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	<title>Vinhos de Corte &#187; Carignan</title>
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		<title>Estrada Creek Zinfandel 2006</title>
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		<pubDate>Fri, 09 Jul 2010 13:15:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Perches</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esse é o vinho escolhido pelo pessoal da Sociedade da Mesa para a Seleção do Mês de Julho. Como já sabemos, esse clube de vinhos envia mensalmente uma caixa com 4 ou 6 vinhos (iguais) para os seus associados. A promessa é um vinho que custa em torno de 60 reais no mercado, mas que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse é o vinho escolhido pelo pessoal da Sociedade da Mesa para a Seleção do Mês de Julho. Como já sabemos, esse clube de vinhos envia mensalmente uma caixa com 4 ou 6 vinhos (iguais) para os seus associados. A promessa é um vinho que custa em torno de 60 reais no mercado, mas que para os associados sai por 38 reais.</p>
<p>O Estrada Creek Old Vines Zinfandel 2006 é um vinho produzido na região de Napa, com 92% de Zinfandel e 8% de Carignane.</p>
<p>É um vinho que tem uma coloração rubi, translúcido. Ao abrir a garrafa, seus aromas “explodem”, trazendo toques de frutas com destaque para a groselha, um leve toque animal, defumado e chocolate. Há também uma presença forte de aromas de álcool. Com o tempo, o álcool vai embora, deixando os aromas um pouco mais amenos e mais agradáveis também.</p>
<p><a href="http://www.vinhosdecorte.com.br/wp-content/uploads/2010/07/estrada_creek_zinfandel_2006.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1941" title="estrada_creek_zinfandel_2006" src="http://www.vinhosdecorte.com.br/wp-content/uploads/2010/07/estrada_creek_zinfandel_2006.jpg" alt="" width="63" height="220" /></a>Em boca, taninos fortes e que provavelmente vão melhorar com o tempo. A recomendação da Sociedade da Mesa é de guarda de 2 a 3 anos. Acredito realmente que esse vinho vá melhorar com mais algum tempo, pois me pareceu um pouco “marrento” ainda, mostrando-se um pouco jovem.</p>
<p>Para melhor saborear, o ideal é abrir e aerar por 1 hora antes de servir. Deixe a garrafa aberta ou coloque num decanter, se tiver.</p>
<p>É um vinho bem versátil, que vai bem com pizza (eu testei com uma de calabresa não muito apimentada).</p>
<p>As pessoas que estão acostumados com a Zinfandel mais estruturada, com aqueles aromas complexos, taninos bem presentes podem levar um susto ao beber esse vinho. Esse é mais leve e também mais fácil de beber.</p>
<p>Se você não participa da Sociedade da Mesa, pode comprar esse vinho na importadora Wine Lovers.</p>
<p>Um abraço</p>
<p>Daniel Perches</p>
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		<title>Nita 2007</title>
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		<pubDate>Tue, 08 Jun 2010 11:50:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Perches</dc:creator>
				<category><![CDATA[2007]]></category>
		<category><![CDATA[Cabernet Sauvignon]]></category>
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		<description><![CDATA[O Nita é um vinho da região do Priorato (nordeste da Espanha) que vem compor o portfólio da CultVinho, uma importadora que é especializada em vinhos desse país. Esse vinho participou da segunda edição da “Confraria da Mentira”, que é composta por mim e mais alguns amigos (Alexandre, Cristiano, Emerson e Thiago) e esteve ao [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O Nita é um vinho da região do Priorato (nordeste da Espanha) que vem compor o portfólio da CultVinho, uma importadora que é especializada em vinhos desse país.</p>
<p>Esse vinho participou da segunda edição da “Confraria da Mentira”, que é composta por mim e mais alguns amigos (Alexandre, Cristiano, Emerson e Thiago) e esteve ao lado de grandes nomes, como o Pintia, que eu comentarei em outra ocasião.</p>
<p>E foi nesse ambiente que o Nita mostrou toda a sua qualidade e não decepcionou. Pelo contrário, nos surpreendeu. O vinho tem uma ótima acidez, aromas muito interessantes de frutas frescas e um final muito bom, com taninos concentrados e sem amargor.</p>
<p><a href="http://www.vinhosdecorte.com.br/wp-content/uploads/2010/06/nita_2007.jpg"><img class="alignleft size-full wp-image-1820" title="nita_2007" src="http://www.vinhosdecorte.com.br/wp-content/uploads/2010/06/nita_2007.jpg" alt="" width="65" height="220" /></a>Seu corte de uvas é composto de 45% de Garnacha, 35% de Cariñena, 15% de Cabernet Sauvignon e 5% de Syrah e forma um belo suco. O produtor utiliza algumas técnicas biodinâmicas para a colheita e produção dele, o que me parece ser uma idéia, pois o vinho encanta.</p>
<p> É um vinho que tem potencial para acompanhar muito bem uma carne na churrasqueira ou até mesmo uma carne mais temperada.</p>
<p>O Nita foi provado e aprovado por todos da confraria e merece destaque e atenção quando formos procurar um vinho espanhol. Esse custa 119, e hoje (data dessa postagem) está em promoção por 99 reais no site da CultVinho. Aliás, já comentei aqui as minhas impressões sobre a CultVinho, mas é sempre bom repetir, principalmente quando são positivas: ótimo atendimento, enorme simpatia dos proprietários e principalmente bons vinhos com bons preços. Vale a pena conferir. O site é <a href="http://www.cultvinho.com.br/">www.cultvinho.com.br</a>;</p>
<p>Um abraço</p>
<p>Daniel Perches</p>
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		<title>Chateau Musar Cuvée 2004</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Apr 2010 11:50:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Perches</dc:creator>
				<category><![CDATA[2004]]></category>
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		<description><![CDATA[Esse vinho habitava a minha adega há quase 2 anos e eu estava sempre a procura de algum dia especial para abri-lo. Finalmente consegui me convencer de que o dia tinha chegado e agora me vem aquela sensação de “por que não abri antes”? Fiquei realmente impressionado com a qualidade desse vinho. Produzido no Vale [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse vinho habitava a minha adega há quase 2 anos e eu estava sempre a procura de algum dia especial para abri-lo. Finalmente consegui me convencer de que o dia tinha chegado e agora me vem aquela sensação de “por que não abri antes”?</p>
<p>Fiquei realmente impressionado com a qualidade desse vinho. Produzido no Vale do Bekaa (região vinícola mais expressiva e conhecida do Líbano) com as uvas Cinsault, Cabernet Sauvignon, Carignan e Syrah, é um vinho muita elegante.</p>
<p>Apresentou uma coloração vermelha clara, lembrando os Pinot Noirs da Borgonha. Já no nariz trouxe uma infinidade de aromas pra encantar qualquer um. Frutas vermelhas frescas, especiarias, tabaco, um leve toque de couro e tudo envolvido por um aroma leve de madeira molhada. Realmente, um show.</p>
<p><img class="alignleft size-medium wp-image-1591" title="musar_cuvee_2004" src="http://www.vinhosdecorte.com.br/wp-content/uploads/2010/04/musar_cuvee_2004-125x300.jpg" alt="musar_cuvee_2004" width="125" height="300" />Mas o mais interessante desse vinho é que na boca ele é melhor ainda. Com um peso médio, taninos macios e acidez e adstringência muito equilibrados, mostrou ainda mais elegância do que no nariz. Final longo e persistente, chamando para o próximo gole.</p>
<p>Foi degustado com um frango assado empanado. Achei que a combinação de uvas seria interessante com o bacon que cobria o frango assado. Deu certinho. A comida e o vinho se combinaram muito bem e eles formaram um belíssimo par para um almoço.</p>
<p>Esse é o segundo vinho da bodega, sendo que o primeiro, o Chateau Musar, é ainda mais famoso e quem já provou diz que vale realmente a pena.</p>
<p>O Cuvée (este que foi provado) custa em torno de 90 reais e é trazido para o Brasil pela Mistral. Se tiver oportunidade, prove, pois por esse preço, deu baile em muito vinho que eu já provei (e que foram muito mais caros).</p>
<p>Um abraço</p>
<p>Daniel Perches</p>
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		<title>Le “C” des Domaines Tari 2006</title>
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		<pubDate>Sat, 20 Feb 2010 10:50:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Perches</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Esse é mais um fruto das minhas compras no último Bota Fora da World Wine. A tradicional liquidação que a importadora faz todo começo de ano é um bom momento para se conhecer alguns vinhos que durante o ano foram objetos de desejo, mas que o preço não permitia a realização dessa vontade. E foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Esse é mais um fruto das minhas compras no último Bota Fora da World Wine. A tradicional liquidação que a importadora faz todo começo de ano é um bom momento para se conhecer alguns vinhos que durante o ano foram objetos de desejo, mas que o preço não permitia a realização dessa vontade.</p>
<p>E foi assim que eu comprei o Le “C” des Domaines Tari 2006, um rosé de Mourvedre, Cinsault, Grenache e Carignan, produzido na propriedade de Blanquefort, na Côtes de Provence, na França. Dessa vez, a compra foi muito mais por interesse em conhecer um rosé feito com essas uvas do que pelo preço atrativo, mas agora que provei, fico contente de ter pago mais barato, pois o vinho não foi tudo aquilo que eu imaginava.</p>
<p>Em taça apresentou uma coloração salmão clara, tendendo ao alaranjado. No nariz apresentou aromas de frutas secas com destaque para damasco e tamarindo. Identifiquei um leve floral, mas bem passageiro.</p>
<p><img class="alignleft size-full wp-image-1463" title="lesC" src="http://www.vinhosdecorte.com.br/wp-content/uploads/2010/02/lesC.jpg" alt="lesC" width="85" height="265" />Em boca, corpo leve, um pouco de álcool sobrando e ficar com um leve amargor que incomodou um pouco.</p>
<p>O preço normal desse vinho é 58 reais. Eu comprei por 29 na liquidação. Sinceramente, mesmo pelo preço de liquidação ele não valeria a pena, diante de tantos outros rosés muito interessantes que existem por aí, com preços similares.</p>
<p>Para que eu não cometa uma injustiça perante o vinho, vou procurar uma safra mais recente dele para comparar, pois pode ser que eu esteja com um exemplar que já tenha passado do ponto. Farei isso e conto em breve aqui.</p>
<p>Um abraço</p>
<p>Daniel Perches</p>
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		<title>Domaine de Granoupiac 2003</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Jan 2010 11:10:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Perches</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como já relatei algumas vezes aqui, temos que nos render à grande capacidade dos franceses para produzir vinhos de qualidade. Afinal de contas são muitos e muitos anos (aliás, séculos) se aprimorando, para que possamos beber verdadeiras “jóias líquidas”. E dessa vez eu conheci um vinho de lá que tem um ótimo custo X benefício. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como já relatei algumas vezes aqui, temos que nos render à grande capacidade dos franceses para produzir vinhos de qualidade. Afinal de contas são muitos e muitos anos (aliás, séculos) se aprimorando, para que possamos beber verdadeiras “jóias líquidas”.</p>
<p>E dessa vez eu conheci um vinho de lá que tem um ótimo custo X benefício. Produzido na Coteaux Du Languedoc com as uvas Syrah, Grenache, Mourvedre, Carignan, o Domaine de Granoupiac é um ótimo exemplar de um vinho francês “simples e muito bem feito”.</p>
<p>E antes que me entendam mal, quando falo “simples” não é porque o vinho não tem qualidade. Pelo contrário, a sua qualidade é ótima. Só estou categorizando ele como “simples”, por não ser nenhum <em>cru</em> ou algo assim.</p>
<p>Eu estava com esse vinho há alguns meses em minha adega esperando uma boa ocasião e esse dia chegou. Abri o vinho e deixei-o descansar por alguns instantes antes de começar a degustar. Só melhorou o conjunto da obra. Seus aromas se abriram, seu sabor ficou mais intenso e “redondo”.</p>
<p>Vamos falar um pouco sobre ele: possui uma coloração vermelha bem clara, lembrando um pinot noir. Havia um bom halo de evolução e reflexos já bem claros. Acredito que essa safra esteja no auge da sua maturidade.</p>
<p>No nariz, um belo bouquet formado por aromas de flores do campo, frutas frescas com destaque para cereja e groselha e um aroma terciário de couro.</p>
<p>Em boca mostrou boa acidez e taninos bem amaciados. Sobrou um pouco de álcool, mas ao ser degustado com a comida, esse álcool sumiu e deu lugar inclusive a sabores mais intensos.</p>
<p>Foi harmonizado com uma pizza de lingüiça com alho-poró, cebola e tomate. O prato tem por característica um leve toque adocicado, que deve vir do tomate que fica no vapor e depois se mistura com a lingüiça. Esse toque doce contrastou muito bem com o vinho, produzindo um ótimo casamento.</p>
<p>É um vinho que me custou R$ 42,00 (importado pela Vinea no Brasil) e que entrou para a minha lista de “Best buys”. Vale a pena provar. Esse dá até pra beber sozinho, pois é leve e com o tempo de garrafa aberta, vai se abrindo e liberando o pouquinho de álcool que tinha a mais.</p>
<p>Fico então com mais um vinho francês de bom custo. Se você conhecer mais algum, por favor comente. Precisamos divulgar as coisas boas.</p>
<p>Um abraço</p>
<p>Daniel Perches</p>
<p><img class="aligncenter size-full wp-image-1357" title="domaine" src="http://www.vinhosdecorte.com.br/wp-content/uploads/2010/01/domaine.jpg" alt="domaine" width="520" height="169" /></p>
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		<title>Cuvée Privée Côtes de Provence 2004 – Domaine Sorin</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Jul 2009 11:10:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Perches</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Com essa história de Ano da França no Brasil, estamos tendo a oportunidade de provar mais vinhos franceses. Alguns muito bons, outros nem tanto. Ou você acha mesmo que só porque a França é o país que produz mais vinhos, lá só vai ter vinho bom? Bem que poderia ser. Levado por essa &#8220;onda francesa&#8221;, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-385" title="sorin" src="http://www.vinhosdecorte.com.br/wp-content/uploads/2009/07/sorin-59x150.gif" alt="sorin" width="59" height="150" />Com essa história de Ano da França no Brasil, estamos tendo a oportunidade de provar mais vinhos franceses. Alguns muito bons, outros nem tanto. Ou você acha mesmo que só porque a França é o país que produz mais vinhos, lá só vai ter vinho bom? <span id="more-384"></span>Bem que poderia ser.<br />
Levado por essa &#8220;onda francesa&#8221;, provei esse tinto da Sorin e não me arrependi. O vinho é bem interessante e pela sua composição de castas, traz aromas diferentes dos que estamos acostumados a beber no dia-a-dia.<br />
É composto de 60% Syrah, 30% Mourvèdre e 10% Carignan e foi interessante porque ao me servir, o Sommelier me “desafiou” a descobrir as uvas que compunham o vinho. Eu consegui descobrir a Mouvedre e a Carignan, mas a Syrah, que é o que mais tem, eu não consegui distinguir. Mas é que essas duas que eu identifiquei tem aromas bem característicos.<br />
Tem uma coloração bem escura e um bom halo de evolução. Suas lágrimas são lentas e elegantes, escorrendo tranquilamente pela taça, pintando-a levemente.<br />
No nariz tem aromas de frutas como groselha e ameixa já passada. Notas de especiarias indianas aparecem forte, sendo completada por aromas terciários de pelo molhado de animal.<br />
Em boca é bem denso e potente, mas bem harmônico. Seus aromas ficam mais evidentes ao se manter um pouco na boca. Seu final é longo e persistente.<br />
É um bom exemplar de Côtes de Provence, que tem um preço acessível (o que nem sempre encontramos por aí para vinhos dessa região). Custa aproximadamente R$ 160,00.<br />
Eu gostei bastante do vinho. Ele foi degustado sozinho, mas deve sair-se melhor ainda com comida. Carnes temperadas e molho madeira por exemplo devem se sair bem com esse vinho. Espero que da próxima vez que for desafiado, eu consiga reconhecer todas as uvas, principalmente a que tem mais percentual no vinho&#8230; <br />
Abraços</p>
<p>Daniel Perches</p>
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		<title>Délicatesse de Charles Cros 2003</title>
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		<pubDate>Sat, 04 Jul 2009 03:10:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Daniel Perches</dc:creator>
				<category><![CDATA[2003]]></category>
		<category><![CDATA[Carignan]]></category>
		<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[Syrah]]></category>

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		<description><![CDATA[Algo muito interessante e gostoso de fazer é sair para “garimpar” vinhos, nas lojas. Sempre tem um rótulo novo, um produtor diferente, uma uva diferente&#8230; Enfim, motivos não faltam para se comprar um vinho que ainda não experimentou. Sim, é verdade que às vezes a gente se dá mal. Mas tudo bem, eu sempre penso [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img class="alignleft size-thumbnail wp-image-254" title="charles_cros_delicatesse_g" src="http://www.vinhosdecorte.com.br/wp-content/uploads/2009/07/charles_cros_delicatesse_g-102x150.gif" alt="charles_cros_delicatesse_g" width="102" height="150" />Algo muito interessante e gostoso de fazer é sair para “garimpar” vinhos, nas lojas. Sempre tem um rótulo novo, um produtor diferente, uma uva diferente&#8230; Enfim, motivos não faltam para se comprar um vinho que ainda não experimentou.<br />
Sim, é verdade que às vezes a gente se dá mal. Mas tudo bem, eu sempre penso que na pior das hipóteses, a gente experimentou um novo vinho.<span id="more-253"></span><br />
E foi assim que eu comprei esse francês, da região do Languedoc, mais especificamente da apelação de Corbières.<br />
Não é muito conhecido e também nem um pouco caro. Paguei R$ 36 no Empório Frei Caneca (Estava em promoção. Não briguem com o pessoal lá se estiver mais caro agora).<br />
O vinho, apresentado pela vendedora como “descompromissado”, me chamou a atenção. Essa palavra me instiga e como a safra ajudava, eu topei! Pra sabermos, as safras sugeridas como melhores (recentemente) são: 2006, 2003, 2001, 2000.<br />
O vinho é descompromissado sim, mas tem muitas qualidades. É um corte de 70% de Syrah e 30% de Carignan (em Corbières, 50% das uvas plantadas são dessa cepa), resultando num vinho de cor vermelho rubi, límpido e bonito.<br />
Com um halo já bem desenvolvido, eu diria que está na sua maturidade plena. Quem comprar deve beber logo.<br />
No nariz, notas interessantes de aromas que não encontramos normalmente em vinhos mais jovens e do novo mundo, como azeitonas pretas e trufas negras, por exemplo.<br />
Outros aromas terciários como madeira também apareceram, mas pouco. Algum aroma como de bosque e alguma especiaria tiveram seu lugar. Mas a azeitona preta reinou absoluta nesse vinho.<br />
Em boca, mostrou-se com um bom corpo e equilíbrio. Sobrou um pouquinho de álcool, mas nada que atrapalhasse.<br />
Seu retrogosto não é muito longo, mas os taninos são redondos. Tem só uma pontinha de amargor no final, mas é muito pouco mesmo. Senti algumas notas de tabaco também, que completaram bem o vinho.<br />
Resumindo, o vinho é bom e vale a pena pra conhecer um exemplar dessa apelação. Vou procurar algum outro que tenha mais Carignan pra comparar. Tenho uma curiosidade particular por essa uva&#8230; É uma excelente uva, com aromas muito especiais e pouco difundidas aqui. Gostaria de entender por que.<br />
Se você tiver alguma sugestão de vinho com essas características, manda pra mim!<br />
Um abraço</p>
<p>Daniel Perches</p>
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