Archive | Merlot

Ménage à Trois – o vinho

Ménage à Trois – o vinho

Sim, meus amigos. Provei o Ménage à Trois! Antes que os mais puritanos caiam de costas, essa experiência foi exclusivamente com o vinho que tem esse nome. Acredite, há um vinho que chama Ménage à Trois. É da California (fica em Napa, Yountville) e tem esse nome porque é uma brincadeira que a vinícola Folie à Deux fez, por produzir um vinho com 3 uvas.

Eu provei o tinto, que é feito com Cabernet SAuvignon, Merlot e Zinfandel, mas tem também branco e rosé. Ou seja, tem Menáge à Trois para todos os gostos!

Esse eu comprei num supermercado em Santa Helena (California) e paguei 12 dólares. Um preço relativamente bom, se comparado com os outros que tinha por lá. Não vi nada que valesse a pena por menos do que 10 dólares.

É um vinho bem intenso e com aromas e sabores bem adocicados. Talvez essa combinação de uvas tenha sido a causadora, mas é fato que me lembrou outros vinhos, como o Yellow Tail, por exemplo (que aliás, tem em todo o lugar nos Estados Unidos).

Acho que o vinho atende a proposta, que é ser um vinho descompromissado e para o dia a dia. Nesse caso, seria para o dia a dia das pessoas que gostam de vinhos adocicados, claro.

Não é o meu estilo de vinho, mas acho que faz sucesso. Talvez o sucesso seja pelas suas características organolépticas (e organoléptica sim é uma palavra que deveria ser considerada imoral, de tão difícil), mas talvez seja pelo seu nome…

Sugiro que prove o Ménage à Trois. Quem sabe você gosta?

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2010, Cabernet Sauvignon, Estados Unidos, Merlot, Zinfandel4 Comments

Palagetto Chianti Colli Senesi DOCG 2007 – um chianti pra chamar de seu

Palagetto Chianti Colli Senesi DOCG 2007 – um chianti pra chamar de seu

Eu estava curioso para provar esse Chianti. Comprei numa promoção e dividi uma caixa com alguns amigos. Bom preço (pagamos a metade do valor), mas compramos sem conhecer. Buscamos algumas informações na internet mas não tínhamos muita certeza do que viria pela frente.

Meus amigos, muito mais rápidos no gatilho do que eu, já provaram e aprovaram e eu ainda estava com as garrafas guardadas. Chegou então um domingão e eu resolvi colocar esse Chianti na mesa.

Produzido com as uvas Sangiovese, Colorino e Merlot, ele tem uma coloração clara e muito brilhante, bem vibrante eu diria. No nariz traz aquelas frutas vermelhas contrastando com um toque de especiarias e pimentas bem interessante. Na boca é muito bom, macio e com taninos bem suaves. Acho que esse toque de Merlot deve ter dado uma turbinada no vinho, porque ficou muito legal.

Como todo bom Chianti, não é daqueles vinhos que você precisa decantar, esperar um tempão para beber e fazer todo um ritual. Chianti é pra ser bebido de forma simples e fácil. Abre e bebe. Se tiver uma boa comida com um pouco de acidez, melhor ainda. Eu provei acompanhado de algumas bruschettas feitas em casa mesmo e foi super bem, principalmente a de tomates frescos.

E você, gosta de Chianti? Ou melhor, tem alguém aí que não gosta de Chianti?

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Colorino, Itália, Merlot, Sangiovese0 Comments

Sileni Estate 2000 – o vinho que salvou o dia

Sileni Estate 2000 – o vinho que salvou o dia

Depois de provar e perder um vinho branco da toscana (veja o post do Caparzo Bianco), resolvi arriscar de novo, abrindo esse tinto da Nova Zelândia que eu comprei também numa ponta de estoque. Sucesso absoluto. O vinho é muito bom e se quiserem mais infos, aqui está o Site da Sileni Estate.

Posted in 2000, Cabernet Sauvignon, Merlot, Nova Zelândia2 Comments

[Vinícolas da Argentina] Ruca Malén tem restaurante harmonizado de respeito

[Vinícolas da Argentina] Ruca Malén tem restaurante harmonizado de respeito

Várias vinícolas em Mendoza possuem restaurantes. Tem restaurantes mais baratos, mais caros, chiques, mais rústicos… Enfim, dá pra ir em um tipo diferente por dia e passear uma ou duas semanas comendo muito bem.

E um lugar que eu recomendo é o restaurante da Ruca Malén. A vinícola até tem um tour para conhecer por dentro como eles fazem vinho, mas definitivamente o melhor é o restaurante, afinal de contas, se você já foi em algumas vinícolas, verá que todas têm um mesmo padrão. Sugiro que você gaste seu tempo comendo lá. São 5 passos de comida, que mudam  a cada estação. A escolha dos pratos é feita em conjunto pelo chef, pela Sommeliere e pelos diretores da vinícola e eles acreditam que a melhor forma de apresentar os vinhos e mostrar a sua qualidade é provando com comida. Harmonização por lá é coisa séria e o resultado é excelente.

Estive pela última vez lá em dezembro/2011 e dependendo de quando você for, o cardápio será outro. E se for, prefira o verão, pois é possível fazer até um picnic por lá, que deve ser muito legal.

Gostou da idéia? Veja então os pratos e fique com mais vontade ainda.

1o passo
Pequena salada de truta do Valle del Uco curada com ervas, maçã e creme de flores brancas
, harmonizado com o Yauquén Torrontés 2011. O vinho é bem floral no nariz e com uma acidez bem marcante na boca.
A alta acidez do vinho foi muito bem com o prato, mesmo com a maçã. O molho deu um ótimo balanço, trazendo um pouco de untuosidade para a harmonização.

 

 

 

2o passo
Pequenos rolos de folhas de videira, filé migrou refogado e cereais argentinos com infusão de azeite de oliva, canela e tomates secos, servidos sobre um seixo rolado
, uma pedra típica da região. O prato foi harmonizado com o Yauquén Cabernet Sauvignon 2010. 30% do vinho é envelhecido em barrica durante 6 meses. É o vinho jovem, que mostra bastante fruta e que parece ter uma proposta descompromissada e servir realmente para entradas.
As folhas de uva trouxeram um sabor amargo que foi bem balanceado com a canela. O vinho, com seus taninos jovens e aromas e sabores mais picantes seguraram o amargor da comida, fazendo uma bela harmonização.

 

3o passo (Entrada)Malfattis de beterrabas assadas e ricota fresca com creme de tomilho defumado com o vinho Ruca Malén Reserva de Bodega 2009, que tem 40% Cabernet Sauvignon, 28% Syrah, 22% Malbec e 10% Petit Verdot. Passa 12 meses em barrica de carvalho. Tem uma mescla de herbáceo com café e um toque mineral no final. Da pra sentir um pouco o álcool na taça, mas não incomoda. Tem taninos ainda jovens e um final curto/médio e um pouco doce.
O prato tem bastante tomilho, que combinado com o molho de ricota fica bem forte, mas o vinho dá conta, principalmente pelos seus taninos.

 

 

4o passo
Medalhão de filé Mignon grelhado com tomates defumados, croquete de abóbora e batatas com chimichurri de cebolas.

Dessa vez foram dois vinhos para provarmos e vermos qual seria o melhor com o prato. Ruca Malén Malbec 2009, que passa 12 meses em barrica e o Kinién Cabernet Sauvignon 2008, que fica 18 meses em barrica. O Malbec tem toques adocicados no nariz e em boca tem bastante adstringência e bastante taninos.
Falaram que o Malbec iria melhor com a carne e o Cabernet melhor com os legumes. É verdade, mas o que não falaram é que o Cabernet não agüentou a carne. É um vinho muito bom, mas que realmente se tiver algo mais elaborado, que tenha muita fibra e gordura, talvez vá perder pra comida.

 

 

5o passo
Bavaroise de cítricos e biscoito, casca de laranja com frutas da estação
, harmonizados com o espumante Ruca Malén Brut, que tem 75% de Pinot Noir e 25% de Chardonnay e é feito pelo método Champenoise (2 anos em contato com as leveduras).
Ok, depois de comer tanto, nem precisava de sobremesa, mas essa tem seu valor. Não foi a melhor sobremesa que eu já comi e nem a melhor harmonização, mas tá valendo. A experiência é incrível e o trabalho deles de harmonizar é muito bom.

 

Para agendamentos, você precisa entrar no site da Ruca Malén. Os vinhos são importados pela Hannover no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, Argentina, Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot, Petit Verdot, Restaurante, Torrontes0 Comments

Vinhos da Tenuta San Leonardo tem classe e elegância

Vinhos da Tenuta San Leonardo tem classe e elegância

Se você for provar os vinhos da Tenuta San Leonardo (importados pela Mistral no Brasil), prepare-se para ter em mãos (ou em boca) caldos muito bem produzidos, com grande elegância e complexidade.

Quem esteve no Brasil para apresentar os vinhos foi o Marchese Anselmo Guerrieri Gonzaga, que atualmente é o responsável pela vinícola. O jovem italiano, de classe igual à de seus vinhos, contou um pouco da história e filosofia da vinícola.

Seu pai tinha uma idéia fixa na cabeça: fazer vinhos com castas francesas. Não sabemos ao certo com o ele chegou nessa idéia, mas não tirava isso da cabeça até conseguir. Plantou Merlot, Carménère, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. E deu certo.

Dos vinhos que eu provei, posso dizer que gostei de todos. São todos feitos em um estilo bem francês, mas com um toque italiano de acidez, que faz com que fiquem ainda mais interessantes.

O Terre di San Leonardo 2007 tem 50% Cabernet Sauvignon, 40% Merlot e 10 % de Cabernet Franc e Carmenére. No nariz tem toques de cereja, notas balsâmicas, leve pimenta. Na boca é macio e redondo, mas com força.

O Villa Gresti 2005  é um encanto. Com 90% de Merlot e 10% de Carmenére, foi um dos que mais me chamou a atenção. Notas de frutas frescas em contraste com algo mais complexo como um toque mentolado. Na boca é mais encorpado que o anterior, mas nem um pouco “difícil”.

O San Leonardo 2004 é o top da vinícola. Tem 60% de Cabernet Sauvignon e 30% de Cabernet Franc e Carmenére e 10% Merlot. Com um tempo maior de barrica (2 anos), tem já um traço de evolução na taça, mas que no nariz e na boca mostra que ainda tem muita vida pela frente. Aliás, foi aberto e ficou aerando por umas 2 horas e ainda estava fechado. Merece ser bebido com tempo e com uma boa comida.

Se quiser uma dica de um vinho italiano pra não errar, é só ir atrás dos Tenuta  San Leonardo.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2004, 2005, 2007, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Itália, Merlot1 Comment

[Vinícolas da Argentina] Clos de Chacras

[Vinícolas da Argentina] Clos de Chacras

Essa foi mais uma das novas vinícolas que conheci em minha viagem à Mendoza (que começou  na Patagônia), no final de 2011. Era uma que eu tenho que confessar que nem tinha provado os vinhos aqui no Brasil, o que foi bom, pois assim pude conhecer os vinhos e a vinícola de uma só vez.

A Clos de Chacras fica em Mendoza, mais precisamente em Chacras de Coria, daí seu nome. Por lá eles produzem só vinhos tintos, que saem de vinhedos bem antigos e que resultam em produtos bem trabalhados, com muita qualidade e potencial de envelhecimento.

Achei interessante a forma de apresentar os vinhos que eles têm por lá. São 3 linhas de vinhos para 3 públicos distintos: uma para os iniciantes, uma para os que já conhecem algo e uma para os conhecedores. Sinceramente eu duvido que alguém fique em só uma linha, mas de qualquer forma, é uma abordagem diferente. Eu provei as 3 e gostei bastante. Veja alguns que eu conheci por lá e recomendo.

Cavas de Crianza Cabernet Sauvignon 2008 – Esse é para os “iniciantes”. É um vinho que ainda estava um pouco fechado, mas depois, com algum tempo, foi se abrindo com aromas bem marcados. Fácil de beber, com um corpo médio, o que ajuda a harmonizar com vários tipos de comida.

Clos de Chacras Malbec 2008 – esse é da linha intermediária e é um vinho bem equilibrado, bem redondo e com toques de flores, frutas e até um pouco de medicinal.

Clos de Chacras Cabernet Sauvignon 2008 – foi um dos que eu mais gostei. Equilibrado, fácil de beber e com aromas bem definidos de frutas vermelhas e toques de pimenta e pimentão.

Gran Estirpe Blend 2005 é um corte para os “entendendores” (segundo eles). Vai 50% Malbec, 30% Cabernet Sauvignon, 20% Merlot. É muito potente e acho que pode ser guardado por um bom tempo. tem muito tanino e acidez bem alta. Pra quem gosta dos “porradões”, esse é uma boa pedida.

Gran Estirpe 2007 é também um grande vinho, que eu achei até mais interessante que o 2005. Apesar de mais jovem, tinha mais complexidade e era muito mais vivo, sempre convidando para o próximo gole. Feito com as mesmas uvas do Gran Estirpe 2005, esse tem leve toque mentolado, fundo de morango, taninos bem macios, final longo.

Os vinhos da Clos de Chacras são importados pela Mercovino no Brasil.

Se estiver por Mendoza, vale a pena visitar a Clos de Chacras, mas vale muito a pena também ficar um tempo em Chacras de Coria. Lá é uma espécie de centro Gourmet, com muitos restaurantes e uma pracinha muito simpática, rodeada de bares que às noites ficam cheios de gente animada e bonita. Dá pra dormir por lá (eu fiquei na Posada El Encuentro e recomendo).

Depois me conte se não foi uma bela experiência.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, 2007, 2008, Argentina, Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot0 Comments

Panizzon Brut Rosé

Panizzon Brut Rosé

Já viram um espumante rosé feito com Cabernet Sauvignon e Merlot? Acho que foi o primeiro que eu provei com essas duas uvas. Interessante.

Posted in Brasil, Cabernet Sauvignon, Merlot0 Comments

Tops 2011 Vinhos de Corte – 2o Lugar

Tops 2011 Vinhos de Corte – 2o Lugar

Segundo lugar com grande honra, dos vinhos provados em 2011. Esse eu conheci numa situação muito especial e estava esperando com muita ansiedade pela nova oportunidade de provar de novo.

Posted in 2008, Cabernet Franc, França, Merlot, Videopost0 Comments

Don Laurindo Merlot DO 2009

Don Laurindo Merlot DO 2009

Primeiro vinho da Don Laurindo a sair com a Denominação de Origem Vale dos Vinhedos.

Posted in 2009, Brasil, Merlot3 Comments

Enira Reserva 2006 – Mais um vinho da Bulgária

Enira Reserva 2006 – Mais um vinho da Bulgária

Mais um vinho da Bulgária provado. Só faltou uma coisa: ele tem 5% de Petit Verdot na composição. Faltou colocar na lousa.

Posted in 2006, Bulgária, Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Verdot, Syrah0 Comments

Lago di Corbara 2008

Lago di Corbara 2008

Lago di Corbara é produzido na Umbria pelo Castelo di Corbara e importado pela Vinhos do Mundo. É um corte de Sangiovese, Merlot e Cabernet Sauvignon que vale a pena conhecer.

Posted in 2008, Cabernet Sauvignon, Itália, Merlot, Sangiovese2 Comments

Cellole Chianti Classico DOCG Riserva 2005

Cellole Chianti Classico DOCG Riserva 2005

Chianti Classico é uma sub-região de Chianti, que fica dentro da Toscana. Alguns dizem que é o “coração de Chianti”. Nessa DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida) só é possível cultivar uvas tintas e para ter o selo da Denominação é necessário que os vinhos tenham pelo menos 80% da uva Sangiovese (que é a principal da região). O restante pode ser das uvas autóctones como a Canaiolo ou Colorino ou das internacionais como a Cabernet Sauvignon e a Merlot.

Em geral os vinhos são bem fortes na cor (rubi com toques alaranjados nas bordas), com aromas bem definidos e na sua grande maioria são vinhos de longa guarda.

O Cellole Chianti Classico Riserva 2005 é exatamente assim e se você gosta de vinhos dessa região, com certeza não vai se decepcionar com ele. É daqueles bem intensos no nariz e na boca. Depois de passar 24 meses em barrica e mais algum tempo em garrafa, ele desenvolveu aromas de frutas negras muito intenso, mesclado com um toque de tabaco, madeira seca, chocolate.

Na boca os seus taninos são muito presentes e mostram muita força, o que pede, com certeza, uma boa comida. A clássica Bisteca Fiorentina pode ser uma grande aliada aí. O vinho vai aguentar toda a sua gordura, com certeza.

Quem produz esse vinho é a San Fabiano Calcinaia e aqui no Brasil quem traz é a Decanter. Esse vinho não é dos mais baratos (custa em torno de 280 reais). Podemos até não gostar do preço, mas a qualidade vai ser difícil discutir.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, Itália, Merlot, Sangiovese0 Comments

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