Posted on 01 setembro 2011. Tags: Cava, CBE, Confraria Brasileira de Enoblogs
Imagine-se em uma confraria com aproximadamente 30 membros, onde cada mês um dos confrades dá a sugestão do vinho que todos os outros vão provar naquele mês. Agora imagine que cada um é de uma região do país e todos farão isso remotamente. Pois é assim a Confraria Brasileira de Enoblogs, ou CBE (por isso que tem aquela #cbe na frente do post). Essa Confraria reune os blogueiros do Brasil e todo mês, no primeiro dia, nós postamos um vinho que foi sugerido por um dos participantes. Dessa vez eu que fui o responsável pela escolha e acabei optando por um espumante espanhol, o Cava. A minha escolha teve dois critérios: gosto muito de espumantes e não tinha visto ainda ninguém pedir Cava.
Os espumantes Cava são produzidos na região do Penedés, na Espanha. Em geral têm as uvas Macabeo, Parellada e Xarello, que são as uvas utilizadas na produção da Freixenet Cordón Negro. A Freixenet é uma vinícola conhecida mundialmente e que tem belos espumantes. A garrafa do Cordón Negro sempre me chamou a atenção por ser negra (sem dúvida uma alusão ao seu nome) e opaca, bem diferente do que estamos acostumados a encontrar.
É um espumante fresco, com notas cítricas e herbáceas. Tem uma certa complexidade e uma acidez bem correta (nada sobrando e nada faltando). Era o que eu esperava de uma marca tão famosa e não poderia deixar de ser diferente.
Esse vai entrar para a minha lista de bons espumantes. Não custa muito caro (em torno de 40 reais no freeshop, mas deve ser um pouco mais caro nas lojas), mas vale a pena provar. Eles fazem outros mais tops, que eu acabei ficando curioso.
Aproveitem e vejam a mais nova campanha da Freixenet, que retrata bem o espírito jovem e descolado que querem colocar na marca (e sinceramente, acho que está dando certo, pois eu sempre achei a marca muito cool).
Um abraço
Daniel Perches
Posted in Espanha, Macabeo, Parellada, Xarello
Posted on 12 julho 2010. Tags: Cava, Espanha, espumante, vinho
Em clima de final de Copa do Mundo, resolvi provar essa Cava, afinal de contas, se tivesse que torcer para algum time, eu torceria para a Espanha. E é de lá que vem esse espumante, que é produzido com as uvas Macabeo, Parellada e Xarello.
E foi uma boa escolha, afinal de contas, o espumante serviu pra comemorar com a “Fúria”.
Mas vamos ao espumante, que é o que interessa, pelo menos aqui.
Em taça apresentou-se com uma coloração amarelo dourado. Suas bolhas (perlage) eram bem finas, mas não muito abundantes. Como sempre falo, esse quesito é muito influenciado pela taça, que se estiver com alguma sujeira, pode influenciar (mal) a performance, então não podemos levar isso muito em consideração.
No nariz apresentou aromas tostados, frutas secas e sementes. Em boca tem acidez alta e um final bastante agradável e longo.
Uma bela cava, que acompanha muito bem entradas, como canapés e saladas, mas também pode acompanhar bem comidas mais gordurosas. Me pareceu um bom acompanhamento para um leitão assado, por exemplo.
Encontrada na Expand, custa em torno de 40 reais. Um preço justo pela sua qualidade. Se estiver em busca de uma boa cava, fica a dica.
A Marques de Monistrol é produzida pela mesma casa que faz a Monasteriolo, já comentada aqui .
E viva a Espanha, e parabéns pela sua bela campanha na Copa do Mundo de 2010.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in Espanha, Macabeo, Parellada, Xarello
Posted on 30 junho 2010. Tags: Cava, Espanha
Codorniu é um nome famoso no mundo dos vinhos. Quem já se interessou pelos vinhos espumantes produzidos na região da Cava, na Espanha, provavelmente já se deparou com esse nome.
A Codorniu é uma empresa bastante antiga, que foi fundada em 1551. São 5 séculos de história e tradição na produção de espumantes. Eles possuem uma ampla gama de produtos e são bastante conhecidos também pela sua garrafa “clássica”. Esse que eu provei não veio nesse envase, mas com certeza não deixa a desejar em nada em qualidade.
Produzido com as uvas Macabeo e Chardonnay, é um espumante com todos os quesitos de qualidade. Esse é feito através do método clássico (ou champenoise), ou seja, sua segunda fermentação é feita em garrafa. Passa 18 meses em autólise para depois ser colocada para descansar e só depois é comercializada.
Possui um ótimo perlage (fino e persistente) e uma ótima espuma ao ser servido. Mesmo depois de bastante tempo em taça, as bolhinhas permanecem subindo, formando finos cordões.
No nariz apresenta aromas herbáceos, frutas brancas com um toque de verde, um leve tostado e um toque também de madeira.
Em boca tem ótimo frescor e acidez, mas ao mesmo tempo mostra-se bem suave. É um espumante que convida ao próximo gole, principalmente quando se está acompanhando pratos leves como saladas, entradas, frutos do mar. Sinceramente, eu preferi provar sem nenhum acompanhamento. Foi meu espumante companheiro do jogo do Brasil, numa bela vitória da nossa seleção, rumo às quartas-de-final da Copa do Mundo de 2010. Essa deu sorte. Espero que no próximo jogo, tenhamos a mesma sorte. Vamos ver qual vai ser o meu companheiro.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in Chardonnay, Espanha, Macabeo