Provei o Aurora 80 anos, o vinho para comemorar a idade da vinícola.
Posted on 05 fevereiro 2012.
Provei o Aurora 80 anos, o vinho para comemorar a idade da vinícola.
Posted in 2008, Brasil, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Merlot, Novidade0 Comments
Posted on 03 fevereiro 2012.
Se você gosta de vinhos evoluídos e daquelas degustações verticais, onde se prova várias safras de um mesmo vinho, para saber como é a evolução dele ao longo dos anos, você precisa conhecer a Bodega López, que fica em Mendoza.
Os caras são enormes e têm mais de 1.000 hectares de uvas plantadas. Mas pra mim o grande diferencial da López nem é esse, é ter safras antigas. Os donos gostam de fazer os vinhos ao estilo europeu, mais austeros e elegantes. Eles têm lá uma linha de vinhos jovens, que é amplamente comercializada na Argentina e que são bons, mas nada de espetacular. O que é bom mesmo é o tal do Montchenot, que é o vinho deles que é envelhecido pelo menos 10 anos antes de ser comercializado.
Visitar a vinícola é aprendizado certo. com mais de 100 anos de história, eles têm até um pequeno museu com os carros e instrumentos de épocas passadas, muito interessantes. Alguns vinhos (como o Montchenot) são guardados em pipas de madeira enormes, para envelhecer por muito tempo.
E se você for visitar, recomendo que almoce no restaurante deles, que tem uma comida muito boa e que harmoniza muito bem com os vinhos da casa (eles servem os mais jovens), mas também recomendo que você pesquise as safras que quer comprar. Lá tem Montchenot 1958, 62, 71, 78, etc. É um verdadeiro parque de diversões para quem quer provar vinhos mais evoluídos.
Gostei muito de provar o Montchenot 2001, que é feito com Cabernet Sauvignon, Merlot e Malbec. O pessoal de lá criou esse corte para ser o “corte típico argentino”. é um vinho que já tem uma cor mais evoluída, tijolo. Pela sua idade, ele estava com o aroma ainda fechado, que depois foi se abrindo e ficando cada vez melhor. Toques de cereja, frutas secas, terra, poeira, também evoluídos. O mais legal é que ainda tem acidez e de sobra nesse vinho, mostrando-se ainda vivo, bem marcante.
Outro vinho que me chamou a atenção foi o Federico Lopez Jerez, que é feito pelo método de Solera com as uvas Pedro Ximenes e Palomino, as típicas do Jerez “original”, da Espanha. O legal desse vinho é que ele é muito parecido com o seu primo espanhol, mas não tem toda aquela salinidade, então pode ser que agrade a alguns paladares mais sensíveis a esse tipo de aroma e sabor.
Dessa vez eu não consegui trazer nenhuma garrafa, mas com certeza na minha próxima viagem à Mendoza, trarei uma vertical para apreciar. Vale a pena. Veja mais informações no Site da Bodega López. Infelizmente não tem importador no Brasil (ainda)
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2001, 2008, 2011, Argentina, Cabernet Sauvignon, Palomino, Pedro Ximenes6 Comments
Posted on 27 janeiro 2012.
Sim, meus amigos. Provei o Ménage à Trois! Antes que os mais puritanos caiam de costas, essa experiência foi exclusivamente com o vinho que tem esse nome. Acredite, há um vinho que chama Ménage à Trois. É da California (fica em Napa, Yountville) e tem esse nome porque é uma brincadeira que a vinícola Folie à Deux fez, por produzir um vinho com 3 uvas.
Eu provei o tinto, que é feito com Cabernet SAuvignon, Merlot e Zinfandel, mas tem também branco e rosé. Ou seja, tem Menáge à Trois para todos os gostos!
Esse eu comprei num supermercado em Santa Helena (California) e paguei 12 dólares. Um preço relativamente bom, se comparado com os outros que tinha por lá. Não vi nada que valesse a pena por menos do que 10 dólares.
É um vinho bem intenso e com aromas e sabores bem adocicados. Talvez essa combinação de uvas tenha sido a causadora, mas é fato que me lembrou outros vinhos, como o Yellow Tail, por exemplo (que aliás, tem em todo o lugar nos Estados Unidos).
Acho que o vinho atende a proposta, que é ser um vinho descompromissado e para o dia a dia. Nesse caso, seria para o dia a dia das pessoas que gostam de vinhos adocicados, claro.
Não é o meu estilo de vinho, mas acho que faz sucesso. Talvez o sucesso seja pelas suas características organolépticas (e organoléptica sim é uma palavra que deveria ser considerada imoral, de tão difícil), mas talvez seja pelo seu nome…
Sugiro que prove o Ménage à Trois. Quem sabe você gosta?
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2010, Cabernet Sauvignon, Estados Unidos, Merlot, Zinfandel4 Comments
Posted on 25 janeiro 2012.
Esse é mais um daqueles vinhos que estavam à disposição para provar no Encontro de Vinhos (dessa vez no evento de Ribeirão Preto, no final de 2011), mas que eu não consegui dar atenção a ele. Lembro-me de ter ido à mesa da Chaves Oliveira, que é o importador desse vinho e ter provado vários, mas com a correria do dia, acabei não conseguindo anotar nada e passou o tempo.
Por uma dessas boa coincidências da vida, um amigo esteve em minha casa e trouxe esse vinho para bebermos em um churrasco. Aí sim pude apreciar com calma e tranquilidade e vi que o vinho é bom mesmo.
Esse é um vinho espanhol, da região de Castilla e eu diria que é um Cabernet Sauvignon que tem “algo a mais”, que tira ele daquele patamar de mediano, subindo um degrau e diferenciando ele dos vinhos que bebemos no dia a dia.
Tem bons aromas e taninos macios, conferindo a ele uma facilidade grande para ser degustado. É daqueles vinhos “sem muita frescura”.
Não acho que precisa decantar e nem é pra você ficar meia hora com a taça no nariz tentando identificar dezenas de aromas. É pra abrir e apreciar.
No churrasco ele foi muito bem com as carnes com menos gordura. Tentei com aquele queijo coalho que se faz na grelha, mas não ficou muito legal. Costumo fazer também uma cebola, que deixo embrulhada no papel alumínio por um tempão e só tiro quando está completamente macia. Fica adocicada e fácil de comer. Essa cebola também foi bem com o vinho (não foi a melhor harmonização, mas deu certo).
Fica a dica para um bom (e barato) vinho da Espanha. Esse custa em torno de 40 reais na importadora.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2010, Cabernet Sauvignon, Espanha0 Comments
Posted on 15 janeiro 2012.
Depois de provar e perder um vinho branco da toscana (veja o post do Caparzo Bianco), resolvi arriscar de novo, abrindo esse tinto da Nova Zelândia que eu comprei também numa ponta de estoque. Sucesso absoluto. O vinho é muito bom e se quiserem mais infos, aqui está o Site da Sileni Estate.
Posted in 2000, Cabernet Sauvignon, Merlot, Nova Zelândia2 Comments
Posted on 13 janeiro 2012.
Várias vinícolas em Mendoza possuem restaurantes. Tem restaurantes mais baratos, mais caros, chiques, mais rústicos… Enfim, dá pra ir em um tipo diferente por dia e passear uma ou duas semanas comendo muito bem.
E um lugar que eu recomendo é o restaurante da Ruca Malén. A vinícola até tem um tour para conhecer por dentro como eles fazem vinho, mas definitivamente o melhor é o restaurante, afinal de contas, se você já foi em algumas vinícolas, verá que todas têm um mesmo padrão. Sugiro que você gaste seu tempo comendo lá. São 5 passos de comida, que mudam a cada estação. A escolha dos pratos é feita em conjunto pelo chef, pela Sommeliere e pelos diretores da vinícola e eles acreditam que a melhor forma de apresentar os vinhos e mostrar a sua qualidade é provando com comida. Harmonização por lá é coisa séria e o resultado é excelente.
Estive pela última vez lá em dezembro/2011 e dependendo de quando você for, o cardápio será outro. E se for, prefira o verão, pois é possível fazer até um picnic por lá, que deve ser muito legal.
Gostou da idéia? Veja então os pratos e fique com mais vontade ainda.
Para agendamentos, você precisa entrar no site da Ruca Malén. Os vinhos são importados pela Hannover no Brasil.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, Argentina, Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot, Petit Verdot, Restaurante, Torrontes0 Comments
Posted on 06 janeiro 2012.
Se você for provar os vinhos da Tenuta San Leonardo (importados pela Mistral no Brasil), prepare-se para ter em mãos (ou em boca) caldos muito bem produzidos, com grande elegância e complexidade.
Quem esteve no Brasil para apresentar os vinhos foi o Marchese Anselmo Guerrieri Gonzaga, que atualmente é o responsável pela vinícola. O jovem italiano, de classe igual à de seus vinhos, contou um pouco da história e filosofia da vinícola.
Seu pai tinha uma idéia fixa na cabeça: fazer vinhos com castas francesas. Não sabemos ao certo com o ele chegou nessa idéia, mas não tirava isso da cabeça até conseguir. Plantou Merlot, Carménère, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. E deu certo.
Dos vinhos que eu provei, posso dizer que gostei de todos. São todos feitos em um estilo bem francês, mas com um toque italiano de acidez, que faz com que fiquem ainda mais interessantes.
O Terre di San Leonardo 2007 tem 50% Cabernet Sauvignon, 40% Merlot e 10 % de Cabernet Franc e Carmenére. No nariz tem toques de cereja, notas balsâmicas, leve pimenta. Na boca é macio e redondo, mas com força.
O Villa Gresti 2005 é um encanto. Com 90% de Merlot e 10% de Carmenére, foi um dos que mais me chamou a atenção. Notas de frutas frescas em contraste com algo mais complexo como um toque mentolado. Na boca é mais encorpado que o anterior, mas nem um pouco “difícil”.
O San Leonardo 2004 é o top da vinícola. Tem 60% de Cabernet Sauvignon e 30% de Cabernet Franc e Carmenére e 10% Merlot. Com um tempo maior de barrica (2 anos), tem já um traço de evolução na taça, mas que no nariz e na boca mostra que ainda tem muita vida pela frente. Aliás, foi aberto e ficou aerando por umas 2 horas e ainda estava fechado. Merece ser bebido com tempo e com uma boa comida.
Se quiser uma dica de um vinho italiano pra não errar, é só ir atrás dos Tenuta San Leonardo.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2004, 2005, 2007, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Itália, Merlot1 Comment
Posted on 02 janeiro 2012.
Essa foi mais uma das novas vinícolas que conheci em minha viagem à Mendoza (que começou na Patagônia), no final de 2011. Era uma que eu tenho que confessar que nem tinha provado os vinhos aqui no Brasil, o que foi bom, pois assim pude conhecer os vinhos e a vinícola de uma só vez.
A Clos de Chacras fica em Mendoza, mais precisamente em Chacras de Coria, daí seu nome. Por lá eles produzem só vinhos tintos, que saem de vinhedos bem antigos e que resultam em produtos bem trabalhados, com muita qualidade e potencial de envelhecimento.
Achei interessante a forma de apresentar os vinhos que eles têm por lá. São 3 linhas de vinhos para 3 públicos distintos: uma para os iniciantes, uma para os que já conhecem algo e uma para os conhecedores. Sinceramente eu duvido que alguém fique em só uma linha, mas de qualquer forma, é uma abordagem diferente. Eu provei as 3 e gostei bastante. Veja alguns que eu conheci por lá e recomendo.
Cavas de Crianza Cabernet Sauvignon 2008 – Esse é para os “iniciantes”. É um vinho que ainda estava um pouco fechado, mas depois, com algum tempo, foi se abrindo com aromas bem marcados. Fácil de beber, com um corpo médio, o que ajuda a harmonizar com vários tipos de comida.
Clos de Chacras Malbec 2008 – esse é da linha intermediária e é um vinho bem equilibrado, bem redondo e com toques de flores, frutas e até um pouco de medicinal.
Clos de Chacras Cabernet Sauvignon 2008 – foi um dos que eu mais gostei. Equilibrado, fácil de beber e com aromas bem definidos de frutas vermelhas e toques de pimenta e pimentão.
Gran Estirpe Blend 2005 é um corte para os “entendendores” (segundo eles). Vai 50% Malbec, 30% Cabernet Sauvignon, 20% Merlot. É muito potente e acho que pode ser guardado por um bom tempo. tem muito tanino e acidez bem alta. Pra quem gosta dos “porradões”, esse é uma boa pedida.
Gran Estirpe 2007 é também um grande vinho, que eu achei até mais interessante que o 2005. Apesar de mais jovem, tinha mais complexidade e era muito mais vivo, sempre convidando para o próximo gole. Feito com as mesmas uvas do Gran Estirpe 2005, esse tem leve toque mentolado, fundo de morango, taninos bem macios, final longo.
Os vinhos da Clos de Chacras são importados pela Mercovino no Brasil.
Se estiver por Mendoza, vale a pena visitar a Clos de Chacras, mas vale muito a pena também ficar um tempo em Chacras de Coria. Lá é uma espécie de centro Gourmet, com muitos restaurantes e uma pracinha muito simpática, rodeada de bares que às noites ficam cheios de gente animada e bonita. Dá pra dormir por lá (eu fiquei na Posada El Encuentro e recomendo).
Depois me conte se não foi uma bela experiência.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2005, 2007, 2008, Argentina, Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot0 Comments
Posted on 28 dezembro 2011.
Eu acho que estamos vivendo uma onda Gourmet. Estamos cada vez mais interessados em comidas diferentes, bebidas, harmonizações e tudo o que se refere à gastronomia.
E nessa onda, até suco de uva está virando grife. A Casa de Madeira (uma empresa da Casa Valduga) lançou seus sucos de uva varietais. Um é feito com a uva Moscato e outro, esse que falamos hoje, feito com Cabernet Sauvignon. A grande diferença entre esse e os outros sucos é que aqueles, mesmo os produzidos pelas vinícolas, são feitos com uvas não-viníferas, ou uvas que não são próprias para a elaboração de vinhos finos. A promessa é de que serão feitos sucos sempre safrados e esse que eu provei foi o 2011.
Um suco feito com Cabernet Sauvignon é diferente em vários aspectos. Primeiro nos aromas, que lembram realmente o vinho, com toques de frutas vermelhas cozidas. Na boca é bem doce, mas não é daquele melado, que fica só o doce na boca e na garganta. Esse é mais delicado, lembrando no final até um vinho de sobremesa.
Apesar das comparações com os vinhos, esse suco não tem nada de álcool e eu gostei bastante dele por ser uma ótima alternativa para quem não pode beber nada alcóolico.
E já que estamos nessa “era Gourmet”, que tal pensarmos em algo para harmonizar? Com qual comida vai melhor? Essa eu deixo para vocês me ajudarem. É um bom desafio, não acham?
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2011, Brasil, Cabernet Sauvignon5 Comments
Posted on 26 dezembro 2011.
Já viram um espumante rosé feito com Cabernet Sauvignon e Merlot? Acho que foi o primeiro que eu provei com essas duas uvas. Interessante.
Posted in Brasil, Cabernet Sauvignon, Merlot0 Comments
Posted on 17 dezembro 2011.
Eu estava com esse vinho na minha adega para ser provado já há algum tempo. Sempre deixava para uma outra oportunidade e esse dia nunca chegava. Até que um dia eu tinha comprado um Malbec Argentino (no supermercado) para beber no almoço. Abri o tal Malbec e quase caí pra trás. Era muito ruim! Uma decepção total.
Ficar sem vinho não era uma opção, então voltei para a minha adega para encontrar algo para acompanhar a carne que eu tinha preparado e me deparei de novo com o Clos Centenaire 2008. É, era a vez dele.
Produzido no Vale do Maule, no Chile, pela Casa Donoso, é um dos vinhos da linha Premium deles. Esse é feito com 40% Cabernet Sauvignon, 30% Malbec, 20% Carménère e 10% Cabernet Franc. Uma boa mescla de frutas que deu um bom vinho.
Eu tinha a impressão que eu encontraria só aquele aroma de “goiaba madura” que é tão característico do Chile, mas me enganei. Esse tem sim aromas de frutas vermelhas adocicadas, mas vem acompanhado de um toque mais evoluído, com tabaco e cedro. Depois de um tempo aberto, ele mostrou também toques de chocolate.
É daqueles vinhos macios e sedosos, que tem taninos bem reodondos. Eu tinha em mente beber um vinho com um pouco mais de acidez, mas tudo bem. Deu certo com a carne grelhada sem grandes problemas.
Já provei outros vinhos da Casa Donoso e gostei bastante. O que eu mais gostei foi o “D”, que é o vinho ícone deles. É muito potente e marcante e vale a pena conhecer.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2008, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Chile, Malbec1 Comment
Posted on 10 dezembro 2011.
Hora de conhecer o terceiro vinho (que ficou em 3o lugar). Vamos com um vinho que representa um país que pra mim foi uma grande revelação.
Amanhã tem mais, com o segundo lugar.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2005, Cabernet Sauvignon, Espanha, Grenache, Videopost9 Comments
