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Vinhos Pago Casa Gran

Vinhos Pago Casa Gran

Em mais um de nossos (já) regulares encontros dos enoblogueiros com alguns produtores/importadores, tivemos a oportunidade de conhecer a Pago Casa Gran, uma vinícola que situa-se em Valência, na Espanha.

Fomos recebidos pelo Sr. Pedro, representante da vinícola (que ainda não tem importador definido no Brasil), que nos contou um pouco da história e nos apresentou 4 vinhos da casa.

A Pago Casa Gran tem uma longa tradição em cultivo de uvas, porém só recentemente que decidiu produzir seus próprios vinhos. Decisão acertada, pois estão conseguindo bons resultados, como pudemos perceber – e que eu comento abaixo.

 

Casa Benasal Blanco 2008
O único branco produzido na vinícola, tem um corte inusitado: Gewurztraminer (60%) com Moscatel (40%). Duas variedades muito aromáticas e características.
O vinho apresentou uma gama muito grande aromas florais e de frutas brancas bem jovens. Inicialmente a Moscatel tomou conta da taça, mas com o passar do tempo, foi se balanceando com os aromas da Gewurztraminer. Um vinho muito interessante e que é uma boa pedida para se beber sozinho ou então acompanhando saladas leves. Ótimo para o verão.

Reposo 2006
Apesar de seus 4 anos de vida, o Reposo mostrou-se como uma criança. Muita potência, vivacidade (inclusive na coloração) e força. Taninos ainda um pouco verdes e acidez um pouco alta, mas com certeza vai evoluir com o tempo. Interessante é que esse vinho não passa por barricas para afinamento. É um corte de Merlot, Cabernet Sauvignon, Syrah e Monastrell. Sugiro beber acompanhando comida e de preferência que tenha boa acidez (molhos vermelhos, por exemplo).

Falcata Casa Gran 2006
Esse já passa por barricas francesas por 12 meses antes de ir para a garrafa. Seus aromas ainda estão um pouco “tímidos”, mas abrem-se com o tempo. Corte de Syrah (30%), Garnacha Tintoreira (30%), Monastrell (30%) e Cabernet Sauvignon (10%). Merece aeração de 1 hora para que possa mostrar melhor seu potencial.

Falcata Arenal 2006
Esse é o vinho top da vinícola, composto por Garnacha Tintoreira (70%) e Monastrell (30%). Passa 14 meses em barrica antes de ser engarrafado. Vinho bastante equilibrado, com aromas fortes de frutas vermelhas e leve toque terroso. Tem aromas mais abertos do que o Falcata Casa Gran. Em boca, retrogosto de madeira e de especiarias. Acredito que seus taninos ainda evoluirão mais, tornando-se ainda mais redondo.

Os preços dos vinhos não foram citados, pois ainda não há um acerto com nenhum importador (pelo menos não até a data dessa matéria). Mais informações sobre a vinícola você encontra no site aqui.

Mais uma degustação muito bem conduzida e, como sempre, com uma bela recepção pelo nosso amigo Marcelo di Morais, lá do Empório Vila Buarque.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, 2008, Cabernet Sauvignon, Espanha, Gewurztraminer, Grenache, Merlot, Monastrell, Moscatel, Novidade, Syrah0 Comments

As supresas da Villaggio Grando

As supresas da Villaggio Grando

Como falei no post passado, estivemos (blogueiros de vinho) reunidos em degustação com o Marcio (EIVIN – especializada em vinhos nacionais) e com o Guilherme, da vinícola Villaggio Grando. Após provarmos diversos produtos do portfólio, os dois nos brindaram com duas ótimas surpresas, que conto aqui pois valem a pena conhecer.

Villaggio Grando Innominabile Lote 4 (2004)
Essa é a quarta versão do Innominabile, um vinho diferente que a Villaggio Grando produz. São cortes de várias safras, que são adicionadas às barricas e vão sendo afinadas de acordo com a mão do enólogo. O resultado é (sempre) um vinho muito estruturado, macio, complexo. Fique fã desse vinho há algum tempo, quando por conta de uma degustação na casa de uns amigos, um casal levou uma garrafa do lote 3. Mesmo sem muita informação sobre o vinho, deu para perceber que se tratava de uma proposta diferente.
Esse lote 4 é composto das uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc, Merlot, Malbec, Petit Verdot e Pinot Noir.
E você pode estar se perguntando: Pinot Noir? O que a Pinot Noir está fazendo aí nesse meio?
Bem, segundo o Guilherme (da Villaggio Grando), a Pinot noir lá nas plantações deles tem uma concentração tão forte, que é até mais escura que a Merlot. Já pensou?
Esse vale a pena provar, mas por enquanto só vai dar para guardarmos esse post para o futuro, pois esse vinho será lançado somente daqui a 2 anos. Mas fiquem tranqüilos que quando lançar eu aviso aqui.

Além Mar
Esse vinho é uma comemoração à “volta dos portugueses ao Brasil”. Composto por Cabernet Sauvignon, Merlot e Malbec, é fruto de uma parceria da vinícola com um português que faz vinhos muito bem. É um vinho bem estruturado, bem ao estilo dos portugueses mesmo. Muito aromático e macio. Esse eu não peguei o preço, mas se encontrarem, sugiro que comprem.

Quero agradecer e parabenizar publicamente o Guilherme e o Marcio. Um pelos seus belos vinhos produzidos e o outro pela louvável idéia de representar os vinhos nacionais. Tenho certeza que iniciativas como essas é que farão o consumo do vinho crescer e tornar-se mais habitual.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in Brasil, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot, Petit Verdot, Pinot Noir0 Comments

Conhecendo os vinhos da EIVIN

Conhecendo os vinhos da EIVIN

Exatamente durante a semana em que me propus a escrever sobre vinhos nacionais, fui convidado para uma degustação de vinhos nacionais, representados pela EIVIN, que é capitaneada pelo Marcio Marson.

A EIVIN tem a proposta de trabalhar somente com vinhos nacionais. Proposta muito interessante e louvável. Sabemos que o Marcio e equipe têm um grande trabalho pela frente, pois ainda é nítida a dificuldade de se colocar o vinho nacional na mesa do brasileiro.

Mas eles estão fazendo um ótimo trabalho. Os vinhos representados são de excelente qualidade e recomendo fortemente que sejam provados. Comento abaixo sobre os que conheci.

 

Marson Espumante Brut Champenoise 2009
Belíssimo espumante feito com Chardonnay e Pinot Noir. A Vinícola Marson possui uma técnica diferenciada de tratamento das leveduras, que ao invés de ficarem em contato direto com o líquido no período de maturação, ficam dentro de saches (como aqueles de chás), tornando o produto final mais límpido. Vale a pena conhecer. Custa R$ 55 no mercado.

Espumante Stellato 2008
Produzido pela Vinícola Santo Emílio, esse espumante feito pelo método Charmat é composto de Cabernet Sauvignon e Merlot. Muito aromático, fresco e com boa acidez. Boa companhia para comidas mais gordurosas e concentradas. Pode ser uma boa com feijoada. Custa em torno de 53 reais.

Villaggio Grando Chardonnay 2008
Esse Chardonnay não passa por barrica, mas tem aromas muito característicos da passagem por madeira. Isso é fruto do terroir, o que me impressionou bastante. Coloração amarelo palha escura, aromas de abacaxi em calda, amanteigado, bem untuoso. Toques de fumaça. Um belo vinho. Custa em torno de 60 reais.

Cordilheira de Sant´Ana Gewurztraminer Reserva Especial 2008
Um vinho com bastante tipicidade da gewurztraminer, que é uma uva muito aromática. Toques muito presentes de lichia e de pétalas de rosas. Retrogosto confirmando o nariz. Vinho um pouco ligeiro (seu retrogosto termina rapidamente após ser bebido), mas tem tendência para evolução. Minha sugestão é comprar duas garrafas. Beba uma agora com uma bela salada e guarde outra por 2 anos. Acho que vai ter uma boa surpresa. Preço em torno de 60 reais.

Prelúdio  2007
Esse vinho é o primeiro do projeto do renomado (e polêmico) Marco Danielle, que ficou famoso por fazer vinhos sem a adição de SO2. O vinho me impressionou pela sua rusticidade. Percebe-se que tem bons taninos, boa acidez e bom equilíbrio em boca. Acho que precisa de mais um tempo de maturação. Feito com Merlot, Cabernet Sauvignon e Cabernet Franc. Preço em torno de 65 reais

Bettú Corte Bordalês C 2001
Finalmente provei o vinho do famoso Bettú. Conhecido por ser um garagista inveterado, o Bettú faz seus vinhos literalmente na sua garagem e em produções muito pequenas. É um vinho que sugere que tenha as uvas do corte bordalês, mas não é revelado nem quais são nem quantidades. Desse vinho foram feitas somente 580 garrafas. Muito equilíbrio e maciez impressionante. Custa 130 reais.

Terragnolo Marselan 2009
Esse vinho foi retirado da barrica para prova. Ainda não está no mercado, mas recomendo que se compre de caixa quando chegar. A Terragnolo conseguiu “domar” muito bem a marselan (essa uva é um cruzamento da Cabernet Sauvignon com a Grenache). O vinho ainda está “jovem demais”, mas com certeza vai ser um grande vinho em alguns anos. É ver pra crer. Ainda sem preço de mercado.

Com isso temos aí uma boa gama de opções de vinhos nacionais para provar.

Depois de toda essa bateria o Marcio (EIVIN) e o Guilherme (Villaggio Grando) ainda nos brindaram com duas surpresas. Essas eu conto no post seguinte, pois vale a pena.

Para saber mais sobre a EIVIN, veja o site aqui.

Abraços

Daniel Perches

Posted in 2001, 2008, 2009, Brasil, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Gewurztraminer, Marselan, Merlot0 Comments

Casa Venturini Reserva Cabernet Sauvignon 2005

Casa Venturini Reserva Cabernet Sauvignon 2005

Esse vinho foi levado pelo meu amigo Álvaro Galvão (Divino Guia), que é não só uma assumidade no mundo dos vinhos como também na gastronomia. É impressionante o que esse cara conhece de comida e de vinhos. Qualquer bate papo com ele vira aula.

E o mais interessante não foi nem a degustação às cegas que ele propôs, mas sim as impressões que eu e o Celso Frizon (Rancho do Vinho) tivemos ao prová-lo. Eu chutei que seria um vinho italiano e o Celso acreditava ser um chileno.

Nenhum dos dois acertou e todos ficamos pasmos ao saber que era um vinho nacional, produzido pela Góes Venturini, com o intuito de entrar de cabeça no mundo dos vinhos finos. Fantástico beber um vinho que tenha a participação da Góes e que não me lembre aqueles vinhos simples, bebidos pelo meu pai e comprados por bem menos do que 10 reais a garrafa.

casa_venturiniEsse tinha uma coloração rubi muito intensa e viva, com um pequeno halo de evolução, mostrando até jovialidade. Suas lágrimas eram pintadas, grossas e lentas. Tudo muito harmônico.

No nariz, começou com frutas vermelhas maduras e um leve herbáceo. Algum tempo em taça e surgiram aromas mais evoluídos como um toque de chocolate e tabaco. Mais tempo de descanso (o vinho não morria nunca) e vieram mais terciários interessantes, agora tendendo à madeira fresca. Um show de aromas.

Em boca, muita maciez, taninos aveludados e acidez na medida. O final não é tão longo quanto eu esperava, mas claro que eu já estava encantado com o vinho nos aromas, o que me influenciou, com certeza.

Provei com a costela de ripa do Rancho do Vinho e foi muito bem. É um vinho que eu acredito que agrade muito aos brasileiros pela sua qualidade. Quem está acostumado com os vinhos Góes pode esquecer tudo quando provar esse vinho. É uma outra categoria.

Infelizmente não é fácil de achar esse vinho aqui em São Paulo, mas no sul é bem freqüente. Se alguém encontrar, pode comprar que não vai se arrepender.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, Brasil, Cabernet Sauvignon2 Comments

Maximo Boschi Merlot 2000

Maximo Boschi Merlot 2000

Tive a felicidade de me encontrar com o produtor desse vinho, lá no sul do Brasil. Produtor pequeno, com pouca quantidade, mas de enorme simpatia. O Renato me recebeu de braços abertos, abriu a sua “casa” para que eu conhecesse e o resultado foi uma visita de umas 3 horas, regada a vinhos, muito bate papo e quase a perda da hora para a próxima visita.

Provei então esse Merlot, da safra 2000, que me deixou encantado. Apesar de sua idade (já é um “senhor” de 10 anos”), mostrou-se ainda bem vivo e com aromas muito interessantes.

Sua coloração já estava tendendo ao granada, mas ainda bem viva. Seu halo de evolução já era notadamente grande. Lágrimas espassas e bem distribuídas desceram lentamente, meio que “sem pressa”, mostrando-me que eu deveria ter paciência com aquele vinho. Tive. Deixei aerando por aproximadamente 1 hora e só tive boas recompensas.

maximo_boschi_rotulo_merlotAromas de geléia de frutas vermelhas, couro e madeira foram os principais notados. Em boca, ótimo retrogosto, acidez ainda bem aparente e final de médio a longo, mas sem amargor. Um ótimo merlot, sem dúvida.

A Maximo Boschi tem como filosofia produzir vinhos longevos. E me parece, por conta desse que eu provei, que estão conseguindo. É um vinho que merece aeração de 1 hora pelo menos e pode acompanhar tranquilamente comidas mais complexas e até mais condimentadas talvez. Vale o teste.

Infelizmente não é fácil de encontrar esses vinhos aqui em São Paulo, mas espero que o meu amigo Renato consiga em breve fazer essa distribuição por aqui, pois um cliente ele já tem!

Para ver o post publicado sobre a vinícola, clique aqui.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2000, Brasil, Merlot2 Comments

As principais variedades de uvas nacionais

As principais variedades de uvas nacionais

É sabido que não dá pra se plantar todas as uvas em todos os lugares. E é sabido também que algumas uvas se dão muito melhor em determinados solos, terroirs, micro-climas, do que outras.

Prova disso é a Pinot Noir na Borgonha, a Malbec na Argentina, a Carmenère no Chile, a Tannat no Uruguai e por aí vai, com uma lista imensa de exemplos.

O Brasil não foge dessa regra. Temos também aqui nossas variedades que já podemos até chamar de “ícones”. São variedades que não só se adaptaram ao nosso terroir, mas também ao paladar dos consumidores brasileiros. Para os vinhos tintos, temos a Merlot e para os brancos temos a Chardonnay.

merlotA Merlot é uma uva que produz vinhos bastante estruturados e que tem um tempo relativamente bom de guarda. Em geral produz vinhos com uma coloração rubi intensa e com aromas de frutas vermelhas (com destaque para amora, ameixa, framboesa) com um toque adocicado no final, além de algum toque vegetal. Se passado por barrica, adquire aromas de carvalho, terroso, bosque, couro. Em geral os vinhos feitos com a Merlot agradam o paladar devido à sua “facilidade para se beber”, dada a sua acidez equilibrada e seus taninos fáceis de domar.

 

ChardonnayA Chardonnay é a variedade branca mais plantada no Brasil, graças a um boom que ocorreu alguns anos atrás, onde todos os consumidores queriam esse tipo de uva. Serve tanto para fazer vinhos tranqüilos como para vinho base para espumantes. Quando engarrafada sem passagem por madeira exprime aromas de frutas amarelas frescas com destaque para abacaxi, mas também encontra-se aromas cítricos, além de pêra, maçã amarela. Além das frutas é possível encontrar aromas minerais também.

Quando passada por carvalho para afinamento, o vinho feito com Chardonnay torna-se mais untuoso, mais “pesado” em taça, com uma coloração tendendo ao amarelo ouro. Percebem-se então aromas amanteigados, de madeira molhada e até defumados.

O Chardonnay (sem barrica) é um ótimo companheiro para saladas frescas, frutos do mar e entradas leves devido à sua boa acidez e adstringência. Quando passado por barricas pode acompanhar comidas mais pesadas como um molho 4 queijos e até um bacalhau.

Essas são as duas principais castas brasileiras, mas é claro que temos uma infinidade de outras tão boas quanto. Vale sempre a máxima de que a graça do vinho é provar sempre coisas novas. Se você já conhece bem essas duas, que tal provar outras que vêm aparecendo por aí, como a Marselan (tinta) ou a Peverella (branca)? Nunca ouviu falar? Pois talvez então valha a busca.

Um abraço

Daniel Perches

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Boscato Gran Reserva Merlot 2005

Boscato Gran Reserva Merlot 2005

Tive a grande felicidade de provar novamente esse vinho. Já havia provado anteriormente – mesma safra inclusive – em minha ida anterior ao sul do país e tinha adorado. Tirei a prova e aprovei com louvor.

A Boscato, como já falei aqui é uma de nossas grandes vinícolas nacionais. Grande em qualidade, diga-se de passagem.

E esse Merlot 2005 é uma de suas obras-primas na minha opinião. Um vinho extremamente redondo, equilibrado e saboroso.

Na taça apresenta uma coloração muito forte, com um leve halo de evolução, mas ainda muito vivo e aparentando jovialidade. Suas lágrimas são lentas, grossas e muito bonitas.

boscato_gran_merlotNo nariz, uma explosão de aromas, com forte tendência às frutas doces em calda. Um leve toque de madeira e terroso completam o quadro geral. Se você deixar esse vinho em taça, ele evolui bastante e é possível identificar muitos outros aromas.

Em boca, acidez equilibrada, taninos macios e já bem domados, retrogosto de frutas vermelhas, leve toque de chocolate e praticamente sem amargor. Um vinho muito correto.

Infelizmente não consigo achar esse vinho aqui em São Paulo, mas no Sul é fácil de encontrar. Recomendo comprar quando encontrar. Se não tiver o Merlot, prove o Cabernet Sauvignon, que também é muito bom. Os da linha Gran Reserva não são muito baratos (devem girar em torno de 70 reais), mas valem o investimento.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, Brasil, Merlot0 Comments

Vem aí o Storia 2006 – Reserve já o seu

Vem aí o Storia 2006 – Reserve já o seu

Essa vale a pena, pois o Storia é o Merlot Premium da Casa Valduga e seu sucesso na primeira edição (safra 2005) foi tão grande que acabaram as garrafas. Quem tem, está vendendo a um preço altíssimo.

Pra quem se interessar, a segunda edição (safra 2006) está começando a ser “pré-vendida”. Não sei o preço, mas sugiro aos apreciadores que se adiantem. Quando estive lá na Valduga na semana no final de fevereiro eu vi as garrafas “descansando” e confesso que fiquei morrendo de vontade de provar.

Seguem informações sobre o produto:

Com garrafas numeradas e edição limitada de 9.983 garrafas, a Casa Valduga inicia as reservas da safra 2006, com certificado oficial, a partir de março.

Faça parte desta “Storia” e deguste o Merlot mais desejado deste século!

Para reservar o seu, clique aqui.

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Cuvee Tuffeaux Bourgueil 2006

Cuvee Tuffeaux Bourgueil 2006

Mais um vinho da Cave Jado provado e aprovado, atestando a qualidade e cuidado com os produtos que o pessoal tem por lá.

A Cave Jado, para quem não sabe, é uma importadora de vinhos franceses e foca em “boas compras”, ou seja, vinhos que têm um bom custo X benefício. Quem puder visitar o show-room deles (fica na Vila Mariana) vai encontrar ótimos rótulos como esse que falamos hoje, por valores entre 55 e 90 reais. Boa pedida!

Mas falando especificamente desse vinho, esse é produzido no Loire (noroeste da França), uma região famosa pelos seus vinhos brancos.

Feito 100% com a casta Cabernet Franc (uma uva que me agrada muito), é muito macio e persistente na boca.

Em taça mostrou-se com um rubi intenso, mas já com um leve halo de evolução (suas bordas já se mostram mais alaranjadas. Sinal do tempo de envelhecimento). Lágrimas lentas e numerosas.

No nariz, aromas francos de frutas vermelhas com um toque adocicado, leve toque de madeira molhada e um pouco de especiaria.

Em boca, acidez bastante controlada, taninos macios e redondos e retrogosto confirmando as frutas. Final de média persistência, mas muito saboroso.

tuffeauxÉ um vinho bastante interessante e que merece ser harmonizado com cuidado. Se compararmos com os Cabernet Franc produzidos aqui no Brasil ou no Chile por exemplo, vamos notar uma grande diferença. Esse francês é muito mais delicado, envolvendo a boca de forma leve.

Acompanha bem um queijo também não muito curado (mas que seja amarelo), carnes grelhadas e até um prato com molho vermelho. Eu provei com o meu prato preferido lá no Emporio Vila Buarque, que é o nhoque recheado com polpetone. O molho vermelho me pareceu sobressair-se ao vinho, talvez por conta da acidez. Sugiro algo mais leve.

Resumindo, mais um ótimo vinho da Cave Jado que eu recomendo. Esse custa R$ 56. Nem precisava falar que é um ótimo preço.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Cabernet Franc, França2 Comments

Lovara Merlot 2006

Lovara Merlot 2006

Esse é um vinho que compõe o portfólio da Miolo e é produzido na Serra Gaúcha. É jovem, básico e não passa por madeira. Um companheiro ideal para o dia a dia. Vendido a aproximadamente 18 reais, é uma boa alternativa para os tradicionais Miolo Seleção e Salton Classic (mencionando só os nacionais).

lovara_merlotBom corpo, aromas francos e bastante presentes, bom equilíbrio de acidez, álcool e taninos. Essas características fazem com que o Lovara deva ser considerado ao se procurar vinhos básicos nacionais. Ideal para acompanhar comidas simples e até petiscos como queijos, mas com possibilidade de arriscar até outras harmonizações, como embutidos como o salame, por exemplo. É provar para ver.

E depois de se acostumar com a Merlot nacional, podemos pensar em subir um pouco o nível, degustando vinhos como o Salton Desejo e o Casa Valduga Storia, dois grandes representantes dessa casta aqui no Brasil.

Vale uma prova para ver a diferença que pode haver mesmo com a mesma uva cultivada dentro do mesmo país.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Brasil, Merlot2 Comments

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