Archive | Pinot Noir

Contratto Millesimato Brut 2007

Contratto Millesimato Brut 2007

Eu gosto MUITO de espumantes. Acho que eles me alegram e confesso que quando fico tempos sem beber algum, sempre que chego em casa e olho para a minha adega de espumantes, fico sonhando com o dia que vou conseguir degustá-los (sim, porque às vezes só consigo beber no final de semana algum).

E por conta disso, quando vou em alguma degustação que tem espumantes, faço questão de prestar bastante atenção, pois quero conseguir gravar todos os bons que eu já provei em toda a minha vida. Foi dessa forma que eu conheci o Contratto Millesimato Brut 2007, apresentado pelo produtor da La Spinetta, uma vinícola que tem seus vinhos importados pela Vinci.

Gostei bastante desse espumante italiano. Ele tem 80% Pinot Noir e 20% Chardonnay e é daqueles que fica muito tempo em “autólise” (42 meses pra ser mais exato). E antes que você ache que é um palavrão, autólise é quando se deixa o espumante em contato com as leveduras, para a segunda fermentação.

Esse é daqueles mais elegantes, com toque de evolução na cor, um pouco mais amarelado. Tem aromas cítricos e de panificação. Na boca é bem gastronômico, cremoso e com acidez na medida certa e tem um final marcante de fruta e com o toque de licor.

Gosta de espumante também? Prove o Contratto Millesimato Brut 2007 e depois me conte o que achou dele. Eu gostei e recomendo, principalmente pra quem quer se aventurar por algo mais encorpado. Lá na Vinci custa US$ 95,50.

Um abraço

Daniel Perches

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Cave Geisse Brut 2009

Cave Geisse Brut 2009

Os espumantes da Vinícola Geisse são aclamados no Brasil e no mundo. Produzidos pela família que é chefiada pelo conhecido Sr. Mario Geisse, tanto os espumantes Cave Geisse quanto os Cave de Amadeu são realmente muito bons.

E como espumantes são uma das minhas grandes paixões no mundo do vinho, eu sempre tenho uma garrafa de Geisse na minha casa, para poder beber com amigos, acompanhando uma refeição ou até mesmo sozinha, só apreciando seu sabor e qualidade.

Esse Geisse Brut 2009 é feito com Chardonnay e Pinot Noir, plantados sem a utilização de nenhum agrotóxico. O Mario Geisse descobriu, junto com um amigo, uma forma de combater as pragas usando só um trator que expele água quente nos vinhedos. Estive lá e vi que realmente o negócio funciona, porque o vinhedo dele estava muito verde, bonito e exuberante.

O Brut é um espumante muito elegante. Feito através do método Champenoise (que tem uma segunda fermentação na garrafa), ele traz alguns toques de fermentação no nariz, mas que são bem sutis e que se misturam facilmente com os aromas de frutas brancas e adocicadas.

Essa safra de 2009 tem 70% de Chardonnay e 30% de Pinot Noir e está até jovem. Com certeza dá pra guardar por alguns anos se quiser. Eu não aguento, mas se você conseguir, terá com certeza um belo espumante.

Um abraço

Daniel Perches

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Espumante Gran Legado Brut Champenoise

Espumante Gran Legado Brut Champenoise

Depois de provar o Espumante Gran Legado Brut Charmat, foi a vez de provar o seu “irmão”, feito pelo método Champenoise.

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Espumante Gran Legado Brut Charmat

Espumante Gran Legado Brut Charmat

Como sempre digo, promessa é dívida por aqui. O Vinícius Pacheco, que lê o blog pediu para que eu provasse os espumante da Gran Legado. Pedido aceito e aqui está o resultado.

Provei o Charmat (que vou falar hoje) e também o Champenoise. A idéia era fazer um vídeo como Charmat, mas infelizmente tive um problema técnico e não deu, mas na sequência você vai poder ver o vídeo sobre o Champenoise.

Esse espumante é produzido com as uvas Chardonnay e Pinot Noir e feito pela vinícola Wine Park. O nome moderno, em inglês, condiz com a sua idade. Vinícola jovem, mas que vem com toda a força para se posicionar no mercado.

O espumante é legal, mas eu esperava um pouco mais dele. Achei que os os seus aromas estavam um pouco tímidos, sem aparecer muito. O que deu pra identificar foram algumas frutas brancas, leve toque mais adocicado, tendendo até para o mel. Na boca ele é bem correto, mas nada que me empolgou. Como dizem por aí, é um bom “espumante para beira de piscina”, daqueles mais decompromissados, sem grande complexidade e sem exigir que você fique procurando aromas e sabores.

Vale a pena conhecer, mas não espere muito. Pelo preço (abaixo dos 50 reais), me pareceu até ma boa compra, que na verdade é muito mais pela curiosidade.

Um abraço

Daniel Perches

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Champagne de Pinot Meunier é com o Michel Loriot

Champagne de Pinot Meunier é com o Michel Loriot

Os champagnes Michel Loriot estão chegando no Brasil. Produzidos por uma família que está há 5 gerações trabalhando naqueles vinhedos, é de se esperar que venha coisa boa por aí. E vem. A família tem vinhedos que são em sua maioria de Pinot Meunier, uma das 3 castas utilizadas para o Champagne (as outras duas são Chardonnay e Pinto Noir). Provei alguns e gostei bastante.

O destaque pra mim foi o primeiro, o Reserve Brut, que é feito só com Pinot Meunier, que é uma uva tinta, mas esse foi feito com vinificação em branco, ou seja, o espumante fica branco.

Michel Loriot Reserve Brut
Feito só com Pinot Meunier. O que eu provei (e a primeira leva que vem para o Brasil) é um assemblage de 3 colheitas (2006,2007 e 2008).
Produzido com o intuito de ser um champagne fresco e leve, para começar. Tem toques de fermento, mas é leve e realmente fresco, com toques cítrico bem marcados. Fácil de beber e com bom final, lembrando até um pouco mineral. O corpo é médio e bem equilibrado. Acidez boa e jovem.
Preço Médio: 195,00

Michel Loriot Brut Rosé
Esse é feito com as 3 castas (Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier)
Cor salmão leve, aromas bem elegantes, mas continuam na mineralidade e um toque de frutas vermelhas bem ao fundo, de leve.
Preço Médio: 220,00

Brut Millésime 2005
Agora estamos falando de um millésime, ou seja, um champagne feito com as uvas de uma só colheita, o que só é feito quando se tem uma boa safra. Dourado, complexo, adocicado, ainda vivo e com um final bem marcante,

Vieilles Vignes Millésime 2006
Feito também só com Pinot Meunier de vinhas velhas (média de 70 anos), é um excelente champagne, daqueles que a gente se encanta com ele no nariz, fica mais encantado ainda com ele na boca e só fica chateado quando acaba.
Muito frescor, damasco, cítrico, potente na boca, final marcado pela fruta, um champagne muito complexo e ao mesmo tempo delicado, que acompanha bem a refeição. A produtora sugeriu que se acompanhe com parmesão grana padano. Testamos e realmente deu certo.

Se você gosta de champagnes (e é difícil achar alguém que não goste) e quer experimentar um diferente, principalmente os feitos de Pinot Meunier, procure o Michel Loriot. Vale a pena.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, 2006, 2007, 2008, Chardonnay, França, Pinot Meunier, Pinot Noir0 Comments

Espumante Pizzorno Reserve Brut Nature

Espumante Pizzorno Reserve Brut Nature

Essse espumante eu trouxe do Uruguai, vindo diretamente da bodega do Pizzorno. Vale a pena conferir e quem sabe, um dia, estará aqui no Brasil.

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María Codorniu Sur – Espumante Rosé de Mendoza

María Codorniu Sur – Espumante Rosé de Mendoza

Argentina também faz espumante. Provei o Maria Codorniu Sur, da bodega Septima, do Grupo Codorniu.

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[Vinícolas da Argentina] Salentein

[Vinícolas da Argentina] Salentein

Já estive na Salentein quando fiz o projeto Na Estrada do Vinho (veja o post aqui), mas nunca é demais visitar novamente a vinícola. Quando se vai pela segunda vez, é possível descobrir coisas que não vimos antes, prestar atenção em detalhes e claro, provar mais vinhos.

Então não fiquei nem um pouco chateado de ir novamente pra lá. De donos holandeses (e dos mesmos donos da El Portillo), a Salentein começou em 1998. Em 2000 abriu as portas a o público. Desde então só cresceram e já até compraram mais uma vinícola, a Callia, em 2003.
Tudo na Salentein está relacionado à arte, desde os vinhos, seus rótulos até uma galeria de arte na entrada da vinícola, que aliás é enorme e é chamada de “Catedral do Vinho” pelos locais.

Provei alguns vinhos que gostei bastante e que recomendo. São vinhos bons e de bons preços. No Brasil, são importados pela Zahil.

Salentein Reserva Chardonnay 2010
Faz a fermentação do vinho (malolática) em barrica e depois fica 9 meses em barrica francesa. Isso dá um dourado, brilhante. Dá pra sentir claramente esse tempo de barrica, com toques mais amanteigados tanto no nariz quando na boca, mas tem também frutas bem presentes.

Salentein Reserva Pinot Noir 2010
Vinho com coloração bem clara, fruta bem presente, madeira integrada. Passa 10 meses em barrica e na boca tem um corpo médio, final bom. Um dos meus preferidos na degustação.

Salentein Reserva Malbec 2010
12 meses em barrica, Ainda um pouco fechado, bom corpo e presença, taninos muito bons, final médio mas bem agradável.

Salentein Reserva Cabernet Sauvignon 2009
Tem cor bem forte e brilhante e com um toque de evolução, herbáceo, floral, pimentão. Na boca é muito agradável e balanceado. Taninos no ponto e pronto para beber. Se guardar pode melhorar, mas eu beberia agora.

Se for à Salentein, reserve um tempo para visitar a exposição de arte. De muito bom gosto e qualidade, é um momento cultural em meio a vinhedos que faz a diferença na viagem.

Um abraço

Daniel Perches

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Nieto Senetiner tem também espumantes (e bem bacanas)

Nieto Senetiner tem também espumantes (e bem bacanas)

Como fazer uma degustação com jornalistas se o enólogo não pode sair de Mendoza e vir nos encontrar? Fácil, é só fazer uma degustação virtual. Sim, meus amigos. E não estou falando de Winebar, mas sim de um evento que eu fui lá na Casa Nieto Senetiner, um lugar muito bacana que tem aqui em São Paulo para divulgar os vinhos deles. Tem espaço para degustação, tem toda a linha para conhecer e tem um pessoal super bem preparado para falar sobre qualquer dúvida que se tenha.

Dessa vez provamos dois espumantes e alguns tintos (que eu comento depois) e eu gostei bastante. Falamos direto com o Roberto via teleconferência. Roberto é o enólogo e estava lá em Mendoza. Deu uma parada nos seus afazeres, saiu dos vinhedos e veio para frente da câmera. Falar com o “pai das crianças” é sempre interessante e ajuda a entender a proposta do vinho.

Os espumantes que eu provei foram:

Grand Cuveé
Uvas vindas de Lujan de Cuyo.
100% Pinot Noir com leveduras selecionadas da região de Champagne. O enólogo falou que eles não gostam de usar leveduras indígenas porque não tem a regularidade que eles precisam para fazer sempre um bom espumante. Qualidade é coisa séria, mas compromisso com a regularidade também!
Tem cor salmão bem leve, com bastante borbulha. É um espumante estilo novo mundo, com fruta bem presente, cítrico, leve fermento. Bom na boca, bem seco e boa acidez. Final bem correto.
Media complexidade. Não é simples, mas também não é pra se ficar avaliando por muito tempo.Custa em torno de 75 reais
Cadus Champenoise Brut Nature
Esse é o espumante top da vinícola, feito com uvas de Agrelo com 70% Pinot Noir e 30% Malbec
O espumante fica 18 meses em contato com leveduras. No nariz tem um aroma mais elegante, mesmo apesar do Malbec. Tem um toque de fermento bem leve.
Na boca tem a fruta, mas misturada com toque de grappa (nariz e boca). Longo e com um leve toque de amargor, mas sem comprometer.
Achei interessante e ousado o corte, colocando Malbec.A pequena produção (12 mil garrafas/ano) justifica o preço: 190 reais

 

Apesar de nos gabarmos de termos aqui no Brasil uma boa produção de espumantes de qualidade, não podemos deixar de provar espumantes de nossos hermanos. Não é só Malbec e Torrontés que se faz por lá.

A linha de vinhos e espumantes da Nieto Senetiner é importada pela Casa Flora no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

 

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Espumante Arroba Extra Brut – pra quem quer conhecer o aroma de levedura

Espumante Arroba Extra Brut – pra quem quer conhecer o aroma de levedura

O Brasil é o país dos espumantes. A gente tem melhorado a cada ano e tenho provado espumantes muito bons por aqui e é claro que não podemos (nem devemos) nos comparar a países do velho mundo como França e Itália, mas nossos espumantes têm feito bonito em muitos lugares. E com razão.

Mas os nossos hermanos argentinos também produzem excelentes espumantes. Eu acho que ainda são um pouco desconhecidos em terras brasileiras (preferimos importar os Malbecs deles), mas valem a prova.

E o Arroba Extra Brut é uma dessas boas opções. Aliás, antes de falar sobre o espumante, é legal contar um pouco sobre o projeto Arroba. O enólogo Carlos Balmaceda é o autor dos vinhos. Depois de trabalhar muito tempo em Salta, resolveu voltar para Mendoza para fazer os seus próprios. É daqueles projetos que tem pequena produção e que privilegia o gosto do enólogo, e por isso é chamado de vinho de autor, ou até vinho de garagem.

Produzido com Chardonnay, Chenin Blanc e Pinot Noir (nessa ordem de percentuais, do maior para o menor), é um espumante bem interessante. E o que mais me impressionou nele foi o seu aroma. Tem um pouco de fruta branca, mas o que mais chama a atenção é o cheiro de levedura! Nunca tinha sentido um aroma tão forte de levedura num espumante.

Na boca tem um toque mais de fruta e é bem seco. Tem um final muito agradável e bem equilibrado. Tudo OK, mas enquanto eu bebia esse espumante eu não conseguia parar de pensar no seu aroma de levedura.

Está aí uma boa opção para se conhecer, que é até didática. Se você ainda tem dúvidas sobre como é o aroma de uma levedura, você tem duas opções: ir a uma vinícola (pois quando entrar, vai sentir facilmente esse aroma), ou provar o Arroba Extra Brut.

Um abraço

Daniel Perches

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Champagne Henriot Brut Millesimé 1996 e 2002 – impressionantes

Champagne Henriot Brut Millesimé 1996 e 2002 – impressionantes

Como dizem que nada é por acaso, eu acredito então que esse encontro desses dois champagnes tenha sido escrito em algum lugar. E bem escrito.

Aconteceu assim: estive na França no começo de 2011 e quando passei por Reims (na região de Champagne) eu passei por uma loja de vinhos e comprei uma Henriot 1996. O vendedor queria me passar outros produtos, mas o briefing era claro: queria um champagne mais antigo.

Depois de um certo tempo e sem termos conversado sobre isso, meu amigo Alexandre Frias esteve também na França e por “coincidência”, na mesma loja. E comprou também uma Henriot, só que dessa vez uma 2002.

Certo dia, num bate papo, descobrimos que tínhamos essas garrafas e decidimos então fazer essa “mini vertical banguela”, comparando dois grandes champagnes de safras diferentes.

Como já comentei aqui, fico sempre pensando sobre a efetividade das degustações verticais para eleger a “melhor safra”. os motivos são muitos e isso cabe em outra ocasião. O que cabe dizer aqui é que a gente queria mesmo era se reunir e provar essas borbulhas tão famosas, que particularmente me encantam tanto. A idéia então era só provar as duas juntas, para podermos saber como envelhecem e claro, degustar essas maravilhas acompanhado de bons amigos.

A Henriot Brut Millesimé 1996 estava dourada, madura, mas com perlage perfeito e com aquela espuma na taça que parece que foi feita para fazer foto. Os aromas eram para mim, os que eu mais gosto: evoluídos, com toques de fermento, amêndoas, frutas passas e na boca uma perfeição, com um final mais do que longo. Era praticamente infinito.

Por outro lado, a Henriot Brut Millesimé 2002, com 6 anos a menos que a sua parceira, estava com uma cor mais clara, mas já com toques de evolução também. Nela sentíamos aromas mais frutados, mas sem deixar de lado os tostados e de fermento, característicos dessa bebida. Tinha também um pouco mais de acidez, mas não aquela acidez pesada, forte, e sim delicada, que parecia tocar a boca com uma luva de veludo. Uma loucura.

Qual era a melhor? Eu não sei. Cada uma tinha características que faziam delas especiais. E nesse dia eu me dei o direito de simplesmente apreciá-las, cada uma com sua beleza.

É, tem cada coincidência nessa vida, não é mesmo?

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 1996, Chardonnay, França, Pinot Noir0 Comments

[Vinícolas da Argentina] NQN recebe os brasileiros de braços abertos

[Vinícolas da Argentina] NQN recebe os brasileiros de braços abertos

Aqui vai um conselho: se você for à Patagônia, visite a NQN. E se você voltar sem passar por lá, não vai te acontecer absolutamente nada (fique tranquilo que isso não é uma daquelas correntes, que diz que se você não passar isso para umas 20 pessoas, ou se não fizer uma oração, vai ter azar ou coisa parecida). O que vai acontecer é que você vai perder a visita a uma das vinícolas mais legais da região.

Estive lá no final de 2011 e pude conhecer pessoalmente o Lucas Nemesio, o Diretor da Vinícola. É daquele tipo de cara simpático, de bem com a vida e alegre por estar fazendo o que gosta. Lucas começou o projeto da vinícola em 2001, mas já com uma vocação turística. Ele quer receber gente por lá, para mostrar o que estão produzindo, para conhecer as instalações, para comer bem no restaurante dele e até para ficar na pousada que eles construíram, se for o caso.

Eu provei alguns vinhos (que conto abaixo) e almocei por lá também. A comida é impecável e merece que você tire algumas horas para apreciar com calma, através do restaurante que tem vista para os vinhedos.

Eu já conhecia alguns vinhos da NQN e já gostava. Depois de visitar a vinícola, gostei mais ainda. Veja o que eu degustei por lá:

Sauvignon Blanc 2011
Muito concentrado em fruta, no nariz e na boca, Pomelo, maracujá.

Pinot Noir Reserva 2010
Delicado, fruta mais leve. É um vinho que vai ficar melhor daqui um ano, com certeza. Ainda está um pouco “duro” e precisa descansar. Provei pra saber como seria o vinho e realmente vi que vai ficar excelente.

Reserva Malbec-Petit Verdot
Vinho muito complexo, usando o melhor de cada casta. Ainda precisa descansar um pouco, mas com certeza será um vinho muito bom. Perfume floral, fruta, excelente acidez, final marcante. Toque doce. Gostei muito desse.

E se você for para lá, mande um e-mail para o Lucas. Ele me garantiu que os brasileiros são muito bem vindos por lá. Quem sabe você não consegue almoçar com ele? Diversão – e bons vinhos – garantidos.

Fotos: Lucas Nemesio / NQN

 

 

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2010, 2011, Argentina, Malbec, Petit Verdot, Pinot Noir, Sauvignon Blanc0 Comments

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