Estou já há algum tempo para provar esse espumante. Durante o carnaval (2010) eu fiz uma garimpagem em alguns supermercados em São Paulo para saber o que estavam oferecendo de espumantes e vinhos brancos. Encontrei algumas coisas muito interessantes. No meio delas, esse me chamou a atenção e eu resolvi levar.
Produzido pela gigante Vinícola Aurora e feito com Riesling e Semillon (uma mistura interessante) pelo método Charmat – ou fermentação em tanques, como queiram – esse espumante apresenta algumas características bem peculiares.
Devido à sua composição de uvas, os aromas não são aqueles clássicos que estamos acostumados a encontrar por aí. Nele encontramos alguns aromas adocicados lembrando amêndoa, frutas brancas doces e um toque cítrico forte.
Em boca ocorreu um fato interessante. Logo ao abrir e degustar, o espumante me trouxe um toque de amargor. Algo um pouco estranho, pois não deveria ter essa característica. Após algum tempo aberto, tanto seus aromas quanto seu retrogosto evoluíram bastante. Seu final tornou-se mais adocicado e contrastou muito bem com alguns queijos (inclusive azuis) provados e também alguns embutidos.
É relativamente barato (custa em torno de 18 reais no supermercado) e é uma boa alternativa para os já conhecidos. Vale a pena provar e entender esse espumante. Pra mim, foi a primeira vez que encontrei um com essa combinação de uvas. Valeu a experiência.
Um abraço
Daniel Perches

A Cono Sur é uma das vinícolas da gigante Conha y Toro, do Chile. Essa bicicleta verde que você vê aí no rótulo é pra representar a ideologia da vinícola, que tem como premissa trabalhar dentro de uma “consciência ecológica”. Se você achar que é meio
Se você estava acostumado a comprar aquela garrafa com o rótulo amarelinho daquele vinho composto pelas 3 uvas brancas mais conhecidas (Riesling, Chardonnay e Sauvignon Blanc) pode tomar um susto ao chegar no ponto de venda agora.
Eu tenho uma queda por Rieslings. Acho que eles são de certa forma, místicos. E infelizmente conheço muito menos Rieslings do que eu gostaria. Parte disso é porque muitos deles são (bem) caros e não é sempre que a gente consegue beber um bom. 




