Archive | Cabernet Franc

Aurora 80 anos. Vinho comemorativo.

Aurora 80 anos. Vinho comemorativo.

Provei o Aurora 80 anos, o vinho para comemorar a idade da vinícola.

 

Posted in 2008, Brasil, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Merlot, Novidade0 Comments

Vinhos da Tenuta San Leonardo tem classe e elegância

Vinhos da Tenuta San Leonardo tem classe e elegância

Se você for provar os vinhos da Tenuta San Leonardo (importados pela Mistral no Brasil), prepare-se para ter em mãos (ou em boca) caldos muito bem produzidos, com grande elegância e complexidade.

Quem esteve no Brasil para apresentar os vinhos foi o Marchese Anselmo Guerrieri Gonzaga, que atualmente é o responsável pela vinícola. O jovem italiano, de classe igual à de seus vinhos, contou um pouco da história e filosofia da vinícola.

Seu pai tinha uma idéia fixa na cabeça: fazer vinhos com castas francesas. Não sabemos ao certo com o ele chegou nessa idéia, mas não tirava isso da cabeça até conseguir. Plantou Merlot, Carménère, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. E deu certo.

Dos vinhos que eu provei, posso dizer que gostei de todos. São todos feitos em um estilo bem francês, mas com um toque italiano de acidez, que faz com que fiquem ainda mais interessantes.

O Terre di San Leonardo 2007 tem 50% Cabernet Sauvignon, 40% Merlot e 10 % de Cabernet Franc e Carmenére. No nariz tem toques de cereja, notas balsâmicas, leve pimenta. Na boca é macio e redondo, mas com força.

O Villa Gresti 2005  é um encanto. Com 90% de Merlot e 10% de Carmenére, foi um dos que mais me chamou a atenção. Notas de frutas frescas em contraste com algo mais complexo como um toque mentolado. Na boca é mais encorpado que o anterior, mas nem um pouco “difícil”.

O San Leonardo 2004 é o top da vinícola. Tem 60% de Cabernet Sauvignon e 30% de Cabernet Franc e Carmenére e 10% Merlot. Com um tempo maior de barrica (2 anos), tem já um traço de evolução na taça, mas que no nariz e na boca mostra que ainda tem muita vida pela frente. Aliás, foi aberto e ficou aerando por umas 2 horas e ainda estava fechado. Merece ser bebido com tempo e com uma boa comida.

Se quiser uma dica de um vinho italiano pra não errar, é só ir atrás dos Tenuta  San Leonardo.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2004, 2005, 2007, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Itália, Merlot1 Comment

Casa Donoso Clos Centenaire 2008

Casa Donoso Clos Centenaire 2008

Eu estava com esse vinho na minha adega para ser provado já há algum tempo. Sempre deixava para uma outra oportunidade e esse dia nunca chegava. Até que um dia eu tinha comprado um Malbec Argentino (no supermercado) para beber no almoço. Abri o tal Malbec e quase caí pra trás. Era muito ruim! Uma decepção total.

Ficar sem vinho não era uma opção, então voltei para a minha adega para encontrar algo para acompanhar a carne que eu tinha preparado e me deparei de novo com o Clos Centenaire 2008. É, era a vez dele.

Produzido no Vale do Maule, no Chile, pela Casa Donoso, é um dos vinhos da linha Premium deles. Esse é feito com 40% Cabernet Sauvignon, 30% Malbec, 20% Carménère e 10% Cabernet Franc. Uma boa mescla de frutas que deu um bom vinho.

Eu tinha a impressão que eu encontraria só aquele aroma de “goiaba madura” que é tão característico do Chile, mas me enganei. Esse tem sim aromas de frutas vermelhas adocicadas, mas vem acompanhado de um toque mais evoluído, com tabaco e cedro. Depois de um tempo aberto, ele mostrou também toques de chocolate.

É daqueles vinhos macios e sedosos, que tem taninos bem reodondos. Eu tinha em mente beber um vinho com um pouco mais de acidez, mas tudo bem. Deu certo com a carne grelhada sem grandes problemas.

Já provei outros vinhos da Casa Donoso e gostei bastante. O que eu mais gostei foi o “D”, que é o vinho ícone deles. É muito potente e marcante e vale a pena conhecer.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Chile, Malbec1 Comment

Tops 2011 Vinhos de Corte – 2o Lugar

Tops 2011 Vinhos de Corte – 2o Lugar

Segundo lugar com grande honra, dos vinhos provados em 2011. Esse eu conheci numa situação muito especial e estava esperando com muita ansiedade pela nova oportunidade de provar de novo.

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Don Maximiano 2005 – Errazuriz

Don Maximiano 2005 – Errazuriz

Quem produz esse vinho é a Viña Errazuriz, uma vinícola chilena situada no Vale do Aconcagua. É inclusive bem famosa e na minha opinião, com toda razão. Eles fazem realmente bons vinhos e vejo que por aqui no Brasil eles são muito bem aceitos.

O Don Maximiano é o vinho top da vinícola e especificamente na safra de 2005 foi feito com as uvas Cabernet Sauvignon (85%), Cabernet Franc (7%), Petit Verdot (5%) e Shiraz (3%). Um corte que trouxe bastante estrutura para o vinho.

Apesar de sua idade, o vinho parecia bem jovem. Aromas de frutas vermelhas estavam em abundância e dessa vez, mesmo degustado às cegas, não foi difícil de perceber que era um vinho chileno, pois o aroma característico estava  lá presente: aquela fruta vermelha adocicada, lembrando até um pouco de goiaba (e olha que nem tem Carmenere nesse, pois muita gente diz que o aroma de goiaba é vindo da Carmenere).

Na boca mostrou um bom corpo, mas o álcool ficou um pouco acima do que eu esperava. Tem 14,5% e dá pra sentir realmente. Mas é um vinho que tem uma boa acidez, o que ajuda na degustação, principalmente se acompanhado de uma boa carne, por exemplo.

Como todo bom vinho top ou vinho ícone, esse custa caro. Quem importa é a Vinci Vinhos e ele custa em torno de R$ 300,00. Se você gosta de vinhos chilenos, com certeza é uma boa pedida. Mas lembre-se que vem com o aroma de goiabada junto!

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Chile, Petit Verdot, Syrah0 Comments

VF 2005

VF 2005

Numa degustação para conhecer alguns dos vinhos Tops das Américas que foram produzidos no ano de 2005, estive com alguns amigos na loja Portal dos Vinhos, no Morumbi. A Loja é comandada pelos simpáticos Emilio e Fátima, que de vez em quando tem até a ajuda da sua filha, que leva jeito para o negócio.

Confesso que até hoje provei pouquíssimos vinhos da Villa Francioni, uma vinícola brasileira que tem se destcado bastante no cenário brasileiro e internacional. Sei da sua qualidade e vejo sempre suas premiações, mas por enquanto me faltaram oportunidades.

O VF 2005, um dos tops da vinícola, é feito com as uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot e Malbec. O corte é o típico “bordalês”, conhecido pela sua máxima expressão na região de Bordeaux, na França.

O vinho mostrou-se bastante vivo, com aromas passando por flores, frutas vemelhas discretas (sem aquele adocicado forte), um leve torrado e algum toque de mentolado que foi aumentando conforme o tempo que ficou na taça.

Na boca ele pareceu bem macio e com os taninos na hora de serem consumidos. Seu final não é muito longo, mas é bem prazeroso. Gostei bastante do vinho, que me pareceu bem elegante e que demonstrou um bom caráter. É um vinho que pode acompanhar bem as comidas principalmente pela sua evolução. Se você tiver um desses, pode guardar mais um tempo ainda se quiser.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, Brasil, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot0 Comments

Riglos Gran Corte 2007

Riglos Gran Corte 2007

Mendoza é uma região da Argentina que é amplamente conhecida pelos seus vinhos produzidos com Malbec. São vinhos potentes e que encantam pela sua qualidade e consistência.

E falar de Malbec de Mendoza é quase chover no molhado. Digo quase porque de vez em quando encontro um vinho daquela região que tem até mais qualidade do que eu esperava dele, como é o caso do Riglos Gran Corte 2007, um vinho produzido com as uvas Malbec, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc.

A Bodega Riglos é relativamente pequena (com 40 hectares plantados) e é comandada por um milionário da região, que vendeu uma grande vínícola que tinha, a Finca Flichmann, para investidores e resolveu ter um vinhedo mais “boutique”.

O Riglos Grand Corte 2007 é o top da vinícola e impressiona pela sua elegância e pela sua estrutura. O vinho tem aromas sutis de frutas, madeira, toques de chocolate e até mentolados muito bem integrados e que se sobrepõem um ao outro de forma harmônica.

Na boca o vinho confirma toda a sua elegância, com taninos bem macios e um final longo e sem amargor. Provei esse vinho no restaurante Pobre Juan, que tem uma das melhores carnes de São Paulo e ele harmonizou muito bem com o prato típico da casa, que é uma capa do contra-filé (feito na brasa). A carne era suculenta e o vinho conseguiu segurar bem tanto a gordura quanto o sal. Combinação deliciosa que fez com que ao terminar a refeição ficasse o gostinho de quero mais (e olha que o prato não era pequeno).

É um vinho que custa em torno de R$ 135,00 (na Decanter). Um excelente preço para um vinho dessa categoria. Vai para os meus Best Buys, pois é o tipo do vinho que eu vejo por aí custando bem mais.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Argentina, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Malbec1 Comment

Domaine des Roches Neuves 2009 – Cabernet Franc

Domaine des Roches Neuves 2009 – Cabernet Franc

Eu gosto de Cabernet Franc. Sempre que vejo um vinho feito com essa uva, já fico de olho. Conheci então o Domaine des Roches Neuves 2009, feito com essa uva, lá no Vale do Loire, na França.

Esse é importado pela Cave Jado no Brasil.

Posted in 2009, Cabernet Franc, França1 Comment

Lidio Carraro Coletânea 2009

Lidio Carraro Coletânea 2009

A Lidio Carraro escolheu bem o nome desse vinho, pois ele reflete exatamente o seu intuito. É uma coletânea de uvas: Merlot, Tempranillo, Teroldego, Cabernet Franc, Tannat e Nebbiolo. Seis uvas bastante distintas, combinadas em um corte que pelo menos pra mim, é inédito.

E como já comentei aqui, acho que eles fazem muito bem seus vinhos. Com uma filosofia de não utilizar madeira (barris de carvalho ou algo similar) para buscar a essência do vinho, o pessoal da Lidio Carraro vem conquistando fans no Brasil e no mundo. Frequentemente vejo notícias deles contando que estão em mais algum país com seus vinhos sendo exportados. Sinal de qualidade!

E o Coletânea reflete essa qualidade. É um vinho intenso, que me parece estar ainda um pouco jovem, mas talvez pela sua composição de várias uvas tenha adquirido algumas características que permitem que a gente beba agora, sem ter que esperar alguns anos para poder provar o vinho na sua “melhor forma”. Algo difícil de se conseguir e que eu já vi alguns produtores falando que os vinhos de corte (mais de uma uva) são bons por conta disso também, pois trazem o melhor de cada uma delas.

O vinho tem um bouquet interessante, que começa com frutas negras adocicadas, passa por um toque achocolatado, balsâmico e até medicinal. E depois de um tempo aberto ele vai mudando bastante. É realmente uma grande quantidade de aromas aparecendo. E o mais legal é que eles aparecem de forma bem clara, facilitando a identificação.

Na boca tem bastante tanino que me pareceu um pouco jovem, mas que eu acho que vai ficar bem interessante daqui algum tempo (talvez uns 2 anos).

Esse lançamento da Lidio Carraro chegou pra mim através da Sociedade da Mesa, o clube de vinhos que eu sou associado. Ao que me parece, ainda não está sendo comercializado, mas quando chegar ao mercado, vale a pena provar. Como eu tenho duas garrafas, vou guardar uma delas para o futuro, para ver como vai ficar.

Lidio Carraro, mais uma vez estão de parabéns.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2009, Brasil, Cabernet Franc, Merlot, Nebbiolo, Tannat, Tempranillo, Teroldego3 Comments

Yardem 2009

Yardem 2009

Já provou algum vinho de Israel? Eu não tinha provado ainda e gostei bastante do Yardem, que é feito com uvas utilizadas no corte bordalês.

Posted in 2009, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Israel, Malbec, Merlot, Petit Verdot6 Comments

Casa Valduga Premium Cabernet Franc 2007

Casa Valduga Premium Cabernet Franc 2007

Post semanal sobre o vinho brasileiro no programa da UOL TV / ClicTV. Dessa vez foi o Casa Valduga Premium Cabernet Franc 2007.

Posted in 2007, Brasil, Cabernet Franc4 Comments

Chateau Grand Bert Grand Cru 1982

Chateau Grand Bert Grand Cru 1982

Talvez por ter sido um dos vinhos que mais me marcou até hoje, eu tenha demorado tanto para escrever sobre ele. Beber um vinho Grand Cru de Bordeaux da safra de 1982 já é um grande privilégio. Beber de uma garrafa magnum então (como foi o meu caso), nem se fala. Mas melhor ainda foi ter trazido essa garrafa direto do produtor e ter recebido do dono da vinícola. Foi assim que eu ganhei essa garrafa do Laurent Poitevin, um grande viticultor de Saint-Emillion que faz belíssimos vinhos.

Em 1982 ainda era o sogro dele que fazia, mas que com certeza conseguiu passar todos os ensinamentos para a próxima geração. A garrafa estava toda empoeirada e eu fiz questão de não tirar nem sequer um pouquinho de pó. Queria ela como estava lá. E acreditem, quando ele me trouxe a garrafa, tirada da adega particular dele, veio até com uma pequena aranha. Por medo de questões sanitárias, deixei a aranha por lá mesmo (e por acreditar também tratar-se de uma aranha da família. Não cairia bem tirá-la do convívio).

E dentro do verdadeiro espírito do vinho eu levei para a degustação que fizemos com alguns blogueiros amigos na loja Vino&Sapore, na Granja Viana. Não é nem preciso dizer que todos ficaram encantados com o vinho.

E o que falar sobre o vinho? Bem, se alguém ainda precisa de alguma descrição sobre ele, eu posso falar de forma mais direta possível: estava FANTÁSTICO!

Obrigado Laurent (e amigos do vinho), por me proporcionar um momento tão especial em minha vida, que eu com certeza não esquecerei.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 1982, Cabernet Franc, França, Merlot0 Comments

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