixa lembranças.
O interessante desse vinho é que quando foi servido, estava muito fechado, ou seja, os seus aromas ainda estavam bem leves e escondidos. Abriu muito com o tempo, ficando cada vez melhor. Surgiram aromas de couro, animal, mineral. Um belíssimo vinho que está no ponto para o consumo.
Brunello di Montalcino Casanova di Neri Cerretalto 1999
Era pra ser uma safra regular, mas que o Giacomo Neri acreditou (e teve sorte). Toque balsâmico, fruta passa, erva. Evoluído, mas com acidez ainda presente. Se você gosta de vinhos mais evoluídos, esse é um deleite.
Em 2011 pude provar vários vinhos de Brunello di Montalcino e dos que eu conheci, o Casanova di Neri é um que se destaca pela sua qualidade, regularidade e elegância. É aquela aposta certa. Pode comprar sem erro.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 1999, 2001, 2003, 2004, Itália, Sangiovese4 Comments
Posted on 23 novembro 2011.
Conversar com produtores de vinhos tradicionais da França, Itália, Portugal e Espanha é surpreender-se a cada momento. Tive a oportunidade de conhecer a Rafaella, a gerente de exportação da Fattoria dei Barbi, uma das vinícolas mais tradicionais de Montalcino, no coração da Toscana, Itália. A história da família Colombini, segundo ela, vem de muito tempo atrás. Em 1790 a família adquiriu a propriedade e começou a fazer vinhos por lá. É, meus amigos, estamos falando de mais de 200 anos de história.
E como o intuito era apresentar os vinhos deles que são importados aqui no Brasil, degustamos alguns rótulos e esse me chamou a atenção. Não é o mais caro (mas também não é o mais barato). É o que a Rafaella chamou de “Rótulo regular”. Se isso é regular, imagina o extraordinário…
O Barbi Brunello di Montalcino DOCG 2006 é potente, elegante, complexo e ao mesmo tempo macio, bem produzido. Apesar de seus já quase 6 anos de vida, o vinho estava muito jovem e dava para perceber que daria para guardar por muito tempo ainda.
No nariz eu senti aromas de frutas vermelhas misturada com toques de barrica, chocolate, amêndoas, fumo e até um toque animal. Na boca é o tipo do vinho que dá uma porrada mas faz carinho ao mesmo tempo. Sabem do que eu estou falando? Tem taninos muito presentes mas que são muito bons, aí a gente pensa que vai ser um vinho duro, mas não é.
Provei esse vinho com um gnocci com ragú e ficou perfeito! Provei depois com uma carne grelhada e ficou bom, mas o ragú, talvez pela sua estrutura, gordura e temperos, tenha se dado melhor.
Tive a sorte de provar vários Brunellos di Montalcino nesse ano e posso afirmar que pra mim esse foi um dos melhores, principalmente se pensar no custo x benefício. Esse sai por aproximadamente 180 reais na Todovino.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2006, Itália, Sangiovese5 Comments
Posted on 17 novembro 2011.
Lago di Corbara é produzido na Umbria pelo Castelo di Corbara e importado pela Vinhos do Mundo. É um corte de Sangiovese, Merlot e Cabernet Sauvignon que vale a pena conhecer.
Posted in 2008, Cabernet Sauvignon, Itália, Merlot, Sangiovese2 Comments
Posted on 11 novembro 2011.
Chianti Classico é uma sub-região de Chianti, que fica dentro da Toscana. Alguns dizem que é o “coração de Chianti”. Nessa DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida) só é possível cultivar uvas tintas e para ter o selo da Denominação é necessário que os vinhos tenham pelo menos 80% da uva Sangiovese (que é a principal da região). O restante pode ser das uvas autóctones como a Canaiolo ou Colorino ou das internacionais como a Cabernet Sauvignon e a Merlot.
Em geral os vinhos são bem fortes na cor (rubi com toques alaranjados nas bordas), com aromas bem definidos e na sua grande maioria são vinhos de longa guarda.
O Cellole Chianti Classico Riserva 2005 é exatamente assim e se você gosta de vinhos dessa região, com certeza não vai se decepcionar com ele. É daqueles bem intensos no nariz e na boca. Depois de passar 24 meses em barrica e mais algum tempo em garrafa, ele desenvolveu aromas de frutas negras muito intenso, mesclado com um toque de tabaco, madeira seca, chocolate.
Na boca os seus taninos são muito presentes e mostram muita força, o que pede, com certeza, uma boa comida. A clássica Bisteca Fiorentina pode ser uma grande aliada aí. O vinho vai aguentar toda a sua gordura, com certeza.
Quem produz esse vinho é a San Fabiano Calcinaia e aqui no Brasil quem traz é a Decanter. Esse vinho não é dos mais baratos (custa em torno de 280 reais). Podemos até não gostar do preço, mas a qualidade vai ser difícil discutir.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2005, Itália, Merlot, Sangiovese0 Comments
Posted on 06 outubro 2011.
Já provei esse vinho em 2009, quando estava em seu auge. Guardei a minha segunda garrafa para 2011, para ver como ele tinha evoluído. Aí está o teste.
Posted in 2005, Itália, Sangiovese2 Comments
Posted on 15 agosto 2011.
Provei recentemente um vinho que ainda não tem importador no Brasil e que me agradou bastante. O Novecento 28 é produzido pela Enio Ottaviani lá na Emilia-Romagna, um lugar que é conhecido com o o berço da culinária da Itália. É de lá que vem, por exemplo, o verdadeiro parmegiano reggiano, aquele parmesão fantástico.
Mas como o papo aqui é sobre vinhos, vamos falar sobre esse Novecento 28, que tem em sua composição 85% de Sangiovese e 15% de Cabernet Sauvignon. O nome (novecentos e vinte e oito, em italiano) é uma alusão ao ano de nascimento do patriarca da família e responsável pela vinícola até hoje. Aliás, rótuo muito bonito e elegante.
Com uma coloração bem forte, o vinho mostrou bastante caráter. No nariz senti aromas apimentados (de especiarias) contrastando de forma bem agradável com um toque adocicado das frutas vermelhas.
Na boca tinha uma boa acidez e um final que não é longo, mas que agrada bastante. Não tive a oportunidade de provar harmonizando com comida, mas tenho certeza que vai muito bem com pratos à base de molho de tomates. Eu também tentaria harmonizar com o famoso parmesão.
É um vinho fácil de beber e que deve agradar o paladar dos brasileiros. Espero que eles consigam um importador (e que o vinho não venha muito caro pra cá). Se esse vinho custar em torno de 100 reais, me parece uma boa compra pela sua qualidade.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2008, Cabernet Sauvignon, Itália, Sangiovese0 Comments
Posted on 05 agosto 2011.
Esse vinho é do produtor Pietro Beconcini. A vinícola é comandada pelos simpáticos Leo e Eva, que de tanto que já conversamos, sinto que somos amigos.
A vinícola tem boas histórias para contar: eles é que produzem o vinho IXE, um Tempranillo feito na Toscana e também o Vigna Alle Nichie, que foi o vinho ganhador do Top5 do Encontro de Vinhos OFF de Abril de 2011.
E o Resciso é mais um vinho deles, dessa vez feito só com Sangiovese. Eu já tinha provado esse vinho em outra oportunidade, mas estava numa situação corrida, daquelas que você praticamente não presta atenção no que está bebendo. Como tinha uma garrafa em casa, resolvi provar com calma, para poder ver se realmente o vinho era tudo aquilo que me falaram.
O vinho não fez feio. Aliás, fez muito bonito, pois mostrou-se realmente digno dos elogios que eu já tinha ouvido.
Abri a garrafa e deixei ela descansar aberta por umas duas horas antes de beber. Tive essa (rara) oportunidade pois estava em companhia de amigos e estávamos bebendo outro vinho antes. Acredito que isso tenha ajudado o vinho a se desenvolver e abrir bem os seus aromas.
É um vinho complexo e que mostra muito potencial. Tem muita fruta vermelha, toques terrosos e um pouco de madeira e defumado muito bem integrados. Na boca tem uma excelente acidez, daquelas que lembra mesmo os bons italianos.
Coloquei o Resciso numa prova de fogo, pois bebi o vinho na companhia de uma amiga italiana, de Roma. Ela, que bebe vinho desde pequena, não é nenhuma crítica ou estudiosa de vinhos, mas para quem bebe vinho italiano desde pequenina, acho que sabe das coisas. Ela aprovou. E eu também.
Esse ainda não tem importador no Brasil, mas eventualmente pode ser encontrado nos Encontros de Vinhos.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2005, Itália, Sangiovese0 Comments
Posted on 01 julho 2011.
Todo mês tem desafio da Confraria Brasileira de Enoblogs e todo dia primeiro nós postamos as nossas impressões sobre o vinho escolhido. A idéia é que a cada mês todos provem um vinho de acordo com um tema proposto por um dos membros. Dessa vez foi o meu amigo Alexandre Frias, do Diario de Baco, que escolheu o tema. E como ele é um grande amante dos vinhos italianos, não poderia ser diferente. Propôs que encontrássemos um “Supertoscano de até R$ 150“.
A tarefa não é fácil. Os supertoscanos são chamados assim pois alguns produtores, há algum tempo, perceberam que poderiam produzir grandes vinhos com algumas uvas diferentes das permitidas, mas pra isso precisariam sair das regras de uvas e métodos da Toscana. Aí o vinho deixaria de ser um DOC ou ou DOCG, mas seria um vinho de excelente qualidade. Que dúvida, não? Deixaram de lado a denominação e se valeram do bom senso para nos brindar com verdadeiras jóias.
E o Lucente 2008 é um desses. Feito com 50% Merlot, 35% Sangiovese e 15% Cabernet Sauvignon, é um vinho muito bom! Aliás, nessas últimas semanas tive o privilégio de provar alguns supertoscanos (uns mais caros e outros nem tanto) e posso dizer que o Lucente não fica atrás de vinhos que custam quase o dobro dele.
Com uma coloração bem escura, demonstra ser ainda muito jovem. Precisa de tempo para evoluir (e estou falando de anos). Mas como a gente não espera, o que temos hoje é um vinho com aromas muito complexos, lembrando frutas negras, toques minerais e alcaçuz. Na boca ele mostra toda a sua força, com taninos e acidez muito presentes. É um vinho que pede comida. Experimente esse vinho com uma boa comida italiana, com uma carne com um pouco de gordura ou até mesmo com um queijo curado e verá que ele fica ainda melhor.
E se você tiver um pouco de paciência, deixe o vinho aberto e descansando por um tempo e verá uma transformação incrível. Vale a pena guardar um pouco e provar (mesmo sabendo que é difícil resistir, tente).
E pra quem quer saber um pouco mais, vale a pena dar uma olhada no site do produtor, o Luce delle Vite. Vale a pena dar uma conferida na história dele, pois o vinho tem pedigree. A vinícola é uma união entre a familia Marchesi de Frescobaldi e a vinícola da Califórnia de Robert Mondavi. Reconheceram?
Esse é importado pela Ravin no Brasil.
Posted in 2008, Cabernet Sauvignon, Itália, Merlot, Sangiovese0 Comments
Posted on 12 junho 2011.
Brunello di Montalcino. Esse nome deserta suspiros em qualquer enófilo. E não é pra menos, pois os vinhos produzidos na região de Montalcino, na Itália, são considerados por muitos como os melhores daquele país. São feitos dois tipos de vinhos por lá: o Rosso di Montalcino (um vinho mais jovem e que as vezes nem passa por barricas) e o Brunello di Montalcino (que é um vinho mais encorpado e mais potente. Tem que ter passagem por barrica e descansar por um bom tempo antes de ser liberado para a comercialização). Os vinhos de lá são feitos com a uva Sangiovese e obedecem alguns critérios de produção para poderem ter o selo com esse nome tão famoso.
E recentemente o Conzorcio del Vino Brunello di Montalcino trouxe ao Brasil alguns produtores para apresentar sua safra 2006. Estive lá e pude comprovar a belíssima qualidade e claro, escolher alguns que eu considerei os mais representativos e interessantes. Se encontrar algum desses em importadoras ou em lojas, acredito que não vai se arrepender ao comprar.
Banfi 2006
É um produtor que faz juz à fama. Seus vinhos são muito elegantes e têm muita classe. A safra 2006 me pareceu muito jovem ainda, mas possível de beber agora. Apesar da jovialidade, dá pra notar que é um vinho muito bem feito, com um belíssimo final, bem longo.
Site: http://www.castellobanfi.it/
Importador: World Wine
Barbi 2006
Vou reproduzir a minha anotação do dia: equilíbrio e força. É assim o Barbi Brunello di Montalcino 2006.
Site: http://www.fattoriadeibarbi.it/
Importador: Épice
Poggio di Sotto 2006
Muita fruta no nariz, com um corpo impressionante e final bem agradável. É um vinho muito bem pontuado pelo famoso crítico Robert Parker.
Site: http://www.poggiodisotto.com/
Importador: Tahaa Vinhos
Siro Pacenti 2006
Esse consta na minha lista sempre, pois foi o primeiro vinho de Montalcino que eu provei (e aprovei). Gosto muito do produtor e acho que ele faz bem o vinho todos os anos. Vale provar.
Site: http://www.siropacenti.it/
Importador: Fasano
Le Chiuse 2006
Gostei muito da acidez desse vinho, o que mostrou que ele tem força para ser guardado por muito tempo (se é quem vamos conseguir fazer isso). Um final muito longo e prazeroso. Esse é orgânico.
Site: http://www.lechiuse.com/it/
Importador: sem importador no Brasil
Capanna 2006
Muito tanino nesse vinho. É pra ser guardado por décadas tranquilamente, pois junto tem bastante acidez também, mas revelou-se com aromas muito bem marcados de frutas e toques de barrica.
Site: http://www.capannamontalcino.com/
Importador: sem importador no Brasil
Castello Romitorio 2006
Adorei os rótulos desse produtor. Pra mim foi um dos melhores se considerar “o conjunto da obra”. Desde seu rótulo até o final, tudo é muito bem feito. Vale a pena conhecer as criações desse produtor.
Site: http://www.castelloromitorio.com/
Importador: fechou recentemente com um importador brasileiro que será anunciado em breve.
Espero que aproveitem. Um bom Brunello di Montalcino com uma bela comida italiana é algo fora do comum, de tão bom!
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2006, Itália, Sangiovese0 Comments
Posted on 19 outubro 2010.
Beber esse vinho me fez lembrar um jantar muito gostoso que tive no restaurante Friccó. Quando fui escolher o vinho, tinha um Chianti da safra de 2002 que estava mais barato que os outros e o sommelier me falou que custava menos porque a safra não tinha sido boa.
Fiquei compadecido com o vinho que estava lá renegado e resolvi provar. É claro que o momento deve ter ajudado muito (era comemoração de aniversário de casamento), mas o fato é que o vinho me supreendeu. E desde então, quando provo um vinho italiano desse ano, lembro-me desse episódio e sempre paro para pensar sobre essa questão de tabela de safras. Como isso é relativo, não é mesmo? Não só de região para região, mas também de produtor para produtor, numa mesma região. Sem dúvida, temos que tomar cuidado com isso.
E dessa vez, ao provar o Cimbolo 2002, que é feito com a uva Sangiovese na região da Umbria (Itália Central) pelo produtor Poggio Bertaio eu também me surpreendi positivamente. O vinho estava ainda bem vivo e potente.
Esse eu provei na Vinea, que por sinal tem um bom catálogo de vinhos da Itália. Apesar de na taça já aparentar um certo envelhecimento, caracterizado pela sua cor rubi escura com grande reflexo granada, no nariz estava parecendo mais jovem. Aromas de frutas em geléia, terroso, um pouco de couro e um leve herbáceo fizeram a dança dos aromas.
Em boca mostrou os taninos ainda um pouco “indomados”, ou seja, ainda amarravam um pouco a boca. Boa acidez e final longo, com toques adocicados e defumados. Essa “amarrada” na boca com certeza deve sair e dar lugar a um final muito mais prazeroso com uma boa comida. Dessa vez eu provei só o vinho, mas não tenho dúvidas que é um vinho gastronômico e que se bem harmonizado, só trará boas surpresas.
Custa 110 reais na Vinea, o que me parece um bom preço para esse vinho que já tem certo envelhecimento e complexidade.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2002, Itália, Sangiovese2 Comments
