Archive | Castelão

Monte Velho 2009

Monte Velho 2009

Podem falar o que quiserem sobre os vinhos do Esporão, menos que eles não têm caráter. Pelo menos pra mim isso aparece como uma característica muito forte em todos os vinhos que eu já provei deles. E o Monte Velho não foge à regra: produzido com as castas Trincadeira, Aragonêz e Castelão no Alentejo, o vinho que passa um pequeno tempo por madeira mostrou aromas de muita fruta madura, com destaque para as negras como amora e um leve toque de cereja. Na boca tem tanino pra dar e vender, mas a acidez dele, que é alta também, compensa a sensação e faz com que você tenha um vinho que deve combinar muito bem com carnes bem condimentadas ou gordurosas. Uma leitoa assada deve combinar.

Eu provei o vinho com alguns queijos defumados (e claro, o bom e velho Gouda francês que eu sou fã) e deu certo, mas o vinho ainda ganhou um pouco. Acho que vale a tentativa de harmonização.

Eu só não gostei muito do rótulo, que eu acho que merecia uma reformulação. Com um preto de fundo, me pareceu sem muito apelo, mas o conteúdo compensa.

Esse é importado pela Qualimpor aqui no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2009, Aragonez, Castelão, Portugal, Trincadeira2 Comments

Quinta da Mimosa 2007

Quinta da Mimosa 2007

Esse é um dos vinhos que ficou entre os Top5 no Encontro de Vinhos de Ribeirão Preto, em outubro de 2010.

E como aconteceu com todos os outros no dia, eu não consegui provar, mas como ganhei uma garrafa depois, eu guardei para poder provar com calma, para saber o que tinha de tão especial nesse vinho.

Finalmente consegui abrir, e foi na companhia de bons amigos, quando resolvemos provar também um vinho mexicano, o Emsamble Arenal Ba II.

O Quinta da Mimosa é feito com a uva Castelão, ou Periquita, na região de Palmela, pela Casa Ermelinda Freitas.

Vinhos feitos com a uva Castelão não são tão fáceis de serem encontrados por aqui no Brasil, mas produzem caldos muito aromáticos e interessantes. Igualmente difíceis são os vinhos da região de Palmela.

Esse, quando aberto, lançou ótimos aromas de frutas negras com um leve toque de defumado. Na boca apresentou uma boa acidez, mas nada muito marcante. É um vinho muito fácil de ser bebido e que agrada pela sua leveza. Achei que encontraria um vinho mais encorpado e forte, mas foi o contrário. Após algum tempo de aberta a garrafa, seus aromas continuaram e o que eu achei que mais ficou ressaltado foi um aroma de groselha.

Importado pela Hestia Gourmet, é uma boa opção pra se conhecer uma casta portuguesa diferente. Se comprar, sugiro harmonizar com uma comida leve e sem muita gordura. Talvez um queijo curado também dê certo, mas esse eu não testei.

Parabéns para o pessoal da Casa Ermelinda Freitas e para a Hestia Gourmet pela colocação na eleição dos Top5 do Encontro de Vinhos. Foi merecido, pois o vinho é bom mesmo.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Castelão, Portugal0 Comments

Loios Tinto 2008

Loios Tinto 2008

Certos produtores são realmente muito bons e merecem nossa atenção. Já comentei sobre alguns que me encantam, como a Bodegas Callia e Catena Zapata na Argentina, Concha Y Toro no Chile e agora, o João Portugal Ramos, em Portugal.

O motivo é simples: desde os vinhos mais básicos até os tops, eles são todos muito bons. É claro que cada um tem uma proposta diferente (e valores bem diferentes, diga-se de passagem), mas não deixam de ser bem produzidos, nos trazendo um grande prazer ao beber.

E posso dizer então que o Loios é um deles. Produzido com as castas Aragonês, Trincadeira e Castelão, é um vinho muito saboroso e fácil de beber. Produzido no Alentejo, é um vinho que não passa por madeira. Sua fermentação é feita em tanques de inox e depois é engarrafado.

Em taça, mostrou uma coloração rubi bastante viva e até mais leve do que os tradicionais vinhos portugueses. No nariz, aromas de frutas vermelhas frescas e um caráter vegetal bem interessante, lembrando grama e terra molhada, mas bem de leve.

Em boca, boa acidez e taninos redondos. Seu final é curto, mas agradável. Não me pareceu sobrar álcool. Após algum tempo de garrafa aberta, o vinho ainda melhorou um pouco, mas nada expressivo. É realmente um vinho para se abrir e beber, sem necessidade de aeração.

É sem dúvida um ótimo vinho para o dia a dia, não só pela sua qualidade como pelo seu preço. Na Casa Flora (importadora) está em torno de 30 reais. Vale a pena comprar e provar.

Um abraço

Daniel Perches

loios_2008

Posted in 2008, Aragonez, Castelão, Portugal, Trincadeira0 Comments

Azul Portugal Bairrada 2006

Azul Portugal Bairrada 2006

AZP_BairradaEssa é para quem quer conhecer um pouco mais sobre os diferentes estilos de vinhos dentro de Portugal. O projeto “Azul Portugal” reúne alguns dos grandes enólogos daquele país, para fazer vinhos de caráter e tipicidade de cada região.

Eu acabei conhecendo esse vinho, que é da Bairrada, em busca de algo que harmonizasse com churrasco. E deu muito certo. Esse é feito com as uvas Baga, Tinta Roriz, Touriga Nacional e Castelão, num corte muito parecido com o do tão famoso vinho “Periquita”.

O vinho tem uma coloração rubi intensa e quase negra, com um pequeno halo de evolução, que só se percebe ao deitar a taça. Suas lágrimas são grossas e lentas e bem pintadas.

No nariz, ótimos aromas de frutas frescas, com destaque para framboesa e groselha. Há também um destaque para aromas mais úmidos como terra molhada e um pouco de madeira, que é interessante se notar, pois esse vinho não passa por barris de carvalho.

Em boca apresenta uma ótima acidez, mas com bom equilíbrio. Como falei, foi muito bem com carnes de churrasco. A sensação de complementação da carne com o vinho é nítida e o conjunto ficou muito saboroso.

Esse é importado pela Decanter e custa em torno de 45 reais. Um bom preço pela sua qualidade. Há também “Azul Portugal” da região do Minho, Dão, Ribatejo e Palmela. Vale a pena provar.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Baga, Castelão, Portugal, Tinta Roriz, Touriga Nacional2 Comments


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