Posted on 26 junho 2011. Tags: adega dos 3, parras, vinho bom e barato, vinho branco português, Vinho Verde
Sempre que eu provo um vinho verde que eu gosto, penso que os brasileiros deveriam beber mais desse tipo de vinho. Essa região de Portugal faz vinhos frescos e que combinam perfeitamente com o calor que faz por aqui durante a maior parte do ano. Além disso, por terem bastante acidez, combinam com vários tipos de comida.
E quando eu encontro um que é bom e barato, aí fico mais contente ainda.
O Filigrana 2009 é assim: bom, bonito e barato. Recém-importado pela (também nova) importadora Adega dos 3, vem com o propósito de ser um vinho para o dia a dia, para acompanhar refeições e encontro de amigos sem muita pretensão.
Sim, sem muita pretensão, mas ao mesmo tempo muito bem feito. Feito com as uvas Arinto, Fernão Pires e Vital, tem aromas bem abertos de frutas brancas, até com um toque floral se destacaram, terminando com uma boa acidez (não aquela cortante, que as vezes até pica a lingua).
Gostei do vinho e espero vê-lo logo no mercado, pois fiquei mais animado quando a Isabella, a simpática sócia da empresa que me recebeu, falou do preço: chegará ao mercado (base São Paulo) por algo em torno de 20 reais.
Esse vinho acompanhando umas sardinhas na brasa fazem com certeza a minha alegria. Tente aí também e depois me diga se não fica muito bom.
Um abraço
Daniel Perches
Posted in 2009, Arinto, Fernão Pires, Portugal, Vidal
Posted on 05 janeiro 2010. Tags: alentejo, Portugal
Encontrei esse vinho português quando estava em busca de outro do mesmo país, para a resenha do mês para a Confraria Brasileira de Enoblogs. Não encontrei o que queria, mas esse acabou me chamando a atenção. E isso aconteceu por dois motivos: pelo seu rótulo, que como podem ver abaixo é bem interessante, com dois peixes cruzados, com uma espécie de ramo de arruda por trás e também pelas suas uvas. É produzido a partir de um corte de Roupeiro, Rabo de Ovelha, Fernão Pires e Arinto, pela vinícola Roquevale, no Alentejo.
Eu só fã confesso das uvas portuguesas (e por conseqüência, dos nomes delas. São de uma criatividade ímpar), então não resisti a esse.
Vinho comprado, degustado e aprovado. É um vinho bastante justo, eu diria. Vamos a ele: com uma coloração amarelo ouro, já denota sua certa idade, que para vinhos brancos, tem que ser verificada com mais cautela. No contra-rótulo o produtor alerta para o consumo desse vinho jovem. Eu resolvi arriscar, mas o vinho não estava ruim. Aliás, estava em seu auge, acredito.
No nariz, aromas de frutas brancas maduras e em calda, com destaque para pêssego, melão e um certo cítrico, lembrando um maracujá mais fraquinho. O final dos aromas é envolto em uma cremosidade/untuosidade, lembrando manteiga de cacau. Em boca, sua acidez não foi tão forte quanto eu esperava, mas mostrou-se bem equilibrado. Seu final não é longo, mas é saboroso, confirmando a cremosidade percebida nos aromas.
Degustado com um queijo parmesão bem curado, foi muito bem, mas acredito que vá melhor com um prato de frutos do mar, como calamares.
É sem dúvida um vinho para ser bebido despretensiosamente, mas que não fará feio em momento algum. E o melhor é que custa em torno de 25 reais. Pareceu-me um preço justo para o que ele oferece.
Um abraço
Daniel Perches

Posted in 2005, Arinto, Fernão Pires, Portugal, Rabo-de-ovelha, Roupeiro