Posted on 13 agosto 2011. Tags: alentejo, Vinho português, vivo vinho
Sempre digo aqui que eu gosto da criatividade dos nomes dos vinhos portugueses. Não vemos isso em nenhum outro lugar do mundo e pra mim é algo que faz parte do charme do produto. E não adianta tentar copiar, porque a chance de ficar estranho é muito grande. Se for de Portugal, tudo bem, aceitamos nomes diferentes. Se for de outro lugar, vamos estranhar.
E o Subsídio, como bom vinho português – e alentejano – tem também a sua história com o nome. A idéia vem explicada no contra-rótulo, onde o produtor explica que a idéia do nome veio porque esse vinho deve ser um bom subsídio para os alimentos, ou seja, deve ser um bom acompanhante da gastronomia.
Dito e feito. O vinho, que é feito com Aragonez, Syrah, Cabernet Sauvignon e Alicante Bouschet é daqueles vinhos que ficam realmente muito melhores com a comida. É um vinho jovem, muito frutado (com aromas de frutas vermelhas, tostadas, leve chocolate) e que, por conta dos seus taninos muito presentes e sua acidez bem equilibrada, ele se dá muito bem com a comida. Provei o vinho com uma linguiça defumada feita na brasa e a combinação foi excelente.
Não sei o valor, mas deve ser um vinho que chegue num preço acessível para os consumidores aqui no Brasil. Vale a pena provar e harmonizar. Você verá nitidamente a diferença dele sozinho e acompanhando um bom prato (que de preferência seja bem estruturado, como a linguiça, um assado com gordura ou até mesmo molhos fortes).
Só uma recomendação: tente manter o vinho numa temperatura de 16 graus (um pouco mais baixa do que os 18 graus que são sempre recomendados), pois assim a sensação de álcool vai diminuir.
E se quiser saber mais sobre o vinho e o produtor, acesse o site da Lima-Mayer.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2008, Alicante Bouschet, Aragonez, Cabernet Sauvignon, Portugal, Syrah
Posted on 17 julho 2011. Tags: alentejo, domno, enoport, Portugal, vinho alentejano, Vinho português
Esse é daqueles vinhos que dá até para chamar de Best Buy. O Romeira 2009 é um vinho produzido no Alentejo com as uvas Aragonês, Trincadeira e Alicante Bouschet.
Trazido para o Brasil pela Domno, é um vinho que chamou a minha atenção por ser bem fácil de entender. E quando eu falo em vinho “fácil de entender” eu quero dizer aquele que tem aromas que a gente identifica de cara, sem precisar ficar esperando muito tempo e nem precisar ficar lembrando de todos aqueles tipos de frutas e outras coisas que a gente conhece.
O Romeira 2009 é assim: no nariz tem um bom aroma de fruta vermelha (com destaque para a cereja), leve toque de madeira bem ao fundo e um pouco de tostado, lembrando um pouquinho de fumaça. Mas o que fica mesmo é a cereja. Ah, tem um pouco de álcool sobrando, mas é só você deixar ele aberto por um tempo que isso vai sair.
Na boca o vinho tem um bom equilíbrio e principalmente tem taninos bem macios. Isso também é muito importante para que o vinho entre na minha categoria de “fácil de entender”.
Esse eu acho que nem precisa de comida. Dá pra ir bebendo ele simplesmente acompanhado de queijos (recomendo os mais maduros e amarelos).
Sim, é um vinho bem correto, mas o que mais importa agora é saber o preço, certo? Esse chega ao Brasil por corretos 42 reais (base São Paulo). Gostou? Eu recomendo provar. Não vai se arrepender.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2009, Alicante Bouschet, Aragonez, Portugal, Trincadeira
Posted on 28 junho 2011. Tags: alentejo, domno, enoport, Portugal, Vinho português
Gosto de avaliar e analisar os rótulos dos vinhos. Sou publicitário e claro que eu sempre fico de olho na forma de apresentação dos produtos, mas sempre lembro que o que eu tenho que avaliar é o vinho, porém sabemos que o rótulo é o que vai fazer alguém comprar um vinho que não conhece. E por isso é importante investir nisso.
E pensando nisso, ao ver a garrafa do Magna Carta Reserva 2008 eu já me animei. Admito que ele não tem o rótulo mais bonito que eu já vi na minha vida, mas aquela pena azul na lateral chama a atenção. Não sou fã de penas, mas essa ficou legal. E como ela tem uns reflexos preateados, fica ainda mais chamativo quando bate o reflexo da luz.
Rótulo aprovado, aí veio a hora de provar o vinho. Esse é um português alentejano, feito com as uvas Syrah (40%), Aragonês (40%) e Alicante Bouschet (20%), um corte típico daquela região, segundo meu amigo – e especialista em vinhos, principalmente portugueses – João Filipe Clemente.
Gostei do vinho. No nariz ele apresentou um aroma bem complexo, que combinava toques de madeira, um leve mentolado, frutas vermelhas bem maduras (com leve adocicado). Na boca ele mostrou que acompanhava o nariz, com um bom corpo, acidez na medida e final sem amargor. Ou seja, um vinho bem correto e que até acho que vai melhorar com o passar do tempo, pois mesmo com 3 anos de vida, ele ainda me parecia jovem.
Mas o melhor mesmo veio quando eu vi o preço sugerido de venda (base São Paulo): 70 reais. Aí sim fiquei contente. É um vinho que vale tranquilamente esse valor e não faz feio em nenhuma degustação.
Então se você está procurando um vinho para levar para o sogro (que diz que entende de vinhos), para aquele cunhado que gosta de um bom vinho encorpado ou para um jantar com amigos e não quer fazer feio (e nem gastar muito), está aí uma boa sugestão.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2008, Alicante Bouschet, Aragonez, Portugal, Syrah
Posted on 18 abril 2011. Tags: alentejo, esporão, monte velho, qualimpor, Vinho português, vinho tinto
Podem falar o que quiserem sobre os vinhos do Esporão, menos que eles não têm caráter. Pelo menos pra mim isso aparece como uma característica muito forte em todos os vinhos que eu já provei deles. E o Monte Velho não foge à regra: produzido com as castas Trincadeira, Aragonêz e Castelão no Alentejo, o vinho que passa um pequeno tempo por madeira mostrou aromas de muita fruta madura, com destaque para as negras como amora e um leve toque de cereja. Na boca tem tanino pra dar e vender, mas a acidez dele, que é alta também, compensa a sensação e faz com que você tenha um vinho que deve combinar muito bem com carnes bem condimentadas ou gordurosas. Uma leitoa assada deve combinar.
Eu provei o vinho com alguns queijos defumados (e claro, o bom e velho Gouda francês que eu sou fã) e deu certo, mas o vinho ainda ganhou um pouco. Acho que vale a tentativa de harmonização.
Eu só não gostei muito do rótulo, que eu acho que merecia uma reformulação. Com um preto de fundo, me pareceu sem muito apelo, mas o conteúdo compensa.
Esse é importado pela Qualimpor aqui no Brasil.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2009, Aragonez, Castelão, Portugal, Trincadeira
Posted on 21 fevereiro 2011. Tags: alentejo, herdade do esporão, vinho, vinho alentejo, vinho portugal, vinho rose
Num dia típico de verão aqui em São Paulo, não tem jeito: é MUITO calor. E por mais que se pense em comidas leves, a gente sempre quer também fazer algo especial para o final de semana. Como eu gosto de cozinhar (e não significa que eu saiba), eu procuro fazer algo mais especial nesses dias.
O dia até merecia realmente algo mais leve, mas a tentação foi mais forte e acabei fazendo um capeleti com molho pomodoro. E claro que a próxima dúvida era qual vinho para harmonizar.
Foi então que eu me lembrei do Vinha da Defesa Rosé, que é feito com Aragonês e Syrah, na região do Alentejo, em Portugal, pelo pessoal da Herdade do Esporão. E aí não tive dúvidas: esse seria o meu companheiro. Por ser um rosé e considerando essas uvas, imaginei que seria uma boa combinação.
A linha “Vinha da Defesa” é a linha de entrada da vinícola, que tem como objetivo produzir vinhos fáceis de serem bebidos, mas sempre mantendo a qualidade.
Seguindo essa filosofia, o vinho entrega tudo o que promete. É um vinho fresco, com bons aromas de frutas vermelhas (com forte tendência à cereja) e um toque legal de amoras e até um pouco de morango. Em boca mostrou um bom frescor, mas sem muita acidez. Como eu não estava precisando muito dessa acidez para o meu prato, deu tudo certo.
O Vinha da Defesa Rosé, bem como outros rosés de qualidade, é uma excelente alternativa ao vinho tinto nos dias quentes, pois traz um pouco de tanino (ainda que em bem menos quantidade que os tintos) e também um bom frescor. Esse não precisa ser bebido tão gelado, podendo ser consumido a aproximadamente 10 graus.
Pronto. Almoço de domingo com boa harmonização. Altamente recomendável.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2008, Aragonez, Portugal, Syrah
Posted on 16 dezembro 2010. Tags: alentejo, castas portuguesas, vinho, vinho alentejano, Vinho português, vinho tinto
Com tanta oferta de vinhos portugueses (bons), não é fácil se decidir pelo qual vai beber. E foi assim, meio suspeito, que eu resolvi comprar esse Montefino Reserva 2004, que é um vinho feito no Alentejo com as castas Touriga Nacional, Trincadeira, Aragonês e Alicante Bouschet (sendo 25% cada uma). Eu já conhecia o Monte da Penha Fino Reserva, que apesar de eu acreditar que abri o vinho depois de seu auge, eu achei que tinha algo interessante por lá e resolvi provar esse outro, do mesmo produtor.
Sorte a minha! O vinho mostrou-se também evoluído, mas menos do que o anterior, com uma coloração já tendendo ao granada, mas com aromas muito presentes de frutas vermelhas compotadas, contrastando com aromas de madeira, chocolate e um leve defumado. Em boca mostrou uma acidez boa, mas nada muito forte, taninos ainda bem presentes, bom corpo e um final médio, mas com um retrogosto bem agradável. Com o tempo o vinho evoluiu consideravelmente, partindo para aromas de nozes e ressaltando o aroma de chocolate.
Provado com queijos defumados ficou ainda melhor, fazendo um belo par com o amanteigado dos queijos. Importado também pela Vinea por 54 reais é um bom vinho coringa, daqueles que você pode levar na casa de amigos ou parentes para acompanhar a maioria das comidas, que não vai fazer feio.
Agora que me animei, quero provar mais vinhos desse produtor. Vamos ver o que dá.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2004, Alicante Bouschet, Aragonez, Portugal, Touriga Nacional, Trincadeira
Posted on 21 julho 2010. Tags: alentejo, Portugal, vinho, Vinho português, vinho tinto
O enólogo Paulo Laureano é um ícone em Portugal. Aliás, em Portugal (que é sua terra natal) e também em diversos outros países pra onde exporta seus belos vinhos. E aqui no Brasil não é diferente.
Eu gosto bastante do estilo de vinhos que ele produz, pois são bem balanceados e fáceis de beber e harmonizar.
E o Premium Tinto 2007, produzido na região do Alentejo, em Portugal, é um deles. Esse é produzido com as castas Aragonez e Trincadeira, que são emblemáticas daquele país.
Possui uma coloração rubi intensa com reflexos granada, praticamente intransponível. No nariz apresenta aromas de frutas negras em harmonia com toques terciários de madeira, chocolate, leve toque de fumo e até alguma especiaria.
Em boca mostra um bom corpo, com bons taninos, que me pareceram ainda um pouquinho jovens, mas que não incomodaram. Só me deixaram a pensar que esse vinho poderia ser guardado por mais um ano e estaria ainda melhor.
É um vinho bastante gastronômico, que pode ser harmonizado com diversos pratos. Foi testado com embutidos e deu certo. Agüenta bem pratos com mais consistência e até mais apimentados.
E o melhor de tudo é o seu preço. Encontra-se por aí com valores de 30 a 40 reais. Uma ótima opção de qualidade para o dia a dia. Um bom vinho para se fazer testes de harmonização sem gastar muito!
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2007, Aragonez, Portugal, Trincadeira
Posted on 07 maio 2010. Tags: alentejo, Portugal
Tenho um gosto especial pelos vinhos do Alentejo. Aliás, Alentejo e Ribatejo. Acho que eles ficam um pouco fora do “jet-set” do Douro, Dão e Porto. Aí sempre que encontro um fico com vontade de provar.
Foi assim que eu busquei esse Monte da Penha Fino Reserva 2003, um vinho produzido lá no Alentejo com as castas Alicante Bouschet, Trincadeira e Aragonês. Três castas típicas de Portugal e da região.
Esse vinho foi comprado no começo de 2009 e só depois de um ano que eu resolvi abri-lo. Deveria ter aberto antes (esse é, sem dúvida, um dos maiores dilemas de um enófilo que tem estoque em casa: quando abrir?)
Acho que o vinho já está em declínio e perdeu bastante de seu vigor e força. Ainda é um vinho bem interessante, diga-se de passagem, mas não está mais em seu auge de maturidade.
Em taça mostrou uma coloração rubi escura, mas com pouco brilho. Seu halo já se mostrou bastante evoluído.
No nariz apresentou aromas terciários bem marcados, com destaque para a madeira e para o fumo. É possível identificar frutas passadas também, mas sempre mescladas com a madeira.
Em boca mostrou-se com corpo leve e final de média persistência, mas com um pouco de amargor.
Acredito que tenha sido um vinho bastante interessante, cerca de dois anos atrás. Como me interessei pelo vinho, vou ficar de olho na próxima safra que soltarem, para que eu possa comparar. Depois eu conto por aqui.
Esse é importado pela Vinea e custa em torno de 100 reais.
Abraços
Daniel Perches
Posted in 2003, Alicante Bouschet, Aragonez, Portugal, Trincadeira
Posted on 04 fevereiro 2010. Tags: dia a dia, douro, Portugal
Certos produtores são realmente muito bons e merecem nossa atenção. Já comentei sobre alguns que me encantam, como a Bodegas Callia e Catena Zapata na Argentina, Concha Y Toro no Chile e agora, o João Portugal Ramos, em Portugal.
O motivo é simples: desde os vinhos mais básicos até os tops, eles são todos muito bons. É claro que cada um tem uma proposta diferente (e valores bem diferentes, diga-se de passagem), mas não deixam de ser bem produzidos, nos trazendo um grande prazer ao beber.
E posso dizer então que o Loios é um deles. Produzido com as castas Aragonês, Trincadeira e Castelão, é um vinho muito saboroso e fácil de beber. Produzido no Alentejo, é um vinho que não passa por madeira. Sua fermentação é feita em tanques de inox e depois é engarrafado.
Em taça, mostrou uma coloração rubi bastante viva e até mais leve do que os tradicionais vinhos portugueses. No nariz, aromas de frutas vermelhas frescas e um caráter vegetal bem interessante, lembrando grama e terra molhada, mas bem de leve.
Em boca, boa acidez e taninos redondos. Seu final é curto, mas agradável. Não me pareceu sobrar álcool. Após algum tempo de garrafa aberta, o vinho ainda melhorou um pouco, mas nada expressivo. É realmente um vinho para se abrir e beber, sem necessidade de aeração.
É sem dúvida um ótimo vinho para o dia a dia, não só pela sua qualidade como pelo seu preço. Na Casa Flora (importadora) está em torno de 30 reais. Vale a pena comprar e provar.
Um abraço
Daniel Perches

Posted in 2008, Aragonez, Castelão, Portugal, Trincadeira
Posted on 16 agosto 2009. Tags: alentejo, esporão, Portugal
Se você gosta dos vinhos portugueses, tem que provar esse, vindo da famosa região do Alentejo! Eu diria que é um dos clássicos de Portugal. E o melhor, o preço ajuda. Custa em torno de Continue Reading
Posted in 2006, Alicante Bouschet, Aragonez, Cabernet Sauvignon, Portugal, Trincadeira
Posted on 06 julho 2009. Tags: alentejo, Portugal
Provei esse tinto no Tokay Vinhos, em Campinas. Nessa semana está fazendo parte do cardápio de degustação, podendo ser bebido em taça.
Eu gosto de vinhos portugueses. Acho que eles têm algumas características marcantes, além de nomes muito pitorescos de uvas. Adoro ficar pesquisando e conhecendo as uvas.
Mas voltando ao vinho, esse tem só duas uvas – Aragonêz (80%) e Trincadeira (20%), o que eu pelo menos não costumo ver muito nos vinhos de lá. Geralmente tem um monte de uvas misturadas. É produzido na região do Alentejo, com uvas de vinhedos que ficam a 600 metros de altitude.
Sua cor rubi intenso e halo já desenvolvido mostraram vivacidade e força do vinho, comprovada depois na boca.
No nariz mostrou-se muito equilibrado e aromático. Frutas negras como amora e ameixa e algumas notas tostadas, mas bem de leve (de novo diferente do padrão que eu tenho de vinho português).
Em boca, muito estruturado e com taninos marcantes. A fruta ganhou força com o tempo e o álcool foi percebido ligeiramente forte. Talvez uma decantação por alguns minutos faria bem ao vinho.
Como todo bom português, é um vinho gastronômico. Eu sugeriria um arroz de pato, mas poderia ir também com alguma comida mais gordurosa como uma costela de porco assada.
O vinho custa aproximadamente R$ 78 e é importado pela Decanter. É uma boa pedida para quem quiser um vinho do Alentejo.
Eles têm também um rose, com o mesmo nome. Não cheguei a provar, mas gostaria, pois como já comentei aqui, estou precisando conhecer mais rosés.
Fica a dica e quando eu provar o rose, conto também!
Abraços
Daniel Perches
Posted in 2005, Aragonez, Portugal, Trincadeira