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O Sul da França e suas maravilhas

O Sul da França e suas maravilhas

Pra mim, a França é um país mágico. Eu poderia ficar falando sobre os seus vinhos por quilômetros de palavras, mas acho que na França tem muito mais do que bons vinhos. E uma das belezas é a diversidade dentro do mesmo país. Do norte ao sul, diferentes culturas dentro de uma mesma matriz, que se respeitam e conversam entre si. Cada um com sua cultura, seu jeito de ser, suas comidas, seus hábitos.

E um dos lugares mais interessantes me parece ser o Sul da França, que é uma das mais antigas (se não a mais antiga de todas) em produção de vinho do país.

E falar em Sul da França é falar do Languedoc-Rousillon.Para nos situarmos, o Languedoc fica nas beiras ensolaradas do Mediterrâneo. São mais de 200 quilômetros de costa, da Camargue até a fronteira espanhola.

E por lá não tem só bons vinhos não. Não é nada difícil você sair nas ruas em um dia ensolarado e cruzar com famílias, em praças públicas, fazendo um piquenique, com aqueles deliciosos produtos locais e bebendo um belo vinho. Da culinária local a gente pode destacar os embutidos catalães, pêssegos, nectarinas e damascos de Roussillon, alcachofras, anchovas de Collioure e, naturalmente, as rousquilles!

As rousquilles são rosquinhas cobertas com uma camada de açúcar e o impressionante é a leveza desse doce. Se você pensou em algo melado e extremamente doce, pode inverter tudo. É doce sim, mas numa medida que não enjoa e que até pede uma nova mordida. Poderia falar também sobre seus patês, tapenades e outros produtos, que também são deliciosos e leves.

Ah, é importante lembrar também do tradicional Cassoulet. Por lá esse prato é que nem “arroz com feijão” pra gente. Já pensou?

E pra falar nos vinhos, eu provei alguns que o pessoal do Festival Sud de France me enviou e confesso que fiquei encantado. Veja os vinhos que eu provei e dessa vez você pode escolher entre ler e assistir ao video! :)

Domaine Rimbert Le Mas au Schiste 2008
Produzido em Saint-Chinian, o produtor é conhecido por trabalhar muito bem com a Carignan. Esse tem Carignan (35%), Syrah (30%), Grenache (30%) e Mourvèdre (5 %) e com um toque vegetal de início, mostra que é um vinho potente e ainda um pouco “selvagem”, precisando ser domado. Nada que um tempo de decantação e uma boa comida com um toque de gordura não resolva. Conheça o site do produtor. É importado pela De La Croix.
Domaine des Salices Pinot Noir 2008
Com cor e aroma típico de um bom Pinot Noir francês, tem cor clara e toques de morangos e cerejas. Recomendo que se abra e espere uma meia hora, pois logo de cara aparece um toque herbáceo que esconde um pouco a fruta do vinho, mas depois ele torna-se muito elegante. Esse é produzido por Francois Lurton e importado pela Zahil.

 

Ego de Cazes 2007
Esse é um vinho biodinâmico do Domaine Cazes produzido com as uvas Syrah (40%), Grenache (20%) e Mourvédre (20%) e foi, dos 3 dessa lista, o mais elegante e complexo. Tem aromas de frutas vermelhas doces, contrastando com um toque terroso e leve toque mineral. Muito estruturado e com acidez na medida, é daqueles que a gente se encanta no nariz e depois quando bebe fica ainda mais impressionado. Acompanha muito bem comidas fortes sem nenhum problema. Esse é importado pela Mistral.

 

Provei esses vinhos e com isso pude conhecer um pouco do Sul da França. Para mim ficou essa impressão: povo alegre, clima gostoso, alegria, bons vinhos e boa comida. Esse é o Sul da França pra mim.

E pra você, como é? Para celebrar o final de ano, vamos fazer um Concurso Cultural aqui. Pra participar é fácil, você só precisa responder a frase Pra mim, o sul da França é…

A melhor frase ganha um dos vinhos. Você escolhe. É só soltar a sua criatividade.

O resultado sai no dia 16 de dezembro. Boa sorte!

Um abraço
Daniel Perches

Posted in 2007, 2008, Carignan, França, Grenache, Mourvedre, Syrah27 Comments

Valdivieso Éclat 2007

Valdivieso Éclat 2007

A Validivieso está em alta no mercado. Ando vendo seus vinhos em diversos lugares e conversei com alguns consumidores que falaram bem dos vinhos deles.

Concordo com o pessoal. Gostei bastante dos vinhos que já provei e já publiquei alguns por aqui (veja todos da Valdivieso aqui). São vihos muito bem produzidos e que demonstram um bom potencial de guarda. Provei inclusive algumas safras antigas, como o Valdivieso Cabernet Franc 1998 e estava realmente muito bom.

E o Éclat 2007 é um dos vinhos deles que me chamou a atenção. Feito com Carignan (65%), Mourvedre (20%) e Syrah (15%) lá no vale do Maule, é um vinho com aromas encantadores. Não sei se é o “efeito Carignan” que me agrada, mas eu realmente gostei desse vinho no nariz. Quando falo “efeito Carignan” me refiro à minha admiração por essa uva, que produz vinhos bem interessantes e que eu gosto de beber.

O Éclat tem toques de frutas secas (damasco) e um pouco de mentolado que vem depois de um certo tempo que o vinho está na taça. Na boca é leve e macio, com bons taninos. Não tem um final muito longo, mas bem correto e de fácil harmonização, pois não é um vinho muito intenso, podendo então ser pareado com vários pratos, até os que tem uma carga maior de sal e de pimentas.

Provei o vinho em uma degustação e só uma coisa me deixou um pouco intrigado. Depois de algum tempo (umas 2h mais ou menos) o vinho perdeu bastante dos aromas que tinha no começo. Pode ter sido só essa garrafa, mas vale a atenção. Só não recomendo beber apresssadamente o vinho para aproveitar os aromas, porque o efeito do álcool não vai ser tão interessante. :)

A linha da Valdivieso é importada pela Ravin no Brasil e esse vinho custa 99 reais (base site Ravin / Agosto 2011).

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Carignan, Chile, Mourvedre, Syrah0 Comments

Domaine El Bordj Coteaux de Mascara 2008 – um vinho da Argélia

Domaine El Bordj Coteaux de Mascara 2008 – um vinho da Argélia

Em meio às minhas andanças na França, no começo desse ano, eu entrei em supermercado pra comprar alguns queijos. Inevitavelmente, fui dar uma olhada nas prateleiras de vinhos (que são um espetáculo à parte) e foi aí que me deparei com o Domaine El Bordj Coteaux de Mascara 2008, um vinho produzido na Argélia. Era um país que eu tenho que confessar que nem sabia que tinha vinhos.

Como bom curioso, não tive dúvidas e comprei o vinho. Queria trazer mais, mas como estava ainda no começo da viagem e sabia que a quantidade de garrafas aumentaria a cada dia, eu tive que me conter e trazer somente duas. Aliás, um grande risco, porque eu não tinha a menor idéia se era um bom vinho ou não.

E pra não me enganar sozinho, levei esse vinho para uma degustação na Vino&Sapore. No dia seriam degustadas várias safras do renomado Marques de Casa Concha, da Concha Y Toro e eu esperei terminar tudo para apresentar o vinho (às cegas) para o pessoal que estava lá.

E não é que o vinho não decepcionou? Produzido com as uvas Grenache, Cinsault, Mourvèdre, Morastel, Cabernet Sauvignon, Syrah e Alicante Bouschet, tem nessa mistura outro ponto interessante. Nunca vi essas uvas todas juntas em um vinho.

Bem, o fato é que o vinho é bom, com aromas de frutas vermelhas e um forte toque mineral. Na boca foi bem, com boa acidez e um final que eu achei curto, mas dando o desconto pelo inusitado, até que me agradou.

Essa é uma das belezas do mundo do vinho: poder encontrar vinhos completamente diferentes de tudo o que já provou, seja pela procedência, pelas uvas ou pelos aromas e sabor.

Aprendi mais uma: na Argélia se faz vinho sim!

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Alicante Bouschet, Argélia, Cabernet Sauvignon, Cinsault, Grenache, Monastrell, Mourvedre, Syrah1 Comment

Cave Jado trouxe novos vinhos para seu portfólio

Cave Jado trouxe novos vinhos para seu portfólio

Essa é para quem gosta de um bom vinho francês, com bom custo. A Cave Jado, que já é famosa por essa “dobradinha de sucesso” está trazendo mais alguns rótulos para o Brasil. Felicidade a nossa, que podemos beber bons vinhos sem ter que gastar muito.

Conheci o novo portfólio (que veio complementar. Os que a gente já conhece continuam lá, firmes e fortes) e descobri algumas coisas muito interessantes, como as abaixo:

Une et Mille nuits 2007
Um vinho orgânico do sul da França (Languedoc), que tem Syrah, Grenache, Carignan, Mourvèdre e Cinsault na sua composição. Ótimos taninos, macio, longo e muito equilibrado. Está bom para beber agora, mas se guardar por mais algum tempo vai ter mais complexidade. Custa 101 reais.

Grande Tradition 2008
Por 55 reais, me pareceu uma excelente compra. Produzido com Syrah, Grenache e Carignan, é um vinho muito fácil de ser bebido, com aromas francos de frutas vermelhas, taninos macios e acidez muito equilibrada. Esse me pareceu um ótimo achado, pois sua qualidade faz frente a vinhos que eu vejo por aí pelo dobro do preço.

Domaine des Roches Neuves 2009
Outro vinho orgânico feito com a Cabernet Franc. Sua cor é impressionante: viva, brilhante e pinta a taça de forma incrível. Aromas típicos da casta, com destaque para o herbáceo e frutas negras. Em boca tem uma excelente acidez e um final longo. Está pronto para beber, mas eu guardaria por mais uns 2 anos. Vai ganhar mais maciez e complexidade. Custa 114 reais.

Sancerre 2009
Um branco com uma acidez marcante, ótimo frescor e final intenso, convidando para o próximo gole. Pra beber em dias quentes é um sucesso! Custa 97 reais.

Além disso pude relembrar alguns que eu já provei e aprovei, como o Cuvée Domaine Nigri, que é um vinho doce muito saboroso e não-enjoativo. Aliás, o Olivier deu uma sugestão de sobremesa que eu vou testar com esse vinho: salada de frutas com uma bola de sorvete de côco por cima. Acredito que vá dar certo. A idéia me deixou com água na boca e eu vou testar.

Então se você está procurando novidades da França, sugiro uma passadinha lá na Cave Jado.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, 2008, 2009, Cabernet Franc, Carignan, Cinsault, França, Grenache, Mourvedre, Sauvignon Blanc2 Comments

O vinho do ano da Wine Spectator – 2010

O vinho do ano da Wine Spectator – 2010

Conheça o vinho do ano de 2010, segundo a Wine Spectator. E dessa vez, a California reinou absoluta, especialmente em sua safra de 2007. Depois de emplacar várias posições entre os 10 melhores, levou também o 1o lugar, com um vinho feito à base de Grenache, Mourvedre e Syrah.

1o lugar - Saxum
James Berry Vineyard Paso Robles 2007

98 points / $67
950 cases made
California

In 1998, when 28-year-old Justin Smith started making wine in Paso Robles, it was a sleepy Central Coast area. Now the wine region is one of California’s fastest-growing. West Paso has a magical combination of rocky limestone soils, rolling hillsides and a not-too-cool climate that gives red Rhône varieties a firm structure to frame their rich, dark berry flavors.

Smith, who owns the 3,000-case Saxum winery with his wife, Heather, creates wines of distinctive character, depth and personality. In 2007, a near-perfect vintage, Saxum’s wines reached new heights. The 2007 James Berry Vineyard Paso Robles is a blend of Grenache, Mourvèdre and Syrah from a vineyard named after Smith’s father. The three varieties are aged 20 months in new and used barriques and large puncheons, to emphasize fruit purity. With its classic quality and reasonable price, this wine is a testament that Paso Robles has earned its place on the world stage.
Notas de degustação

Posted in 2007, Estados Unidos, Grenache, Mourvedre, Syrah0 Comments

Chateau Kefraya Les Brèteches 2007

Chateau Kefraya Les Brèteches 2007

Apesar de não ter um grande consumo aqui no Brasil, o Líbano produz até uma boa quantidade de vinhos e exporta bem. E da mesma forma que acontece com outros países, ele tem lá o seu terroir específico, trazendo características únicas para os vinhos produzidos por eles.

E meio que por curiosidade eu resolvi provar esse vinho, que é o básico da bodega Kefraya, que é bem grande e bem conhecida em diversos países. Esse é feito com as uvas Cabernet Sauvignon, Syrah, Cinsaut, Mourvèdre, Tempranillo, Carignan e Grenache.

Eu provei há um bom tempo e achei o vinho bem interessante. E como eu tinha uma outra garrafa guardada, resolvi provar para sentir a evolução.

Da primeira vez que eu provei o vinho, o que me chamou a atenção nele foram os aromas de especiarias mesclados com um toque terroso, acompanhando de nuances de caramelo, tornando o vinho até exótico.

Mas, dessa vez, me parece que eu não dei sorte, e o vinho me pareceu bem simples e sem muita coisa para apresentar. Tinha frutas, tinha um toque terroso e tinha também toques adocicados, mas nada que me chamasse a atenção. Aliás, nada de exótico.

Em boca pareceu-me quente, apesar de não ser dos mais alcoólicos e o seu final era curto. Bem, eu prefiro ficar com a lembrança do outro vinho que eu provei. Quem sabe não foi só essa garrafa, não é mesmo?

Se provar, me conte se estou certo. Ah, pra quem quiser, ele é comercializado pela importadora Zahil e custa 49 reais pelo site.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Cabernet Sauvignon, Carignan, Cinsault, Grenache, Líbano, Mourvedre, Syrah, Tempranillo0 Comments

Chateauneuf du Pape Masson Dubois 2006

Chateauneuf du Pape Masson Dubois 2006

Não é difícil encontrar pessoas que gostem de vinhos feitos na região de Chateneauf du Pape. São vinhos famosos não só pela sua história, mas também principalmente pela sua qualidade.

E eu não fujo à regra. Gosto desses vinhos, que nos agradam desde seus rótulos, suas garrafas bastante elaboradas e claro, seus vinhos fantásticos.

Um fato interessante sobre essa região é que é o lugar onde se produz vinhos de acordo com a legislação da região com o maior número de uvas: são treze as uvas permitidas, sendo as tintas: Grenache, Syrah, Cinsaut, Mourvèdre, Counoise, Picpoul, Terret Noir, Vaccarèse, Picardan, e Muscardin. E as brancas: Bourboulenc, Roussanne, Clairette. Se incluir as brancas Grenache Blanc e Picpoul Blanc, também permitidas, temos quinze. Não é difícil de encontrar vinhos com essa quantidade de uvas por lá.

Esse eu tive a oportunidade de provar na casa de amigos, num dia em que estávamos tentando harmonizar algo com um bacalhau em natas, feito com um molho bem cítrico.

Mas vamos ao vinho, que é o que interessa: Esse é produzido com as uvas Syrah, Grenache, Clairette, Picpoul, Terret, Cinsault e Mourvedre. Tem uma coloração rubi clara e um pequeno halo de evolução, o vinho mostrou-se em taca muito elegante, lembrando os clássicos vinhos da França, principalmente os da Borgonha (onde ele é produzido).

No nariz, uma gama tão grande de aromas que ficou difícil de escolher alguns para contar: morangos, groselhas, um pouco de terra, flores com toques adocicados (eu sou péssimo com flores, então não me lembro os nomes) e um leve, mas leve mesmo, toque de madeira. Além disso, um toque de especiarias rondava sempre o nariz, acompanhando todos esses aromas. Tudo isso dançando na taça, mostrando-se mais ou menos, conforme se girava e se apreciava o líquido.

Em boca mostrou-se um vinho realmente elegante, com taninos ainda jovens, mas macios e bem tratados. Boa adstringência e final longo e sem amargor. Um vinho muito correto e agradável.

Esse Chateauneuf du Pape, apesar de ser leve, é um vinho que pode acompanhar muito bem comidas um pouco mais apimentadas ou com um pouco mais de especiarias. Como falei, testamos com o bacalhau, mas talvez o cítrico do molho tenha se sobressaído um pouco. No mesmo dia testamos com uma geléia de pimenta com brie e ficou perfeito. Acho que vale o teste.

E mesmo que não tiver nada para acompanhar, sempre vale a pena beber um bom Chateuneuf du Pape.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Cinsault, Clairette, França, Grenache, Mourvedre, Picpoul, Syrah, Terret0 Comments

The Wolftrap Blend 2008 #cbe

The Wolftrap Blend 2008 #cbe

Hoje é o tão esperado dia de estréia da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2010, então para comemorar, temos uma edição especial da Confraria Brasileira de Enoblogs. E nada mais propício do que falar sobre um vinho da África do Sul, que nos brinda com belos exemplares.

Escolhi então o The Wolftrap Blend 2008, que é um corte de Syrah, Mourvedre e Viognier. Gosto bastante dos cortes tintos que levam uvas brancas em sua composição. Acho que dá um caráter aromático muito interessante e também uma boa acidez.

Além da composição, o que me chamou a atenção foi o seu preço. Custa em torno de 42 reais na importadora Mistral (e um pouco mais nas lojas especializadas). Pareceu-me uma boa compra.

Vinho provado e vamos às impressões: apresentou uma coloração rubi bastante intensa e com um leve halo de evolução. Sua tampa em formato screwcap (rosca) já dava indícios de que é um vinho para consumo imediato. O seu halo aquoso me trouxe mais um desses indícios (e na verdade praticamente a comprovação).

No nariz, aromas muito interessantes de frutas contrastando com toques florais. Havia um pouco de álcool sobrando no começo, mas que se dissipou com o tempo. Os seus aromas apareceram fortemente no começo e depois sumiram um pouco. Mas depois de um tempo, eles voltaram a habitar a taça, formando de novo um belo composto aromático.

Em boca apresentou boa acidez e bons taninos. Só achei que ficou devendo um pouco no seu retrogosto. Ligeiro demais para mim.

No geral o vinho foi muito bem e é um que eu compraria novamente para beber descompromissadamente com amigos. O The Wolftrap é do mesmo produtor do Chocolate Block, esse sim uma “porrada” de vinho, que é diferente de tudo o que eu já vi antes. Para mais informações sobre os vinhos, o site deles é esse: http://www.boekenhoutskloof.co.za/

Vale a pena acessar e conhecer o mapa interativo que eles têm, mostrando as parcelas de cada cepa plantada. Idéia muito bacana.

Agora ficamos com o jogo do Brasil, torcendo para a nossa Seleção.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, África do Sul, Mourvedre, Syrah, Viognier6 Comments

Le “C” des Domaines Tari 2006

Le “C” des Domaines Tari 2006

Esse é mais um fruto das minhas compras no último Bota Fora da World Wine. A tradicional liquidação que a importadora faz todo começo de ano é um bom momento para se conhecer alguns vinhos que durante o ano foram objetos de desejo, mas que o preço não permitia a realização dessa vontade.

E foi assim que eu comprei o Le “C” des Domaines Tari 2006, um rosé de Mourvedre, Cinsault, Grenache e Carignan, produzido na propriedade de Blanquefort, na Côtes de Provence, na França. Dessa vez, a compra foi muito mais por interesse em conhecer um rosé feito com essas uvas do que pelo preço atrativo, mas agora que provei, fico contente de ter pago mais barato, pois o vinho não foi tudo aquilo que eu imaginava.

Em taça apresentou uma coloração salmão clara, tendendo ao alaranjado. No nariz apresentou aromas de frutas secas com destaque para damasco e tamarindo. Identifiquei um leve floral, mas bem passageiro.

lesCEm boca, corpo leve, um pouco de álcool sobrando e ficar com um leve amargor que incomodou um pouco.

O preço normal desse vinho é 58 reais. Eu comprei por 29 na liquidação. Sinceramente, mesmo pelo preço de liquidação ele não valeria a pena, diante de tantos outros rosés muito interessantes que existem por aí, com preços similares.

Para que eu não cometa uma injustiça perante o vinho, vou procurar uma safra mais recente dele para comparar, pois pode ser que eu esteja com um exemplar que já tenha passado do ponto. Farei isso e conto em breve aqui.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Carignan, Cinsault, França, Grenache, Mourvedre0 Comments

Domaine de Granoupiac 2003

Domaine de Granoupiac 2003

Como já relatei algumas vezes aqui, temos que nos render à grande capacidade dos franceses para produzir vinhos de qualidade. Afinal de contas são muitos e muitos anos (aliás, séculos) se aprimorando, para que possamos beber verdadeiras “jóias líquidas”.

E dessa vez eu conheci um vinho de lá que tem um ótimo custo X benefício. Produzido na Coteaux Du Languedoc com as uvas Syrah, Grenache, Mourvedre, Carignan, o Domaine de Granoupiac é um ótimo exemplar de um vinho francês “simples e muito bem feito”.

E antes que me entendam mal, quando falo “simples” não é porque o vinho não tem qualidade. Pelo contrário, a sua qualidade é ótima. Só estou categorizando ele como “simples”, por não ser nenhum cru ou algo assim.

Eu estava com esse vinho há alguns meses em minha adega esperando uma boa ocasião e esse dia chegou. Abri o vinho e deixei-o descansar por alguns instantes antes de começar a degustar. Só melhorou o conjunto da obra. Seus aromas se abriram, seu sabor ficou mais intenso e “redondo”.

Vamos falar um pouco sobre ele: possui uma coloração vermelha bem clara, lembrando um pinot noir. Havia um bom halo de evolução e reflexos já bem claros. Acredito que essa safra esteja no auge da sua maturidade.

No nariz, um belo bouquet formado por aromas de flores do campo, frutas frescas com destaque para cereja e groselha e um aroma terciário de couro.

Em boca mostrou boa acidez e taninos bem amaciados. Sobrou um pouco de álcool, mas ao ser degustado com a comida, esse álcool sumiu e deu lugar inclusive a sabores mais intensos.

Foi harmonizado com uma pizza de lingüiça com alho-poró, cebola e tomate. O prato tem por característica um leve toque adocicado, que deve vir do tomate que fica no vapor e depois se mistura com a lingüiça. Esse toque doce contrastou muito bem com o vinho, produzindo um ótimo casamento.

É um vinho que me custou R$ 42,00 (importado pela Vinea no Brasil) e que entrou para a minha lista de “Best buys”. Vale a pena provar. Esse dá até pra beber sozinho, pois é leve e com o tempo de garrafa aberta, vai se abrindo e liberando o pouquinho de álcool que tinha a mais.

Fico então com mais um vinho francês de bom custo. Se você conhecer mais algum, por favor comente. Precisamos divulgar as coisas boas.

Um abraço

Daniel Perches

domaine

Posted in 2003, Carignan, França, Grenache, Mourvedre, Syrah2 Comments

Cuvée Privée Côtes de Provence 2004 – Domaine Sorin

sorinCom essa história de Ano da França no Brasil, estamos tendo a oportunidade de provar mais vinhos franceses. Alguns muito bons, outros nem tanto. Ou você acha mesmo que só porque a França é o país que produz mais vinhos, lá só vai ter vinho bom? Continue Reading

Posted in 2004, Carignan, França, Mourvedre, Syrah0 Comments

Panarroz 2006 – Jumilla

panarrozUm verdadeiro “best buy”. É assim que eu consigo classificar esse espanhol, da “desconhecida” região de Jumilla. Não é à toa que o Robert Parker deu 90 pontos pra ele.

Descobri esse vinho por acaso, em uma das Grand Soldes da Grand Cru, importadora de São Paulo. Ele estava lá, quietinho, sem fazer muito alarde. Ainda mais porque ele custava Continue Reading

Posted in 2006, Espanha, Grenache, Mourvedre, Syrah4 Comments


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