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[Vinícolas da Argentina] Ruca Malén tem restaurante harmonizado de respeito

[Vinícolas da Argentina] Ruca Malén tem restaurante harmonizado de respeito

Várias vinícolas em Mendoza possuem restaurantes. Tem restaurantes mais baratos, mais caros, chiques, mais rústicos… Enfim, dá pra ir em um tipo diferente por dia e passear uma ou duas semanas comendo muito bem.

E um lugar que eu recomendo é o restaurante da Ruca Malén. A vinícola até tem um tour para conhecer por dentro como eles fazem vinho, mas definitivamente o melhor é o restaurante, afinal de contas, se você já foi em algumas vinícolas, verá que todas têm um mesmo padrão. Sugiro que você gaste seu tempo comendo lá. São 5 passos de comida, que mudam  a cada estação. A escolha dos pratos é feita em conjunto pelo chef, pela Sommeliere e pelos diretores da vinícola e eles acreditam que a melhor forma de apresentar os vinhos e mostrar a sua qualidade é provando com comida. Harmonização por lá é coisa séria e o resultado é excelente.

Estive pela última vez lá em dezembro/2011 e dependendo de quando você for, o cardápio será outro. E se for, prefira o verão, pois é possível fazer até um picnic por lá, que deve ser muito legal.

Gostou da idéia? Veja então os pratos e fique com mais vontade ainda.

1o passo
Pequena salada de truta do Valle del Uco curada com ervas, maçã e creme de flores brancas
, harmonizado com o Yauquén Torrontés 2011. O vinho é bem floral no nariz e com uma acidez bem marcante na boca.
A alta acidez do vinho foi muito bem com o prato, mesmo com a maçã. O molho deu um ótimo balanço, trazendo um pouco de untuosidade para a harmonização.

 

 

 

2o passo
Pequenos rolos de folhas de videira, filé migrou refogado e cereais argentinos com infusão de azeite de oliva, canela e tomates secos, servidos sobre um seixo rolado
, uma pedra típica da região. O prato foi harmonizado com o Yauquén Cabernet Sauvignon 2010. 30% do vinho é envelhecido em barrica durante 6 meses. É o vinho jovem, que mostra bastante fruta e que parece ter uma proposta descompromissada e servir realmente para entradas.
As folhas de uva trouxeram um sabor amargo que foi bem balanceado com a canela. O vinho, com seus taninos jovens e aromas e sabores mais picantes seguraram o amargor da comida, fazendo uma bela harmonização.

 

3o passo (Entrada)Malfattis de beterrabas assadas e ricota fresca com creme de tomilho defumado com o vinho Ruca Malén Reserva de Bodega 2009, que tem 40% Cabernet Sauvignon, 28% Syrah, 22% Malbec e 10% Petit Verdot. Passa 12 meses em barrica de carvalho. Tem uma mescla de herbáceo com café e um toque mineral no final. Da pra sentir um pouco o álcool na taça, mas não incomoda. Tem taninos ainda jovens e um final curto/médio e um pouco doce.
O prato tem bastante tomilho, que combinado com o molho de ricota fica bem forte, mas o vinho dá conta, principalmente pelos seus taninos.

 

 

4o passo
Medalhão de filé Mignon grelhado com tomates defumados, croquete de abóbora e batatas com chimichurri de cebolas.

Dessa vez foram dois vinhos para provarmos e vermos qual seria o melhor com o prato. Ruca Malén Malbec 2009, que passa 12 meses em barrica e o Kinién Cabernet Sauvignon 2008, que fica 18 meses em barrica. O Malbec tem toques adocicados no nariz e em boca tem bastante adstringência e bastante taninos.
Falaram que o Malbec iria melhor com a carne e o Cabernet melhor com os legumes. É verdade, mas o que não falaram é que o Cabernet não agüentou a carne. É um vinho muito bom, mas que realmente se tiver algo mais elaborado, que tenha muita fibra e gordura, talvez vá perder pra comida.

 

 

5o passo
Bavaroise de cítricos e biscoito, casca de laranja com frutas da estação
, harmonizados com o espumante Ruca Malén Brut, que tem 75% de Pinot Noir e 25% de Chardonnay e é feito pelo método Champenoise (2 anos em contato com as leveduras).
Ok, depois de comer tanto, nem precisava de sobremesa, mas essa tem seu valor. Não foi a melhor sobremesa que eu já comi e nem a melhor harmonização, mas tá valendo. A experiência é incrível e o trabalho deles de harmonizar é muito bom.

 

Para agendamentos, você precisa entrar no site da Ruca Malén. Os vinhos são importados pela Hannover no Brasil.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, 2009, 2010, 2011, 2012, Argentina, Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot, Petit Verdot, Restaurante, Torrontes0 Comments

Malamado Extra Dry 2008

Malamado Extra Dry 2008

Só faltava falar desse, para ter a família completa. Veja todos os Malamados aqui.

Posted in 2008, Argentina, Chardonnay, Torrontes, Viognier0 Comments

Bodega Trivento é parada obrigatória em Mendoza

Bodega Trivento é parada obrigatória em Mendoza

Escrevo esse post diretamente de Mendoza, onde estou pela segunda vez. Vim pra cá em 2010 para fazer uma visita a algumas bodegas e gravar um especial para o “Na Estrada do Vinho”. Dessa vez a missão é outra, mas tive tempo de ir à Trivento, que é uma vinícola gigante daqui e que eu não tinha tido oportunidade de conhecer.

Agora que eu conheci, posso recomendar: sugiro que seja parada obrigatória para quem vier conhecer a região. De propriedade da Concha y Toro e situada em Maipú (distante uma meia hora do centro de Mendoza), a vinícola recém-inaugurou o seu espaço para o enoturismo. Estão agora devidamente preparados para nos receber. E recebem muito bem!

A bodega conta com 1200 hecaters de vinhedos, localizados em diversas regiões. É muita terra! E o mais legal foi saber que eles estão fazendo diversos trabalhos sociais, visando capacitar e melhorar a qualidade de vida da comunidade.

Confesso que eu conhecia só o TRIO, o vinho de entrada da vinícola. Na degustação pude provar outros que me surpreenderam pela sua qualidade, mas principalmente pela facilidade de se beber. São vinhos fáceis de entender e de gostar. Ponto para a Trivento, que vem fazendo um trabalho para posicionar seus vinhos tops no mercado. Abaixo tenho uma breve descrição de cada um dos vinhos, mas recomendo fortemente que se prove, pois são bem interessante.

 

Trivento Golden Reserve Chardonnay 2010
Esse vinho foi fermentado em barricas e depois teve mais um tempo nelas para ganhar complexidade. É um balanço entre o frescor e os aromas e sabores mais complexos que se ganha quando se opta por essa forma de vinificação. Esqueça os aromas lácteos que estamos acostumados a encontrar em vinhos Chardonnay com barrica. Esse tem mais fruta e florais.

Trivento Amado Sur Torrontés 2010
É feito com 75% de Torrontés e o restante de Viognier e Chardonnay, então torna-se um torrontés mais encorpado. Continua tendo os aromas florais bem marcantes, característico da torrontés, mas com um pouco mais de complexidade na boca.

Trivento Brut Nature
Feito com Pinot Noir e Chardonnay pelo método Charmat. É fresco e tem aromas vindos da Pinot Noir, lembrando frutas vermelhas e pêssego.

Trivento Reserve Cabernet Sauvignon 2010
Um vinho muito fácil de beber. Frutas vermelhas, toque de pimentão verde e de especiarias e na boca tem taninos bem finos. Um vinho excelente para o dia a dia.

Trivento Amado Sur Malbec 2009
Esse também leva mais uvas. Dessa vez são a Syrah e a Bonarda que chegam para dar um pouco de complexidade de aromas para o vinho e também para mudar um pouco o tradicional “malbec argentino” que conhecemos. Traz aromas de frutas vermelhas e negras e está no seu auge para ser consumido.

Trivento Golden Reserve Malbec 2008
Esse já tem mais complexidade, até por passar mais tempo em barricas (cerca de 1 ano). É clássico e tem uma boa vida pela frente ainda, mas se você gosta daqueles vinhos bem esruturados, pode gostar desse agora.

Trivento Golden Reserve Syrah
Foi o que eu mais gostei de toda a prova. É um vinho complexo, que se sente um pouco o toque da madeira, mas bem de leve. Tem taninnos bem presentes e um final longo. Como disse a nossa amiga Victoria (da Trivento), é um vinho que acompanha bem o chocolate amargo. Uma bela combinação, com certeza.

As visitas devem ser agendadas através do e-mail turismo@trivento.com e são sempre acompanhadas pelos guias e eventualmente pelos enólogos. É possível comprar os vinhos na vinícola (e os preços são bem interessantes).

Se for, me conte se gostou. Eu gostei!

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, 2009, 2010, Argentina, Cabernet Sauvignon, Chardonnay, Malbec, Syrah, Torrontes1 Comment

Zohar Torrontés 2009 – Susana Balbo

Zohar Torrontés 2009 – Susana Balbo

Gosto de Torrontés. Não é a minha uva preferida (dentre as brancas), mas acho legal provar vinhos com essa casta, pois as vezes tenho surpresas boas, como dessa vez.

A Torrontés tem uma característica muito interessante que é o seu aroma floral e de frutas brancas muito intenso. Na boca é mais levinho, mas no nariz encanta qualquer um.

E o Zohar Torrontés 2009, que é produzido em Salta, na Argentina, é assim. Esse vem do Domínio del Plata, a vinícola da famosa enóloga Susana Balbo.

O que me chamou a atenção nesse vinho foi que ele tem, como deveria ter, aromas bem presentes de flores e frutas, mas tem também uma força na boca um pouco incomum para esses vinhos.

Esse tem mais acidez do que os outros que eu já provei, o que o tornou mais interessante. Aliás, só tem uma coisa que eu não gosto nos vinhos feitos com essa uva: a falta de acidez. E o Zohar parece que resolveu esse problema.

Muito bom, porque assim pude provar o vinho acompanhando umas iscas de rã à Provençal que estavam perfeitas. Aliás, tenho que dar o crédito da combinação para o simpático chefe Edson di Fonzo, do Restaurante La Marie. Foi lá que eu provei o vinho e a rã.

O Chef sabe de harmonização. E a Susana Balbo sabe de vinhos.

Um abraço

Daniel Perches

 

Posted in 2009, Argentina, Torrontes0 Comments

Trivento Brut

Trivento Brut

Trivento é uma marca muito conhecida por nós, brasileiros. Está em muitos supermercados e lojas pelo Brasil inteiro. Provei o espumante.

Gostei dele e acabei colocando ele no “1o Desafio da Morcilla“.

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Vamos beber mais Torrontés

Vamos beber mais Torrontés

Quando estive na Argentina no final de 2010, ouvi de vários produtores que o vinho feito com a uva Torrontés “está na moda”.

Eu não sei se posso concordar totalmente com eles, pois vejo muito pouca gente bebendo vinho feito com Torrontés. A maioria bebe mesmo é o vinho tinto. Quando resolve partir para um vinho branco, vai para um Chardonnay ou um Sauvignon Blanc. Vejo pouquíssima gente variando.

Se eu estiver enganado, por favor me corrijam. Pode ser que eu não esteja prestando atenção direito.

Independente de estar na moda ou não, o vinho feito com torrontés é no mínimo interessante. Eu gosto de conhecer vinhos feitos com essa uva porque eles têm uma característica que me chama muito a atenção, que é ter aromas muito mais fortes do que ele é realmente na boca.

É assim: você pega um torrontés e sente o aroma dele e vai ver que tem muitos florais, frutas brancas em abundância. Parece que você meteu o nariz num buquê de flores, com umas frutas bem ao lado (deu pra imaginar a cena?).

Mas quando você bebe, ele é bem mais levinho do que imaginava, considerando todos aqueles aromas.

Bem, isso é uma característica dessa uva e não quer dizer, de forma alguma, que o vinho não é bom. Aliás, acho que é bom por conta disso.

A tal região produtora famosa dessa uva que os argentinos falam fica em Salta. É de lá que saem os “grandes” Torrontés.

Mas não se engane. Em geral (pra não dizer sempre), esses vinhos devem ser consumidos jovens. Prefira sempre a safra mais jovem e não compre para guardar. É um vinho que você pode beber tranquilamente acompanhando frutos do mar sem muito tempero, uma salada leve ou simplesmente para receber os amigos ou então até mesmo num final de tarde quente, só pra relaxar.

Abra-se para o Torrontés. Vale a pena provar essa uva diferente. E depois me diga se não se viu na cena do buquê.

Aqui você vê os vinhos Torrontés que eu já provei.

Um abraço

Daniel Perches

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Os vinhos da Terrazas de los Andes

Os vinhos da Terrazas de los Andes

A bodega é pequena e não produz muitos vinhos. Nem em quantidade de rótulos e nem por cada rótulo. A idéia é essa mesmo: fazer bons vinhos em pequenas quantidades, para manter a máxima qualidade.

Em degustação em uma das salas do casarão para os visitantes, tivemos a oportunidade de provar 3 vinhos deles.

Torrontés 2010
Um vinho com 13,5% de álcool, mas que não apresentou sobra nenhuma, nem no nariz e nem na boca. Muita flor e frutas brancas, com um enorme frescor. Acompanha muito bem saladas e entradinhas.

Afincado Malbec 2007
As suas uvas vêm de vinhas velhas, plantadas em 1929. É o Malbec em sua melhor expressão. Um floral discreto com toques de frutas vermelhas, com a madeira perfeitamente integrada (passa 18 meses em barricas e depois 1 ano na garrafa). Em boca tem um ótimo corpo e final longo, persistente e sem nenhum amargor. A estimativa de guarda desse vinho é de 18 anos.

Cheval des Andes 2006
O vinho top da vinícola e aclamado no mundo inteiro (inclusive no Brasil). Um corte de Malbec, Cabernet Sauvignon, Merlot, Cabernet Franc e Petit Verdot, que dispensa maiores comentários. Extremamente elegante e complexo. Um grande vinho, que faz frente aos grandes Chateaux franceses, sem dúvida. Sua estimativa de guarda é de 20 anos, mas eu acho que pra conseguir guardar um vinho desses por esse tempo todo, só comprando algumas caixas. Eu comprei duas garrafas e já estou querendo abrir.

Saí de lá muito contente não só com a qualidade dos vinhos, mas com a receptividade do pessoal da bodega. Se for, não deixe de passar na lojinha, que fica em uma casa anexa, ao lado do estacionamento. Essa vale a pena comprar, pois os preços são muito melhores que no Brasil. Se puder, traga de caixa.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, 2007, 2010, Argentina, Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon, Malbec, Merlot, Petit Verdot, Torrontes3 Comments

Os vinhos da Zuccardi

Os vinhos da Zuccardi

Em mais um daqueles almoços cheios de alegria, descontração e claro, bons vinhos, a Ravin nos convidou para conversar com o Sr. Alberto Zuccardi, que atualmente comanda a vinícola de mesmo sobrenome, na Argentina.

A Zuccardi é bastante conhecida aqui no Brasil pela sua qualidade e pela sua boa gama de produtos, podendo atender diversos tipos de gostos e claro, de bolsos.

Degustamos 7 vinhos, cada um com uma boa característica. Vamos a eles:

Zuccardi Cuvée Especial Blanc de Blancs Chardonnay
Preço: 120,00
Esse é um espumante para ninguém colocar defeito. Eu mesmo já fiz alguns “mini-desafios” de espumantes entre brasileiros e argentinos e nós sempre nos demos bem, mas esse aqui, que eu não conhecia, com certeza ganharia de muitos que eu conheço. Produzido através do método champenoise, fica em contato com as leveduras por 58 meses. Isso mesmo, 58 meses!
Possui uma coloração palha tendendo para o esverdeado brilhante e intenso. Perlage fina e com cordões intensos e persistentes.
Possui aromas típicos da chardonnay, com destaque para o abacaxi e pêssego. Aparecem também notas tostadas como amêndoas e um leve toque adocicado no final. Em boca mostrou-se com uma ótima acidez e final longo e muito correto. Um belíssimo espumante.

 Zuccardi Serie A Torrontés 2008
Preço: 60,00
A Torrontés é uma uva que apresenta uma grande gama de aromas e encanta exatamente por essa característica. Esse vinho apresentou uma coloração palha bem claro, bastante brilhante. No nariz apresentou aromas típicos florais, com destaque para rosas. Surgiram também aromas de lichia e o típico “grama cortada” no final.
Em boca os aromas se confirmam, mas de forma menos intensa. Um bom vinho, mas que eu esperava um pouco mais de acidez. Nada que desabone, mas se tivesse um pouquinho mais, seria perfeito.

Santa Júlia Innovación Touriga Nacional
Preço: 39,00
Esse vinho apresentou uma coloração rubi intensa com leve halo de evolução. Seus aromas me lembraram frutas negras (amoras principalmente) e um leve tostado no final, com um toque de chocolate. Na boca seus aromas são confirmados e seu corpo também faz juz à casta. Final relativamente longo e sem amargor. Ótimo custo X benefício. Há quem diga que Touriga Nacional só se faz em Portugal… O senhor Zuccardi discorda disso!

Zuccardi Serie A Bonarda 2008
Preço: 60,00
Eu gosto bastante dessa uva. Acho que tem bons aromas, boa complexidade e bom corpo. Coloração rubi intenso com reflexo brilhante e límpido. Muito frutado no nariz como era de se esperar. Frutas negras maduras, leve toque terroso, um toque leve floral e um pouco de tostado. Tudo bem harmonioso. Em boca apresentou bom corpo, boa acidez e final bem correto. Não é fácil de encontrar bons Bonardas no mercado. Esse eu considero um deles.

Zuccardi Serie Q Malbec 2008
Preço: 105,00
A série “Q” vem de “qualidade” e reflete-se realmente no vinho. Agora estamos falando de vinhos mais estruturados e com mais tempo de descanso inclusive. Coloração rubi intensa e mostrando-se ainda bem jovem e potente. Ainda estava um pouco tímido no nariz, deixando seus aromas saírem devagar, precisando de aeração. Após algum tempo foi possível encontrar algo como ameixas em compota, leve toque terroso e uma pontinha de chocolate no final. Na boca um vinho de grande estrutura, comprovando novamente o nome da linha. Seus taninos ainda estavam bem jovens, mostrando que o vinho pode ser guardado por algum tempo ainda, mas são de ótima qualidade.

Zuccardi Zeta
Preço: 229,00
Esse é o vinho ícone da vinícola. Composto por Malbec e Tempranillo, é um grande vinho. Apresenta-se ainda jovem em taça, com um halo de evolução muito pequeno. No nariz, aromas francos de frutas vermelhas em compota, tostados (de barrica) e um leve toque de especiarias. Na boca só comprova tudo o que se esperava dele, com grande estrutura e maciez. Um vinho para se beber com calma e apreciando. Pode ser guardado por um bom tempo (eu diria que mais de 5 anos).

Malamado Malbec
Preço: 77,00
Esse é o vinho fortificado da vinícola que faz um “Malbec a la manera del Porto” (daí vem o nome, tirado das iniciais da frase). É um vinho muito interessante, que apresenta uma coloração rubi com algum reflexo granada. No nariz encontramos aromas de frutas adocicadas em compota, com um leve toque tostado ao final. Na boca é quente (como não poderia deixar de ser, com sua alta graduação alcoólica), tem um bom dulçor e um ótimo final. É um “porto diferente”, que merece ser provado. Pra mim, parece um ótimo custo X benefício.

Além dos vinhos foram degustados também os azeites produzidos por eles. O almoço foi no La Vecchia Cuccina, do brilhante Sergio Arno. No dia tivemos a oportunidade de entrevistar o Sr. Alberto Zuccardi e a entrevista você pode ver aqui.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Bonarda, Chardonnay, Malbec, Tempranillo, Torrontes, Touriga Nacional1 Comment

Vistandes Torrontés 2007

Vistandes Torrontés 2007

A uva Torrontés tem uma particularidade. Ela apresenta um aroma floral muito intenso e gostoso. Quem ainda não provou um vinho dessa uva vai até tomar um susto ao sentir seus aromas.

E esse argentino, que é feito 100% com essa uva e produzido na região de Maipú não foge à regra. Com uma coloração amarelo palha tendendo ao ouro, é um vinho muito fresco e claro, muito aromático.

Na taça percebemos aromas de frutas cítricas contrastando com um adocicado tendendo ao mel, além, é claro, de muita flor. Seus aromas são francos e muito presentes. É uma delícia ficar sentindo seus aromas.

Em boca, como é de se esperar de um torrontés, não tem tanto corpo, mas é bastante correto. Boa acidez e final bem interessante.

vistandes_torrontesEsse é importado pela Santa Ceia Vinhos e pode ser encontrado lá com eles ou em casas especializadas, como o Empório Vila Buarque, por exemplo. Custa em torno de 30 reais e é um ótimo vinho para se beber numa tarde ensolarada, por exemplo.

Acompanha muito bem saladas e entradas à base de vegetais e frutas. Talvez não seja o melhor acompanhamento para entradas mais estruturadas, pois o vinho vai sumir. Só atente-se a isso para não perder o que esse vinho tem de melhor, que são seus aromas e seu frescor.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Argentina, Torrontes7 Comments

Quara Torrontés 2008

quara_torrontesEu conheci essa uva há pouco tempo, mas gosto muito dela. O que eu acho interessante nos vinhos Torrontés é que o aroma é muito intenso. Parece que estamos dentro de um bouquet de flores. Essa uva é muito aromática e aliás, muito mais aromática do que saborosa. Calma, eu explico: é que no nariz tem tanta flor e frutas frescas, que quando bebemos, Continue Reading

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