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Vinhos da Tenuta San Leonardo tem classe e elegância

Vinhos da Tenuta San Leonardo tem classe e elegância

Se você for provar os vinhos da Tenuta San Leonardo (importados pela Mistral no Brasil), prepare-se para ter em mãos (ou em boca) caldos muito bem produzidos, com grande elegância e complexidade.

Quem esteve no Brasil para apresentar os vinhos foi o Marchese Anselmo Guerrieri Gonzaga, que atualmente é o responsável pela vinícola. O jovem italiano, de classe igual à de seus vinhos, contou um pouco da história e filosofia da vinícola.

Seu pai tinha uma idéia fixa na cabeça: fazer vinhos com castas francesas. Não sabemos ao certo com o ele chegou nessa idéia, mas não tirava isso da cabeça até conseguir. Plantou Merlot, Carménère, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. E deu certo.

Dos vinhos que eu provei, posso dizer que gostei de todos. São todos feitos em um estilo bem francês, mas com um toque italiano de acidez, que faz com que fiquem ainda mais interessantes.

O Terre di San Leonardo 2007 tem 50% Cabernet Sauvignon, 40% Merlot e 10 % de Cabernet Franc e Carmenére. No nariz tem toques de cereja, notas balsâmicas, leve pimenta. Na boca é macio e redondo, mas com força.

O Villa Gresti 2005  é um encanto. Com 90% de Merlot e 10% de Carmenére, foi um dos que mais me chamou a atenção. Notas de frutas frescas em contraste com algo mais complexo como um toque mentolado. Na boca é mais encorpado que o anterior, mas nem um pouco “difícil”.

O San Leonardo 2004 é o top da vinícola. Tem 60% de Cabernet Sauvignon e 30% de Cabernet Franc e Carmenére e 10% Merlot. Com um tempo maior de barrica (2 anos), tem já um traço de evolução na taça, mas que no nariz e na boca mostra que ainda tem muita vida pela frente. Aliás, foi aberto e ficou aerando por umas 2 horas e ainda estava fechado. Merece ser bebido com tempo e com uma boa comida.

Se quiser uma dica de um vinho italiano pra não errar, é só ir atrás dos Tenuta  San Leonardo.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2004, 2005, 2007, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Itália, Merlot1 Comment

Casa Donoso Clos Centenaire 2008

Casa Donoso Clos Centenaire 2008

Eu estava com esse vinho na minha adega para ser provado já há algum tempo. Sempre deixava para uma outra oportunidade e esse dia nunca chegava. Até que um dia eu tinha comprado um Malbec Argentino (no supermercado) para beber no almoço. Abri o tal Malbec e quase caí pra trás. Era muito ruim! Uma decepção total.

Ficar sem vinho não era uma opção, então voltei para a minha adega para encontrar algo para acompanhar a carne que eu tinha preparado e me deparei de novo com o Clos Centenaire 2008. É, era a vez dele.

Produzido no Vale do Maule, no Chile, pela Casa Donoso, é um dos vinhos da linha Premium deles. Esse é feito com 40% Cabernet Sauvignon, 30% Malbec, 20% Carménère e 10% Cabernet Franc. Uma boa mescla de frutas que deu um bom vinho.

Eu tinha a impressão que eu encontraria só aquele aroma de “goiaba madura” que é tão característico do Chile, mas me enganei. Esse tem sim aromas de frutas vermelhas adocicadas, mas vem acompanhado de um toque mais evoluído, com tabaco e cedro. Depois de um tempo aberto, ele mostrou também toques de chocolate.

É daqueles vinhos macios e sedosos, que tem taninos bem reodondos. Eu tinha em mente beber um vinho com um pouco mais de acidez, mas tudo bem. Deu certo com a carne grelhada sem grandes problemas.

Já provei outros vinhos da Casa Donoso e gostei bastante. O que eu mais gostei foi o “D”, que é o vinho ícone deles. É muito potente e marcante e vale a pena conhecer.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Chile, Malbec1 Comment

El Principal 2006

El Principal 2006

Estive em uma degustação promovida pela Wines of Chile, onde a idéia era apresentar os melhores vinhos chilenos. Ou melhores ou pelo menos os que são “ícones” por lá. Infelizmente me atrasei para chegar e perdi a apresentação dos vinhos, que foi feita pelo Pedro Parra, o famoso “Doutor Terroir“.

Mas como tudo sempre tem um lado bom, eu provei os vinhos todos no final e sem nenhuma influência de qualquer explicação que pudesse me deixar pensando que um fosse melhor ou pior que o outro. E melhor ainda, provei às cegas, pois o garçom que estava me servindo não estava nada contente de ter que me atender no final do evento e não queria dar muita informação.

Bem, o fato é que eram todos muito bons, mas quando cheguei nesse, tomei um baque. Era realmente muito bom e pra mim se destacava dos outros pela sua qualidade e elegância. A primeira coisa que me veio à cabeça foi: “Como ele pode ser tão potente e tão elegante ao mesmo tempo?”.

Depois fiquei sabendo que era o El Principal 2006, o vinho top da vinícola de mesmo nome, que fica no Maipo. O El Principal só é feito em anos excepcionais e o último, antes do 2006, foi feito em 2001. Realmente um vinho especial.

Talvez a elegância venha do seu corte (83% Cabernet Sauvignon e 17% Carmenere), talvez venha do terroir ou talvez venha do enólogo. Como eu perdi a explicação, só sei dizer que é um dos melhores vinhos chilenos que eu provei.

Não é um vinho barato pelo que eu vi. Como já sabia de sua qualidade e estava de passagem (em trânsito) pelo Chile comprei uma garrafa no Freeshop de lá por aproximadamente 100 reais. Não sei quem importa e tenho até medo de perguntar. Só sei que tenho um aqui guardado, me esperando. Resta coragem de abrir e ficar sem nenhum.

Acho que vou ter que voltar  ao Chile buscar outra! :)

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Chile2 Comments

Yali Limited Edition Carmenere 2008

Yali Limited Edition Carmenere 2008

Esse é daqueles vinhos que vêm para quebrar alguns paradigmas. Ouço muito coisas do tipo: “Carmenere chileno tem só aroma de goiaba”, ou “Carmenere chileno é muito doce”.

Sim, meus caros, é verdade que muitos vinhos feitos no Chile com essa uva têm essa característica, mas como sempre digo, cuidado com as generalizações.

O Yali Limited Edition Carmenère 2008, por exemplo,é um vinho que foge a essas características. Produzido no Vale do Maipo, no Chile, é uma das marcas da gigante Viña Ventisquero.

É um vinho elegante, mas que mostra ao mesmo tempo muita força e potência. Tem uma grande concentração de cor, mostrando-se inclusive jovem. Com certeza dá pra guardar esse vinho por mais alguns anos. No nariz ele tem notas de frutas negras como amora, mas tem também o toque das frutas vermelhas. Por conta de sua passagem relativamente longa por barricas (16 meses) ele adquiriu alguns aromas também mais adocicados (mas fiquem tranquilos que não é nada enjoativo), remetendo a côco.

Na boca sente-se a sua força através dos seus taninos bem presentes, mas já relativamente macios, não deixando aquela sensação de secura na gengiva.

O vinho harmonizou muito bem com uma carne degustada no Noth Vila Nova Conceição, um novo restaurante da cidade de São Paulo que é um espetáculo. Aliás, não só a comida por lá é boa, mas o serviço também é de se prestar atenção.

Esse custa em torno de 100 reais e entra, na  minha opinião, numa lista de best buys pela sua qualidade. Aqui no Brasil a marca Yali é comercializada pela Domno.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Carmenere, Chile0 Comments

Valdivieso Caballo Loco No 12

Valdivieso Caballo Loco No 12

O Caballo Loco é um grande vinho que tem uma história muito interessante.

Em 1990, os proprietários da Valdivieso resolveram fazer um vinho diferente. A idéia era simples: preparariam o vinho e engarrafariam só 50% da produção e guardariam os outros 50% para ser incorporado à próxima produção. O vinho seria mesclado (safra antiga com nova) e daí tirariam somente 50% e deixariam o restante para ser misturado à próxima safra. E assim por diante, sempre guardando 50% da produção.

Surgiu então, em 1990, o Caballo Loco No 1. Desde então os vinhos vêm sendo produzidos com mesclas de safras anteriores, até o Caballo Loco No 12, que é a safra mais recente. Não dá pra colocar a safra no rótulo, porque tem um monte de safra misturada.

Obviamente a história é bem interessante e me parece uma boa jogada de marketing, mas o vinho realmente é bom. Com uma ótima complexidade de aromas, misturou frutas vermelhas e aromas mais evoluídos como chocolate e torrefação. Na boca mostrou taninos  macios, mas com grande capacidade de envelhecimento. Por ter 14,6% de álcool, senti o vinho um pouco quente, mas nada que me incomodasse. Seu final é bem longo e não senti nada de amargor. É um vinho para ser bem harmonizado talvez com uma carne ensopada com molho de vinho, por exemplo.

Se você gostou da história e quer saber como é o vinho, terá que desembolsar algo em torno de 230 reais. Esse é importado pela Ravin no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in Cabernet Sauvignon, Carmenere, Chile, Malbec, Merlot0 Comments

Casa Silva Gran Reserva Carmenere 2007

Casa Silva Gran Reserva Carmenere 2007

Gosto dos vinhos da Casa Silva e estou sempre disposto a conhecer novos rótulos deles (e como são muitos, tem que ir com calma e conhecendo aos poucos).

Dessa vez foi o Casa Silva Gran Reserva Carmenere 2007, um vinho que está na hora de tomar e é bem fácil de entender.

Posted in 2007, Carmenere, Chile6 Comments

Pérez Cruz Liguai envelhece bem

Pérez Cruz Liguai envelhece bem

Nada melhor do que uma degustação vertical para saber o potencial de envelhecimento de um vinho. Provam-se, num mesmo evento, diversas safras dele e aí fica fácil de perceber as suas modificações ao longo do tempo.

E foi assim que eu pude comprovar que o Pérez Cruz Liguai, um vinho feito com Syrah, Carmenere e Cabernet Sauvignon tem um grande potencial de envelhecimento. Provei as safras 2002, 2003, 2005, 2006, 2007 e 2008, sendo que só a 2007 está sendo comercializada atualmente.

O mais interessante foi que ao olhar para todas as taças com todos os vinhos, nenhum estava “envelhecido”. Todos os vinhos estavam com uma cor bem viva e mostrando bastante força.

Os mais antigos (02 e 03 principalmente) já estavam com aromas mais evoluídos e em boca também tinham traços do tempo, com taninos mais amaciados. Mas não se engane, pois a acidez ainda estava lá presente.

Segundo o enólogo da bodega que esteve acompanhando a degustação, o 2006 é um que deve ser bastante longevo. Sábias palavras e comprovadas pela sua grande acidez e taninos ainda bem amarrados.

O 2007 e o 2008, claro, estavam muito jovens. São vinhos que se forem consumidos hoje, trarão prazer e sem dúvida, eu beberia tranquilamente, mas se você tiver um e conseguir guardar, vai ter um vinho ainda mais complexo. Ou faça o que eu sempre digo (mas nem sempre faço), que é comprar duas garrafas.

Eu já gostava dos vinhos da Pérez Cruz. Agora gosto mais ainda, sabendo que tem mais potencial do que eu imaginava.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2002, 2003, 2005, 2006, 2007, 2008, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Chile, Syrah0 Comments

Pérez Cruz Quelen 2006

Pérez Cruz Quelen 2006

Esse é o vinho ícone da bodega Pérez Cruz, que fica no Chile, mais precisamente no Maipo Alto (bem perto de Santiago, a uns 45 km de distância).

A bodega é famosa e produz vinhos aclamados pela crítica. Pude provar a linha toda que está no Brasil e esse foi um dos que me impressionou pela sua classe e elegância. É um corte de Petit Verdot, Carmenere e Cot (também conhecida como a boa e velha Malbec) que foi muito bem balanceado pelo enólogo para produzir um vinho longevo e que lembra o estilo de Bordeaux.

Apesar de já ter 5 anos de vida, é um vinho muito jovem ainda. No nariz apresentou aromas muito vivos de frutas vermelhas mesclados com os aromas vindos das barricas, onde fica por 14 meses antes de ser engarrafado. Desse processo de envelhecimento surgem aromas de chocolate, tabaco e um toque mentolado. Não senti aquele aroma típico de goiaba, que eventualmente encontramos nos vinhos chilenos. Ficamos com o vinho aberto por pouco tempo, mas acredito que se decantado por algumas horas antes de beber, ele vai soltar ainda mais aromas.

Em boca é muito macio e sedoso e realmente parece um vinho do velho mundo. Apesar de ser jovem (e potente) é possível beber agora. Eu só gostaria de saber como esse vinho estará daqui alguns anos. Com certeza ganhará ainda mais complexidade. E se você tiver paciência, não hesite em guardá-lo por uns 5 anos ou mais. Ele com certeza aguentará e retribuirá.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Carmenere, Chile, Malbec, Petit Verdot0 Comments

Chamán Gran Reserva Carmenére 2006

Chamán Gran Reserva Carmenére 2006

Degustando o vinho Chamán Gran Reserva Carmenére 2006, da Viña Santa Cruz. O vinho apresentou-se com muita madeira no começo. Depois de algum tempo aberto (depois do vídeo), ele melhorou um pouco, mas ainda acho que os seus aromas ficaram “separados”. Encontrava-se madeira e depois frutas. Mas com comida foi até bem.

Posted in 2006, Carmenere, Chile1 Comment

Secreto Carmenere 2008

Secreto Carmenere 2008

O nome já diz tudo: o corte do vinho é secreto. Alguns podem achar que é uma grande jogada de marketing, mas é claro que há também a “magia” do enólogo por trás disso. A idéia é interessante: revela-se que o varietal de maior quantidade, que nesse caso é a Carmenere, que é responsável por 85% do vinho. Os outros 15% são compostos por outras uvas de plantio da vinícola, mas que não são revelados.

Jogada de marketing ou não, vale a brincadeira. Eu gosto de beber os vinhos dessa linha e tentar adivinhar quais uvas estão na composição. Talvez eu nunca saiba, mas fico contente de poder brincar dessa forma.

Antes de falar do vinho, conto um pouco sobre a Viu Manent, que é a vinícola que o produz. Situada no vale do Colchagua, tem um espaço para receber os visitantes muito bonito e aconchegante. Já comentei aqui sobre o almoço que tive lá, que foi marcante pelo clima, pela comida e claro, pelos vinhos provados. O tour é feito (em parte) sobre uma charrete com belos cavalos, o que dá um charme especial e algo diferente para se ver e apreciar.

O vinho tem uma ótima qualidade e agradou muito. Com uma coloração rubi bem intensa, mostrou-se bem vivo e brilhante. Seus aromas me lembraram frutas vermelhas em geléia, com um toque de chocolate e fumo no final.

Em boca tem um bom corpo, bons taninos e boa acidez. Seu final (de média a longa intensidade) é marcado por um toque achocolatado também.

Acompanhou um prato feito com carne e risoto, mas passou um pouco por cima da carne, que tinha pouca gordura. Acho que esse vinho precisa de comidas com mais estrutura (e por conseqüência, mais gordura na carne, como uma maminha, fraldinha ou até picanha).

Apesar do corte ser secreto, eu vou chutar aqui o que eu acho que tem na composição dos 15% restantes (pois como falei, 85% é Carmenere): acho que tem bastante Cabernet Sauvignon e um pouco de Syrah.

Se alguém descobrir a composição algum dia, me conte!

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Carmenere, Chile0 Comments

Primus 2007

Primus 2007

Depois de provar o Primus 2006, provei o mesmo vinho da safra seguinte. Esse é produzido com as uvas Cabernet Sauvignon, Syrah, Merlot e Carmenere. Uma beleza de vinho, que vale a pena comprar pra conhecer (e também para guardar, se conseguir).

Posted in 2007, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Chile, Merlot, Syrah, Videopost2 Comments

Vinhos Casa Marin

Vinhos Casa Marin

Em mais um dos almoços para recepcionar os jornalistas e imprensa, o pessoal da Vinea nos recebeu junto com o Felipe Marín, que veio apresentar os seus vinhos, da sua tão famosa Casa Marin. Esses vinhos são famosos e cultuados aqui no Brasil e eu ainda não tinha tido a chance de conhecê-los. Provei e aprovei. São realmente muito bons e dignos de todos os comentários que fazem por aí.

Abaixo conto um pouco sobre os que eu provei:

Casa Marin Sauvignon Gris 2008
Eu só tinha provado um vinho até hoje feito com essa casta. Fiquei espantado com a sua qualidade. Com uma coloração praticamente translúcida, é um vinho muito fresco, com toques minerais e florais, acompanhando frutas brancas frescas. Tem até um leve frizante, de tanta acidez. Mas não se engane pensando que isso pode ser um defeito, pois o vinho é muito correto em boca, equilibrado e com um belo final. Acompanha perfeitamente um dia de calor, com uns petiscos como anéis de lula, por exemplo.

Casa Marin Laurel Sauvignon Blanc 2008
Com uma coloração palha um pouco mais escura que o Sauvignon Gris (mas ainda assim bastante claro), mostrou aromas típicos dessa casta, lembrando frutas brancas e um toque floral. Bastante fresco. Alta acidez e final médio a longo.

Casa Marin Cipreses Sauvignon Blanc 2008
Produzido com uvas de outro bloco de vinhedos, esse se mostrou ainda um pouco mais escuro que o anterior, mas com a mesma qualidade. Frutas bastante presentes e uma ótima acidez. Vinho para se beber tranquilamente sem se preocupar com comida (só com a companhia).

Casa Marin Riesling Miramar 2007
Acredito que se colocar esse riesling ao lado de outros da mesma casta, vindos do Velho Mundo, ele será facilmente confundido. Toque petroláceo bem presente, pedra de isqueiro, leve floral e frutas em abundância. Um belíssimo riesling, que me lembrou que eu preciso beber mais vinhos dessa casta.

Casa Marin Gewurztraminer Casona 2008
Como os anteriores, esse também apresentou as notas típicas dessa casta, destacando-se o floral bastante aberto (como pétalas de rosas) e frutas brancas, com destaque claro para a lichia.

Casa Marin Pinot Noir Três Viñedos 2009
Esse Pinot Noir mostrou-se jovem e leve, como deve ser. Destacaram-se as frutas vermelhas mais adocicadas. Seu final é um pouco quente, mas totalmente correto. Bom vinho. Ótimo para acompanhar carnes leves.

Cartagena Carmenere 2009
Frutas tropicais vermelhas deram o toque adocicado para o vinho, que me pareceu um bom representante dessa que é a casta emblemática do Chile. Sinceramente, não me chamou muito a atenção, talvez por ter provado outros tão expressivos, mas é um vinho bastante correto e para quem gosta dessa uva, é uma boa opção, com ótima qualidade.

Cartagena Cabernet Sauvignon 2008
Mais um que não me fez muito a cabeça. Apesar de ter conversado com o Felipe e perguntado pra ele sobre a acidez desses vinhos (que nos tintos me pareceu que faltou um pouco) e ele ter me dito que tem é acidez demais, me pareceu um vinho um pouco leve para o que eu gostaria de ter em um Cabernet Sauvignon. Mas foi muito bem com a carne servida no dia.

Casa Marin Lo Abarca Pinot Noir 2006
Agora a “brincadeira começou a ficar séria”. Esse é um Pinot Noir de respeito. Frutas muito presentes, acidez corretíssima e final longo. Um vinho para se beber tranquilamente, sem pressa. Belíssimo. Vale provar para conhecer bons pinots do novo mundo.

Casa Marin Litoral Pinot Noir 2003
Melhor Pinot Noir do Novo Mundo que eu já provei até hoje. Não posso deixar de falar isso. Fiquei impressionado com a sua qualidade. Um vinho com 7 anos de vida e com muitos ainda pela frente. Depois de aerado um pouco, melhorou ainda mais. Como disse o nosso amigo Ivan (da Vinea), naquela garrafa tem “uns 4 vinhos diferentes”. É só o deixar respirar um pouco e com certeza terá belas surpresas. Esse eu nem preciso comentar, porque sua qualidade fala por si.

Casa Marin Miramar Syrah 2005
Esse vinho apresentou algumas características típicas da uva Syrah, como um toque de especiarias, leve chocolate no final, mas é outro que eu achei que faltou acidez, deixando o vinho um pouco “sem graça”. Mas isso pode ter sido obra do “efeito Pinot Noir Litoral” que eu tinha acabado de provar…

Bem, depois de todos esses belos vinhos, ainda tivemos uma salada com camarões com o Riesling para acompanhar (que foi muito bem harmonizado) e na seqüência um tornedor de filé ao molho madeira, que aí sim, os vinhos Syrah e Cabernet combinaram bem.

Conseguimos uma entrevista com o Felipe Marin, que em breve estará aqui no blog também.

A Vinea tem nos fundos de sua loja um belíssimo restaurante que funciona às noites (sob reserva) e você pode comprar o vinho para beber, a preço de loja. Eu já estou me agendando para ir lá beber mais do Litoral…

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2003, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Chile, Gewurztraminer, Pinot Noir, Riesling, Sauvignon Blanc, Sauvignon Gris, Syrah5 Comments

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