Posted on 12 março 2010. Tags: espumante brasileiro, espumante nacional
Estou já há algum tempo para provar esse espumante. Durante o carnaval (2010) eu fiz uma garimpagem em alguns supermercados em São Paulo para saber o que estavam oferecendo de espumantes e vinhos brancos. Encontrei algumas coisas muito interessantes. No meio delas, esse me chamou a atenção e eu resolvi levar.
Produzido pela gigante Vinícola Aurora e feito com Riesling e Semillon (uma mistura interessante) pelo método Charmat – ou fermentação em tanques, como queiram – esse espumante apresenta algumas características bem peculiares.
Devido à sua composição de uvas, os aromas não são aqueles clássicos que estamos acostumados a encontrar por aí. Nele encontramos alguns aromas adocicados lembrando amêndoa, frutas brancas doces e um toque cítrico forte.
Em boca ocorreu um fato interessante. Logo ao abrir e degustar, o espumante me trouxe um toque de amargor. Algo um pouco estranho, pois não deveria ter essa característica. Após algum tempo aberto, tanto seus aromas quanto seu retrogosto evoluíram bastante. Seu final tornou-se mais adocicado e contrastou muito bem com alguns queijos (inclusive azuis) provados e também alguns embutidos.
É relativamente barato (custa em torno de 18 reais no supermercado) e é uma boa alternativa para os já conhecidos. Vale a pena provar e entender esse espumante. Pra mim, foi a primeira vez que encontrei um com essa combinação de uvas. Valeu a experiência.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in Brasil, Riesling, Semillon
Posted on 12 fevereiro 2010. Tags: botritis, Chile, Colchagua, vinho de sobremesa
Unindo minha paixão declarada por vinhos de sobremesa à qualidade evidente da Viu Manent, não resisti e trouxe esse vinho de lá, quando visitei o país e a vinícola.
Para ser sincero não foi necessário muito para me convencer a comprá-lo e agora, ao degustar, percebo que a minha escolha foi muito bem feita.
Produzido com a uva Semillon atacada pelo fungo Botrytis Cinerea, causador da tão famosa “podridão nobre”, é um vinho muito saboroso e agradável.
Em taça apresenta uma coloração amarela clara, bastante brilhante. Suas lágrimas são grossas e lentas.
No nariz, aromas cítricos e de mel dominam a cena com bastante harmonia. Por ser um vinho que deve ser degustado em temperaturas mais baixas, não é interessante deixá-lo na taça por muito tempo, mas se alguém quiser se aventurar por essa experiência, ele mostrará muitos outros aromas (só vai ser mais difícil bebê-lo em temperatura ambiente).
Em boca tem um corpo médio, boa acidez e um final longo, bem adocicado. É um bom companheiro para sobremesas e queijos azuis.
Aqui no Brasil custa em torno de 65 reais. Não é barato para uma meia garrafa, mas vale a pena pela sua qualidade. Altamente recomendado.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in Chile, Semillon
Posted on 11 dezembro 2009. Tags: Argentina, rutini, Semillon, sobremesa, Verdicchio
Pra quem, como eu, é fã da Rutini, provar o vinho de sobremesa deles é quase que uma obrigação. E assim foi então o meu encontro com o Vin Doux Naturel, um vinho produzido pela Bodega La Rural, feito com as uvas Semillon e Verdicchio, botritizadas e supermaturadas. Botrytis, pra quem não sabe, é aquele fungo que deixa a uva podre, mas com um alto teor de açúcar. É o mesmo fungo que ataca as tão aclamadas uvas da região de Souternes, na França.
Esse vinho, que vem em uma longa e fina garrafa de 500ml foi comprado pra mim no Free Shop do Uruguai. Bom lugar para se comprar vinhos, por sinal. Esse saiu por 22 dólares.
Sua coloração amarelo escuro é bem viva e bonita. Parece ouro misturado com mel. No nariz, encontramos aromas de flor de laranjeira, mel, um toque de baunilha e pêssego. Seus aromas são obviamente doces, mas não são daquela doçura que estamos acostumados com os vinhos de sobremesa em geral. É um adocicado mais contido.
Em boca tem um bom corpo e seu álcool não se sobressai, mostrando um vinho bastante equilibrado. Final longo, mas que apresentou uma pontinha bem pequena de amargor.
Deve acompanhar sobremesas não muito doces. Provei com uma goiabada cascão e não deu certo. A sobremesa era muito mais doce (e na verdade devemos ter o contrário). Talvez um cheesecake com cobertura leve de calda de damasco, por exemplo, possa ser uma boa pedida. Aliás, damasco me parece ser a melhor fruta para esse vinho.
Deixo a dica do vinho e aceito dicas de sobremesas.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2004, Argentina, Semillon, Verdicchio
Posted on 03 outubro 2009. Tags: branco doce, França, Monbazillac, sobremesa
Você já ouviu o termo “vinhos de meditação”? Se não ouviu, aqui vai uma breve explicação: alguns costumam usar esse termo para vinhos que são feitos para serem degustados Continue Reading
Posted in 2006, França, Muscadelle, Sauvignon Blanc, Semillon
Posted on 08 setembro 2009. Tags: aurora, Malvasia Bianca, Semillon
Quem gosta e está acostumado a beber vinhos de sobremesa ou fortificados, sabe que não é fácil encontrar vinhos bons e baratos por aí. Aliás, essas duas palavras juntas, para vinhos de sobremesa, parecem algo proibido de Continue Reading
Posted in 2009, Brasil, Malvasia Bianca, Semillon