Archive | Sauvignon Blanc

Titus Sauvignon Blanc 2010 – Porque Napa não é só Cabernet e Zinfandel!

Titus Sauvignon Blanc 2010 – Porque Napa não é só Cabernet e Zinfandel!

Napa Valley, na California (Estados Unidos), é a terra do Cabernet Sauvignon e do Zinfandel. Praticamente toda vinícola faz esses dois vinhos, afinal de contas o pessoal aqui ficou conhecido por eles.

Mas como acontece em outros lugares, muitas outras uvas também são cultivadas, e bem cultivadas, mas como o apelo comercial não é tão grande, acabam ficando apagadas e a gente nem conhece.

Precisei ir para os Estados Unidos para poder provar um bom Sauvignon Blanc de Napa Valley. E o Titus foi uma indicação de um cara que eu conheci que tem uma loja no centro de Santa Helena (uma das regiões de Napa, bem legal por sinal).

Eu queria um Sauvignon Blanc da região, que fugisse um pouco do estilo “Nova Zelândia”, que tem aquela explosão de aromas que até deixa a gente interessado, mas é muito intenso. Gosto disso, mas também gosto de algo mais austero de vez em quando.

E o meu amigo de Santa Helena acertou em cheio. Esse Titus Sauvignon Blanc é um vinho que tem toques de frutas brancas, com um forte aroma de pêras, mas que não é enjoativo. Também não tem aquele aroma forte de maracujá, que é tão típico nesse vinho, principalmente nos que são feitos no Hemisfério Sul.

A acidez dele não é nada exagerada, o que ajuda na harmonização. Eu provei com um queijo de cabra cremoso e ficou delicioso. O queijo e o vinho se complementaram, formando um final até levemente adocicado e bem prazeroso.

Sei que não é fácil encontrar bons vinhos americanos no Brasil, saindo do Cabernet Sauvignon e do Zinfandel. E por isso mesmo que eu busquei esse. E gostei.

Ah, e o melhor é o preço. Custa em torno de 20 dólares (nos Estados Unidos, claro). Uma boa barganha. Se quiser mais informações, veja o site do Titus aqui.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2010, Estados Unidos, Sauvignon Blanc2 Comments

[Vinícolas da Argentina] NQN recebe os brasileiros de braços abertos

[Vinícolas da Argentina] NQN recebe os brasileiros de braços abertos

Aqui vai um conselho: se você for à Patagônia, visite a NQN. E se você voltar sem passar por lá, não vai te acontecer absolutamente nada (fique tranquilo que isso não é uma daquelas correntes, que diz que se você não passar isso para umas 20 pessoas, ou se não fizer uma oração, vai ter azar ou coisa parecida). O que vai acontecer é que você vai perder a visita a uma das vinícolas mais legais da região.

Estive lá no final de 2011 e pude conhecer pessoalmente o Lucas Nemesio, o Diretor da Vinícola. É daquele tipo de cara simpático, de bem com a vida e alegre por estar fazendo o que gosta. Lucas começou o projeto da vinícola em 2001, mas já com uma vocação turística. Ele quer receber gente por lá, para mostrar o que estão produzindo, para conhecer as instalações, para comer bem no restaurante dele e até para ficar na pousada que eles construíram, se for o caso.

Eu provei alguns vinhos (que conto abaixo) e almocei por lá também. A comida é impecável e merece que você tire algumas horas para apreciar com calma, através do restaurante que tem vista para os vinhedos.

Eu já conhecia alguns vinhos da NQN e já gostava. Depois de visitar a vinícola, gostei mais ainda. Veja o que eu degustei por lá:

Sauvignon Blanc 2011
Muito concentrado em fruta, no nariz e na boca, Pomelo, maracujá.

Pinot Noir Reserva 2010
Delicado, fruta mais leve. É um vinho que vai ficar melhor daqui um ano, com certeza. Ainda está um pouco “duro” e precisa descansar. Provei pra saber como seria o vinho e realmente vi que vai ficar excelente.

Reserva Malbec-Petit Verdot
Vinho muito complexo, usando o melhor de cada casta. Ainda precisa descansar um pouco, mas com certeza será um vinho muito bom. Perfume floral, fruta, excelente acidez, final marcante. Toque doce. Gostei muito desse.

E se você for para lá, mande um e-mail para o Lucas. Ele me garantiu que os brasileiros são muito bem vindos por lá. Quem sabe você não consegue almoçar com ele? Diversão – e bons vinhos – garantidos.

Fotos: Lucas Nemesio / NQN

 

 

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2010, 2011, Argentina, Malbec, Petit Verdot, Pinot Noir, Sauvignon Blanc0 Comments

Caparzo Bianco 2008 – Na Toscana tem vinho branco também

Caparzo Bianco 2008 – Na Toscana tem vinho branco também

A Toscana é mundialmente conhecida pelos seus vinhos tintos, mas lá se faz branco também. Esse é da Tenuta Caparzo.

Posted in 2008, Chardonnay, Gewurztraminer, Itália, Sauvignon Blanc0 Comments

Cartagena Sauvignon Blanc 2009

Cartagena Sauvignon Blanc 2009

Com o calor que faz no Brasil principalmente no verão, só bebendo vinhos brancos, espumantes e rosés para aguentar. Nessa época do ano eu evito aqueles tintos encorpados, que só de olhar pra eles já cai aquela gota de suor. Prefiro os mais frescos, até por questão de saúde! :)

Nessa época do ano eu fico de olho nas promoções desses vinhos também. E foi assim que eu comprei o Cartagena Sauvignon Blanc 2009, um vinho da Casa Marin produzido lá no Chile.

Eu já conheço alguns vinhos da Casa Marin e gosto. Uns eu gosto mais, outros menos, mas é sempre assim. E esse Sauvignon Blanc estava na minha mira e finalmente pude conhecê-lo.

É daqueles vinhos intensos, fortes e até “didáticos”. No nariz tem aromas de grama, toques herbáceos e maracujá bem forte. Não tem como errar. É abrir esse vinho e sentir o aroma de maracujá.

Na boca tem uma ótima acidez, tornando o vinho bem refrescante. Com certeza acompanha entradas, saladas e petiscos, mas dá pra beber esse vinho sozinho mesmo ou talvez com um queijo de cabra.

Como eu esperava, é um ótimo vinho para o verão. Com certeza beberei alguns desse nos próximos dias.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2009, Chile, Sauvignon Blanc0 Comments

Ramirana Gran Reserva Sauvignon Blanc 2009

Ramirana Gran Reserva Sauvignon Blanc 2009

Nos eventos de vinhos existe um fenômeno engraçado, que é a indicação de vinhos bons. É como um boato. Você chega e o primeiro que te conhece já vem e te fala: Olha, tem um vinho aqui que é espetacular. Vai lá provar.

Aí se você você gosta, é a sua vez de passar pra frente. Eu já presenciei isso diversas vezes e vejo que tem gente que até chega já pedindo a indicação.

Confesso que não sou muito adepto e prefiro eu mesmo provar e buscar os meus favoritos. Se coincidir com o dos meus amigos e conhecidos, melhor ainda. Mas dessa vez eu tenho que admitir que a indicação foi boa.

Conheci o Ramirana Gran Reserva Sauvignon Blanc 2009 em um evento lá no Bar des Arts, no Itaim (São Paulo) por indicação do meu amigo Alexandre Frias. Ele falou que o vinho era bom e eu acreditei nele. Fui lá provar e não é que era bom mesmo?

Produzido com 70% de Sauvignon Blanc e 30% de Gewurztraminer, o vinho é diferente e muito interessante. Ele tem muita fruta no nariz que combina perfeitamente com um floral (provavelmente vindo da Gewurztraminer) que deixa qualquer um espantado.

Na boca a combinação de castas funciona de novo, dando ao vinho um bom corpo, acidez muito equilibrada e um final muito saboroso. É daqueles vinhos frescos e que não aparece o seu teor de álcool (que é 14%) e que dá para se beber numa beira de piscina ou acompanhando uma boa salada tranquilamente.

A Viña Ventisquero foi muito feliz nessa combinação de uvas, extraindo o melhor de cada uma e nos brindando com um belo vinho branco. Infelizmente não sei o preço, mas quem importa é a Cantu.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2009, Chile, Gewurztraminer, Sauvignon Blanc2 Comments

Pouilly-Fumé Les Pierres Fines 2007

Pouilly-Fumé Les Pierres Fines 2007

Quando se fala em vinhos, a França tem algumas regiões que realmente têm algo mágico na terra. Em determinadas regiões, um vinho adquire características que nem adianta tentar imitar em qualquer outro lugar do mundo porque não vai dar certo.

E é o que acontece com os vinhos de Pouilly-Fumé. Essa apelação fica dentro do Vale do Loire, a oeste da França. É a região dos castelos e é praticamente obrigatória para quem quer conhecer as belezas do país. Passear pelo Loire é sentir-se dentro de um conto de fadas e as paisagens são tão exuberantes que confundir a janela com um quadro não é nada difícil.

Mas falando do vinho, para se produzir com o nome dessa apelação é preciso que seja feito com a uva Sauvignon Blanc. Então sempre que você encontrar uma garrafa com esse nome no rótulo, já sabe qual casta encontrará.

O Pouilly-Fumé Les Pierres Fines 2007 é produzido pela Domaine Balland-Chapuis. É um vinho bem estruturado, que mantém as características da Sauvignon Blanc como frutas brancas, abacaxi e maracujá, mas tem também alguns toques particulares, puxando para o mineral.

Na boca é um vinho com um ótimo corpo. Com acidez na medida, mostrou que a Sauvignon Blanc feita por lá pode durar sim muitos anos.

É um excelente vinho para acompanhar comida, podendo ser desde pratos mais leves até algo mais condimentado. Deve ir muito bem com queijos curados amarelos.

Infelizmente esse não está mais sendo importado no Brasil. Vinha pela Vinci Vinhos, mas eles pararam. Espero que voltem, pois realmente é um belo vinho.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2007, França, Sauvignon Blanc0 Comments

Os vinhos da Mas de Daumas Gassac

Os vinhos da Mas de Daumas Gassac

A vinícola Mas de Daumas Gassac fica no Languedoc, na França. Depois que apareceu no documentário MondoVino, ficou ainda mais famosa pelos seus vinhos e pelos seus personagens, como Aîmé Guibert, que com a ajuda do grande viticultor Émile Peynaud, plantou algumas uvas bem diferentes do que se tem por lá como a Pinot Noir, Tannat, Cabernet Sauvignon e outras que eles acharam interessantes.

Em visita ao Brasil, Victorine Babé apresentou alguns vinhos da vinícola. Veja também a entrevista com Victorine no post “Mas de Daumas Gassac, contado por uma francesa que tem boa história com a viticultura“.

Dos que eu provei, destaco 4 que me chamaram a atenção.

Daumas de Gassac Blanc 2009

Um vinho impressionante pela sua elegância e qualidade. Produzido com Viognier, Chardonnay e Petit Manseng é muito complexo, com notas florais combinando muito bem com frutas brancas, leve toque de frutas secas e muita complexidade na boca. Um grande vinho que merece ser apreciado junto com um belo prato. Encantado

 

 

 

 

 

 

 

Figaro Rouge 2009

Segundo a proópria vinícola, é o vinho para o “dia a dia”. E eu acho que eles têm razão, pois é um vinho fácil de entender e de beber, com aromas de frutas vermelhas bem destacados. Na boca ele se mostra bem equilibrado e vai muito bem com pratos que tenham alta acidez. O preço é ainda melhor: em torno de 22 dólares (já no Brasil).

Guilhem Rouge 2009

Um vinho feito com as uvas Syrah, Grenache, Carignan e Cinsault, de vinhas velhas. É um vinho que precisa de um tempo de aeração para abrir um pouco os aromas, mas quando abre, é só prazer. Tem um bom toque mineral, combinado com as frutas que começam a surgir com o tempo. Em boca é longo e tem uma boa presença. Ótimo vinho pelo seu preço, que gira em torno de 24 dólares.

Daumas de Gassac Rouge 2008

Ao provar esse vinho entendi porque todos os críticos elogiavam tanto  a vinícola. É um grande vinho. Esse é produzido com 80% de Cabernet Sauvignon e o restante com outras 10 uvas plantadas na propriedade. Tem um estilo muito clássico, com toques de frutas mais maduras contrastando com aromas “verdes”. Algo diferente que chama a atenção e faz desse vinho especial.

É outro que merece ser aerado para mostrar todo o potencial. Custa em torno de 115 dolares, mas que valem a pena.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, 2009, Cabernet Sauvignon, Carignan, Chardonnay, Cinsault, Clairette, França, Grenache, Merlot, Petit Manseng, Sauvignon Blanc, Syrah, Vermentino, Viognier0 Comments

Casas del Bosque Gran Reserva Sauvignon Blanc 2008

Casas del Bosque Gran Reserva Sauvignon Blanc 2008

Já faz um bom tempo desde que eu bebi pela última vez um vinho da Casas del Bosque. Eu conheci essa ótima bodega através do meu amigo Cristiano Orlandi (que escreve o ótimo blog Vivendo Vinhos) e fiquei fã também. Aliás, tenho que agradecer novamente a dica e a encomenda dele, pois quando eu fui para o Chile eu só passei lá porque tinha que comprar um vinho pra ele. Ainda bem que eu tinha essa tarefa, porque senão não conheceria esse lugar tão bacana.

Foto: Alexandre Frias

Provei os vinhos por lá e adorei. Trouxe a tal garrafa na mala e a lembrança do belo lugar e dos ótimos vinhos na memória. Mas como a quantidade de vinhos diferentes para se provar é grande, acabei não bebendo mais nenhum deles.

E foi por conta de uma reunião com amigos que o Cristiano levou esse vinho, que abriu a degustação. É um grande vinho, que eu arriscaria chamá-lo de “didático”, por uma razão muito simples: ele reune todas as características que esperamos encontrar num Sauvignon Blanc, de forma bem nítida.

Tem aromas de maracujá, frutas cítricas e até um pouquinho de floral. Tem acidez de sobra, mas aquela acidez gostosa, que faz a gente ficar com vontade de beber mais. E tem um final muito agradável, que vai indo embora devagarinho, deixando a lembrança do vinho.

Sou fã de Sauvignon Blanc. E sou fã da Casas del Bosque.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Chile, Sauvignon Blanc0 Comments

Viña Maipo Reserva Sauvignon Blanc 2008

Viña Maipo Reserva Sauvignon Blanc 2008

Já fazia tempo que eu não provava algum vinho da gigante Viña Maipo. Eu gosto dos vinhos deles e desde que conheci, tive o prazer de beber vários do portfólio. Mas como eles têm muitos rótulos, acabei não tendo tempo de provar esse Sauvignon Blanc, que eu estava curioso hjá algum tempo.

Gosto muito dessa uva. Gosto dos aromas e dos sabores que o vinho traz e as combinações possíveis (frutos do mar, queijos como o de cabra, entradas leves e até um fondue de queijo) são as que eu gosto.

O Viña Maipo Reserva Sauvignon Blanc 2008 é um típico representante desses vinhos. Tem aromas bem abertos e fáceis de identificar. Dá pra sentir facilmente o melão, o maracujá e um toque floral também. Tem uma cor dourada bem bonita e em boca tem boa acidez, mas nada cortante. Só achei o final um pouco quente (alcoolico), mas também nada prejudicial e que desapareceu quando acompanhado de um bom queijo, que foi o meu caso.

Gostei do vinho e gostei também do preço. Custa em torno de 40 reais na importadora (Ravin). Para um Sauvignon Blanc reserva, vale a pena. Se puder provar também o “basicão” deles, recomendo também. É uma ótima pedida para refrescar os dias quentes ou até mesmo para acompanhar um bom happy hour a dois, com alguns queijos. Nunca é demais.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, Chile, Sauvignon Blanc0 Comments

Dunamis Ser 2010 – um jeito diferente de fazer vinho branco

Dunamis Ser 2010 – um jeito diferente de fazer vinho branco

Esse vinho é feito com Chardonnay e Sauvignon Blanc, sendo que uma das uvas passa por barrica. Você provavelmente pensou que era a Chardonnay, mas errou. Pra se fazer o Dunamis Ser, que é um corte dessas duas uvas sendo 50% de cada, a que vai pra barrica é a Sauvignon Blanc.

Interessante, não? Pra nós que estamos acostumados a ver nos vinhos brancos a Chardonnay estagiando em barricas, o pessoal da Dunamis mostrou que dá pra fazer diferente. E o vinho saiu muito bom. Com aromas de frutas brancas com toques cítricos, o vinho apresenta um final de aromas que lembram um pouco de fumaça, mas bem de leve. Na boca tem uma boa acidez, mas também contrastando com a madeira, o que deixa o vinho mais macio.

É um vinho que podemos chamar de “fresco”, mas que também é bem gastronômico, podendo combinar muito bem com um camarão frito, com patês de entrada e até com alguns queijos mais defumados.

Além disso vale destacar não só o nome como o rótulo, que me pareceram de muito bom gosto.

E pra quem não conhece a Dunamis, é um projeto brasileiro lá de Dom Pedrito – RS relativamente novo que vem pra ficar. Com foco em ser uma empresa voltada também para a exportação, mostra-se muito promissora. Acho que vale a pena ficar de olho nesses caras, porque eles ainda vão dar o que falar.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2010, Brasil, Chardonnay, Sauvignon Blanc1 Comment

El Descanso Sauvignon Blanc Estate 2009

El Descanso Sauvignon Blanc Estate 2009

Um vinho perfeito para um dia quente, sendo servido bem fresco à beira da piscina, acompanhado de uns canapés frios à base de frutos do mar. Foi essa a sensação que eu tive quando provei o El Descanso Sauvignon Blanc Estate 2009, que agora é importado pela Abflug no Brasil.

O vinho é produzido no Valle de Curicó, a 200km de distância de Santiago, numa zona bem propícia ao cultivo das castas brancas. Com uma cor amarelo bem pálido (quase transparente) o vinho apresentou-se, apesar de já ter dois anos de vida, bem jovem. Gostei também dos aromas, que foram bem francos. Deu pra identificar claramente o maracujá, algum floral e mais algumas frutas brancas e cítricas. Na boca o frescor continua, com uma ótima acidez e um final bem agradável. Deve ir muito bem com ceviche, por exemplo.

Esse é um vinho “de entrada” da vinícola El Descanso e isso me deixou bem animado para conhecer os outros vinhos, pois se o básico é bom, o dito “reserva” deve ser melhor ainda, não é mesmo?

E com esse calor que faz aqui no Brasil, ter um bom estoque desse tipo de vinho em casa não é nada mal. Só não esqueça que os brancos que não passam por madeira (como é o caso desse) não são de guarda, então se você comprar algumas garrafas, programe-se para beber logo.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2009, Chile, Sauvignon Blanc0 Comments

Tabalí Sauvignon Blanc 2009

Tabalí Sauvignon Blanc 2009

Servir vinho em taça não é nada fácil em restaurantes. Pode parecer que é preciso simplesmente ter as garrafas, colocar no cardápio e servir. Mas não é bem assim. Além de ter vinhos que sejam compatíveis com o “bolso” dos consumidores do local, é preciso que se tenha (ou que se projete) um giro para isso. Senão o restaurante vai abrir uma garrafa para o primeiro que pedir e essa garrafa ficará lá, esperando a próxima taça até estragar. E como o vinho depois de aberto tem uma vida muito curta, é realmente preciso ter giro.

Então quando vou a algum restaurante que tem bons vinhos em taça, eu bebo. É uma oportunidade de provar vinhos diferentes e principalmente de não ter que pagar uma garrafa inteira pra isso.

E o Santo Grão do Jardins é um lugar que preenche esses requisitos. Lá você pode provar bons vinhos, com bons preços, fazer brincadeiras de harmonização com diversos pratos da casa e no final ainda tomar um belíssimo espresso com os blends da casa.

E foi lá que eu bebi o Tabalí Sauvignon Blanc 2009, um vinho chileno produzido no Valle do Limarí, que eu já queria provar há algum tempo. E fui feliz na escolha e o vinho me agradou bastante.

Logo de cara já percebi a sua coloração amarelo palha claro, aromas de maracujá, cítricos e toques herbáceos. Aliás, seus aromas persistiram por um longo tempo em taça, sem descansar.

Em boca o vinho mostrou-se com um ótimo corpo (mais do que eu esperava para esse Sauvignon Blanc, pra falar a verdade), acidez controlada e um final de média duração, mas bem saboroso.

Pra um dia quente em São Paulo, num final de tarde de trabalho duro, nada mais refrescante. Aliás, diria que não é só refrescante, mas sim revigorante. Como diria meu amigo Alexandre Frias, todo mundo merece uma taça de espumante pela manhã e uma taça de vinho à noite. Sábias palavras.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2009, Chile, Sauvignon Blanc1 Comment

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