Archive | Cabernet Franc

As supresas da Villaggio Grando

As supresas da Villaggio Grando

Como falei no post passado, estivemos (blogueiros de vinho) reunidos em degustação com o Marcio (EIVIN – especializada em vinhos nacionais) e com o Guilherme, da vinícola Villaggio Grando. Após provarmos diversos produtos do portfólio, os dois nos brindaram com duas ótimas surpresas, que conto aqui pois valem a pena conhecer.

Villaggio Grando Innominabile Lote 4 (2004)
Essa é a quarta versão do Innominabile, um vinho diferente que a Villaggio Grando produz. São cortes de várias safras, que são adicionadas às barricas e vão sendo afinadas de acordo com a mão do enólogo. O resultado é (sempre) um vinho muito estruturado, macio, complexo. Fique fã desse vinho há algum tempo, quando por conta de uma degustação na casa de uns amigos, um casal levou uma garrafa do lote 3. Mesmo sem muita informação sobre o vinho, deu para perceber que se tratava de uma proposta diferente.
Esse lote 4 é composto das uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Malbec, Petit Verdot e Pinot Noir.
E você pode estar se perguntando: Pinot Noir? O que a Pinot Noir está fazendo aí nesse meio?
Bem, segundo o Guilherme (da Villaggio Grando), a Pinot noir lá nas plantações deles tem uma concentração tão forte, que é até mais escura que a Merlot. Já pensou?
Esse vale a pena provar, mas por enquanto só vai dar para guardarmos esse post para o futuro, pois esse vinho será lançado somente daqui a 2 anos. Mas fiquem tranqüilos que quando lançar eu aviso aqui.

Além Mar
Esse vinho é uma comemoração à “volta dos portugueses ao Brasil”. Composto por Cabernet Sauvignon, Merlot e Malbec, é fruto de uma parceria da vinícola com um português que faz vinhos muito bem. É um vinho bem estruturado, bem ao estilo dos portugueses mesmo. Muito aromático e macio. Esse eu não peguei o preço, mas se encontrarem, sugiro que comprem.

Quero agradecer e parabenizar publicamente o Guilherme e o Marcio. Um pelos seus belos vinhos produzidos e o outro pela louvável idéia de representar os vinhos nacionais. Tenho certeza que iniciativas como essas é que farão o consumo do vinho crescer e tornar-se mais habitual.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in Brasil, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot, Petit Verdot, Pinot Noir0 Comments

Conhecendo os vinhos da EIVIN

Conhecendo os vinhos da EIVIN

Exatamente durante a semana em que me propus a escrever sobre vinhos nacionais, fui convidado para uma degustação de vinhos nacionais, representados pela EIVIN, que é capitaneada pelo Marcio Marson.

A EIVIN tem a proposta de trabalhar somente com vinhos nacionais. Proposta muito interessante e louvável. Sabemos que o Marcio e equipe têm um grande trabalho pela frente, pois ainda é nítida a dificuldade de se colocar o vinho nacional na mesa do brasileiro.

Mas eles estão fazendo um ótimo trabalho. Os vinhos representados são de excelente qualidade e recomendo fortemente que sejam provados. Comento abaixo sobre os que conheci.

 

Marson Espumante Brut Champenoise 2009
Belíssimo espumante feito com Chardonnay e Pinot Noir. A Vinícola Marson possui uma técnica diferenciada de tratamento das leveduras, que ao invés de ficarem em contato direto com o líquido no período de maturação, ficam dentro de saches (como aqueles de chás), tornando o produto final mais límpido. Vale a pena conhecer. Custa R$ 55 no mercado.

Espumante Stellato 2008
Produzido pela Vinícola Santo Emílio, esse espumante feito pelo método Charmat é composto de Cabernet Sauvignon e Merlot. Muito aromático, fresco e com boa acidez. Boa companhia para comidas mais gordurosas e concentradas. Pode ser uma boa com feijoada. Custa em torno de 53 reais.

Villaggio Grando Chardonnay 2008
Esse Chardonnay não passa por barrica, mas tem aromas muito característicos da passagem por madeira. Isso é fruto do terroir, o que me impressionou bastante. Coloração amarelo palha escura, aromas de abacaxi em calda, amanteigado, bem untuoso. Toques de fumaça. Um belo vinho. Custa em torno de 60 reais.

Cordilheira de Sant´Ana Gewurztraminer Reserva Especial 2008
Um vinho com bastante tipicidade da gewurztraminer, que é uma uva muito aromática. Toques muito presentes de lichia e de pétalas de rosas. Retrogosto confirmando o nariz. Vinho um pouco ligeiro (seu retrogosto termina rapidamente após ser bebido), mas tem tendência para evolução. Minha sugestão é comprar duas garrafas. Beba uma agora com uma bela salada e guarde outra por 2 anos. Acho que vai ter uma boa surpresa. Preço em torno de 60 reais.

Prelúdio  2007
Esse vinho é o primeiro do projeto do renomado (e polêmico) Marco Danielle, que ficou famoso por fazer vinhos sem a adição de SO2. O vinho me impressionou pela sua rusticidade. Percebe-se que tem bons taninos, boa acidez e bom equilíbrio em boca. Acho que precisa de mais um tempo de maturação. Feito com Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. Preço em torno de 65 reais

Bettú Corte Bordalês C 2001
Finalmente provei o vinho do famoso Bettú. Conhecido por ser um garagista inveterado, o Bettú faz seus vinhos literalmente na sua garagem e em produções muito pequenas. É um vinho que sugere que tenha as uvas do corte bordalês, mas não é revelado nem quais são nem quantidades. Desse vinho foram feitas somente 580 garrafas. Muito equilíbrio e maciez impressionante. Custa 130 reais.

Terragnolo Marselan 2009
Esse vinho foi retirado da barrica para prova. Ainda não está no mercado, mas recomendo que se compre de caixa quando chegar. A Terragnolo conseguiu “domar” muito bem a marselan (essa uva é um cruzamento da Cabernet Sauvignon com a Grenache). O vinho ainda está “jovem demais”, mas com certeza vai ser um grande vinho em alguns anos. É ver pra crer. Ainda sem preço de mercado.

Com isso temos aí uma boa gama de opções de vinhos nacionais para provar.

Depois de toda essa bateria o Marcio (EIVIN) e o Guilherme (Villaggio Grando) ainda nos brindaram com duas surpresas. Essas eu conto no post seguinte, pois vale a pena.

Para saber mais sobre a EIVIN, veja o site aqui.

Abraços

Daniel Perches

Posted in 2001, 2008, 2009, Brasil, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Gewurztraminer, Marselan, Merlot0 Comments

Cuvee Tuffeaux Bourgueil 2006

Cuvee Tuffeaux Bourgueil 2006

Mais um vinho da Cave Jado provado e aprovado, atestando a qualidade e cuidado com os produtos que o pessoal tem por lá.

A Cave Jado, para quem não sabe, é uma importadora de vinhos franceses e foca em “boas compras”, ou seja, vinhos que têm um bom custo X benefício. Quem puder visitar o show-room deles (fica na Vila Mariana) vai encontrar ótimos rótulos como esse que falamos hoje, por valores entre 55 e 90 reais. Boa pedida!

Mas falando especificamente desse vinho, esse é produzido no Loire (noroeste da França), uma região famosa pelos seus vinhos brancos.

Feito 100% com a casta Cabernet Franc (uma uva que me agrada muito), é muito macio e persistente na boca.

Em taça mostrou-se com um rubi intenso, mas já com um leve halo de evolução (suas bordas já se mostram mais alaranjadas. Sinal do tempo de envelhecimento). Lágrimas lentas e numerosas.

No nariz, aromas francos de frutas vermelhas com um toque adocicado, leve toque de madeira molhada e um pouco de especiaria.

Em boca, acidez bastante controlada, taninos macios e redondos e retrogosto confirmando as frutas. Final de média persistência, mas muito saboroso.

tuffeauxÉ um vinho bastante interessante e que merece ser harmonizado com cuidado. Se compararmos com os Cabernet Franc produzidos aqui no Brasil ou no Chile por exemplo, vamos notar uma grande diferença. Esse francês é muito mais delicado, envolvendo a boca de forma leve.

Acompanha bem um queijo também não muito curado (mas que seja amarelo), carnes grelhadas e até um prato com molho vermelho. Eu provei com o meu prato preferido lá no Emporio Vila Buarque, que é o nhoque recheado com polpetone. O molho vermelho me pareceu sobressair-se ao vinho, talvez por conta da acidez. Sugiro algo mais leve.

Resumindo, mais um ótimo vinho da Cave Jado que eu recomendo. Esse custa R$ 56. Nem precisava falar que é um ótimo preço.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Cabernet Franc, França2 Comments

Chateau Grand Tuillac Elégance 2005

Chateau Grand Tuillac Elégance 2005

Já comentei aqui sobre como as meias garrafas são uma boa opção em vários momentos (quando estamos bebendo sozinhos, quando queremos beber pouco ou até mesmo para economizar). E numa situação dessas – bebendo sozinho – resolvi abrir a minha meia garrafa desse Grand Vin de Bordeaux, que é produzido com as castas Merlot e Cabernet Franc e é comercializado pelo Empório Vila Buarque, em São Paulo.

Esse vinho é uma boa pedida para quem quer provar bons vinhos de Bordeaux (mais especificamente de Saint-Emillion), pois reúne boas características típicas dos grandes vinhos de lá. Com uma coloração rubi não muito forte, ainda não apresenta sinais de envelhecimento.

No nariz, aromas de frutas vermelhas frescas contrastando com um leve herbáceo. Depois de algum tempo, as frutas se abriram e aromas como de ameixa preta surgiram com mais força. É um vinho que tende a evoluir, então sugiro deixar um tempo descansando para que ele se mostre melhor em taça.

eleganceEm boca tem um bom corpo, de leve a médio. Sua acidez é bem controlada, seus taninos mostram-se ainda um pouco verdes e o final é bastante adstringente, mas sem amargor.

É um vinho que vale a experiência. Beba esse, entenda e depois parta para algo “maior”. Em breve comento sobre o Gran Bert, que é do mesmo produtor, mas está numa categoria superior.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, Cabernet Franc, França, Merlot0 Comments

Almaviva 1999

Almaviva 1999

Alguns amigos nos pregam (boas) peças que serão lembradas por toda a vida. E dessa vez aconteceu comigo, que a convite do Cristiano (Vivendo Vinhos), eu e o Alexandre (Diário de Baco) fomos comemorar uma vitória em sua carreira, regados a um vinho especial, que o Cristiano guardou para uma ocasião como essa.

Não preciso nem falar o quanto fiquei honrado com o convite e claro que aceitei, afinal de contas, amigo é para essas coisas, não é mesmo?

O local escolhido foi o restaurante Olivetto, que tem como Sommelier o respeitadíssimo Diego. O serviço foi impecável, com direito até a decantação com luz de vela, para detectar sedimentos presentes na garrafa (natural para esse tipo de vinho, com essa idade).

Antes de degustarmos o Almaviva decidimos “abrir a noite” com um italiano que tem suas uvas cultivadas aos pés do vulcão Etna, feito com a uva Nerello  mascarese. Fantástico (e eu conto algum dia sobre ele), mas o que queríamos mesmo saber era do Almaviva.

Chegou então o tão esperado momento e com uma grande ansiedade, pudemos provar esse ícone chileno. O resultado é fantástico e à altura de todos os (bons) comentários já feitos sobre ele. O Almaviva é feito com cortes diferentes a cada ano. Especificamente em 1999 foram utilizados Cabernet Sauvignon (78%), Carmenère (19%) e Cabernet Franc (3%) e ficou 16 meses em carvalho descansando antes de ser engarrafado.

 almaviva1999Pra começar, sua coloração mostrou-se muito viva e intensa, com um bom halo de evolução, mas mostrando também que o vinho ainda poderia agüentar um bom tempo.

No nariz, muita complexidade: frutas vermelhas compotadas com um toque adocicado, toques mentolados, especiarias (que eu não consegui identificar com clareza alguma que se destacasse) e depois de um pouco de tempo na taça, aromas de couro e chocolate também vieram nos brindar.

Em boca, muita acidez, taninos muito macios, mas ainda fortes, mostrando que o vinho tem muita estrutura e que não estava nem um pouco “morto”. Impressionante a sua potência. Final longo e saboroso, daqueles pra ficar meditando depois de beber.

Esse vinho foi (bem) harmonizado com um cordeiro com purê de brócolis e temperos chilenos. Foi uma boa harmonização, mas se o Diego me permite, eu deixaria o prato com um pouquinho menos de pimenta. Mas é claro que isso é só um preciosismo, pois o que valeu mesmo foi a noite com os amigos.

Agradeço então ao meu amigo Cristiano, que dividiu não só a sua alegria conosco, mas também uma jóia de vinho. Amigos de verdade são assim, compartilham seus momentos bons com quem gostam e o mais legal é que recebem tudo de volta.

Ah, nesse dia, quando acordei vi São Paulo completamente alagada e a degustação seria em Campinas. Pensei por aproximadamente 2 segundos e concluí: VOU, NEM QUE SEJA DE BARCO!

Abraços

Daniel Perches

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Gillmore “Hacedor de Mundos” Cabernet Franc Reserva 2005

Gillmore “Hacedor de Mundos” Cabernet Franc Reserva 2005

Conheci esse vinho em minha viagem ao Chile. Fui a uma das grandes lojas especializadas, a CAV, onde conheci um simpático Sommelier que me atendeu muito bem. O resultado foi a compra de bons rótulos e alguns que não são fáceis de encontrar aqui no Brasil.

Um dos vinhos comprados foi esse, o Gillmore Cabernet Franc, que é feito no Maule, mais especificamente em Loncomilla, lá no sul do Chile. Uma região bem interessante e que será alvo de minha próxima viagem ao país, sem dúvida . Já sou fã dessa uva, o que facilita o convencimento. Ao me contar que esse vinho, considerado um vinho de autor, estava com uma qualidade superior e que era um rótulo de certa forma desconhecido no Chile, fui completamente convencido e comprei a garrafa.

Provei na companhia dos amigos Alexandre (Diário de Baco) e Cristiano (Vivendo Vinhos), que também ficaram entusiasmados com a idéia desse vinho.

Em taça mostrou uma coloração púrpura intransponível e um leve halo de evolução. Logo após ser servido, provei e o vinho me pareceu estar ainda “verde”, ou seja, que precisaria de mais tempo em garrafa.

Com um breve tempo de aeração, minha percepção mudou e o vinho mostrou-se mais leve, menos tânico e mais harmônico.

No nariz, percebi notas herbáceas, frutas como cereja e um final de aroma com um toque de couro e pelo de animal.

Em boca, bom equilíbrio e taninos macios. Um final relativamente longo e saboroso fechou a ficha técnica, mostrando que o Sommelier vendedor tinha razão. Importante informar que esse vinho não é filtrado, então pode aparecer sedimentos na garrafa. Algo totalmente normal e que não prejudica a qualidade do vinho.

Um bom vinho, que me custou 46 reais lá no Chile. Aqui no Brasil é importado pela Anaimport. Se quiserem conhecer o site da vinícola, cliquem aqui.

 Um abraço

Daniel Perches

GILLMORE-CABERNET-FRANC-alta

Posted in 2005, Cabernet Franc, Chile0 Comments

Beauvallet Cuvee Prestige 2005

Beauvallet Cuvee Prestige 2005

la_razeUma das regiões vinícolas mais famosas do mundo é Bordeaux. E os fatores são diversos: tem um controle de qualidade rigorosíssimo e imitado por muitos lugares do mundo, vinhos de altíssima qualidade e sem dúvida, um bom marketing.

E frequentemente me pego a pensar sobre o marketing de Bordeaux. Tenho amigos que só querem beber vinhos de Bordeaux. Pode ser até um vinho simples, mas que seja de Bordeaux.

Bem, cada um tem a sua opinião e aqui nós respeitamos todas.

Pois então, motivado talvez por esse marketing, resolvi comprar esse vinho de lá, que é produzido em uma safra histórica e é feito com as uvas Cabernet Sauvignon, Merlot, Petit Verdot e Cabernet Franc (um típico corte bordalês). Pra ser mais específico, esse é um vinho do Medoc e tem a classificação de “Cru Bourgeois”.

Deixei-o descansando por algum tempo em minha adega (cerca de 1 ano) para que ele pudesse amadurecer um pouco, e chegou então o momento de degustá-lo.

Ao abrir a garrafa, aromas bastante marcantes de frutas negras e um certo terroso vieram com força. Na taça, uma coloração rubi escura, com um pequeno halo de evolução e lágrimas grossas e lentas, bastante pintadas. Um vinho até mais encorpado do que eu esperava.

Depois de algum tempo aerado (sempre é bom deixar o vinho respirar um pouco, afinal ele ficou “preso” por um tempão…), sobressaíram notas de geléia de amora, ameixa preta, terra molhada, madeira e pimenta do reino.

Em boca um bom equilíbrio, mas com um pouco de álcool sobrando. Com o passar do tempo eu acreditei que esse álcool fosse embora, mas isso infelizmente não aconteceu. Nada muito forte, mas estava lá, chamando a atenção.

Passado um bom tempo, seus aromas evoluíram para os terciários, como caixa de charuto, tabaco e mais terra molhada.

Foi degustado com um risoto de camarão que é feito com molho de tomate. O prato foi testado com um vinho branco e com esse tinto e acreditem o tinto foi bem melhor. Interessante ver como as harmonizações ditas “clássicas” devem ser respeitadas, mas entendendo-se todo o prato e não simplesmente um dos ingredientes.

Importado pela Vinea tem um valor médio de R$ 130,00. Considerando-se a procedência e a sua qualidade, acredito que seja um vinho que vale esse preço, mas como sempre digo, ficaria muito contente se ele fosse um pouco mais barato.

Se você também prová-lo, me conte o que achou.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, França, Merlot, Petit Verdot0 Comments

Callia Alta Reserve 2007

vinhos_de_corte_callia_alta_reserveJá testei e aprovei a qualidade da Bodega Callia, da Argentina, que produz vinhos muito bons, desde seus mais básicos até os tops.

Mas até então eu não tinha provado (e nem conhecia, pra falar a verdade) o Callia Alta Reserve e quando o vi, o que me chamou a atenção nesse vinho foram as uvas de seu corte: Syrah (40%), Cabernet Franc (30%) e Bonarda (30%). Um corte bem inusitado e que me pareceu muito interessante. Comprei o vinho e tratei de degustá-lo logo, pois não conseguiria segurar a minha curiosidade tanto tempo.

Em taça ele mostrou uma coloração bem forte, com um tom rubi bem vivo. Um halo de evolução bem pequeno demonstrou que o vinho pode ser guardado por um bom tempo ainda.

No nariz, aromas intensos de especiarias, tabaco, madeira e um leve toque adocicado no final, lembrando baunilha ou côco. Depois de algum tempo aberto, o vinho evoluiu bastante, tornando-se ainda mais interessante em seus aromas, que passaram a mostrar frutas em compota ou geléia.

Em boca, bastante força e potência, mas com um bom equilíbrio. Os taninos ainda estavam um pouquinho verdes e amarrando um pouco, mas com o tempo, com certeza vão ficar muito macios.

É um vinho que custa em torno de 35 reais e é importado pela Decanter. Como já comentei gosto muito dos vinhos da Callia e esse vai figurar em meus Best buys, pelo seu preço e qualidade.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Argentina, Bonarda, Cabernet Franc, Syrah2 Comments

Lidio Carraro Quorum 2004

lidio_carraro_quorom_2004Sabe aquele seu casaco antigo de veludo, que era muito macio e suave e que dava vontade de ficar passando a mão nele quando você vestia?

Pois é essa a sensação que você terá ao beber o Continue Reading

Posted in 2004, Brasil, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat0 Comments

Mouton Cadet Rouge 2005

mouton_cadet_rouge_2005

Esse vinho é produzido pelo famoso Baron Philippe de Rothschild. Sim, o mesmo que produz aquele vinho tão famoso (e caro).

E as peculiaridades desse vinho não param por aí. Segundo o Continue Reading

Posted in 2005, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, França, Merlot0 Comments

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