Posted on 17 julho 2011. Tags: Aîmé Guibert, Émile Peynaud, mas de daumas gassac, Mistral, mondovino
A vinícola Mas de Daumas Gassac fica no Languedoc, na França. Depois que apareceu no documentário MondoVino, ficou ainda mais famosa pelos seus vinhos e pelos seus personagens, como Aîmé Guibert, que com a ajuda do grande viticultor Émile Peynaud, plantou algumas uvas bem diferentes do que se tem por lá como a Pinot Noir, Tannat, Cabernet Sauvignon e outras que eles acharam interessantes.
Em visita ao Brasil, Victorine Babé apresentou alguns vinhos da vinícola. Veja também a entrevista com Victorine no post “Mas de Daumas Gassac, contado por uma francesa que tem boa história com a viticultura“.
Dos que eu provei, destaco 4 que me chamaram a atenção.
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Daumas de Gassac Blanc 2009
Um vinho impressionante pela sua elegância e qualidade. Produzido com Viognier, Chardonnay e Petit Manseng é muito complexo, com notas florais combinando muito bem com frutas brancas, leve toque de frutas secas e muita complexidade na boca. Um grande vinho que merece ser apreciado junto com um belo prato. Encantado |
| Figaro Rouge 2009
Segundo a proópria vinícola, é o vinho para o “dia a dia”. E eu acho que eles têm razão, pois é um vinho fácil de entender e de beber, com aromas de frutas vermelhas bem destacados. Na boca ele se mostra bem equilibrado e vai muito bem com pratos que tenham alta acidez. O preço é ainda melhor: em torno de 22 dólares (já no Brasil). |
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Guilhem Rouge 2009
Um vinho feito com as uvas Syrah, Grenache, Carignan e Cinsault, de vinhas velhas. É um vinho que precisa de um tempo de aeração para abrir um pouco os aromas, mas quando abre, é só prazer. Tem um bom toque mineral, combinado com as frutas que começam a surgir com o tempo. Em boca é longo e tem uma boa presença. Ótimo vinho pelo seu preço, que gira em torno de 24 dólares. |
| Daumas de Gassac Rouge 2008
Ao provar esse vinho entendi porque todos os críticos elogiavam tanto a vinícola. É um grande vinho. Esse é produzido com 80% de Cabernet Sauvignon e o restante com outras 10 uvas plantadas na propriedade. Tem um estilo muito clássico, com toques de frutas mais maduras contrastando com aromas “verdes”. Algo diferente que chama a atenção e faz desse vinho especial.
É outro que merece ser aerado para mostrar todo o potencial. Custa em torno de 115 dolares, mas que valem a pena. |
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Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2008, 2009, Cabernet Sauvignon, Carignan, Chardonnay, Cinsault, Clairette, França, Grenache, Merlot, Petit Manseng, Sauvignon Blanc, Syrah, Vermentino, Viognier
Posted on 03 setembro 2010. Tags: França, jurançon, vinho, vinho doce, vinho francês, vinho sobremesa
Como sempre falo por aqui, eu sou fã dos vinhos doces (de sobremesa). São vinhos encantadores, que por muitas vezes, eu sinceramente dispenso a sobremesa e fico degustando ele sozinho, bem calmamente, para que ele também calmamente libere seus belíssimos aromas e sabores.
E quando fiquei sabendo que a Cave Jado estava agora com um rótulo de vinho de sobremesa, não tive dúvidas e fui em busca dele. E como sempre aconteceu comigo com os vinhos de lá, eu gostei bastante e fiquei mais contente ainda com o preço.
Esse é produzido na AOC Jurançon, que fica no Sudoeste francês. E para os vinhos doces produzidos nessa região, as uvas emblemáticas são a Gros Manseng e a Petit Manseng e as duas estão presentes nesse vinho.
Com uma coloração dourada bastante brilhante, mostrou-se com um belo corpo ao ser girado na taça. Nos aromas, predominância de toques florais, frutas cítricas e mel.
Em boca o corpo se confirmou, com um leve toque cítrico no final, que é longo e correto.
É um belíssimo vinho, que como falei, compensa não só pela sua qualidade, mas também pelo seu preço. Custa 79 reais na loja (e no site). Pra quem está acostumado aos preços dos vinhos de sobremesa, sabe que esse é um bom custo X benefício.
Prove com queijos azuis, foie gras e claro, com sobremesas, mas estas não podem ser muito doces. Talvez uma torta de frutas vá bem. Ou então você pode bebê-lo sozinho, o que pra mim funciona muito bem.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2008, França, Gros Manseng, Petit Manseng