Estive recentemente com o pessoal da Ravin, a importadora dos vinhos da A Mano, uma vinícola da Puglia, na Itália. Infelizmente, por sobreposição de compromissos, tive que sair antes de provar todos eles.
Provei o A Mano Bianco (relembre aqui) e agora estou tendo a oportunidade de provar o A Mano Primitivo. A Mano, como já falei, vem de “à mão”, remetendo à forma como é feita a colheita dos vinhos.
Veja então a degustação desse vinho e as minhas impressões.
Antes de falar sobre o Edizione, vale a pena um pouco de história. A família Farnese chegou em Abruzzo em 1582. Desde então seus proprietários vem cultivando uvas viníferas e produzindo vinhos. Hoje a Vinícola Farnese é uma empresa de grande porte, respeitada e que exporta seus vinhos para diversos países. O castelo, que um dia foi moradia de seus antepassados, hoje abriga a vinícola que possui um belo espaço para visitação.
Agora voltando ao vinho, esse é um dos tops da Vinícola, produzido em duas regiões distintas, como podemos ver nos pontos vermelhos no mapa.
Composto por Malvasia Nera(5%), Montepulciano(33%), Negroamaro(7%), Primitivo(30%) e Sangiovese(25%), esse é um vinho muito estruturado e potente, daqueles que você não consegue esquecer.
Como bem disse o meu amigo Cristiano Orlandi, só a garrafa pesa 1,8kg. Já de cara nos deparamos com uma apresentação imponente, mas que na minha opinião condiz com o que tem dentro dela.
O Edizione possui belíssimos aromas, corpo muito estruturado em boca e final longo.
É daqueles vinhos que você deixa um tempo na taça, bebe um pouco, se encanta e acha que ele ficaria bom com uma carne assada, por exemplo. Mais um tempo em taça, mais um gole e você vai querer bebê-lo sozinho, sem nada pra acompanhar e poder aproveitar o máximo dele. E por aí vai…
Essa safra já está pronta para o consumo, mas tenho certeza que vai agüentar mais alguns bons anos em garrafa. E quem tiver paciência para esperar, acredito que vai ser bastante beneficiado.
Comercializado no Brasil pela World Wine, é pra mim uma referência de um vinho que é potente e equilibrado ao mesmo tempo. Um vinho que merece ser provado em boa companhia. Não tem como se arrepender.
A uva Primitivo, originária da Itália, tem uma ótima expressão também nos Estados Unidos, onde é chamada de Zinfandel. Conheço até algumas pessoas que são “viciadas em Zinfandel”.
Acho isso interessante, pois não é uma uva muito difundida, como a Pinot Noir, por exemplo. Conhecer pessoas que tem como uva preferida a Pinot Noir é fácil, mas alguém que só bebe Primitivo (ou Zinfandel) é no mínimo pitoresco.
Enfim, comprei esse vinho porque minha esposa gosta dessa uva. Ela bebeu um dia, gostou e ficou fã. Continue Reading