Archive | Clairette

Os vinhos da Mas de Daumas Gassac

Os vinhos da Mas de Daumas Gassac

A vinícola Mas de Daumas Gassac fica no Languedoc, na França. Depois que apareceu no documentário MondoVino, ficou ainda mais famosa pelos seus vinhos e pelos seus personagens, como Aîmé Guibert, que com a ajuda do grande viticultor Émile Peynaud, plantou algumas uvas bem diferentes do que se tem por lá como a Pinot Noir, Tannat, Cabernet Sauvignon e outras que eles acharam interessantes.

Em visita ao Brasil, Victorine Babé apresentou alguns vinhos da vinícola. Veja também a entrevista com Victorine no post “Mas de Daumas Gassac, contado por uma francesa que tem boa história com a viticultura“.

Dos que eu provei, destaco 4 que me chamaram a atenção.

Daumas de Gassac Blanc 2009

Um vinho impressionante pela sua elegância e qualidade. Produzido com Viognier, Chardonnay e Petit Manseng é muito complexo, com notas florais combinando muito bem com frutas brancas, leve toque de frutas secas e muita complexidade na boca. Um grande vinho que merece ser apreciado junto com um belo prato. Encantado

 

 

 

 

 

 

 

Figaro Rouge 2009

Segundo a proópria vinícola, é o vinho para o “dia a dia”. E eu acho que eles têm razão, pois é um vinho fácil de entender e de beber, com aromas de frutas vermelhas bem destacados. Na boca ele se mostra bem equilibrado e vai muito bem com pratos que tenham alta acidez. O preço é ainda melhor: em torno de 22 dólares (já no Brasil).

Guilhem Rouge 2009

Um vinho feito com as uvas Syrah, Grenache, Carignan e Cinsault, de vinhas velhas. É um vinho que precisa de um tempo de aeração para abrir um pouco os aromas, mas quando abre, é só prazer. Tem um bom toque mineral, combinado com as frutas que começam a surgir com o tempo. Em boca é longo e tem uma boa presença. Ótimo vinho pelo seu preço, que gira em torno de 24 dólares.

Daumas de Gassac Rouge 2008

Ao provar esse vinho entendi porque todos os críticos elogiavam tanto  a vinícola. É um grande vinho. Esse é produzido com 80% de Cabernet Sauvignon e o restante com outras 10 uvas plantadas na propriedade. Tem um estilo muito clássico, com toques de frutas mais maduras contrastando com aromas “verdes”. Algo diferente que chama a atenção e faz desse vinho especial.

É outro que merece ser aerado para mostrar todo o potencial. Custa em torno de 115 dolares, mas que valem a pena.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2008, 2009, Cabernet Sauvignon, Carignan, Chardonnay, Cinsault, Clairette, França, Grenache, Merlot, Petit Manseng, Sauvignon Blanc, Syrah, Vermentino, Viognier0 Comments

Chateauneuf du Pape Masson Dubois 2006

Chateauneuf du Pape Masson Dubois 2006

Não é difícil encontrar pessoas que gostem de vinhos feitos na região de Chateneauf du Pape. São vinhos famosos não só pela sua história, mas também principalmente pela sua qualidade.

E eu não fujo à regra. Gosto desses vinhos, que nos agradam desde seus rótulos, suas garrafas bastante elaboradas e claro, seus vinhos fantásticos.

Um fato interessante sobre essa região é que é o lugar onde se produz vinhos de acordo com a legislação da região com o maior número de uvas: são treze as uvas permitidas, sendo as tintas: Grenache, Syrah, Cinsaut, Mourvèdre, Counoise, Picpoul, Terret Noir, Vaccarèse, Picardan, e Muscardin. E as brancas: Bourboulenc, Roussanne, Clairette. Se incluir as brancas Grenache Blanc e Picpoul Blanc, também permitidas, temos quinze. Não é difícil de encontrar vinhos com essa quantidade de uvas por lá.

Esse eu tive a oportunidade de provar na casa de amigos, num dia em que estávamos tentando harmonizar algo com um bacalhau em natas, feito com um molho bem cítrico.

Mas vamos ao vinho, que é o que interessa: Esse é produzido com as uvas Syrah, Grenache, Clairette, Picpoul, Terret, Cinsault e Mourvedre. Tem uma coloração rubi clara e um pequeno halo de evolução, o vinho mostrou-se em taca muito elegante, lembrando os clássicos vinhos da França, principalmente os da Borgonha (onde ele é produzido).

No nariz, uma gama tão grande de aromas que ficou difícil de escolher alguns para contar: morangos, groselhas, um pouco de terra, flores com toques adocicados (eu sou péssimo com flores, então não me lembro os nomes) e um leve, mas leve mesmo, toque de madeira. Além disso, um toque de especiarias rondava sempre o nariz, acompanhando todos esses aromas. Tudo isso dançando na taça, mostrando-se mais ou menos, conforme se girava e se apreciava o líquido.

Em boca mostrou-se um vinho realmente elegante, com taninos ainda jovens, mas macios e bem tratados. Boa adstringência e final longo e sem amargor. Um vinho muito correto e agradável.

Esse Chateauneuf du Pape, apesar de ser leve, é um vinho que pode acompanhar muito bem comidas um pouco mais apimentadas ou com um pouco mais de especiarias. Como falei, testamos com o bacalhau, mas talvez o cítrico do molho tenha se sobressaído um pouco. No mesmo dia testamos com uma geléia de pimenta com brie e ficou perfeito. Acho que vale o teste.

E mesmo que não tiver nada para acompanhar, sempre vale a pena beber um bom Chateuneuf du Pape.

Um abraço

Daniel Perches

Posted in 2006, Cinsault, Clairette, França, Grenache, Mourvedre, Picpoul, Syrah, Terret0 Comments


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