Archive | Sauvignon Blanc

El Descanso Sauvignon Blanc Estate 2009

El Descanso Sauvignon Blanc Estate 2009

Um vinho perfeito para um dia quente, sendo servido bem fresco à beira da piscina, acompanhado de uns canapés frios à base de frutos do mar. Foi essa a sensação que eu tive quando provei o El Descanso Sauvignon Blanc Estate 2009, que agora é importado pela Abflug no Brasil.

O vinho é produzido no Valle de Curicó, a 200km de distância de Santiago, numa zona bem propícia ao cultivo das castas brancas. Com uma cor amarelo bem pálido (quase transparente) o vinho apresentou-se, apesar de já ter dois anos de vida, bem jovem. Gostei também dos aromas, que foram bem francos. Deu pra identificar claramente o maracujá, algum floral e mais algumas frutas brancas e cítricas. Na boca o frescor continua, com uma ótima acidez e um final bem agradável. Deve ir muito bem com ceviche, por exemplo.

Esse é um vinho “de entrada” da vinícola El Descanso e isso me deixou bem animado para conhecer os outros vinhos, pois se o básico é bom, o dito “reserva” deve ser melhor ainda, não é mesmo?

E com esse calor que faz aqui no Brasil, ter um bom estoque desse tipo de vinho em casa não é nada mal. Só não esqueça que os brancos que não passam por madeira (como é o caso desse) não são de guarda, então se você comprar algumas garrafas, programe-se para beber logo.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2009, Chile, Sauvignon Blanc0 Comments

Tabalí Sauvignon Blanc 2009

Tabalí Sauvignon Blanc 2009

Servir vinho em taça não é nada fácil em restaurantes. Pode parecer que é preciso simplesmente ter as garrafas, colocar no cardápio e servir. Mas não é bem assim. Além de ter vinhos que sejam compatíveis com o “bolso” dos consumidores do local, é preciso que se tenha (ou que se projete) um giro para isso. Senão o restaurante vai abrir uma garrafa para o primeiro que pedir e essa garrafa ficará lá, esperando a próxima taça até estragar. E como o vinho depois de aberto tem uma vida muito curta, é realmente preciso ter giro.

Então quando vou a algum restaurante que tem bons vinhos em taça, eu bebo. É uma oportunidade de provar vinhos diferentes e principalmente de não ter que pagar uma garrafa inteira pra isso.

E o Santo Grão do Jardins é um lugar que preenche esses requisitos. Lá você pode provar bons vinhos, com bons preços, fazer brincadeiras de harmonização com diversos pratos da casa e no final ainda tomar um belíssimo espresso com os blends da casa.

E foi lá que eu bebi o Tabalí Sauvignon Blanc 2009, um vinho chileno produzido no Valle do Limarí, que eu já queria provar há algum tempo. E fui feliz na escolha e o vinho me agradou bastante.

Logo de cara já percebi a sua coloração amarelo palha claro, aromas de maracujá, cítricos e toques herbáceos. Aliás, seus aromas persistiram por um longo tempo em taça, sem descansar.

Em boca o vinho mostrou-se com um ótimo corpo (mais do que eu esperava para esse Sauvignon Blanc, pra falar a verdade), acidez controlada e um final de média duração, mas bem saboroso.

Pra um dia quente em São Paulo, num final de tarde de trabalho duro, nada mais refrescante. Aliás, diria que não é só refrescante, mas sim revigorante. Como diria meu amigo Alexandre Frias, todo mundo merece uma taça de espumante pela manhã e uma taça de vinho à noite. Sábias palavras.

Um abraço

Daniel Perches

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Forrest Sauvignon Blanc 2010

Forrest Sauvignon Blanc 2010

Não é à toa que se fala tanto dos Sauvignon Blanc da Nova Zelândia. Realmente são muito bons. Fazia algum tempo que eu não provava um vinho dessa casta de lá e fiquei impressionado quando provei esse da Forrest Wines.

Já comentei aqui sobre o outro Sauvignon Blanc que provei da mesma vinícola, que tinha só 9,5% de álcool. Uma proposta interessante e diferente. Esse de agora é no estilo “normal”, se é que se pode falar em algo assim no mundo do vinho, que é tão rico de variedades e formas de se produzir.

Com 13,3% de álcool, esse Sauvignon Blanc é feito com uvas plantadas na região de Renwick, em Wairau River Valley, onde a Forrest Wines tem algumas terras.

O vinho apresentou notas típicas da casta, como abacaxi, um toque floral e claro, um bom mineral, que como disse também o Sr. John Forrest quando esteve no Brasil apresentando seus vinhos, tem aroma de “pedra molhada”. Realmente, o seu toque mineral é bem acentuado, mas de forma bastante integrada aos outros aromas.

Em boca tem um ótimo corpo e uma boa acidez. Seus aromas se confirmam na boca e seu final é bem redondo e convidativo para o próximo gole. Gostei bastante também de sua acidez, que me pareceu no ponto certo.

Ainda não temos notícias de um importador para o Sr. Forrest, que está tentando colocar seus vinhos em nosso mercado, mas se alguém for à Nova Zelândia, não deixe de procurar a vinícola e provar o vinho. Vale a pena. Eu diria que é um dos melhores Sauvignon Blanc do novo mundo que eu já provei até hoje.

Um abraço

Daniel Perches

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The Doctor´s 9.5 Sauvignon Blanc 2010

The Doctor´s 9.5 Sauvignon Blanc 2010

Em sua visita ao Brasil, John Forrest trouxe para nós algumas de suas criações e uma que me chamou a atenção foi esse Sauvignon Blanc que tem uma particularidade: tem apenas 9,5% de álcool. Em tempos de vinhos que chegam a 15%, esse é algo a se analisar.

O Doutor John (ele e sua esposa são médicos, por isso inclusive o nome do vinho) pensou em fazer algo que agradasse as pessoas que buscam vinhos mais leves. Segundo ele, é “perfeito para um almoço de semana”. Realmente me pareceu uma boa pedida. Quando ele falou, na hora imaginei vários e vários almoços durante os dias “normais” de semana, onde eu estava comendo um belo prato e até gostaria de beber um vinho para harmonizar, mas como teria que voltar ao batente, não dava pra abusar. Com esse, não tem erro.

O vinho é bem leve, com aromas de frutas brancas como peras e um leve toque de abacaxi (tudo muito fresco). Em boca tem um bom corpo e bastante açúcar (para os que gostam dos detalhes técnicos, esse tem exatamente 23 gramas de açúcar residual. É bastante). Seu final é de média persistência e não tem uma acidez muito marcante, mas é um vinho que me pareceu atender perfeitamente a sua proposta.

Os vinhos da Forrest Wines ainda não estão no Brasil (aliás, o Sr. John está procurando importador), mas quando chegar sugiro provar com um peixe sem muito condimento ou com uma boa salada. Não tem erro.

Um abraço

Daniel Perches

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Viña Maipo Gran Devoción Sauvignon Blanc 2008

Viña Maipo Gran Devoción Sauvignon Blanc 2008

Eu acho que conheço praticamente todos os vinhos da VIña Maipo, ou pelo menos dos da linha Gran Devoción. Gosto muito da qualidade desses vinhos e não é à toa que estão ganhando muito mercado aqui no Brasil.

E como eu estava à procura de um bom Sauvignon Blanc para combinar com um peixe feito na brasa, escolhi esse, que eu teria a garantia de qualidade. Dito e feito. O vinho fez bonito e todos ficaram contentes com a harmonização.

Produzido no Vale do Maipo (e com esse nome, não poderia ser em outro vale, não é mesmo?), é um vinho que tem uma ótima acidez, aromas típicos da Sauvignon Blanc, como maracujá intenso, floral e algumas frutas brancas.

O peixe estava temperado só com limão e sal e foi assado na grelha, na churrasqueira. Isso deu ao peixe um sabor leve, mas também cítrico, que combinou perfeitamente com o cítrico que também tem no gosto do vinho.

Custa em torno de 70 reais, o que me parece um bom preço, considerando-se a sua qualidade. Esse é importado pela Ravin. Uma outra boa dica é o Syrah deles. Fantástico.

Se você quiser provar os vinhos da linha mais básica, você encontra também em supermercados.

Um abraço

Daniel Perches

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Cave Jado trouxe novos vinhos para seu portfólio

Cave Jado trouxe novos vinhos para seu portfólio

Essa é para quem gosta de um bom vinho francês, com bom custo. A Cave Jado, que já é famosa por essa “dobradinha de sucesso” está trazendo mais alguns rótulos para o Brasil. Felicidade a nossa, que podemos beber bons vinhos sem ter que gastar muito.

Conheci o novo portfólio (que veio complementar. Os que a gente já conhece continuam lá, firmes e fortes) e descobri algumas coisas muito interessantes, como as abaixo:

Une et Mille nuits 2007
Um vinho orgânico do sul da França (Languedoc), que tem Syrah, Grenache, Carignan, Mourvèdre e Cinsault na sua composição. Ótimos taninos, macio, longo e muito equilibrado. Está bom para beber agora, mas se guardar por mais algum tempo vai ter mais complexidade. Custa 101 reais.

Grande Tradition 2008
Por 55 reais, me pareceu uma excelente compra. Produzido com Syrah, Grenache e Carignan, é um vinho muito fácil de ser bebido, com aromas francos de frutas vermelhas, taninos macios e acidez muito equilibrada. Esse me pareceu um ótimo achado, pois sua qualidade faz frente a vinhos que eu vejo por aí pelo dobro do preço.

Domaine des Roches Neuves 2009
Outro vinho orgânico feito com a Cabernet Franc. Sua cor é impressionante: viva, brilhante e pinta a taça de forma incrível. Aromas típicos da casta, com destaque para o herbáceo e frutas negras. Em boca tem uma excelente acidez e um final longo. Está pronto para beber, mas eu guardaria por mais uns 2 anos. Vai ganhar mais maciez e complexidade. Custa 114 reais.

Sancerre 2009
Um branco com uma acidez marcante, ótimo frescor e final intenso, convidando para o próximo gole. Pra beber em dias quentes é um sucesso! Custa 97 reais.

Além disso pude relembrar alguns que eu já provei e aprovei, como o Cuvée Domaine Nigri, que é um vinho doce muito saboroso e não-enjoativo. Aliás, o Olivier deu uma sugestão de sobremesa que eu vou testar com esse vinho: salada de frutas com uma bola de sorvete de côco por cima. Acredito que vá dar certo. A idéia me deixou com água na boca e eu vou testar.

Então se você está procurando novidades da França, sugiro uma passadinha lá na Cave Jado.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, 2008, 2009, Cabernet Franc, Carignan, Cinsault, França, Grenache, Mourvedre, Sauvignon Blanc2 Comments

Ecos do Pampa Sauvignon Blanc 2010

Ecos do Pampa Sauvignon Blanc 2010

O Brasil não pára de surpreender com os belos vinhos que vem fazendo. Dessa vez conheci a Rastros do Pampa através do Beto Duarte (http://papodevinho.blogspot.com), que tinha provado o vinho tinto deles recentemente e achou de ótima qualidade. Fizemos contato com o pessoal e eles participaram de nosso evento, o Encontro de Vinhos, em Ribeirão Preto. Sucesso total com seus vinhos branco (esse que eu comento agora) e o tinto, feito à base de Cabernet Sauvignon.

A Estância Guatambu, que faz o vinho, fica localizada em Dom Pedrito, bem no coração do pampa gaúcho. Os proprietários, que são criadores de gado, resolveram aceitar o pedido da Embrapa para produzir uvas lá, depois de um teste de solo. O resultado foi esse, um vinho de ótima qualidade, equilibrado e com bom potencial para competir com os grandes que temos no mercado hoje.

Esse Sauvignon Blanc tem uma coloração amarelo palha bem clara. No nariz, aromas de frutas brancas quase verdes, toques herbáceos e uma leve ponta floral, interessante para esse tipo de vinho. Em boca tem uma ótima acidez e um corpo médio. Seu final não é muito persistente, mas cumpre a função.

É um vinho para um momento descompromissado, talvez para acompanhar uma entrada leve e um dia quente. E não fui só eu que gostei não. No Encontro de Vinhos eu ouvi alguns elogios ao vinho. Já estou curioso para provar o tinto.

Ainda não tem comercialização aqui em São Paulo, mas deve chegar em breve.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2010, Brasil, Sauvignon Blanc1 Comment

Affeto Sauvignon Blanc 2010

Affeto Sauvignon Blanc 2010

Recentemente quis fazer um teste de um prato, mais especificamente um peixe com crosta de farinha ao limão siciliano. Vi a receita na TV, num desses programas culinários, e resolvi arriscar. Comprei todos os ingredientes e lembrei-me que não tinha nenhum vinho para harmonizar. Fui então correndo no Carrefour perto de minha casa e encontrei esse, o Affeto Sauvignon Blanc, por um preço bastante razoável: 19,90.

Estava em dúvida se levava ou não, mas vi que era produzido pela Miolo especialmente para o Carrefour e aí fiquei curioso e levei pra casa.

O vinho tem uma coloração amarelo palha, bem clara. Em taça apresentou aromas tímidos de herbáceos, melão e um leve toque cítrico.

Em boca tem um corpo leve e um final passageiro. Também não encontrei aquela acidez marcante, típica dos vinhos produzidos com a Sauvignon Blanc. Esse tinha uma acidez bem moderada.

Notadamente, trata-se de um vinho bem simples, mas que me parece ser uma boa pedida para os iniciantes na casta, que muitas vezes, por sua complexidade aromática, ressalta alguns aromas que desagradam e as pessoas passam a não gostar do vinho.

Ele não harmonizou com o meu peixe, que pedia mais acidez, mas foi uma boa experiência. Guardarei a lembrança desse vinho para quando precisar de um Sauvignon Blanc com essas características.

Um abraço

Daniel Perches

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Pol Clemént Brut

Pol Clemént Brut

Sabe aqueles vinhos que você sempre vê nas prateleiras das lojas e supermercados, mas sempre fica na dúvida na hora de comprar e acaba levando outro? É mais ou menos assim a minha história com esse espumante francês. Sempre vi no supermercado Carrefour e sempre acabei levando outro ao invés dele. Mas dessa vez resolvi acabar com essa história: trouxe ele pra casa, mas junto com outro espumante brasileiro!

Na verdade acho que tenho um certo problema com espumantes franceses que não são da famosa região de Champagne. Meu problema é que a maioria que eu provei me decepcionou um pouco. Não sei se eu esperava muito, mas não fiquei muito impressionado com o que vi. São poucos os que me agradam.

Mas esse foi uma grata surpresa, pois é um espumante agradável, leve e fácil de beber. Produzido no Vale do Loire pela gigante CFGV – Compagnie Française des Grands Vins, é feito pelo método charmat (segunda fermentação em tanque) e com as uvas Chenin Blanc, Sauvignon Blanc e Ugni Blanc.

Apresenta uma coloração palha clara, com uma boa espuma e bom perlage. No nariz o que me chamou a atenção foram as notas com toques de fermento, lembrando os espumantes mais evoluídos. Brioche, pão tostado e frutas brancas se misturaram bem fazendo um belo bouquet.

Em boca eu senti falta de um pouco mais de acidez. A sensação que eu tive é que ele é melhor no nariz do que na boca, mas é um espumante correto. Seu final é de média persistência e sem amargor.

Vai bem com entradas leves, mas eu resolvi arriscar com uma carne de porco, seguindo uma antiga recomendação do amigo Álvaro Galvão. Foi muito bem e inclusive bateu o vinho tinto que eu tinha também junto, para fazer a comparação.

Esse eu comprei no Carrefour, mas é importado pela Ravin. Custa em torno de 35 reais.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in Chenin Blanc, França, Sauvignon Blanc, Ugni Blanc4 Comments

La Fortuna Sauvignon Blanc 2009

La Fortuna Sauvignon Blanc 2009

A vinícola La Fortuna fica na região de Curicó, a 200km ao sul de Santiago e faz vinhos de ótima qualidade. O destaque da linha pra mim é o Sauvignon Blanc, que é um vinho fresco, com muitos aromas e qualidade impecável.

Esse que eu provei, depois de algum tempo em taça, apresentou ainda mais aromas de frutas. Vale abrir e deixar ele descansar um pouco.

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Max Weinlaub, enólogo da Viña Maipo, apresenta seus vinhos

Max Weinlaub, enólogo da Viña Maipo, apresenta seus vinhos

Em mais um daqueles encontros com bastante descontração e alegria, o pessoal da Ravin trouxe o enólogo chefe (e astro dos vídeos da vinícola), Max Weinlaub, para nos apresentar os vinhos da Viña Maipo.

A vinícola nasceu em 1948 e em 1968 foi adquirida pela Concha y Toro (uma das maiores do mundo). A partir de 1978 focou-se no mercado internacional, principalmente no mercado escandinavo. Atualmente exporta para mais de 60 países. Dá pra imaginar o trabalho que é feito por lá, não?

Max veio apresentar seus vinhos e também o seu “projeto Syrah”, que tem o intuito de promover essa casta, seja em cortes, entrando como complemento para trazer complexidade ou sozinha, como é o caso do vinho top, o Limited Edition. Acredito que o Max saiba bem o que faz, pois são realmente muito bons. Abaixo estão os vinhos provados.

Espumante Brut
Uvas: Chardonnay (70%), Chenin Blanc (15%) e Riesling (15%)
Foi servido para “abrir os trabalhos”. Coloração amarelo palha com reflexos verdeais, apresentou aromas de frutas brancas, leve tostado e adocicado no final. É feito pelo método Charmat.

Gran Devoción Sauvignon Blanc 2008
Uva: 100% Sauvignon Blanc
O Chile e em específico o vale de Casablanca produz vinhos feitos com essa casta com muita qualidade. A sua alta amplitude térmica contribui bastante para isso. Esse vinho mostrou-se com bastante tipicidade, trazendo aromas de frutas brancas, maracujá, cítricos. Um belíssimo vinho. Em boca apresentou bom corpo, mas sua acidez poderia ser um pouco mais alta, o que não compromete em nada o vinho, que aliás, em minha opinião, foi um dos melhores do painel do dia. Em conversa com o Max, ele nos disse que a safra 2010 (ainda não disponível) está com bem mais acidez. Eu ficarei atento para comprar assim que chegar.

Gran Devoción Carmenere-Syrah 2008
Uvas: Carmenere (75%) e Syrah (25%)
A Syrah atuou trazendo aromas de especiarias e quebrando um pouco o adocicado da Carmenere. Vinho bastante equilibrado e com ótimo final. Uma bela combinação, mostrando perfeitamente a atuação da Syrah dentro do conjunto.

Gran Devoción Syrah- Petit Syrah 2008
Uvas: Syrah (80%) e Petit Syrah (20%)
Tenho que admitir que sou fã da uva Petit Syrah, então a minha avaliação “isenta” fica um pouco comprometida. Achei que foi um dos melhores do dia. Mesmo só com 20% de Petit Syrah, o vinho mostrou-se com notas típicas dessa casta, lembrando especiarias. Nariz franco, com aromas bem demarcados. Em boca achei um pouco quente, mas sem comprometer.

Gran Devoción Cabernet-Syrah
Uvas: Cabernet Sauvignon (85%) e Syrah (15%)
A Cabernet Sauvignon trouxe elegância para o vinho, deixando-o mais corpulento e com aromas mais voltados para o tabaco, chocolate e madeira. É um vinho que merece um tempo de aeração ou até mesmo mais algum tempo de garrafa.

Limited Edition Syrah 2007
Uvas: Syrah (98%) e Cabernet Sauvignon (2%)
Esse é o vinho top da vinícola e vejam o esmero do enólogo, colocando somente 2% de Cabernet Sauvignon na mescla. Um grande vinho, que merece aeração por algum tempo para se abrir. Talvez seja até melhor guardá-lo por algum tempo, mas quem é que consegue? Esse vinho está na faixa dos 100 reais (na importadora) e pra mim é um dos melhores nessa faixa de preço.

Só posso agradecer ao Max e ao pessoal da Ravin, por mais um belo almoço com ótimos vinhos.

E com essa apresentação, ficou pra mim a tarefa de conhecer um pouco mais sobre o mercado de vinhos da Escandinavia, mas principalmente da Suécia, afinal de contas, eu morei lá. Vou consultar algumas pessoas e depois conto aqui.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Chile, Petit Syrah, Sauvignon Blanc, Syrah0 Comments

Golden Triangule Sauvignon Blanc 2007 #cbe

Golden Triangule Sauvignon Blanc 2007 #cbe

Mais um vinho degustado para a Confraria Brasileira de Enoblogs (ou CBE). Dessa vez coube ao confrade Luis Sérgio, do Blog Vitis Vinífera a escolha.

E como estamos em clima de Copa do Mundo, nada como degustar um vinho da África do Sul. A proposta era provar o Twwnty10 Sauvignon Blanc, mas infelizmente não consegui encontrar esse. Fui então com o Stellenzicht Golden Triangule 2007, que é muito interessante.

Dessa vez fui de novo de videopost, para contar o que eu achei.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, África do Sul, Sauvignon Blanc, Videopost0 Comments

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