Arinarnoa

Identidade Gran Corte 2009 – mais um vinho robusto da Casa Valduga

A Casa Valduga é uma das maiores vinícolas do Brasil. O portfólio deles é bem grande e passa por espumantes (que tem inclusive o 130, que é um que eu gosto muito), brancos, rosés e tintos.

Mas o pessoal não pára e estão sempre lançando novidades e que pelo jeito tem agradado bastante. Recentemente o Gran Raízes Corte foi campeão do Top5 do Encontro de Vinhos, em Campinas.

E agora tive a oportunidade de provar esse Identidade Gran Corte 2009, que é feito com as uvas Arinarnoa, Marselan e Merlot e que passa 12 meses em barricas antes de ser engarrafado.

O corte é interessante e produziu um vinho estruturado e com bons aromas, como frutas negras e toques defumados. Na boca dá para perceber a potência dele, que tem taninos finos mais ainda jovens, ou seja, é um vinho que pode ser guardado por algum tempo ainda. Se você for como eu, que tem dificuldade para guardar vinhos (pela simples vontade de conhecer logo o que tem na garrafa), sugiro então comprar 2 garrafas, assim você pode guardar por um tempo a segunda.

Bebi num domingão acompanhando um macarrão com molho calabresa e foi muito bem. Aliás, isso foi um dos pontos que mais me impressionou no vinho, pois em geral os vinhos brasileiros não têm me dado uma boa harmonização com pratos, mas esse se saiu bem.

Se quiser saber mais sobre o vinho, veja no site da Casa Valduga. Lá tem todas as informações se você procurar pela ficha técnica.

Um abraço

Daniel Perches

Identidade Arinarnoa 2007

Esse é mais um daqueles vinhos que tem uma uva com nome estranho. Pra quem está acostumado com Cabernet Sauvignon, Merlot, Tannat e Pinot Noir, ver um vinho feito com Arinarnoa é no mínimo diferente.

Eu também fiquei espantado quando vi pela primeira vez. Foi quando eu provei o Casa Valduga Identidade Arinarnoa 2006, que eu já comentei aqui. A uva é um cruzamento da Merlot e da Petit Verdot, feitos em laboratório. Bom cruzamento, porque saiu uma uva que tem muita estrutura, bons taninos e um ótimo corpo.

O Identidade Arinarnoa 2007 é muito parecido com o 2006, mas como é um vinho que tem bastante estrutura, estava ainda mais jovem. Logo quando se abre, surgem aromas intensos de frutas vermelhas como cereja, além daquele aroma de terra, que eu costumo chamar de “aroma de vinho brasileiro”. Com o tempo ele vai se equilibrando, surgindo mais aromas de madeira molhada, tabaco e um pouco de chocolate amargo.

Esse é um vinho “forte”, daqueles que têm taninos bem presentes (secando a parte da frente da gengiva) e que precisa de comida bem estruturada pra acompanhar. Eu provei com polenta com ragú (aproveitando uma folga do calor aqui em Sampa, porque eu já estava há tempos querendo fazer esse prato novamente). A combinação foi muito boa, pois a carne estava bem temperada, com várias especiarias.

Aliás, já bebi esse vinho umas 3 ou 4 vezes (safras diferentes), mas essa foi a primeira vez que ele se deu bem com a comida. Das outras vezes, passava por cima sem dó. Melhor ficar esperto quando você for beber um desses.

Um abraço

Daniel Perches

Identidade Arinarnoa 2006

Conheci a linha Identidade quando estive visitando a vinícola Casa Valduga, lá no Vale dos Vinhedos. Suas instalações são fantásticas, primando pela qualidade e beleza arquitetônica.

A linha é composta por 3 vinhos varietais: Ancelotta, Marselan e Arinarnoa. Falaremos hoje sobre esse último. A casta Arinarnoa é um cruzamento entre a Merlot e a Petit Verdot, que é produzida em Encruzilhada do Sul, bem ao sul do Brasil, resultando num vinho muito aromático e estruturado.

casa_valduga_arinarnoaAinda um pouco mais sobre a linha “Identidade”: a idéia foi deixar um espaço em branco no rótulo para que o consumidor pudesse colocar a sua marca, seja uma impressão digital ou a sua assinatura. Boa idéia do pessoal da Valduga, que conseguiu unir um bom vinho a uma boa campanha de marketing.

Mas agora falando especificamente sobre esse vinho, nota-se logo de cara que é um vinho bem estruturado e potente pela sua coloração rubi intensa e intransponível. Apresenta um leve halo de evolução, mas ainda me parece bem jovem.

No nariz destacam-se aromas de frutas negras, mas o que predominam são os terciários, com destaque para couro e tabaco.

Em boca tem uma boa estrutura, taninos bem presentes (que eu acredito que vão ser amaciados com o tempo), final relativamente longo e sem amargor.

É um vinho muito saboroso e que se utiliza da força da Arinarnoa, que me pareceu conseguir pegar bem a força da Petit Verdot e os aromas da Merlot. Uma belíssima combinação resultando numa casta que merece destaque.

Comercializado a aproximadamente 40 reais, não é fácil de se encontrar em São Paulo, devido principalmente à sua produção limitada. Já provei todos da linha e posso assegurar que valem a pena, tanto pela qualidade quanto pelo custo.

Um abraço

Daniel Perches

Degustando alguns vinhos do Novo Mundo

Mais uma vez os blogueiros foram convidados pelo nosso amigo Jeriel da Costa (Blog do Jeriel) para provar alguns vinhos. Dessa vez ele quis fazer um (belo) painel dos vinhos do Novo Mundo, misturando os países Argentina, Chile e Uruguai.

Foi uma ótima oportunidade para conhecer alguns vinhos que eu ainda não tinha provado mas já tinha ouvido falar e também para, claro, rever os amigos.

O encontro foi feito no Empório Vila Buarque, que como sempre nos recebeu muito bem.

Vamos falar um pouco sobre os vinhos degustados:

 

 Ruca Malén Chardonnay Reserva 2006
Preço: R$ 54 
O vinho me pareceu já estar em declínio. Percebia-se alguns aromas de abacaxi em calda, com um leve toque adocicado no final, lembrando baunilha.
Em boca tem ainda um pouco de acidez, mas também demonstrou um pouco de “cansaço”. É um vinho que eu recomendaria provar de uma safra mais jovem.
Esse vinho é importado pela Hannover.

Viña Maipo Gran Devoción Sauvignon Blanc 2008
Preço: R$ 69
Esse vinho, apesar de sua safra também com mais idade e inclusive considerando que a Sauvignon Blanc em geral não resiste muito ao tempo, me chamou a atenção pela sua força ainda presente. Aromas vegetais e florais dominaram a taça e a força foi confirmada na boca. Um bom vinho, mas gostaria que fosse um pouco mais barato.
Esse vinho é importado pela Ravin. 

Pampas del Sur Reserva Malbec 2008
Preço: R$ 28,50
Um vinho básico para o dia a dia. Eu descreveria sucintamente assim esse vinho. Quando aberto apresentou um bom aroma típico da Malbec, com frutas vermelhas intensas, mas esse aroma foi embora rapidamente. Em boca sobrou um pouco de álcool. Melhor se provado com comida, de preferência gordurosa.
Esse vinho é importado pela Max Brands 

Gimenez Mendez Alta Reserva Tannat 2008
Preço: R$ 36,15
Esse é um ótimo vinho pelo seu preço. Em taça mostrou aromas bastante frutados com destaque para as vermelhas como ameixa e framboesa, mas com um toque de madeira. Em boca apresentou taninos ainda um pouco verdes, mas que com certeza serão amaciados com o tempo. Pode ser bebido agora ou guardado por mais algum tempo, que vai evoluir, com certeza.
Esse vinho é importado pela Hannover 

Ruca Malén Malbec Reserva 2006
Preço: R$ 54
Esse na verdade é um corte de Malbec, Petit Verdot e Tempranillo. Também um belo vinho que me pareceu ser produzido com bastante cuidado. Bons aromas e bom em boca, mostrando um final interessante e relativamente longo. Não recomendaria guardar por muito tempo.
Esse vinho é importado pela Hannover 

Santa Julia Tempranillo Reserva  2008
Preço: R$ 43
Esse eu tenho que confessar que me surpreendeu. Por algum motivo, eu tinha um certo preconceito em relação aos vinhos Santa Julia (totalmente infundado, já admito). Esse tempranillo é muito interessante, lembrando inclusive os espanhóis em acidez e aromas.
Vale a pena provar e conhecer, inclusive pelo seu preço atraente.
Esse vinho é importado pela Ravin

Gimenez Mendez Alta Reserva  Arinarnoa 2008
Preço: R$ 36,15
Este pra mim foi o melhor da noite. Eu sou fã da Arinarnoa (que é um cruzamento da Merlot com a Petit Verdot). Bela coloração rubi intensa
Seus aromas remetem a frutas negras, chocolate e um toque de menta. Em boca tem boa estrutura e taninos bem rústicos, mas já levemente afinados pela passagem por barrica. Um belo vinho.
Esse vinho é importado pela Hannover 

Ventisquero Grey Cabernet Sauvignon 2005
Preço R$ 79,90
Um típico Cabernet Sauvignon de qualidade do Chile. Foi isso que me veio à cabeça quando provei esse vinho. Ainda não conhecia a linha Grey da Ventisquero e me agradou a sua qualidade. Bons aromas e em boca muita maciez e equilíbrio. Apesar de seu preço não tão baixo, vale a compra pela qualidade.
Esse vinho é importado pela Cantu

 

Mais uma vez agradeço ao Jeriel por compartilhar seus vinhos conosco e espero que venha uma próxima em breve.

Abraços

Daniel Perches