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Scharzof Mosel 2009 – um verdadeiro riesling alemão

Scharzof Mosel 2009 – um verdadeiro riesling alemão

Já declarei aqui o meu amor pela uva Riesling. E já declarei também que o meu romance com ela é quase platônico, pois é uma das uvas que mais me encanta, mas ao mesmo tempo é uma das que eu menos provo. E não me pergunte por que, pois eu também não sei responder. Talvez seja o caso de eu mudar minhas prioridades.

Mas como aqui não é o divã de um psicólogo e nem uma consultoria de auto-ajuda, vamos falar desse vinho, que eu provei no final do ano passado e claro, me encantei.

O Scharzof Mosel 2009 é produzido 100% com a uva Riesling da região Mosel. Com uma cor bem clara, praticamente transparente, engana quem pensa que vai se deparar com um vinho “fácil”. Aliás, qualquer semelhança com o povo alemão é mera coincidência. O vinho tem aromas adocicados e complexos, que passam por flores, frutas brancas e pelo toque característico dessa uva, o petroláceo. Sim, meus caros, aquele aroma de borracha, que vocês podem pensar que é ruim, é MUITO BOM no vinho.

Na boca tem muita acidez e é um excelente exemplo de força e elegância. É bem marcante, mas sem incomodar. Pelo contrário, pois na boca deixa um sabor muito agradável e sempre chama para o próximo gole. É bom inclusive você ficar de olho na sua garrafa, pois o seu formato alongado engana um pouco e quando você menos espera, o vinho acaba. Aconteceu isso comigo e quero deixá-los avisados, para não serem pegos de surpresa.

São muitas as harmonizações com riesling, mas dizem que as comidas alemães (incluindo aí a carne de porco) são as mais recomendadas. Eu só te recomendo ter uma comida pronta já quando abrir o vinho, porque senão você vai acabar bebendo ele antes de começar a refeição.

Esse é importado pela Ravin no Brasil e tem outras opções do mesmo produtor, que não devem ser nada ruins.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2009, Alemanha, Riesling2 Comments

Almadén Riesling 2011

Almadén Riesling 2011

Já tinha provado o Almadén Riesling 2010 e agora provei a nova safra.

Posted in 2011, Brasil, Riesling0 Comments

Dr. Loosen Riesling Qualitatswein 2007

Dr. Loosen Riesling Qualitatswein 2007

Fazia tempo que eu não bebia um Riesling alemão. Gosto dessa uva e gosto ainda mais quando encontro um bom riesling que tenha um bom preço. Falo isso porque, em geral, esses vinhos são mais caros. Os da Alemanha então, mais caros ainda.

Mas o Dr. Loosen Riesling Qualitatswein 2007 é um vinho com um preço bem acessível. Vendido no Brasil pela Expand, custa em média 50 reais.

E como um bom riesling, tem aqueles aromas típicos de fruta branca com um forte toque do que chamamos de “petroláceo”. É aquele aroma de borracha, mas que não é ruim não. Aliás, pra mim, é muito bom. Percebo que dá uma certa complexidade pro vinho.

A acidez desse vinho também é muito boa, o que faz com que ele torne-se um bom parceiro para comidas mais gordurosas. Acho até que pra combinar com uma comida daquele país, nada melhor do que tentar com um joelho de porco ou até mesmo com aquelas salsichas grandes, brancas.

Se você pretende se aventurar pelo mundo dos vinhos brancos (que vai muito além do Chardonnay e do Sauvignon Blanc), recomendo esse riesling. Depois me diga se a dica foi boa.

Um abraço

Daniel Perches

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Luiz Argenta Brut

Luiz Argenta Brut

A Luiz Argenta talvez seja a vinícola mais tecnológica que conheço no Brasil. Construída no meio de uma grande rocha, ela foi feita para ser toda gravitacional. As uvas chegam na parte superior da vinícola e o processo vai se desenvolvendo “descendo níveis”. Assim a uva nunca precisa ser prensada, o que segundo os enólogos, pode dar mais qualidade ao vinho.

E qualidade é algo que eu acredito que a Luiz Argenta tenha também. Eles fazem vinhos tintos, brancos rosés e espumantes lá. Eu já falei sobre o espumante Luiz Argenta Brut Rosé aqui e já tive a oportunidade de provar outros também e gostei bastante.

Mas falando especificamente sobre o Espumante Brut, que é feito com Chardonnay e Riseling Itálico, temos aqui algo bem interessante. Feito pelo método Charmat, esse tem uma coloração amarelo palha, com aromas de frutas brancas e um leve toque de levedura, aquele bom e velho “fermento de pão”. Nada muito exuberante, mas que aparece bem de leve.

Em boca tem uma boa acidez (nada muito forte), mas acho que o ponto forte dele é o equilíbrio, que faz com que esse espumante torne-se bastante gastronômico. Deve ir bem com saladas e queijos (ou uma salada com queijo, que pode até ter alguns queijos azuis no meio) e também deve ir bem no bom e velho churrasco, que é algo que eu sempre gosto de testar.

Com um custo em torno de 40 reais, me parece uma boa compra pela sua qualidade. Se puder prove também o Merlot deles. Não vai se arrepender.

Um abraço

Daniel Perches

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As novas marcas da Ravin vieram para abalar

As novas marcas da Ravin vieram para abalar

Já falei aqui algumas vezes que eu acredito que a Ravin seja uma das grandes revelações do mercado. Os sócios são arrojados e a equipe está sempre alegre e animada. E não é pra menos. Os caras não param de crescer e aparecer.

E foi numa noite de grande animação na Vinheria Percussi que Rogério D´Avila e Alberto Porto Alegre (os sócios) apresentaram os seus novos rótulos (e alguns já conhecidos) para o mercado. Prometeram trazer produtos de alta qualidade e cumpriram.

O catálogo da Ravin está mais gordo (numa associação livre ao mascote da empresa), mais robusto e com opções para todos os bolsos.

Falar de todos os vinhos aqui seria uma tarefa difícil por conta da quantidade de informações, mas com certeza os vinhos da Ravin habitarão o Vinhos de Corte sempre, então hoje destaco quatro que eu provei no lançamento e me chamaram a atenção pela sua qualidade.

Valdivieso Single Vineyard Cabernet Franc 2008
Um típico Cabernet Franc, com aromas herbáceos, toques de especiarias e um traço de frutas vermelhas bem de leve. É um vinho que encanta por ser ao mesmo tempo rústico nos aromas e elegante na boca.
 

 

Scharzof 2009
Esse foi unanimidade entre as pessoas durante o evento. Um Riesling de respeito, com grande tipicidade, esbanjando mineralidade, toques de frutas brancas, ótima acidez e final bem elegante. É um vinho que acompanhou muito bem os queijos brancos moles mais fortes do buffet. Se você gosta de Riesling, prove esse que não vai se arrepender.

 

Chateauneuf-du-Pape Tradition AOC 2007
No nariz é exuberante, com muitas frutas negras contrastando com toques bel sutis de alcaçuz. Um vinho elegante e que deve ser harmonizado com cuidado. Só preste atenção porque ele é um pouco quente na boca, por conta dos seus 15% de álcool. Se puder resfriar um pouco mais do que o normal, talvez ele mostre ainda os aromas e perca um pouco o álcool, mas é um belo exemplar da região.

 

Nipozzano Riserva Chianti  Rufina DOCG 2007
A vinícola Frescobaldi dispensa maiores apresentações, pois é uma das mais renomadas da Itália, com um belíssimo portfólio de produtos. Esse Chianti Rufina mostra como um vinho daquela região pode ao mesmo tempo ter uma ótima acidez e ser leve e fácil de tomar. Pra acompanhar uma boa macarronada ao molho pomodoro é a grande pedida.
 

 

Gostou das sugestões? Então sugiro uma visita à Ravin com calma, pra conhecer o que eles têm de interessante por lá. tenho certeza que vai encontrar alguma coisa que lhe interesse.

Um abraço

Daniel Perches

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Viña Maipo Brut

Viña Maipo Brut

Degustando na varanda o Viña Maipo Brut, um espumante feito a partir de 3 uvas: Chardonnay, Chenin Blanc e Resling.

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J.L. Wolf Pechstein Riesling Spätlese 2005

J.L. Wolf Pechstein Riesling Spätlese 2005

A uva Riesling, pelo menos pra mim, sempre lembra delicadeza e elegância. Talvez porque tenhamos em mente os grandes Rieslings da Alsácia. Não sei ao certo de onde vem essa associação, mas sei que é verdadeira.

E é verdade também que eu não tenho provado muitos vinhos dessa uva, talvez pelos seus preços (bons rieslings infelizmente são caros) ou pela falta de oportunidade mesmo.

Mas para me ajudar sempre tem a minha amiga Silvia Cintra Franco (Vinho&Gastronomia). Quando falei isso pra ela, ela prontamente (e generosamente) me deu essa garrafa para provar, que veio junto com ótimas recomendações.

Vinho provado e aprovado. Como era de se esperar por conta da sua classificação Spätlese, esse vinho tem tanto aromas quanto sabores adocicados, mas não confunda com vinhos doces. São aromas voltados para frutas brancas, com um toque floral bastante presente e um final que lembra amêndoas e outras sementes.

Em boca tem um bom corpo, conivente com a sua proposta, ou seja, não é muito encorpado, mas eu também não esperava isso, e um final longo e também adocicado, mas muito levemente.

Provei o vinho harmonizando com alguns pratos para testar e o que melhor se encaixou foi realmente uma salada de folhas, bem delicada e com pouco tempero. Com alguns queijos até foi bem, mas não tanto quanto com a salada.

É um belo vinho, que mostra bem a tipicidade da uva e com o seu excelente equilíbrio evoca sempre o próximo gole.

Esse é produzido na região de Pfalz, na Alemanha, pela J.L Wolf, uma casa centenária que passou por diversos proprietários e em 1996 teve uma grande reestruturação. Parece que deu certo, pelo menos pelo que eu provei.

Aqui no Brasil é comercializado pela Expand e custa em torno de 120 reais. Um bom preço para o seu nível de qualidade.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2005, Alemanha, Riesling0 Comments

Vinhos Casa Marin

Vinhos Casa Marin

Em mais um dos almoços para recepcionar os jornalistas e imprensa, o pessoal da Vinea nos recebeu junto com o Felipe Marín, que veio apresentar os seus vinhos, da sua tão famosa Casa Marin. Esses vinhos são famosos e cultuados aqui no Brasil e eu ainda não tinha tido a chance de conhecê-los. Provei e aprovei. São realmente muito bons e dignos de todos os comentários que fazem por aí.

Abaixo conto um pouco sobre os que eu provei:

Casa Marin Sauvignon Gris 2008
Eu só tinha provado um vinho até hoje feito com essa casta. Fiquei espantado com a sua qualidade. Com uma coloração praticamente translúcida, é um vinho muito fresco, com toques minerais e florais, acompanhando frutas brancas frescas. Tem até um leve frizante, de tanta acidez. Mas não se engane pensando que isso pode ser um defeito, pois o vinho é muito correto em boca, equilibrado e com um belo final. Acompanha perfeitamente um dia de calor, com uns petiscos como anéis de lula, por exemplo.

Casa Marin Laurel Sauvignon Blanc 2008
Com uma coloração palha um pouco mais escura que o Sauvignon Gris (mas ainda assim bastante claro), mostrou aromas típicos dessa casta, lembrando frutas brancas e um toque floral. Bastante fresco. Alta acidez e final médio a longo.

Casa Marin Cipreses Sauvignon Blanc 2008
Produzido com uvas de outro bloco de vinhedos, esse se mostrou ainda um pouco mais escuro que o anterior, mas com a mesma qualidade. Frutas bastante presentes e uma ótima acidez. Vinho para se beber tranquilamente sem se preocupar com comida (só com a companhia).

Casa Marin Riesling Miramar 2007
Acredito que se colocar esse riesling ao lado de outros da mesma casta, vindos do Velho Mundo, ele será facilmente confundido. Toque petroláceo bem presente, pedra de isqueiro, leve floral e frutas em abundância. Um belíssimo riesling, que me lembrou que eu preciso beber mais vinhos dessa casta.

Casa Marin Gewurztraminer Casona 2008
Como os anteriores, esse também apresentou as notas típicas dessa casta, destacando-se o floral bastante aberto (como pétalas de rosas) e frutas brancas, com destaque claro para a lichia.

Casa Marin Pinot Noir Três Viñedos 2009
Esse Pinot Noir mostrou-se jovem e leve, como deve ser. Destacaram-se as frutas vermelhas mais adocicadas. Seu final é um pouco quente, mas totalmente correto. Bom vinho. Ótimo para acompanhar carnes leves.

Cartagena Carmenere 2009
Frutas tropicais vermelhas deram o toque adocicado para o vinho, que me pareceu um bom representante dessa que é a casta emblemática do Chile. Sinceramente, não me chamou muito a atenção, talvez por ter provado outros tão expressivos, mas é um vinho bastante correto e para quem gosta dessa uva, é uma boa opção, com ótima qualidade.

Cartagena Cabernet Sauvignon 2008
Mais um que não me fez muito a cabeça. Apesar de ter conversado com o Felipe e perguntado pra ele sobre a acidez desses vinhos (que nos tintos me pareceu que faltou um pouco) e ele ter me dito que tem é acidez demais, me pareceu um vinho um pouco leve para o que eu gostaria de ter em um Cabernet Sauvignon. Mas foi muito bem com a carne servida no dia.

Casa Marin Lo Abarca Pinot Noir 2006
Agora a “brincadeira começou a ficar séria”. Esse é um Pinot Noir de respeito. Frutas muito presentes, acidez corretíssima e final longo. Um vinho para se beber tranquilamente, sem pressa. Belíssimo. Vale provar para conhecer bons pinots do novo mundo.

Casa Marin Litoral Pinot Noir 2003
Melhor Pinot Noir do Novo Mundo que eu já provei até hoje. Não posso deixar de falar isso. Fiquei impressionado com a sua qualidade. Um vinho com 7 anos de vida e com muitos ainda pela frente. Depois de aerado um pouco, melhorou ainda mais. Como disse o nosso amigo Ivan (da Vinea), naquela garrafa tem “uns 4 vinhos diferentes”. É só o deixar respirar um pouco e com certeza terá belas surpresas. Esse eu nem preciso comentar, porque sua qualidade fala por si.

Casa Marin Miramar Syrah 2005
Esse vinho apresentou algumas características típicas da uva Syrah, como um toque de especiarias, leve chocolate no final, mas é outro que eu achei que faltou acidez, deixando o vinho um pouco “sem graça”. Mas isso pode ter sido obra do “efeito Pinot Noir Litoral” que eu tinha acabado de provar…

Bem, depois de todos esses belos vinhos, ainda tivemos uma salada com camarões com o Riesling para acompanhar (que foi muito bem harmonizado) e na seqüência um tornedor de filé ao molho madeira, que aí sim, os vinhos Syrah e Cabernet combinaram bem.

Conseguimos uma entrevista com o Felipe Marin, que em breve estará aqui no blog também.

A Vinea tem nos fundos de sua loja um belíssimo restaurante que funciona às noites (sob reserva) e você pode comprar o vinho para beber, a preço de loja. Eu já estou me agendando para ir lá beber mais do Litoral…

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2003, 2005, 2006, 2007, 2008, 2009, Cabernet Sauvignon, Carmenere, Chile, Gewurztraminer, Pinot Noir, Riesling, Sauvignon Blanc, Sauvignon Gris, Syrah5 Comments

Almadén Riesling 2010

Almadén Riesling 2010

Desde que a Almadén foi vendida para a Miolo (no final do ano passado), a empresa vem passando por algumas reformulações. Uma delas, a mais visível para nós consumidores, é a sua “roupagem”. Seus rótulos mudaram e na minha opinião, ficaram melhores.

Eu já estava querendo provar o Riesling produzido por eles há algum tempo, e quando vi que esse era da safra de 2010, não tive dúvidas. Comprei na hora e voltei pra casa cheio de curiosidade. E um detalhe importante: é o primeiro vinho da safra de 2010 que eu estou provando.

Segundo fontes confiáveis, a plantação de riesling no Brasil foi muito reduzida há alguns anos, dando lugar à Chardonnay, que estava mais “ao gosto dos brasileiros”. Uma pena, na minha opinião. A Chardonnay é uma ótima uva, mas a Riesling também tem atributos muito interessantes. Ficamos então com poucos exemplares nacionais feitos com essa varietal.

Mas vamos ao vinho então: com uma coloração palha bem clara, apresentou-se muito límpido e brilhante.

No nariz os aromas ainda eram um pouco tímidos, mas tendendo para as frutas brancas como pêra e melão, passando por toques cítricos e com um leve toque adocicado no final.

Em boca mostrou uma ótima acidez e frescor. Seu final não é dos mais longos, mas é bem correto.

É um vinho que custa em torno de 15 reais e me parece uma ótima opção para o dia a dia, principalmente em dias quentes, para ser bebido antes de uma refeição, acompanhando saladas e petiscos, mas pode ser também um ótimo companheiro para um peixe frito, por exemplo.

Parabéns para a Almadén pelo seu vinho correto e justo. Continuem utilizando essa fórmula e a cada dia teremos mais consumidores “migrando” para o vinho.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2010, Brasil, Encontro de Vinhos, Riesling2 Comments

Angove´s Riesling 2009

Angove´s Riesling 2009

A região de Clare Valley é a região mais propícia da Austrália para a produção de Riesling, devido ao seu clima mais frio.

E é de lá que vem o Angove´s Riesling 2009, desse produtor que tem já fãs cativos aqui no Brasil.

É um vinho que tem bastante tipicidade, mas ao mesmo tempo mostra-se um pouco diferente dos rieslings alemães. Com uma coloração amarelo palha claro, denota sua jovialidade. No nariz, notas bastante minerais, com toques cítricos e uma ponta final de petróleo/borracha.

Em boca, bastante mineralidade e acidez em alta. Final médio a longo, bem correto.

Esse vinho foi provado com um bacalhau em natas que tem em seu molho um toque de limão, que apesar de ser bem pouco, é nitidamente percebido. O Riesling conseguiu acompanhar essa acidez, fazendo um belo conjunto com o prato. Para esse mesmo prato foram provados alguns vinhos tintos, mas que não se deram tão bem como o Riesling.

Ponto para os australianos, que estão cada vez mais se destacando na viticultura mundial. Seus vinhos, com muito frescor e aromas são muito apreciados, principalmente pelos brasileiros.

Fica a dica do vinho e do prato. Agora é só aproveitar.

Abraço

Daniel Perches

Posted in 2009, Austrália, Riesling0 Comments

Qual vinho para acompanhar uma Pizza de Pepperoni?

Qual vinho para acompanhar uma Pizza de Pepperoni?

Todo mundo diz que pizza combina com vinho. E não é mentira. Nada como aquela bela pizza napolitana com um bom chianti pra acompanhar.

Mas como existem milhares de tipos de pizzas, imagino que também não exista só um tipo de vinho que combine com todas. E além disso, o legal é ir tentando harmonizar cada pizza com um vinho específico.

E dessa vez pedi uma pizza de pepperoni, aquele salame mais picante. Apesar de ter mussarela também no conjunto, sem dúvida o pepperoni impera pela sua força.

E qual o vinho para harmonizar? Um Chianti? Um Syrah? Um Pinotage?

Bem, na dúvida eu acabei comendo a pizza com um espumante nacional, da Salton (o Brut Método Charmat). O espumante tem uma acidez e força capaz de “combater” a pimenta do pepperoni e de “lavar” a boca, deixando ela pronta para receber mais comida. Assim que deve ser. Acho que um vinho tinto mais leve seria ultrapassado pela pizza, o que não resultaria num casamento ideal. O espumante da Salton foi escolhido propositalmente. Composto de uvas Chardonnay e Riesling, tem alta acidez, bons aromas e bom retrogosto.

Fica então a dica, um pouco inusitada, principalmente para aqueles que gostam sempre de beber um vinho tinto para acompanhar a pizza. Mas vale sempre lembrar que a pizza só é pizza pelos seus ingredientes. Uma pizza 4 queijos é bem diferente de uma calabresa. E se quiser fazer uma boa harmonização, tem que levar isso em conta.

Ponto para a pizza que estava ótima, mas também para o espumante da Salton, que é muito bem feito.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in Brasil, Chardonnay, Riesling4 Comments

Aurora Conde de Foucauld Brut

Aurora Conde de Foucauld Brut

Estou já há algum tempo para provar esse espumante. Durante o carnaval (2010) eu fiz uma garimpagem em alguns supermercados em São Paulo para saber o que estavam oferecendo de espumantes e vinhos brancos. Encontrei algumas coisas muito interessantes. No meio delas, esse me chamou a atenção e eu resolvi levar.

Produzido pela gigante Vinícola Aurora e feito com Riesling e Semillon (uma mistura interessante) pelo método Charmat – ou fermentação em tanques, como queiram – esse espumante apresenta algumas características bem peculiares.

aurora_foucauld_brutDevido à sua composição de uvas, os aromas não são aqueles clássicos que estamos acostumados a encontrar por aí. Nele encontramos alguns aromas adocicados lembrando amêndoa, frutas brancas doces e um toque cítrico forte.

Em boca ocorreu um fato interessante. Logo ao abrir e degustar, o espumante me trouxe um toque de amargor. Algo um pouco estranho, pois não deveria ter essa característica. Após algum tempo aberto, tanto seus aromas quanto seu retrogosto evoluíram bastante. Seu final tornou-se mais adocicado e contrastou muito bem com alguns queijos (inclusive azuis) provados e também alguns embutidos.

É relativamente barato (custa em torno de 18 reais no supermercado) e é uma boa alternativa para os já conhecidos. Vale a pena provar e entender esse espumante. Pra mim, foi a primeira vez que encontrei um com essa combinação de uvas. Valeu a experiência.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in Brasil, Riesling, Semillon5 Comments

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