Archive | Cabernet Franc

Chateau Grand Bert Grand Cru 1982

Chateau Grand Bert Grand Cru 1982

Talvez por ter sido um dos vinhos que mais me marcou até hoje, eu tenha demorado tanto para escrever sobre ele. Beber um vinho Grand Cru de Bordeaux da safra de 1982 já é um grande privilégio. Beber de uma garrafa magnum então (como foi o meu caso), nem se fala. Mas melhor ainda foi ter trazido essa garrafa direto do produtor e ter recebido do dono da vinícola. Foi assim que eu ganhei essa garrafa do Laurent Poitevin, um grande viticultor de Saint-Emillion que faz belíssimos vinhos.

Em 1982 ainda era o sogro dele que fazia, mas que com certeza conseguiu passar todos os ensinamentos para a próxima geração. A garrafa estava toda empoeirada e eu fiz questão de não tirar nem sequer um pouquinho de pó. Queria ela como estava lá. E acreditem, quando ele me trouxe a garrafa, tirada da adega particular dele, veio até com uma pequena aranha. Por medo de questões sanitárias, deixei a aranha por lá mesmo (e por acreditar também tratar-se de uma aranha da família. Não cairia bem tirá-la do convívio).

E dentro do verdadeiro espírito do vinho eu levei para a degustação que fizemos com alguns blogueiros amigos na loja Vino&Sapore, na Granja Viana. Não é nem preciso dizer que todos ficaram encantados com o vinho.

E o que falar sobre o vinho? Bem, se alguém ainda precisa de alguma descrição sobre ele, eu posso falar de forma mais direta possível: estava FANTÁSTICO!

Obrigado Laurent (e amigos do vinho), por me proporcionar um momento tão especial em minha vida, que eu com certeza não esquecerei.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 1982, Cabernet Franc, França, Merlot0 Comments

A safra 2009 de Bordeaux promete

A safra 2009 de Bordeaux promete

Essa notícia foi dada quando terminaram a vinificação e era aguardada por todos. Mas seria verdade ou marketing, para se vender vinhos? Sem dúvida, quando uma notícia dessa é enviada ao mercado (e confirmada), a procura pelos vinhos aumenta, junto com o consumo e com o preço, é claro.

Mas avaliar vinhos com potencial de guarda, quando estão muito jovens, não é tarefa fácil e requer muita habilidade, conhecimento e treinamento. É o que faz o senhor Robert Parker, que inclusive visita alguns Châteaux na França (e em outros lugares) para provar vinhos que ainda estão nos tanques, ou nas barricas. Em geral, esses vinhos são duros, com taninos muito presentes, aromas fechados (que não se mostram facilmente) e às vezes até com traços de amargor e de excesso de álcool que sairão depois.

E foi também o que fizemos, a convite da Expand, que tem um bom portfólio de vinhos franceses. Fomos provar, lá no Bar des Arts, no Itaim (São Paulo) 5 vinhos representativos da safra. Uma tarefa que como eu disse, não é fácil, mas é um ótimo exercício.

Veja aqui brevemente sobre cada um dos vinhos e a minha recomendação. Se puder, faça também esse exercício.

O primeiro provado foi o Château Jalousie 2009, de Jean Baptiste Audy (Pomerol), que tem 70% Merlot, 19% Cabernet Franc, 11% Cabernet Sauvignon. Corpo leve, toques de cereja e leve terroso. Seus 14% de álcool apareceram no nariz e na boca. Não é um vinho muito expressivo, mas que deve acompanhar muito bem comidas e até melhorar com elas. Depois de um tempo em taça, evoluiu para toques de caramelo e fumo.

Provamos depois o Château Peyruchet Rouge 2009, que tem 70% Merlot, 15% Cabernet Sauvignon e 15% Cabernet Franc. Gostei da acidez desse vinho e também dos aromas, que se abriram depois de um certo tempo. Eu e mais alguns achamos que ele estava um pouco fechado, mas depois de certo tempo em taça ele começou a se abrir. Vale a pena deixar descansar depois de aberto (pode ser no decanter). É um vinho fácil de beber pela sua leveza, apesar dos 13% de álcool (que não aparece).

O Château Bel Air Bordeaux Supérieur 2009 também foi provado. Esse também é feito pelo Jean Baptiste Audy, que é um dos maiores comerciantes de vinho do mundo. Feito com 50% Merlot, 25% Cabernet Sauvignon, 25% Cabernet Franc, apresentou aromas herbáceos, boa acidez e taninos bem presentes, denotando a sua jovialidade. É um vinho gastronômico, ou seja, se acompanhar uma boa comida, vai ficar ainda melhor.

O Château Sauman 2009 apresentou aromas de madeira seca muito presentes. É muito melhor na boca do que no nariz. Tem seus aromas, mas quando bebido mostra-se com taninos finos e muito bem trabalhado. Surpreendeu, mas também acho que precisa de mais tempo. É feito com 90% Merlot, 10% Cabernet Sauvignon.

E por último (e meu preferido), provamos o Château Haut Pommaréde 2009. Esse tem Merlot, Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Malbec na composição (não sabemos os percentuais). Aromas de frutas negras mescladas com vermelhas, toques de evolução como chocolate e caramelo e um leve café. Faltou um pouco de corpo e sobrou um pouco de acidez, mas acho que é porque é muito novo. Esse vinho, com alguns anos, vai ficar muito bom.

Com isso pudemos ter uma idéia da qualidade da safra de 2009 em Bordeaux, que realmente me pareceu muito boa e promissora. Vale a pena ficar de olho nos vinhos que aparecerem no mercado e comprar, tanto para beber agora quanto para guardar um pouco.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2009, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, França, Malbec, Merlot0 Comments

Valmarino Reserva da Família 2004

Valmarino Reserva da Família 2004

Degustei o vinho Valmarino Reserva da Família 2004, produzido em Pinto Bandeira com as uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Tannat. Parece que esse foi um excelente vinho, mas perdi o tempo dele e quando abri a garrafa, já estava em declínio.
Veja o vídeo abaixo.

Posted in 2004, Brasil, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat0 Comments

As novas marcas da Ravin vieram para abalar

As novas marcas da Ravin vieram para abalar

Já falei aqui algumas vezes que eu acredito que a Ravin seja uma das grandes revelações do mercado. Os sócios são arrojados e a equipe está sempre alegre e animada. E não é pra menos. Os caras não param de crescer e aparecer.

E foi numa noite de grande animação na Vinheria Percussi que Rogério D´Avila e Alberto Porto Alegre (os sócios) apresentaram os seus novos rótulos (e alguns já conhecidos) para o mercado. Prometeram trazer produtos de alta qualidade e cumpriram.

O catálogo da Ravin está mais gordo (numa associação livre ao mascote da empresa), mais robusto e com opções para todos os bolsos.

Falar de todos os vinhos aqui seria uma tarefa difícil por conta da quantidade de informações, mas com certeza os vinhos da Ravin habitarão o Vinhos de Corte sempre, então hoje destaco quatro que eu provei no lançamento e me chamaram a atenção pela sua qualidade.

Valdivieso Single Vineyard Cabernet Franc 2008
Um típico Cabernet Franc, com aromas herbáceos, toques de especiarias e um traço de frutas vermelhas bem de leve. É um vinho que encanta por ser ao mesmo tempo rústico nos aromas e elegante na boca.
 

 

Scharzof 2009
Esse foi unanimidade entre as pessoas durante o evento. Um Riesling de respeito, com grande tipicidade, esbanjando mineralidade, toques de frutas brancas, ótima acidez e final bem elegante. É um vinho que acompanhou muito bem os queijos brancos moles mais fortes do buffet. Se você gosta de Riesling, prove esse que não vai se arrepender.

 

Chateauneuf-du-Pape Tradition AOC 2007
No nariz é exuberante, com muitas frutas negras contrastando com toques bel sutis de alcaçuz. Um vinho elegante e que deve ser harmonizado com cuidado. Só preste atenção porque ele é um pouco quente na boca, por conta dos seus 15% de álcool. Se puder resfriar um pouco mais do que o normal, talvez ele mostre ainda os aromas e perca um pouco o álcool, mas é um belo exemplar da região.

 

Nipozzano Riserva Chianti  Rufina DOCG 2007
A vinícola Frescobaldi dispensa maiores apresentações, pois é uma das mais renomadas da Itália, com um belíssimo portfólio de produtos. Esse Chianti Rufina mostra como um vinho daquela região pode ao mesmo tempo ter uma ótima acidez e ser leve e fácil de tomar. Pra acompanhar uma boa macarronada ao molho pomodoro é a grande pedida.
 

 

Gostou das sugestões? Então sugiro uma visita à Ravin com calma, pra conhecer o que eles têm de interessante por lá. tenho certeza que vai encontrar alguma coisa que lhe interesse.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in Alemanha, Brasil, Cabernet Franc, Chile, Riesling3 Comments

Preludio Barrel Select 2004

Preludio Barrel Select 2004

O Uruguai é um país pequeno e tem uma produção de vinhos que podemos dizer que é bem proporcional ao seu tamanho. E essa é uma das razões para não encontrarmos tão facilmente vinhos daquele país por aqui. Mesmo estando próximos geograficamente, muitos não tem nem quantidade para exportar.

Mas não é o caso da Família Deicas, que faz parte do Estabelecimento Juanicó. Seus vinhos são enviados ao Brasil e com freqüência encontramos até em supermercados.

Esse em específico eu nunca vi, até por tratar-se de um vinho mais top. Aliás, foi comprado no Uruguai mesmo, então não sei nem dar o valor que estaria por aqui, mas os da linha mais básica são mais comuns em terras brasileiras.

O Preludio é um vinho que é formado da mescla de Cabernet Sauvignon (40%), Cabernet Franc (24%), Merlot (20%), Petit Verdot (12%) e Malbec (2%), proveniente de centenas de tanques que vão sendo provados e escolhidos durante o tempo de fermentação para que a melhor combinação seja feita. Os tanques vão sendo “excluídos” e vão ficando os melhores para a produção do vinho.

E realmente a sua qualidade é alta e parece que tiveram bastante cuidado ao fazer. Com uma coloração rubi muito intensa, o vinho apresentou-se com aromas de frutas negras com um bom toque defumado.

Em boca mostrou-se ainda jovem, com taninos bem presentes, ressecando a boca e pedindo ao mesmo tempo uma boa comida, de preferência gordurosa (não é à toa que dizem que os vinhos uruguaios vão bem com um bom churrasco). Em seu final eu senti uma pontinha de amargor, mas nada comprometedor, ou pelo menos que não saísse na companhia da comida.

Se você gosta de vinhos encorpados e bastante tânicos, esse vai satisfazer suas vontades. Mas não deixe de ter algo para comer junto…

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2004, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot, Petit Verdot, Uruguai3 Comments

Porto Mediterrâneo com novidades no portfolio

Porto Mediterrâneo com novidades no portfolio

A importadora Porto Mediterrâneo apresentou na semana passada seus novos rótulos para o mercado. E o pessoal não está para brincadeira. Trouxeram muita coisa boa da Espanha. São vinhos de bastante caráter.

Eu provei 18 rótulos e pude perceber que há vinhos para todos os gostos. Tem vinhos brancos fantásticos e diferentes dos tradicionais. O pessoal procurou trazer diversos tipos de vinhos e de diversas regiões da Espanha. E com um diferencial. Todos os apresentados são orgânicos. Não é sempre que vemos por aí importadoras investindo tão pesado assim nos orgânicos. Estão de parabéns. E aí vão algumas dicas.

Se quer um bom branco, conheça o Murua Blanco Fermentado em Barrica 2006 é produzido com Viura, Malvasia e Garnacha Blanca. Aromático, exalando muita fruta branca com um toque de mel que deixa ele especial.

 

Já provou algum vinho orgânico da região de Penedés? Procure pelo Mas Irene 2003, que tem Merlot e Cabernet Franc em sua composição e encante-se pela sua complexidade aromática e de boca. Vinho pra beber agora, mas que ainda dá pra guardar bem uns dois anos.

Gosta de Garnacha? Prove então o Indígena 2008. Se você gosta de vinho com aromas bem francos de frutas vermelhas, vai se deliciar com esse. O aroma vem de longe quando você abre a garrafa. Além de ter um belo rótulo, bem diferente.

Está em buca de um bom Cava Rosé? O Parés Baltá Cava Brut Rosé 2007 é ótimo! Tem uma coloração groselha muito brilhante, com belíssimo perlage. Final complexo e convidativo para o próximo gole.

Mas se você quer um vinho mais complexo, que tem capacidade de envelhecimento e acompanha grandes refeições, prove então o Pasanau La Morena de Monsant 2006 que é feito com Garnacha Tinta, Merlot e Mazuelo e tem um toque de frutas secas que deixa qualquer um encantado.
E se ainda não estiver satisfeito, vá em busca do Pasanau Finca la Planeta 2005. Esse é anda mais intenso em coloração e está jovem, mas vai ser um grande vinho. É daqueles que você compra duas garrafas: uma pra beber agora e outra pra guardar. Terá um tesouro em casa.


Se você encontrar esses vinhos e provar, me conte depois se gostou. Veja aqui o site da Porto Mediterrâneo e conheça todo o portfolio da importadora. Alta qualidade!

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2003, 2005, 2006, 2007, 2008, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Espanha, Grenache, Grenache Blanc, Malvasia Bianca, Mazuelo, Merlot, Viura0 Comments

Seigneurs D´Aiguilhe 2007

Seigneurs D´Aiguilhe 2007

Estava me despedindo da simpática senhora que nos acolheu em seu pequeno castelo no meio dos vinhedos em Cotes de Castillon quando ela me pediu um minuto, foi até a sua cozinha particular e me trouxe essa garrafa, dizendo que era da produção de um amigo. Esse era seu presente para mim, pois tinha visto que tínhamos provado alguns vinhos durante os dias que passamos por lá.

Normalmente eu traria essa garrafa para o Brasil e guardaria, mas por algum motivo desconhecido resolvi abrir aqui na França mesmo, para acompanhar alguns frios e queijos que comprei no supermercado e para fazer parte do meu “happy hour” diário aqui.

É, algumas vezes, tudo conspira realmente a favor. Não poderia ter feito escolha melhor, pois o vinho é muito bom! Fiquei contente de ter provado logo, pois pude conhecer a qualidade desse vinho, que harmonizou plenamente com o que tínhamos aqui, da região.

O Seigneurs D´Aguilhe 2007 é um vinho com uma ótima estrutura e com um bom potencial de guarda. É produzido com Merlot e Cabernet Franc, da região de Côtes de Castillon, que fica próximo a Saint-Emillion, em Bordeaux.

Um ponto importante para o “sucesso” foi que eu abri o vinho e deixei descansar por 1 hora antes de beber, fazendo com que ele evoluísse um pouco mais antes de ser servido. Quando servi e levei ao nariz, levei literalmente um susto! O vinho apresentou aromas muito evoluídos de frutas negras (com destaque para amora, claramente), leve toque de barrica muito bem integrado ao vinho e toques de chocolate no final.

Em boca o vinho apresentou-se muito bem balanceado, com ótima acidez, bom final (sem amargor) e um bom volume. Seus taninos ainda estão um pouco jovens, mas que com uma boa comida isso se resolve facilmente. Ao provar com um presunto de Parma, a combinação ficou excelente.

Não sei se há exportação para o Brasil, mas se alguém encontrar esse vinho por aí, recomendo que compre. Como recebi como presente, não sei o valor, mas é algo que vale a pena provar.

É, tem coisas que realmente só acontecem em Bordeaux…

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Cabernet Franc, França, Merlot1 Comment

Chateau Rocher-Calon 2007 #cbe

Chateau Rocher-Calon 2007 #cbe

Com uma proposta de avaliar um vinho da região de Bordeaux com um valor abaixo de 150 reais, escolhi esse, que eu já havia provado há algum tempo, quando o produtor e negociante Jean-Baptiste Audy esteve no Brasil e tivemos a oportunidade de conversar com ele (entrevistá-lo) e também entender um pouco mais sobre a região através de uma pessoa que conhece muito sobre o que fala.

A família Audy está no mundo dos vinhos há algum tempo e tem excelentes rótulos em seu portfólio. Esse, o Chateau Rocher-Calon, é produzido com 95% de Merlot e 5% de Cabernet Franc.

O vinho é bastante elegante, mas está jovem ainda. Eu abri e deixei no decanter por uma hora antes de beber. Ajudou bastante, mas dava pra notar que seus taninos ainda estavam precisando de um pouco mais de tempo na garrafa.

Mas mesmo com essa jovialidade, nota-se perfeitamente a sua qualidade, tanto nos aromas quanto em boca. Um vinho leve, fácil de beber e com aromas muito pronunciados, que ficaram presentes na taça até o final da degustação (em torno de 3 horas no total). Outro bom destaque é para a sua acidez, que pra mim, estava na medida correta.

Com comida ele fica ainda melhor. Daria até pra arriscar um prato mais apimentado, mas eu resolvi comer com uma carne mais leve, sem muita gordura e sem muito tempero. Ótima combinação. Talvez só tenha faltado um pouco de acidez na comida (com um molho de tomate, isso se resolveria), para poder ter uma harmonização perfeita.

Pra quem gosta de vinhos de Bordeaux (e quem é que não gosta), esse é uma ótima pedida. Custa 99 reais e é importado pela Ravin.

Veja mais sobre os vinhos de Audy no blog Vinhos de Corte.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Cabernet Franc, França, Merlot2 Comments

Os vinhos da Terrazas de los Andes

Os vinhos da Terrazas de los Andes

A bodega é pequena e não produz muitos vinhos. Nem em quantidade de rótulos e nem por cada rótulo. A idéia é essa mesmo: fazer bons vinhos em pequenas quantidades, para manter a máxima qualidade.

Em degustação em uma das salas do casarão para os visitantes, tivemos a oportunidade de provar 3 vinhos deles.

Torrontés 2010
Um vinho com 13,5% de álcool, mas que não apresentou sobra nenhuma, nem no nariz e nem na boca. Muita flor e frutas brancas, com um enorme frescor. Acompanha muito bem saladas e entradinhas.

Afincado Malbec 2007
As suas uvas vêm de vinhas velhas, plantadas em 1929. É o Malbec em sua melhor expressão. Um floral discreto com toques de frutas vermelhas, com a madeira perfeitamente integrada (passa 18 meses em barricas e depois 1 ano na garrafa). Em boca tem um ótimo corpo e final longo, persistente e sem nenhum amargor. A estimativa de guarda desse vinho é de 18 anos.

Cheval des Andes 2006
O vinho top da vinícola e aclamado no mundo inteiro (inclusive no Brasil). Um corte de Malbec, Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot, que dispensa maiores comentários. Extremamente elegante e complexo. Um grande vinho, que faz frente aos grandes Chateaux franceses, sem dúvida. Sua estimativa de guarda é de 20 anos, mas eu acho que pra conseguir guardar um vinho desses por esse tempo todo, só comprando algumas caixas. Eu comprei duas garrafas e já estou querendo abrir.

Saí de lá muito contente não só com a qualidade dos vinhos, mas com a receptividade do pessoal da bodega. Se for, não deixe de passar na lojinha, que fica em uma casa anexa, ao lado do estacionamento. Essa vale a pena comprar, pois os preços são muito melhores que no Brasil. Se puder, traga de caixa.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, 2007, 2010, Argentina, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot, Petit Verdot, Torrontes3 Comments

Cave Jado trouxe novos vinhos para seu portfólio

Cave Jado trouxe novos vinhos para seu portfólio

Essa é para quem gosta de um bom vinho francês, com bom custo. A Cave Jado, que já é famosa por essa “dobradinha de sucesso” está trazendo mais alguns rótulos para o Brasil. Felicidade a nossa, que podemos beber bons vinhos sem ter que gastar muito.

Conheci o novo portfólio (que veio complementar. Os que a gente já conhece continuam lá, firmes e fortes) e descobri algumas coisas muito interessantes, como as abaixo:

Une et Mille nuits 2007
Um vinho orgânico do sul da França (Languedoc), que tem Syrah, Grenache, Carignan, Mourvèdre e Cinsault na sua composição. Ótimos taninos, macio, longo e muito equilibrado. Está bom para beber agora, mas se guardar por mais algum tempo vai ter mais complexidade. Custa 101 reais.

Grande Tradition 2008
Por 55 reais, me pareceu uma excelente compra. Produzido com Syrah, Grenache e Carignan, é um vinho muito fácil de ser bebido, com aromas francos de frutas vermelhas, taninos macios e acidez muito equilibrada. Esse me pareceu um ótimo achado, pois sua qualidade faz frente a vinhos que eu vejo por aí pelo dobro do preço.

Domaine des Roches Neuves 2009
Outro vinho orgânico feito com a Cabernet Franc. Sua cor é impressionante: viva, brilhante e pinta a taça de forma incrível. Aromas típicos da casta, com destaque para o herbáceo e frutas negras. Em boca tem uma excelente acidez e um final longo. Está pronto para beber, mas eu guardaria por mais uns 2 anos. Vai ganhar mais maciez e complexidade. Custa 114 reais.

Sancerre 2009
Um branco com uma acidez marcante, ótimo frescor e final intenso, convidando para o próximo gole. Pra beber em dias quentes é um sucesso! Custa 97 reais.

Além disso pude relembrar alguns que eu já provei e aprovei, como o Cuvée Domaine Nigri, que é um vinho doce muito saboroso e não-enjoativo. Aliás, o Olivier deu uma sugestão de sobremesa que eu vou testar com esse vinho: salada de frutas com uma bola de sorvete de côco por cima. Acredito que vá dar certo. A idéia me deixou com água na boca e eu vou testar.

Então se você está procurando novidades da França, sugiro uma passadinha lá na Cave Jado.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, 2008, 2009, Cabernet Franc, Carignan, Cinsault, França, Grenache, Mourvedre, Sauvignon Blanc2 Comments

Top10 Wine Spectator – 5o e 4o lugares

Top10 Wine Spectator – 5o e 4o lugares

Mais dois finalistas do Top10 da Wine Spectator de 2010. Dessa vez foram dois da California, da mesma safra, de 2007. Parece que a California está mesmo despontando como grande região produtora. Infelizmente são vinhos que não chegarão muito baratos por aqui. Os preços indicados abaixo são os da vinícola. Aqui, com todos os impostos, chegarão por muito mais.

5o lugar – Altamura
Cabernet Sauvignon Napa Valley 2007

96 points / $85
3,000 cases made
California

Altamura comes from one of the least-known corners of Napa, a small, remote area called Wooden Valley. Northeast of the city of Napa, this area is distinguished by a dramatic fog bank and cooler climate, and subsequently a longer growing season; temperatures here can be as many as 10 degrees lower than the Napa Valley average. Frank and Karen Altamura started planting grapes on their 400-acre family ranch in 1985. They also make Sangiovese and Sauvignon Blanc.
Notas de degustação

4o Lugar – Revana
Cabernet Sauvignon St. Helena 2007

97 points / $125
2,000 cases made
California

Houston cardiologist Madaiah Revana grew up in rural India, immigrated to America and caught the wine bug. In 1998, he planted 9 acres of grapes north of St. Helena, across Highway 29 from Grace Family. This 2007 is Revana’s best effort to date. Winemaker Heidi Peterson Barrett ferments small lots and ages them separately for 20 months in French oak (40 percent new) before making the final blend of 92 percent Cabernet Sauvignon, with Petit Verdot and Cabernet Franc.
Notas de degustação

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Bahans Haut-Brion 2004

Bahans Haut-Brion 2004

Numa noite em Ribeirão Preto, no dia anterior ao Encontro de Vinhos (que aconteceu no dia 23/10), saímos para jantar. A princípio, um jantar simples: pizza e vinho. Um de nossos parceiros de lá disse para não nos preocuparmos com o vinho, pois ele levaria. Eu não imaginava que ele fosse levar esse Bahans Haut Brion, que é o segundo vinho do famoso Château Haut Brion! (A partir de 2007 o seu nome mudou para Le Clarence de Haut Brion, mas é o mesmo vinho)

 Sua safra era 2004 e em sua composição tinha Merlot, Cabernet Franc e Cabernet Sauvignon (um corte típico bordalês, claro)  e pela qualidade do vinho, nem precisa dizer que estava ainda muito jovem. Foi decantado por algumas horas antes de ser servido e mesmo quando chegou, pedimos outro vinho para beber antes, para deixar esse para o final, tentando prolongar sua vida junto a nós e também dar-lhe tempo para abrir.

 om o tempo, o vinho foi mostrando-se cada vez mais elegante e equilibrado. No nariz mostrou frutas vermelhas doces, toques de couro e madeira. Em boca só comprovou a sua fama e mostrou-se um excelente representante da alta elite de Bordeaux. Equilibrado, macio, volumoso e com um final longo, bem longo.

 É um vinho para se deixar na taça realmente por horas, para contemplação e acompanhar seu desenvolvimento. Pena que ninguém conseguiu fazer isso, pois a tentação de bebê-lo era maior!

Sinceramente não sei dizer com quais pizzas que ele harmonizaria, pois eu não me atrevi a misturar. Deixei ele quieto e bebi sozinho depois. E não me arrependo. Acho que não combinaria e eu não queria perder nenhum gole desse vinho!

Um abraço

Daniel Perches

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