Posted on 20 novembro 2010. Tags: campolargo, Pinot Noir, vinho, Vinho português, vinho tinto
Se você pensa que Portugal é só “Tinta Barroca, Tinta Roriz, Touriga Nacional, etc”, está enganado. Lá se faz também vinho com a uva Pinot Noir, e dos bons.
A vinícola Campolargo é tradicional no ramo vitivinícola, estando já em sua 4ª geração de produtores. Possuem vinhedos na Bairrada e é de lá que vem esse, que tem em sua composição 90% de Pinot Noir e 10% de Baga.
O vinho surpreende. Talvez em parte por eu não saber o que esperar de um Pinot Noir português, mas com certeza muito pela sua qualidade mesmo. Sobrou tipicidade. Com uma cor translúcida e muito brilhante, apresentou aromas de frutas vermelhas maduras, com toques adocicados. Um final com um leve toque de madeira deu um complemento elegante ao vinho.
Em boca, corpo leve / médio, mas com um final longo e muito equilibrado. Pra harmonizar, comi um prato de massa com codorna desfiada, que foi muito bem. A codorna tinha alguns toques adocicados em seu molho (e sua carne já apresenta naturalmente esses traços), que foi muito bem com o vinho. O resultado foi um conjunto harmonioso, que se complementou, formando um belo casamento, resultando num excelente almoço.
Custa em torno de 160 reais na Mistral.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2005, Baga, Pinot Noir, Portugal
Posted on 25 janeiro 2010. Tags: espumante, Portugal, rose
Esse espumante rosé foi comprado na Casa Flora, uma importadora que prima por bons rótulos e bons preços. Produzido pela famosa Filipa Pato, esse tem as uvas Baga e Bical na sua composição. Um corte diferente e interessante, pois a Baga é uma uva tinta, mas a Bical é branca. Essas duas uvas são típicas de Portugal e produzem bons vinhos.
Com uma coloração salmão, mostrou uma boa perlage, que foi fina e formou um pequeno cordão na taça. Ao ser servido, o espumante produziu uma bela espuma, que dissipou-se lentamente, formando uma bela imagem na taça.
No nariz, aromas de frutas frescas e um toque floral interessante. Algo como rosas.
Em boca, boa acidez e taninos bem macios. Um final até próximo de adocicado complementou a boa experiência, apesar de ser brut.
É um espumante que por essas características descritas acima, pode agradar paladares menos acostumados com essa bebida. Acompanha bem uma salada, mas me pareceu bem versátil a ponto de eu acreditar que seja possível harmonizá-lo com uma feijoada, como já foi feito e contado aqui. É testar para ver, mas acredito que dê certo.
Pra quem estiver em São Paulo, vale visitar e conhecer a Casa Flora, pois lá encontra-se bons produtos. O único inconveniente é que fica próximo ao Mercado Municipal, com um acesso um pouco difícil, mas com um pouco de paciência, dá pra chegar.
Esse custou-me 43 reais, que se considerada a sua qualidade, é um bom preço. É um que entra para a minha lista de Best buys.
Um abraço
Daniel Perches

Posted in Baga, Bical, Portugal
Posted on 23 dezembro 2009. Tags: Bairrada, Portugal
Essa é para quem quer conhecer um pouco mais sobre os diferentes estilos de vinhos dentro de Portugal. O projeto “Azul Portugal” reúne alguns dos grandes enólogos daquele país, para fazer vinhos de caráter e tipicidade de cada região.
Eu acabei conhecendo esse vinho, que é da Bairrada, em busca de algo que harmonizasse com churrasco. E deu muito certo. Esse é feito com as uvas Baga, Tinta Roriz, Touriga Nacional e Castelão, num corte muito parecido com o do tão famoso vinho “Periquita”.
O vinho tem uma coloração rubi intensa e quase negra, com um pequeno halo de evolução, que só se percebe ao deitar a taça. Suas lágrimas são grossas e lentas e bem pintadas.
No nariz, ótimos aromas de frutas frescas, com destaque para framboesa e groselha. Há também um destaque para aromas mais úmidos como terra molhada e um pouco de madeira, que é interessante se notar, pois esse vinho não passa por barris de carvalho.
Em boca apresenta uma ótima acidez, mas com bom equilíbrio. Como falei, foi muito bem com carnes de churrasco. A sensação de complementação da carne com o vinho é nítida e o conjunto ficou muito saboroso.
Esse é importado pela Decanter e custa em torno de 45 reais. Um bom preço pela sua qualidade. Há também “Azul Portugal” da região do Minho, Dão, Ribatejo e Palmela. Vale a pena provar.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2006, Baga, Castelão, Portugal, Tinta Roriz, Touriga Nacional