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Domaine El Bordj Coteaux de Mascara 2008 – um vinho da Argélia

Domaine El Bordj Coteaux de Mascara 2008 – um vinho da Argélia

Em meio às minhas andanças na França, no começo desse ano, eu entrei em supermercado pra comprar alguns queijos. Inevitavelmente, fui dar uma olhada nas prateleiras de vinhos (que são um espetáculo à parte) e foi aí que me deparei com o Domaine El Bordj Coteaux de Mascara 2008, um vinho produzido na Argélia. Era um país que eu tenho que confessar que nem sabia que tinha vinhos.

Como bom curioso, não tive dúvidas e comprei o vinho. Queria trazer mais, mas como estava ainda no começo da viagem e sabia que a quantidade de garrafas aumentaria a cada dia, eu tive que me conter e trazer somente duas. Aliás, um grande risco, porque eu não tinha a menor idéia se era um bom vinho ou não.

E pra não me enganar sozinho, levei esse vinho para uma degustação na Vino&Sapore. No dia seriam degustadas várias safras do renomado Marques de Casa Concha, da Concha Y Toro e eu esperei terminar tudo para apresentar o vinho (às cegas) para o pessoal que estava lá.

E não é que o vinho não decepcionou? Produzido com as uvas Grenache, Cinsault, Mourvèdre, Morastel, Cabernet Sauvignon, Syrah e Alicante Bouschet, tem nessa mistura outro ponto interessante. Nunca vi essas uvas todas juntas em um vinho.

Bem, o fato é que o vinho é bom, com aromas de frutas vermelhas e um forte toque mineral. Na boca foi bem, com boa acidez e um final que eu achei curto, mas dando o desconto pelo inusitado, até que me agradou.

Essa é uma das belezas do mundo do vinho: poder encontrar vinhos completamente diferentes de tudo o que já provou, seja pela procedência, pelas uvas ou pelos aromas e sabor.

Aprendi mais uma: na Argélia se faz vinho sim!

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Alicante Bouschet, Argélia, Cabernet Sauvignon, Cinsault, Grenache, Monastrell, Mourvedre, Syrah1 Comment

Gran Feudo Rosado 2009

Gran Feudo Rosado 2009

Outro dia almocei com um amigo que me fez um desafio: encontrar um bom vinho feito 100% com Garnacha. O desafio veio da conversa sobre um vinho que ele trouxe para o Brasil com essa uva. O vinho, tinto, era de ótima qualidade e agradou muito o paladar brasileiro. Mas ele insistiu que não tinha outro no mercado.

Realmente não é fácil encontrar vinhos feitos 100% com essa uva, mas também não é tão difícil quanto ele me falou que seria. E eu só precisei de alguns dias pra encontrar um (ou me lembrar desse, no caso), e foi até por acaso. Eu estava em um restaurante que servia vinhos em taças e quando vi os rosados, estava o Gran Feudo 2009 lá, se exibindo pra mim.

Pois não tive dúvidas e pedi o tal, para provar. Não só pra cumprir a aposta, mas principalmente para conhecer esse que eu já tinha ouvido falar, mas não conhecia até então.

O Gran Feudo Rosado 2009 é um vinho bastante elegante. Sua coloração tendendo ao cereja, muito límpido e brilhante, é muito convidativa e cativante.

No nariz apresentou aromas de frutas vermelhas, leve toque herbáceo e eu arriscaria dizer que tem até um pouco de frutas secas.

Em boca foi muito equilibrado, principalmente quando acompanhou um blinis de salmão, muito bem preparado, delicado e suave.

É, algumas vezes, eu acerto na harmonização. E essa foi uma delas. É algo que vale a pena experimentar. E o melhor é que o Gran Feudo é um vinho relativamente barato. Ele custa aproximadamente 35 reais na Mistral. Vale a pena provar.

E se algum amigo desafiar a encontrar um vinho feito 100% com Garnacha, agora você já sabe onde encontrar (sim, o desafio era de encontrar um tinto, mas um rosé pode ser uma tentativa, não?). Eu já mandei esse pra ele. Quero ver o que ele vai me falar…

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2009, Espanha, Grenache3 Comments

Porto Mediterrâneo com novidades no portfolio

Porto Mediterrâneo com novidades no portfolio

A importadora Porto Mediterrâneo apresentou na semana passada seus novos rótulos para o mercado. E o pessoal não está para brincadeira. Trouxeram muita coisa boa da Espanha. São vinhos de bastante caráter.

Eu provei 18 rótulos e pude perceber que há vinhos para todos os gostos. Tem vinhos brancos fantásticos e diferentes dos tradicionais. O pessoal procurou trazer diversos tipos de vinhos e de diversas regiões da Espanha. E com um diferencial. Todos os apresentados são orgânicos. Não é sempre que vemos por aí importadoras investindo tão pesado assim nos orgânicos. Estão de parabéns. E aí vão algumas dicas.

Se quer um bom branco, conheça o Murua Blanco Fermentado em Barrica 2006 é produzido com Viura, Malvasia e Garnacha Blanca. Aromático, exalando muita fruta branca com um toque de mel que deixa ele especial.

 

Já provou algum vinho orgânico da região de Penedés? Procure pelo Mas Irene 2003, que tem Merlot e Cabernet Franc em sua composição e encante-se pela sua complexidade aromática e de boca. Vinho pra beber agora, mas que ainda dá pra guardar bem uns dois anos.

Gosta de Garnacha? Prove então o Indígena 2008. Se você gosta de vinho com aromas bem francos de frutas vermelhas, vai se deliciar com esse. O aroma vem de longe quando você abre a garrafa. Além de ter um belo rótulo, bem diferente.

Está em buca de um bom Cava Rosé? O Parés Baltá Cava Brut Rosé 2007 é ótimo! Tem uma coloração groselha muito brilhante, com belíssimo perlage. Final complexo e convidativo para o próximo gole.

Mas se você quer um vinho mais complexo, que tem capacidade de envelhecimento e acompanha grandes refeições, prove então o Pasanau La Morena de Monsant 2006 que é feito com Garnacha Tinta, Merlot e Mazuelo e tem um toque de frutas secas que deixa qualquer um encantado.
E se ainda não estiver satisfeito, vá em busca do Pasanau Finca la Planeta 2005. Esse é anda mais intenso em coloração e está jovem, mas vai ser um grande vinho. É daqueles que você compra duas garrafas: uma pra beber agora e outra pra guardar. Terá um tesouro em casa.


Se você encontrar esses vinhos e provar, me conte depois se gostou. Veja aqui o site da Porto Mediterrâneo e conheça todo o portfolio da importadora. Alta qualidade!

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2003, 2005, 2006, 2007, 2008, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Espanha, Grenache, Grenache Blanc, Malvasia Bianca, Mazuelo, Merlot, Viura0 Comments

Cave Jado trouxe novos vinhos para seu portfólio

Cave Jado trouxe novos vinhos para seu portfólio

Essa é para quem gosta de um bom vinho francês, com bom custo. A Cave Jado, que já é famosa por essa “dobradinha de sucesso” está trazendo mais alguns rótulos para o Brasil. Felicidade a nossa, que podemos beber bons vinhos sem ter que gastar muito.

Conheci o novo portfólio (que veio complementar. Os que a gente já conhece continuam lá, firmes e fortes) e descobri algumas coisas muito interessantes, como as abaixo:

Une et Mille nuits 2007
Um vinho orgânico do sul da França (Languedoc), que tem Syrah, Grenache, Carignan, Mourvèdre e Cinsault na sua composição. Ótimos taninos, macio, longo e muito equilibrado. Está bom para beber agora, mas se guardar por mais algum tempo vai ter mais complexidade. Custa 101 reais.

Grande Tradition 2008
Por 55 reais, me pareceu uma excelente compra. Produzido com Syrah, Grenache e Carignan, é um vinho muito fácil de ser bebido, com aromas francos de frutas vermelhas, taninos macios e acidez muito equilibrada. Esse me pareceu um ótimo achado, pois sua qualidade faz frente a vinhos que eu vejo por aí pelo dobro do preço.

Domaine des Roches Neuves 2009
Outro vinho orgânico feito com a Cabernet Franc. Sua cor é impressionante: viva, brilhante e pinta a taça de forma incrível. Aromas típicos da casta, com destaque para o herbáceo e frutas negras. Em boca tem uma excelente acidez e um final longo. Está pronto para beber, mas eu guardaria por mais uns 2 anos. Vai ganhar mais maciez e complexidade. Custa 114 reais.

Sancerre 2009
Um branco com uma acidez marcante, ótimo frescor e final intenso, convidando para o próximo gole. Pra beber em dias quentes é um sucesso! Custa 97 reais.

Além disso pude relembrar alguns que eu já provei e aprovei, como o Cuvée Domaine Nigri, que é um vinho doce muito saboroso e não-enjoativo. Aliás, o Olivier deu uma sugestão de sobremesa que eu vou testar com esse vinho: salada de frutas com uma bola de sorvete de côco por cima. Acredito que vá dar certo. A idéia me deixou com água na boca e eu vou testar.

Então se você está procurando novidades da França, sugiro uma passadinha lá na Cave Jado.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, 2008, 2009, Cabernet Franc, Carignan, Cinsault, França, Grenache, Mourvedre, Sauvignon Blanc2 Comments

O vinho do ano da Wine Spectator – 2010

O vinho do ano da Wine Spectator – 2010

Conheça o vinho do ano de 2010, segundo a Wine Spectator. E dessa vez, a California reinou absoluta, especialmente em sua safra de 2007. Depois de emplacar várias posições entre os 10 melhores, levou também o 1o lugar, com um vinho feito à base de Grenache, Mourvedre e Syrah.

1o lugar - Saxum
James Berry Vineyard Paso Robles 2007

98 points / $67
950 cases made
California

In 1998, when 28-year-old Justin Smith started making wine in Paso Robles, it was a sleepy Central Coast area. Now the wine region is one of California’s fastest-growing. West Paso has a magical combination of rocky limestone soils, rolling hillsides and a not-too-cool climate that gives red Rhône varieties a firm structure to frame their rich, dark berry flavors.

Smith, who owns the 3,000-case Saxum winery with his wife, Heather, creates wines of distinctive character, depth and personality. In 2007, a near-perfect vintage, Saxum’s wines reached new heights. The 2007 James Berry Vineyard Paso Robles is a blend of Grenache, Mourvèdre and Syrah from a vineyard named after Smith’s father. The three varieties are aged 20 months in new and used barriques and large puncheons, to emphasize fruit purity. With its classic quality and reasonable price, this wine is a testament that Paso Robles has earned its place on the world stage.
Notas de degustação

Posted in 2007, Estados Unidos, Grenache, Mourvedre, Syrah0 Comments

Evohé 2009

Evohé 2009

Esse é mais um dos vinhos da Sociedade da Mesa. Recebi esse na seleção de outubro/2010 e para quem não conhece, a Sociedade da Mesa é um clube de vinhos onde os associados recebem mensalmente um kit contendo os vinhos previamente selecionados pela empresa. Funciona muito bem pra quem quer ter boas dicas de vinhos, conhecer regiões e uvas diferentes e também ter bons preços. Existem muitos clubes assim e já falei inclusive sobre isso aqui.

Dessa vez vieram 4 garrafas desse espanhol, que é produzido 100% com a uva Garnacha, na DO de Bajo Aragón. A uva garnacha é uma que não é vista frequentemente aqui no Brasil, principalmente em vinhos varietais, e tampouco é bastante consumida. Está aí uma boa razão pra se provar esse vinho.

Eu não consegui a informação sobre a passagem por barricas, mas eu arriscaria dizer que não passa. Com uma coloração púrpura intensa, mostrou-se um vinho bastante jovem e com aromas de frutas bastante intenso. Morango e groselha fizeram a composição dos principais. Senti um pouco de álcool sobrando no nariz também.

Em boca mostrou-se leve e com um corpo médio, com bastante acidez e um final não muito longo, acompanhado de um toque de amargor. Melhorou quando acompanhado de queijos mais adocicados, como o Masdam, mas ainda senti que tinha uma “aresta” a ser aparada. Mas seu frescor foi um destaque positivo pra mim.

É um vinho para o dia a dia e que se apreciado dessa forma, trará bons momentos. Talvez ele se dê bem com um churrasco, por exemplo. Vale arriscar.

Esse foi comprado por 38 reais, mas a promessa do importador é que o preço de mercado é de 60 reais. Acredito que 60 reais seja um preço um pouco alto para esse vinho, mas os 38 estão bem pagos.

Abraços

Daniel Perches

Posted in 2009, Espanha, Grenache4 Comments

Chateau Kefraya Les Brèteches 2007

Chateau Kefraya Les Brèteches 2007

Apesar de não ter um grande consumo aqui no Brasil, o Líbano produz até uma boa quantidade de vinhos e exporta bem. E da mesma forma que acontece com outros países, ele tem lá o seu terroir específico, trazendo características únicas para os vinhos produzidos por eles.

E meio que por curiosidade eu resolvi provar esse vinho, que é o básico da bodega Kefraya, que é bem grande e bem conhecida em diversos países. Esse é feito com as uvas Cabernet Sauvignon, Syrah, Cinsaut, Mourvèdre, Tempranillo, Carignan e Grenache.

Eu provei há um bom tempo e achei o vinho bem interessante. E como eu tinha uma outra garrafa guardada, resolvi provar para sentir a evolução.

Da primeira vez que eu provei o vinho, o que me chamou a atenção nele foram os aromas de especiarias mesclados com um toque terroso, acompanhando de nuances de caramelo, tornando o vinho até exótico.

Mas, dessa vez, me parece que eu não dei sorte, e o vinho me pareceu bem simples e sem muita coisa para apresentar. Tinha frutas, tinha um toque terroso e tinha também toques adocicados, mas nada que me chamasse a atenção. Aliás, nada de exótico.

Em boca pareceu-me quente, apesar de não ser dos mais alcoólicos e o seu final era curto. Bem, eu prefiro ficar com a lembrança do outro vinho que eu provei. Quem sabe não foi só essa garrafa, não é mesmo?

Se provar, me conte se estou certo. Ah, pra quem quiser, ele é comercializado pela importadora Zahil e custa 49 reais pelo site.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Cabernet Sauvignon, Carignan, Cinsault, Grenache, Líbano, Mourvedre, Syrah, Tempranillo0 Comments

Chateauneuf du Pape Masson Dubois 2006

Chateauneuf du Pape Masson Dubois 2006

Não é difícil encontrar pessoas que gostem de vinhos feitos na região de Chateneauf du Pape. São vinhos famosos não só pela sua história, mas também principalmente pela sua qualidade.

E eu não fujo à regra. Gosto desses vinhos, que nos agradam desde seus rótulos, suas garrafas bastante elaboradas e claro, seus vinhos fantásticos.

Um fato interessante sobre essa região é que é o lugar onde se produz vinhos de acordo com a legislação da região com o maior número de uvas: são treze as uvas permitidas, sendo as tintas: Grenache, Syrah, Cinsaut, Mourvèdre, Counoise, Picpoul, Terret Noir, Vaccarèse, Picardan, e Muscardin. E as brancas: Bourboulenc, Roussanne, Clairette. Se incluir as brancas Grenache Blanc e Picpoul Blanc, também permitidas, temos quinze. Não é difícil de encontrar vinhos com essa quantidade de uvas por lá.

Esse eu tive a oportunidade de provar na casa de amigos, num dia em que estávamos tentando harmonizar algo com um bacalhau em natas, feito com um molho bem cítrico.

Mas vamos ao vinho, que é o que interessa: Esse é produzido com as uvas Syrah, Grenache, Clairette, Picpoul, Terret, Cinsault e Mourvedre. Tem uma coloração rubi clara e um pequeno halo de evolução, o vinho mostrou-se em taca muito elegante, lembrando os clássicos vinhos da França, principalmente os da Borgonha (onde ele é produzido).

No nariz, uma gama tão grande de aromas que ficou difícil de escolher alguns para contar: morangos, groselhas, um pouco de terra, flores com toques adocicados (eu sou péssimo com flores, então não me lembro os nomes) e um leve, mas leve mesmo, toque de madeira. Além disso, um toque de especiarias rondava sempre o nariz, acompanhando todos esses aromas. Tudo isso dançando na taça, mostrando-se mais ou menos, conforme se girava e se apreciava o líquido.

Em boca mostrou-se um vinho realmente elegante, com taninos ainda jovens, mas macios e bem tratados. Boa adstringência e final longo e sem amargor. Um vinho muito correto e agradável.

Esse Chateauneuf du Pape, apesar de ser leve, é um vinho que pode acompanhar muito bem comidas um pouco mais apimentadas ou com um pouco mais de especiarias. Como falei, testamos com o bacalhau, mas talvez o cítrico do molho tenha se sobressaído um pouco. No mesmo dia testamos com uma geléia de pimenta com brie e ficou perfeito. Acho que vale o teste.

E mesmo que não tiver nada para acompanhar, sempre vale a pena beber um bom Chateuneuf du Pape.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Cinsault, Clairette, França, Grenache, Mourvedre, Picpoul, Syrah, Terret0 Comments

Nita 2007

Nita 2007

O Nita é um vinho da região do Priorato (nordeste da Espanha) que vem compor o portfólio da CultVinho, uma importadora que é especializada em vinhos desse país.

Esse vinho participou da segunda edição da “Confraria da Mentira”, que é composta por mim e mais alguns amigos (Alexandre, Cristiano, Emerson e Thiago) e esteve ao lado de grandes nomes, como o Pintia, que eu comentarei em outra ocasião.

E foi nesse ambiente que o Nita mostrou toda a sua qualidade e não decepcionou. Pelo contrário, nos surpreendeu. O vinho tem uma ótima acidez, aromas muito interessantes de frutas frescas e um final muito bom, com taninos concentrados e sem amargor.

Seu corte de uvas é composto de 45% de Garnacha, 35% de Cariñena, 15% de Cabernet Sauvignon e 5% de Syrah e forma um belo suco. O produtor utiliza algumas técnicas biodinâmicas para a colheita e produção dele, o que me parece ser uma idéia, pois o vinho encanta.

 É um vinho que tem potencial para acompanhar muito bem uma carne na churrasqueira ou até mesmo uma carne mais temperada.

O Nita foi provado e aprovado por todos da confraria e merece destaque e atenção quando formos procurar um vinho espanhol. Esse custa 119, e hoje (data dessa postagem) está em promoção por 99 reais no site da CultVinho. Aliás, já comentei aqui as minhas impressões sobre a CultVinho, mas é sempre bom repetir, principalmente quando são positivas: ótimo atendimento, enorme simpatia dos proprietários e principalmente bons vinhos com bons preços. Vale a pena conferir. O site é www.cultvinho.com.br;

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Cabernet Sauvignon, Carignan, Espanha, Grenache, Syrah1 Comment

Cuvée Must 2007

Cuvée Must 2007

Tenho falado e conversado bastante sobre os vinhos do Rhône. Situado no sudeste francês, essa região é responsável pela produção de ótimos vinhos, muito aromáticos e saborosos. Os vinhos de lá em geral me agradam muito pelo seu frescor e vigor.

E esse Cuvée Must, importado pela Cave Jado, não foge à regra. É um excelente vinho produzido mais especificamente na AOC Vin du pays d’Orange e é composto de 75% de Grenache e 25% de Syrah. Uma combinação que formou um vinho com uma coloração rubi intensa e muito brilhante.

Em taça, apresentou aromas frutados com destaque para as negras como amoras silvestres. Em boca apresentou um retrogosto muito refinado, sem amargor e com traços de torrefação. Tudo muito delicado e harmonioso, com destaque para seus taninos, muito macios.

cuvee_must_2007Como todos os vinhos da Cave Jado, esse tem um preço muito em conta. Custa 57 reais, que é mais do que justo para a qualidade desse vinho. Foi muito bem harmonizado com carne assada ao vinho (tipo um brasato ao Barolo), pois sua estrutura suporta esse tipo de comida mais forte.

Mas fique atento, pois ao mesmo tempo em que vem a fama dos vinhos do Rhone, vem também um monte de rótulos que se utilizam dessa denominação para apresentar alguns não tão bons assim. Cuidado para não comprar gato por lebre. Esse eu garanto.

Abraços

Daniel Perches

Posted in 2007, França, Grenache, Syrah3 Comments

Vinhos Pago Casa Gran

Vinhos Pago Casa Gran

Em mais um de nossos (já) regulares encontros dos enoblogueiros com alguns produtores/importadores, tivemos a oportunidade de conhecer a Pago Casa Gran, uma vinícola que situa-se em Valência, na Espanha.

Fomos recebidos pelo Sr. Pedro, representante da vinícola (que ainda não tem importador definido no Brasil), que nos contou um pouco da história e nos apresentou 4 vinhos da casa.

A Pago Casa Gran tem uma longa tradição em cultivo de uvas, porém só recentemente que decidiu produzir seus próprios vinhos. Decisão acertada, pois estão conseguindo bons resultados, como pudemos perceber – e que eu comento abaixo.

 

Casa Benasal Blanco 2008
O único branco produzido na vinícola, tem um corte inusitado: Gewurztraminer (60%) com Moscatel (40%). Duas variedades muito aromáticas e características.
O vinho apresentou uma gama muito grande aromas florais e de frutas brancas bem jovens. Inicialmente a Moscatel tomou conta da taça, mas com o passar do tempo, foi se balanceando com os aromas da Gewurztraminer. Um vinho muito interessante e que é uma boa pedida para se beber sozinho ou então acompanhando saladas leves. Ótimo para o verão.

Reposo 2006
Apesar de seus 4 anos de vida, o Reposo mostrou-se como uma criança. Muita potência, vivacidade (inclusive na coloração) e força. Taninos ainda um pouco verdes e acidez um pouco alta, mas com certeza vai evoluir com o tempo. Interessante é que esse vinho não passa por barricas para afinamento. É um corte de Merlot, Cabernet Sauvignon, Syrah e Monastrell. Sugiro beber acompanhando comida e de preferência que tenha boa acidez (molhos vermelhos, por exemplo).

Falcata Casa Gran 2006
Esse já passa por barricas francesas por 12 meses antes de ir para a garrafa. Seus aromas ainda estão um pouco “tímidos”, mas abrem-se com o tempo. Corte de Syrah (30%), Garnacha Tintoreira (30%), Monastrell (30%) e Cabernet Sauvignon (10%). Merece aeração de 1 hora para que possa mostrar melhor seu potencial.

Falcata Arenal 2006
Esse é o vinho top da vinícola, composto por Garnacha Tintoreira (70%) e Monastrell (30%). Passa 14 meses em barrica antes de ser engarrafado. Vinho bastante equilibrado, com aromas fortes de frutas vermelhas e leve toque terroso. Tem aromas mais abertos do que o Falcata Casa Gran. Em boca, retrogosto de madeira e de especiarias. Acredito que seus taninos ainda evoluirão mais, tornando-se ainda mais redondo.

Os preços dos vinhos não foram citados, pois ainda não há um acerto com nenhum importador (pelo menos não até a data dessa matéria). Mais informações sobre a vinícola você encontra no site aqui.

Mais uma degustação muito bem conduzida e, como sempre, com uma bela recepção pelo nosso amigo Marcelo di Morais, lá do Empório Vila Buarque.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, 2008, Cabernet Sauvignon, Espanha, Gewurztraminer, Grenache, Merlot, Monastrell, Moscatel, Syrah1 Comment

Le “C” des Domaines Tari 2006

Le “C” des Domaines Tari 2006

Esse é mais um fruto das minhas compras no último Bota Fora da World Wine. A tradicional liquidação que a importadora faz todo começo de ano é um bom momento para se conhecer alguns vinhos que durante o ano foram objetos de desejo, mas que o preço não permitia a realização dessa vontade.

E foi assim que eu comprei o Le “C” des Domaines Tari 2006, um rosé de Mourvedre, Cinsault, Grenache e Carignan, produzido na propriedade de Blanquefort, na Côtes de Provence, na França. Dessa vez, a compra foi muito mais por interesse em conhecer um rosé feito com essas uvas do que pelo preço atrativo, mas agora que provei, fico contente de ter pago mais barato, pois o vinho não foi tudo aquilo que eu imaginava.

Em taça apresentou uma coloração salmão clara, tendendo ao alaranjado. No nariz apresentou aromas de frutas secas com destaque para damasco e tamarindo. Identifiquei um leve floral, mas bem passageiro.

lesCEm boca, corpo leve, um pouco de álcool sobrando e ficar com um leve amargor que incomodou um pouco.

O preço normal desse vinho é 58 reais. Eu comprei por 29 na liquidação. Sinceramente, mesmo pelo preço de liquidação ele não valeria a pena, diante de tantos outros rosés muito interessantes que existem por aí, com preços similares.

Para que eu não cometa uma injustiça perante o vinho, vou procurar uma safra mais recente dele para comparar, pois pode ser que eu esteja com um exemplar que já tenha passado do ponto. Farei isso e conto em breve aqui.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Carignan, Cinsault, França, Grenache, Mourvedre0 Comments

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