Posted on 31 outubro 2011. Tags: frescobaldi, ravin, vinho italiano
Alguns nomes no mundo do vinho são tão reconhecidos que criam até mitos. Pra mim Frescobaldi é um desses casos. Situada na Toscana, a Marchesi de Frescobaldi tem 700 anos de história. Não é à toa que fazem tão bons vinhos. E com o tempo veio também praticamente um império. Os caras têm várias propriedades em diversas regiões e fabricam milhões de litros de vinhos todos os anos.
O Nipozzano Riserva Chianti Rufina é um deles. Feito com 90% de Sangiovese e o restante de Cabernet Sauvignon, Colorino, Malvasia Nera e Merlot, é daqueles vinhos italianos que encantam.
Tem aquela cor viva mas com toques mais atijolados (até típicos da Sangiovese) na taça que deixam a gente pensando sobre o seu envelhecimento (eu chutaria que o vinho pode ficar ainda mais 10 anos). No nariz é muita fruta que se mistura com os aromas da barrica, trazendo toques de baunilha.
Na boca a sua acidez e taninos também não passam despercebidos. Seu final é daqueles que pedem mais um gole, deixando a gente sempre com água na boca.
Nem preciso comentar sobre a vocação gastronômica do vinho, não é mesmo? Mas algo a se comentar é o seu preço. Custa R$ 115,00 na Ravin. Um belíssimo valor para um vinho dessa qualidade.
Se quiser provar um bom vinho italiano, pode buscar esse. Acho que não vai se arrepender.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2007, Cabernet Sauvignon, Colorino, Itália, Malvasia Nera, Merlot
Posted on 12 junho 2010. Tags: chianti, Itália, pietro beconcini, toscana
Como diz o meu amigo Alexandre, “um bom Chianti não pode faltar na adega”. E eu concordo com ele. Os Chianti são vinhos muito saborosos e em geral, que acompanham muito bem comidas típicas italianas. Eu acho que a combinação perfeita para uma pizza de calabresa é um bom Chianti.
E como nunca é demais conhecer mais um rótulo, esse eu provei em companhia de outro amigo, o Beto Duarte. Conhecemos o Antiche Vie, que é do mesmo produtor do IXE Tempranillo (veja o post do IXE aqui), que também é um espetáculo de vinho.
Esse Chianti é produzido com Sangiovese (85%), Ciliegiolo, Canaiolo, Malvasia Nera (15%). Em taça mostrou uma coloração não muito escura. No nariz apresentou bons aromas, com um toque de frutas, madeira e até um leve defumado. Depois de certo tempo em taça melhorou um pouco, evoluindo seus aromas e tornando-se ainda mais agradável.
Dessa vez a harmonização não foi com pizza, mas com uma boa carne grelhada. Acompanhou bem, mas eu ainda aposto na primeira opção.
O Antiche Vie (como os outros vinhos do mesmo produtor) não está ainda à venda no Brasil, mas esperamos que em breve esteja. Esse Chianti deve chegar por volta dos 40 reais, o que é um bom preço pra ele.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2007, Canaiolo, Ciliegiolo, Itália, Malvasia Nera, Sangiovese
Posted on 12 maio 2010. Tags: Abruzzo, Itália, puglia
Antes de falar sobre o Edizione, vale a pena um pouco de história. A família Farnese chegou em Abruzzo em 1582. Desde então seus proprietários vem cultivando uvas viníferas e produzindo vinhos. Hoje a Vinícola Farnese é uma empresa de grande porte, respeitada e que exporta seus vinhos para diversos países. O castelo, que um dia foi moradia de seus antepassados, hoje abriga a vinícola que possui um belo espaço para visitação.
Agora voltando ao vinho, esse é um dos tops da Vinícola, produzido em duas regiões distintas, como podemos ver nos pontos vermelhos no mapa.
Composto por Malvasia Nera(5%), Montepulciano(33%), Negroamaro(7%), Primitivo(30%) e Sangiovese(25%), esse é um vinho muito estruturado e potente, daqueles que você não consegue esquecer.
Como bem disse o meu amigo Cristiano Orlandi, só a garrafa pesa 1,8kg. Já de cara nos deparamos com uma apresentação imponente, mas que na minha opinião condiz com o que tem dentro dela.
O Edizione possui belíssimos aromas, corpo muito estruturado em boca e final longo.
É daqueles vinhos que você deixa um tempo na taça, bebe um pouco, se encanta e acha que ele ficaria bom com uma carne assada, por exemplo. Mais um tempo em taça, mais um gole e você vai querer bebê-lo sozinho, sem nada pra acompanhar e poder aproveitar o máximo dele. E por aí vai…
Essa safra já está pronta para o consumo, mas tenho certeza que vai agüentar mais alguns bons anos em garrafa. E quem tiver paciência para esperar, acredito que vai ser bastante beneficiado.
Comercializado no Brasil pela World Wine, é pra mim uma referência de um vinho que é potente e equilibrado ao mesmo tempo. Um vinho que merece ser provado em boa companhia. Não tem como se arrepender.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in Itália, Malvasia Nera, Montepulciano, Negroamaro, Primitivo, Sangiovese