Posted on 30 dezembro 2011. Tags: Itália, vinho branco leve, vinho leve
Como já comentei aqui no Blog, eu estou me abastecendo para o verão, buscando espumantes, vinhos brancos e rosés. Com o calor se aproximando, prefiro beber esses. Não dispenso os tintos, mas num almoço naqueles dias quentes, não tem nada melhor.
Comprei então o Garofoli Verdicchio DOC Classico 2009. Já tinha provado uma safra mais antiga e tinha gostado. Da outra vez achei que faltou um pouco de acidez, mas como safras diferentes podem ter acidez diferente, resolvi arriscar. Além disso, a idéia é ter um vinho leve, para se refrescar mesmo.
Outro fato que me chama a atenção nesse vinho é a sua “baixa” graduação alcóolica. São 12,5 graus, o que ajuda a beber com mais facilidade.
Esse é daqueles vinhos delicados, leves, com aromas de frutas brancas, leve floral e um toque de grama no final. Na boca tem até um bom corpo (mais do que eu esperava), acidez correta (e diria até que quase alta) e um final marcante. É daqueles vinhos que são bebidos facilmente, sem muita preocupação. Vale a pena provar com frutos do mar, que deve ficar bem interessante. Provei com queijo de cabra e casou muito bem. Gostei!
Conheça mais sobre o vinho no site do produtor Garofoli. No Brasil, quem importa é a Vinea.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2009, Itália, Verdicchio
Posted on 15 outubro 2010. Tags: uva diferente, vinho, vinho branco, vinho italiano
As noites enogastronômicas da Vinea são realmente uma boa opção para se jantar bem e beber bons vinhos com preços de loja (ou de importadora, que é melhor ainda). Estive lá a convite de minha amiga Silvia Cintra Franco, quando provamos esse vinho branco de uma uva que é pouco conhecida e pouco bebida no Brasil. Talvez esse baixo consumo se dê pela grande oferta de outras variedades ou talvez pela falta de conhecimento mesmo.
O Verdicchio Dei Castelli Di Jesi é um DOC Classico produzido na região de Marche, na Itália Central, pelo produtor Garofoli. Como o próprio nome diz, é feito 100% com a uva Verdicchio.
Alguns pontos me chamaram a atenção nesse vinho, a começar pela garrafa, que tem um formato diferente das tradicionais, que traz já uma certa “mística” ao vinho. É um vinho que tem uma coloração amarelo palha claro, bem jovem. Seus aromas remeteram a toques de frutas brancas como melão. Depois de um tempo de aberto surgiram notas de maracujá e um leve toque floral pra acompanhar. Em boca é agradável, mas senti falta de um pouco mais de acidez.
Outro ponto que me chamou a atenção foi a sua graduação alcoólica: 12,5%. Acho ótimo quando encontro vinhos menos alcoólicos, pois tendem a ser mais fáceis de beber (pelo menos pra mim).
Esse acompanhou um filé de salmão. O salmão ainda tinha mais gordura do que o vinho poderia suportar, mas não foi um casamento ruim.
Esse vinho me parece ótimo para se beber com entradas leves ou com petiscos (também leves). É um típico vinho para o verão, para se beber com amigos, antes de um almoço (ou até mesmo esperando por um churrasco, quem sabe?).
Gostei do preço dele: 49 reais! Um bom preço para se conhecer um vinho italiano feito com a uva Verdicchio.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2007, Itália, Verdicchio
Posted on 11 dezembro 2009. Tags: Argentina, rutini, Semillon, sobremesa, Verdicchio
Pra quem, como eu, é fã da Rutini, provar o vinho de sobremesa deles é quase que uma obrigação. E assim foi então o meu encontro com o Vin Doux Naturel, um vinho produzido pela Bodega La Rural, feito com as uvas Semillon e Verdicchio, botritizadas e supermaturadas. Botrytis, pra quem não sabe, é aquele fungo que deixa a uva podre, mas com um alto teor de açúcar. É o mesmo fungo que ataca as tão aclamadas uvas da região de Souternes, na França.
Esse vinho, que vem em uma longa e fina garrafa de 500ml foi comprado pra mim no Free Shop do Uruguai. Bom lugar para se comprar vinhos, por sinal. Esse saiu por 22 dólares.
Sua coloração amarelo escuro é bem viva e bonita. Parece ouro misturado com mel. No nariz, encontramos aromas de flor de laranjeira, mel, um toque de baunilha e pêssego. Seus aromas são obviamente doces, mas não são daquela doçura que estamos acostumados com os vinhos de sobremesa em geral. É um adocicado mais contido.
Em boca tem um bom corpo e seu álcool não se sobressai, mostrando um vinho bastante equilibrado. Final longo, mas que apresentou uma pontinha bem pequena de amargor.
Deve acompanhar sobremesas não muito doces. Provei com uma goiabada cascão e não deu certo. A sobremesa era muito mais doce (e na verdade devemos ter o contrário). Talvez um cheesecake com cobertura leve de calda de damasco, por exemplo, possa ser uma boa pedida. Aliás, damasco me parece ser a melhor fruta para esse vinho.
Deixo a dica do vinho e aceito dicas de sobremesas.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2004, Argentina, Semillon, Verdicchio