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O Sul da França e suas maravilhas

O Sul da França e suas maravilhas

Pra mim, a França é um país mágico. Eu poderia ficar falando sobre os seus vinhos por quilômetros de palavras, mas acho que na França tem muito mais do que bons vinhos. E uma das belezas é a diversidade dentro do mesmo país. Do norte ao sul, diferentes culturas dentro de uma mesma matriz, que se respeitam e conversam entre si. Cada um com sua cultura, seu jeito de ser, suas comidas, seus hábitos.

E um dos lugares mais interessantes me parece ser o Sul da França, que é uma das mais antigas (se não a mais antiga de todas) em produção de vinho do país.

E falar em Sul da França é falar do Languedoc-Rousillon.Para nos situarmos, o Languedoc fica nas beiras ensolaradas do Mediterrâneo. São mais de 200 quilômetros de costa, da Camargue até a fronteira espanhola.

E por lá não tem só bons vinhos não. Não é nada difícil você sair nas ruas em um dia ensolarado e cruzar com famílias, em praças públicas, fazendo um piquenique, com aqueles deliciosos produtos locais e bebendo um belo vinho. Da culinária local a gente pode destacar os embutidos catalães, pêssegos, nectarinas e damascos de Roussillon, alcachofras, anchovas de Collioure e, naturalmente, as rousquilles!

As rousquilles são rosquinhas cobertas com uma camada de açúcar e o impressionante é a leveza desse doce. Se você pensou em algo melado e extremamente doce, pode inverter tudo. É doce sim, mas numa medida que não enjoa e que até pede uma nova mordida. Poderia falar também sobre seus patês, tapenades e outros produtos, que também são deliciosos e leves.

Ah, é importante lembrar também do tradicional Cassoulet. Por lá esse prato é que nem “arroz com feijão” pra gente. Já pensou?

E pra falar nos vinhos, eu provei alguns que o pessoal do Festival Sud de France me enviou e confesso que fiquei encantado. Veja os vinhos que eu provei e dessa vez você pode escolher entre ler e assistir ao video! :)

Domaine Rimbert Le Mas au Schiste 2008
Produzido em Saint-Chinian, o produtor é conhecido por trabalhar muito bem com a Carignan. Esse tem Carignan (35%), Syrah (30%), Grenache (30%) e Mourvèdre (5 %) e com um toque vegetal de início, mostra que é um vinho potente e ainda um pouco “selvagem”, precisando ser domado. Nada que um tempo de decantação e uma boa comida com um toque de gordura não resolva. Conheça o site do produtor. É importado pela De La Croix.
Domaine des Salices Pinot Noir 2008
Com cor e aroma típico de um bom Pinot Noir francês, tem cor clara e toques de morangos e cerejas. Recomendo que se abra e espere uma meia hora, pois logo de cara aparece um toque herbáceo que esconde um pouco a fruta do vinho, mas depois ele torna-se muito elegante. Esse é produzido por Francois Lurton e importado pela Zahil.

 

Ego de Cazes 2007
Esse é um vinho biodinâmico do Domaine Cazes produzido com as uvas Syrah (40%), Grenache (20%) e Mourvédre (20%) e foi, dos 3 dessa lista, o mais elegante e complexo. Tem aromas de frutas vermelhas doces, contrastando com um toque terroso e leve toque mineral. Muito estruturado e com acidez na medida, é daqueles que a gente se encanta no nariz e depois quando bebe fica ainda mais impressionado. Acompanha muito bem comidas fortes sem nenhum problema. Esse é importado pela Mistral.

 

Provei esses vinhos e com isso pude conhecer um pouco do Sul da França. Para mim ficou essa impressão: povo alegre, clima gostoso, alegria, bons vinhos e boa comida. Esse é o Sul da França pra mim.

E pra você, como é? Para celebrar o final de ano, vamos fazer um Concurso Cultural aqui. Pra participar é fácil, você só precisa responder a frase Pra mim, o sul da França é…

A melhor frase ganha um dos vinhos. Você escolhe. É só soltar a sua criatividade.

O resultado sai no dia 16 de dezembro. Boa sorte!

Um abraço
Daniel Perches

Posted in 2007, 2008, Carignan, França, Grenache, Mourvedre, Syrah27 Comments

Morandé Edición Limitada Carignan 2007

Morandé Edición Limitada Carignan 2007

Eu tenho uma “história de amor” com a Morandé. Foi um dos primeiros vinhos que eu comprei em uma loja especializada e que tinha uma qualidade superior e que eu pude começar a reconhecer aromas, sabores, etc.

Além disso, na ExpoVinis 2010 eu tive o grande prazer de conhecer o Pablo Morandé, que é praticamente uma lenda viva do vinho chileno e conversar um pouco com ele. Don Pablo já está com a idade avançada, mas na sua conversa calma e pausada tem muita sabedoria.

E um dos vinhos que eu gosto muito deles é o Carignan. Dizem que Pablo Morandé soube domar a casta como poucos. Se isso é verdade ou lenda eu não sei. Só sei que o vinho é realmente muito legal e vale a prova.

O Edición Limitada Carignan 2007 é produzido no Vale do Maipo e tem aromas de frutas vermelhas, especiarias e um toque animal (como carne mesmo), tudo integrado e fazendo uma dança na taça.

Na boca tem um corpo médio e taninos muito macios e um final levemente adocicado. Em geral eu não gosto dos finais adocicados para os vinhos tintos, porque acho que dificulta um pouco a harmonização, mas esse em especial não me incomoda. Acho que faz parte do vinho e que confere a ele um certo caráter.

Não é um vinho barato (custa em torno de 120 reais na Expand), mas é um vinho que eu acho que vale a pena. Não só pela casta diferente (eu provei poucos vinhos feitos 100% com Carignan até hoje), mas também por ser um dos vinhos tops do Chile (na minha humilde opinião, é claro).

Se provar, depois me diga se estou sendo influenciado pelo meu “amor” pela Morandé ou se o vinho é bom mesmo.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Carignan, Chile0 Comments

Ferrer Bobet 2007

Ferrer Bobet 2007

Conheço pessoas que seguem quase religiosamente as pontuações dos grandes críticos. Mas conheço também aquelas que têm verdadeira aversão e acham que isso é só uma jogada comercial ou que eles têm um gosto tendencioso, etc, etc.

Pra falar a verdade, eu não sou grande seguidor de notas, mas tenho que admitir que nunca me deparei com um vinho que recebeu nota alta dos grandes críticos e que era ruim.

Falo isso porque provei o Ferrer Bobet 2007, um vinho que recebeu 94 pontos do Robert Parker. E o nosso amigo Parker pode ser qualquer coisa, menos bobo. O vinho é realmente muito bom!

Produzido na região do Priorato com as uvas Cariñena (65%), Garnacha Negra (34%) e Cabernet Sauvignon (1%), esse é um vinho que impressiona. Quando eu provei ele estava no decanter já por uma meia hora mais ou menos, mas ainda estava com aromas um pouco fechados. Deixei um pouco na taça e vi que o vinho estava evoluindo, mas mesmo assim ainda tinha muito para mostrar.

É daqueles vinhos que têm um toque forte de frutas negras contrastando com os aromas vindos da barrica, mas o que mais me agradou foi o aroma que é típico da Carignan, que é o balsâmico. Tenho que confessar que sou apaixonado pela Carignan por seu toque balsâmico que me deixa quase que hipnotizado. E esse não fugiu à regra e mostrou toda a sua força com esses aromas.

Como eu disse, o vinho estava no decanter e é o que eu recomendo que se faça, caso você queira bebê-lo logo, pois é um vinho que com certeza pode evoluir muito ainda se guardado (coisa que eu não sei se aguento fazer por muito tempo).

E se for beber, acho que seria legal você ter também uma boa comida por perto, para acompanhar, pois ele merece. Tenho certeza que não vai se arrepender.

Esse é da Wine Society.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Cabernet Sauvignon, Carignan, Espanha, Grenache0 Comments

Barrua 2005 (sempre me impressiono com esse vinho)

Barrua 2005 (sempre me impressiono com esse vinho)

Se você tem alguns vinhos em casa, deve ter aqueles que você guarda com carinho e que nunca quer abrir, já percebeu? (e se você é daqueles que consegue ficar só com poucas garrafas na adega, dê-se por feliz, pois a cada dia que passa penso mais sobre essa questão: será que vale a pena ficar guardando vinhos?)

Eu não fujo à regra e dos vinhos “de guarda” que tenho, alguns são mais queridos. E é o caso do Barrua 2005, que eu estava guardando já há algum tempo. Comprei esse vinho faz mais de um ano lá na Ravin, depois de ter provado numa degustação com o produtor (Agricola Punica). Provei e me encantei. Aí não resisti e comprei um pra mim.

Mas como está chegando o meu aniversário e nesses momentos a gente acaba se soltando um pouco mais, resolvi abrir o vinho, pois fiz em casa um belo ragú com polenta, pra aproveitar o “pseudo-frio” que fez em Sampa por esses dias.

O Barrua, pra mim, é um vinho esplêndido. Produzido na Sardegna com as uvas Carignan, Merlot e Cabernet Sauvignon, é um vinho que é possível ser guardado por muitos anos, mas acho que eu abri no momento exato dele. Seis anos é o suficiente pra esse vinho chegar ao seu auge. Acredito que alguns prefiram o vinho ainda mais evoluído e acho que ele aguenta, mas ao que me parece, o momento de auge dele é agora.

O vinho ainda estava com taninos bem presentes e uma acidez incrível e com a gordura do prato que acompanhou foi muito bem.

Eu sinto claramente a influência da Carignan no vinho, trazendo toques de cedro e damasco. O vinho passa por madeira e isso deixa ele com aromas também de chocolate e caixa de charuto.

Se você gosta de vinhos italianos, sugiro provar esse. Custa em torno de 250 reais na Ravin, mas vale a pena pela sua qualidade. Recomendo fortemente um bom prato pra acompanhar. Fica ainda melhor!

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, Cabernet Sauvignon, Carignan, Itália, Merlot2 Comments

Valdivieso Éclat 2007

Valdivieso Éclat 2007

A Validivieso está em alta no mercado. Ando vendo seus vinhos em diversos lugares e conversei com alguns consumidores que falaram bem dos vinhos deles.

Concordo com o pessoal. Gostei bastante dos vinhos que já provei e já publiquei alguns por aqui (veja todos da Valdivieso aqui). São vihos muito bem produzidos e que demonstram um bom potencial de guarda. Provei inclusive algumas safras antigas, como o Valdivieso Cabernet Franc 1998 e estava realmente muito bom.

E o Éclat 2007 é um dos vinhos deles que me chamou a atenção. Feito com Carignan (65%), Mourvedre (20%) e Syrah (15%) lá no vale do Maule, é um vinho com aromas encantadores. Não sei se é o “efeito Carignan” que me agrada, mas eu realmente gostei desse vinho no nariz. Quando falo “efeito Carignan” me refiro à minha admiração por essa uva, que produz vinhos bem interessantes e que eu gosto de beber.

O Éclat tem toques de frutas secas (damasco) e um pouco de mentolado que vem depois de um certo tempo que o vinho está na taça. Na boca é leve e macio, com bons taninos. Não tem um final muito longo, mas bem correto e de fácil harmonização, pois não é um vinho muito intenso, podendo então ser pareado com vários pratos, até os que tem uma carga maior de sal e de pimentas.

Provei o vinho em uma degustação e só uma coisa me deixou um pouco intrigado. Depois de algum tempo (umas 2h mais ou menos) o vinho perdeu bastante dos aromas que tinha no começo. Pode ter sido só essa garrafa, mas vale a atenção. Só não recomendo beber apresssadamente o vinho para aproveitar os aromas, porque o efeito do álcool não vai ser tão interessante. :)

A linha da Valdivieso é importada pela Ravin no Brasil e esse vinho custa 99 reais (base site Ravin / Agosto 2011).

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Carignan, Chile, Mourvedre, Syrah0 Comments

Les Viguiers 2009

Les Viguiers 2009

Vinho francês, em geral, é caro. Não tem como negar. Sabemos que se não é por ser caro na origem, é por ser caro no destino mesmo, ficando por conta dos importadores, distribuidores e restaurantes aumentar essa continha, para que a gente sempre pague mais por vinhos desse país.

Mas a proposta da Sociedade da Mesa é trazer vinhos que custam no mercado em torno de 60 reais por um preço de 38 reais (média) para os associados. A proposta é boa, apesar de nem sempre cumprir as minhas expectativas.

Dessa vez, considerando a origem do vinho, eu acho que foi justa. O Les Viguiers 2009 é um corte de  70% Grenache Noir, 20 % Carignan e 10 % Cinsault que mostrou-se bastante equilibrado.

No nariz o vinho apresentou aromas de cereja, leve toque de chocolate e um pouco de herbáceo. Eu sou fã da combinação Carignan e Cinsault e gosto muito dos vinhos feitos com essas uvas, mas confesso que nesse vinho eu não notei nada do que eu estou acostumado a perceber quando provo vinhos feitos com esse corte. Acho que a Grenache predominou bem forte dessa vez.

Na boca é um vinho que tem bom corpo, seus taninos estão bem presentes, mas não estão verdes. Só tem um pouquinho de álcool sobrando, mas bem pouco mesmo, que praticamente nem se nota e não incomoda. Esse não tem aquele final persistente, mas também não tem amargor.

Eu diria que é um vinho “básico com estilo”. Com certeza é um vinho que harmoniza bem com comidas e com queijos mais fortes. Como eu ainda tenho 3 garrafas dele, eu vou provar com alguns pratos inusitados e talvez coloque no desafio da Morcilla (Veja aqui como foi o 1o Desafio da Morcilla).

Acho que o preço está justo. 38 reais bem pagos pelo vinho.

Abraços

Daniel Perches

Posted in 2009, Carignan, Cinsault, França, Grenache2 Comments

Os vinhos da Mas de Daumas Gassac

Os vinhos da Mas de Daumas Gassac

A vinícola Mas de Daumas Gassac fica no Languedoc, na França. Depois que apareceu no documentário MondoVino, ficou ainda mais famosa pelos seus vinhos e pelos seus personagens, como Aîmé Guibert, que com a ajuda do grande viticultor Émile Peynaud, plantou algumas uvas bem diferentes do que se tem por lá como a Pinot Noir, Tannat, Cabernet Sauvignon e outras que eles acharam interessantes.

Em visita ao Brasil, Victorine Babé apresentou alguns vinhos da vinícola. Veja também a entrevista com Victorine no post “Mas de Daumas Gassac, contado por uma francesa que tem boa história com a viticultura“.

Dos que eu provei, destaco 4 que me chamaram a atenção.

Daumas de Gassac Blanc 2009

Um vinho impressionante pela sua elegância e qualidade. Produzido com Viognier, Chardonnay e Petit Manseng é muito complexo, com notas florais combinando muito bem com frutas brancas, leve toque de frutas secas e muita complexidade na boca. Um grande vinho que merece ser apreciado junto com um belo prato. Encantado

 

 

 

 

 

 

 

Figaro Rouge 2009

Segundo a proópria vinícola, é o vinho para o “dia a dia”. E eu acho que eles têm razão, pois é um vinho fácil de entender e de beber, com aromas de frutas vermelhas bem destacados. Na boca ele se mostra bem equilibrado e vai muito bem com pratos que tenham alta acidez. O preço é ainda melhor: em torno de 22 dólares (já no Brasil).

Guilhem Rouge 2009

Um vinho feito com as uvas Syrah, Grenache, Carignan e Cinsault, de vinhas velhas. É um vinho que precisa de um tempo de aeração para abrir um pouco os aromas, mas quando abre, é só prazer. Tem um bom toque mineral, combinado com as frutas que começam a surgir com o tempo. Em boca é longo e tem uma boa presença. Ótimo vinho pelo seu preço, que gira em torno de 24 dólares.

Daumas de Gassac Rouge 2008

Ao provar esse vinho entendi porque todos os críticos elogiavam tanto  a vinícola. É um grande vinho. Esse é produzido com 80% de Cabernet Sauvignon e o restante com outras 10 uvas plantadas na propriedade. Tem um estilo muito clássico, com toques de frutas mais maduras contrastando com aromas “verdes”. Algo diferente que chama a atenção e faz desse vinho especial.

É outro que merece ser aerado para mostrar todo o potencial. Custa em torno de 115 dolares, mas que valem a pena.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, 2009, Cabernet Sauvignon, Carignan, Chardonnay, Cinsault, Clairette, França, Grenache, Merlot, Petit Manseng, Sauvignon Blanc, Syrah, Vermentino, Viognier0 Comments

Cave Jado trouxe novos vinhos para seu portfólio

Cave Jado trouxe novos vinhos para seu portfólio

Essa é para quem gosta de um bom vinho francês, com bom custo. A Cave Jado, que já é famosa por essa “dobradinha de sucesso” está trazendo mais alguns rótulos para o Brasil. Felicidade a nossa, que podemos beber bons vinhos sem ter que gastar muito.

Conheci o novo portfólio (que veio complementar. Os que a gente já conhece continuam lá, firmes e fortes) e descobri algumas coisas muito interessantes, como as abaixo:

Une et Mille nuits 2007
Um vinho orgânico do sul da França (Languedoc), que tem Syrah, Grenache, Carignan, Mourvèdre e Cinsault na sua composição. Ótimos taninos, macio, longo e muito equilibrado. Está bom para beber agora, mas se guardar por mais algum tempo vai ter mais complexidade. Custa 101 reais.

Grande Tradition 2008
Por 55 reais, me pareceu uma excelente compra. Produzido com Syrah, Grenache e Carignan, é um vinho muito fácil de ser bebido, com aromas francos de frutas vermelhas, taninos macios e acidez muito equilibrada. Esse me pareceu um ótimo achado, pois sua qualidade faz frente a vinhos que eu vejo por aí pelo dobro do preço.

Domaine des Roches Neuves 2009
Outro vinho orgânico feito com a Cabernet Franc. Sua cor é impressionante: viva, brilhante e pinta a taça de forma incrível. Aromas típicos da casta, com destaque para o herbáceo e frutas negras. Em boca tem uma excelente acidez e um final longo. Está pronto para beber, mas eu guardaria por mais uns 2 anos. Vai ganhar mais maciez e complexidade. Custa 114 reais.

Sancerre 2009
Um branco com uma acidez marcante, ótimo frescor e final intenso, convidando para o próximo gole. Pra beber em dias quentes é um sucesso! Custa 97 reais.

Além disso pude relembrar alguns que eu já provei e aprovei, como o Cuvée Domaine Nigri, que é um vinho doce muito saboroso e não-enjoativo. Aliás, o Olivier deu uma sugestão de sobremesa que eu vou testar com esse vinho: salada de frutas com uma bola de sorvete de côco por cima. Acredito que vá dar certo. A idéia me deixou com água na boca e eu vou testar.

Então se você está procurando novidades da França, sugiro uma passadinha lá na Cave Jado.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, 2008, 2009, Cabernet Franc, Carignan, Cinsault, França, Grenache, Mourvedre, Sauvignon Blanc2 Comments

Chateau Kefraya Les Brèteches 2007

Chateau Kefraya Les Brèteches 2007

Apesar de não ter um grande consumo aqui no Brasil, o Líbano produz até uma boa quantidade de vinhos e exporta bem. E da mesma forma que acontece com outros países, ele tem lá o seu terroir específico, trazendo características únicas para os vinhos produzidos por eles.

E meio que por curiosidade eu resolvi provar esse vinho, que é o básico da bodega Kefraya, que é bem grande e bem conhecida em diversos países. Esse é feito com as uvas Cabernet Sauvignon, Syrah, Cinsaut, Mourvèdre, Tempranillo, Carignan e Grenache.

Eu provei há um bom tempo e achei o vinho bem interessante. E como eu tinha uma outra garrafa guardada, resolvi provar para sentir a evolução.

Da primeira vez que eu provei o vinho, o que me chamou a atenção nele foram os aromas de especiarias mesclados com um toque terroso, acompanhando de nuances de caramelo, tornando o vinho até exótico.

Mas, dessa vez, me parece que eu não dei sorte, e o vinho me pareceu bem simples e sem muita coisa para apresentar. Tinha frutas, tinha um toque terroso e tinha também toques adocicados, mas nada que me chamasse a atenção. Aliás, nada de exótico.

Em boca pareceu-me quente, apesar de não ser dos mais alcoólicos e o seu final era curto. Bem, eu prefiro ficar com a lembrança do outro vinho que eu provei. Quem sabe não foi só essa garrafa, não é mesmo?

Se provar, me conte se estou certo. Ah, pra quem quiser, ele é comercializado pela importadora Zahil e custa 49 reais pelo site.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Cabernet Sauvignon, Carignan, Cinsault, Grenache, Líbano, Mourvedre, Syrah, Tempranillo0 Comments

Estrada Creek Zinfandel 2006

Estrada Creek Zinfandel 2006

Esse é o vinho escolhido pelo pessoal da Sociedade da Mesa para a Seleção do Mês de Julho. Como já sabemos, esse clube de vinhos envia mensalmente uma caixa com 4 ou 6 vinhos (iguais) para os seus associados. A promessa é um vinho que custa em torno de 60 reais no mercado, mas que para os associados sai por 38 reais.

O Estrada Creek Old Vines Zinfandel 2006 é um vinho produzido na região de Napa, com 92% de Zinfandel e 8% de Carignane.

É um vinho que tem uma coloração rubi, translúcido. Ao abrir a garrafa, seus aromas “explodem”, trazendo toques de frutas com destaque para a groselha, um leve toque animal, defumado e chocolate. Há também uma presença forte de aromas de álcool. Com o tempo, o álcool vai embora, deixando os aromas um pouco mais amenos e mais agradáveis também.

Em boca, taninos fortes e que provavelmente vão melhorar com o tempo. A recomendação da Sociedade da Mesa é de guarda de 2 a 3 anos. Acredito realmente que esse vinho vá melhorar com mais algum tempo, pois me pareceu um pouco “marrento” ainda, mostrando-se um pouco jovem.

Para melhor saborear, o ideal é abrir e aerar por 1 hora antes de servir. Deixe a garrafa aberta ou coloque num decanter, se tiver.

É um vinho bem versátil, que vai bem com pizza (eu testei com uma de calabresa não muito apimentada).

As pessoas que estão acostumados com a Zinfandel mais estruturada, com aqueles aromas complexos, taninos bem presentes podem levar um susto ao beber esse vinho. Esse é mais leve e também mais fácil de beber.

Se você não participa da Sociedade da Mesa, pode comprar esse vinho na importadora Wine Lovers.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Carignan, Estados Unidos, Zinfandel6 Comments

Nita 2007

Nita 2007

O Nita é um vinho da região do Priorato (nordeste da Espanha) que vem compor o portfólio da CultVinho, uma importadora que é especializada em vinhos desse país.

Esse vinho participou da segunda edição da “Confraria da Mentira”, que é composta por mim e mais alguns amigos (Alexandre, Cristiano, Emerson e Thiago) e esteve ao lado de grandes nomes, como o Pintia, que eu comentarei em outra ocasião.

E foi nesse ambiente que o Nita mostrou toda a sua qualidade e não decepcionou. Pelo contrário, nos surpreendeu. O vinho tem uma ótima acidez, aromas muito interessantes de frutas frescas e um final muito bom, com taninos concentrados e sem amargor.

Seu corte de uvas é composto de 45% de Garnacha, 35% de Cariñena, 15% de Cabernet Sauvignon e 5% de Syrah e forma um belo suco. O produtor utiliza algumas técnicas biodinâmicas para a colheita e produção dele, o que me parece ser uma idéia, pois o vinho encanta.

 É um vinho que tem potencial para acompanhar muito bem uma carne na churrasqueira ou até mesmo uma carne mais temperada.

O Nita foi provado e aprovado por todos da confraria e merece destaque e atenção quando formos procurar um vinho espanhol. Esse custa 119, e hoje (data dessa postagem) está em promoção por 99 reais no site da CultVinho. Aliás, já comentei aqui as minhas impressões sobre a CultVinho, mas é sempre bom repetir, principalmente quando são positivas: ótimo atendimento, enorme simpatia dos proprietários e principalmente bons vinhos com bons preços. Vale a pena conferir. O site é www.cultvinho.com.br;

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Cabernet Sauvignon, Carignan, Espanha, Grenache, Syrah1 Comment

Chateau Musar Cuvée 2004

Chateau Musar Cuvée 2004

Esse vinho habitava a minha adega há quase 2 anos e eu estava sempre a procura de algum dia especial para abri-lo. Finalmente consegui me convencer de que o dia tinha chegado e agora me vem aquela sensação de “por que não abri antes”?

Fiquei realmente impressionado com a qualidade desse vinho. Produzido no Vale do Bekaa (região vinícola mais expressiva e conhecida do Líbano) com as uvas Cinsault, Cabernet Sauvignon, Carignan e Syrah, é um vinho muita elegante.

Apresentou uma coloração vermelha clara, lembrando os Pinot Noirs da Borgonha. Já no nariz trouxe uma infinidade de aromas pra encantar qualquer um. Frutas vermelhas frescas, especiarias, tabaco, um leve toque de couro e tudo envolvido por um aroma leve de madeira molhada. Realmente, um show.

musar_cuvee_2004Mas o mais interessante desse vinho é que na boca ele é melhor ainda. Com um peso médio, taninos macios e acidez e adstringência muito equilibrados, mostrou ainda mais elegância do que no nariz. Final longo e persistente, chamando para o próximo gole.

Foi degustado com um frango assado empanado. Achei que a combinação de uvas seria interessante com o bacon que cobria o frango assado. Deu certinho. A comida e o vinho se combinaram muito bem e eles formaram um belíssimo par para um almoço.

Esse é o segundo vinho da bodega, sendo que o primeiro, o Chateau Musar, é ainda mais famoso e quem já provou diz que vale realmente a pena.

O Cuvée (este que foi provado) custa em torno de 90 reais e é trazido para o Brasil pela Mistral. Se tiver oportunidade, prove, pois por esse preço, deu baile em muito vinho que eu já provei (e que foram muito mais caros).

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2004, Cabernet Sauvignon, Carignan, Cinsault, Líbano, Syrah0 Comments

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